terça-feira, 12 de abril de 2011

Bons resultados de porta em porta

Veja dicas de quem conseguiu pagar a faculdade, comprar um carro zero e conquistar salário de executiva graças às vendas diretas
Pagar a faculdade, comprar um carro zero, alcançar uma renda mensal digna de uma alta executiva. Essas foram algumas das conquistas de três mulheres que trabalham no segmento de vendas diretas. A paraense Francisca Oliveira, a gaúcha Teresa Rusvkowski e a mineira Luciana Spirandelli estão entre as revendedoras que mais se destacam em três das principais empresas de cosméticos com vendas porta a porta. Com pelo menos cinco anos de experiência, elas ensinam como conquistar e fidelizar clientes, aumentar o tíquete médio de vendas e, sobretudo, como conquistar resultados acima da média no concorrido mercado de vendas porta a porta.


Disciplina é fundamental para aumentar carteira de clientes

A mineira Luciana Spirandelli atribui seu sucesso em vendas diretas – em pouco mais de quatro anos, ela alcançou uma renda mensal compatível com a de uma diretora de multinacional – a uma característica que julga indispensável para quem atua no segmento: disciplina. “Quem trabalha com vendas diretas tem como grande vantagem a flexibilidade de horário. Mas, é preciso ter foco e determinação. Todo dia é dia de vender, seja com chuva ou sol”, afirma.
Luciana, que é formada em administração e tem MBA em Gestão Empresarial pela FGV, buscava uma oportunidade que permitisse conciliar o trabalho e o cuidado com suas duas filhas, que tinham um e três anos de idade na época. Após se decidir a revender os produtos da Mary Kay, ela começou convidando as mães das amigas de suas filhas para demonstrações de produtos em sua casa. “Todos os dias, dedicava algumas horas ao meu trabalho de revendedora. Mesmo quando viajava nos feriados, aproveitava a ocasião para apresentar os produtos a familiares e amigos”, diz.
Mas, a própria Luciana reconhece que amigos e parentes formam um círculo limitado de clientes. Para expandir sua carteira, diz, é preciso deixar a vergonha de lado e pedir indicações. Uma das grandes vantagens da venda direta, avalia, é o fato de que esta é uma atividade democrática tanto para quem vende, como para quem compra. “O leque de produtos é imenso e atende todas as classes sociais. Por mais humilde que a pessoa seja, ela tem vaidade e quer se cuidar”.

Consultora precisa acreditar no produto que vende

A vaidade foi o que levou a dona de casa gaúcha Teresa Rusvkowski a entrar no segmento de vendas diretas, há seis anos. Consumidora dos produtos da Avon há mais de 12 anos, ela um dia se animou a vender os cosméticos que usava.
Por experiência própria, ela sabia que dificilmente alguma de suas clientes compraria perfume, maquiagem ou hidratante sem experimentar. "Comecei com R$ 100, fazendo um único pedido. Logo que a cliente me pagou, reinvesti meu lucro na compra de outros itens e assim fui comprando produtos para demonstração”, afirma.
Teresa testa todos os lançamentos antes de apresentá-los às clientes. Dessa forma, acrescenta, ela recomenda a utilização dos produtos de acordo com sua experiência como consumidora.
Em pouco mais de três anos, a dona de casa de 53 anos, que estava desempregada quando começou a trabalhar com vendas diretas, conseguiu realizar o sonho de comprar um carro zero. De acordo com ela, o veículo foi mais um passo importante na construção de sua carteira de clientes, já que facilitou a entrega de produtos.
Para se aproximar de suas clientela, Teresa, que antes só usava e-mail, criou ainda uma página no Facebook, onde apresenta as novidades e dá dicas de como usar os produtos. “Estou sempre fazendo cursos de reciclagem e utilizo meus novos conhecimentos para fidelizar minhas clientes”, diz.

Rapidez no atendimento é um diferencial




Na opinião da paraense Francisca Oliveira, que revende produtos da Natura há oito anos, não existe uma única receita para conquistar e fidelizar clientes. “É preciso avaliar o perfil do cliente em potencial e, a partir daí, traçar uma abordagem que seja mais adequada a cada caso”, afirma.

Embora não acredite em fórmulas prontas, ela afirma que a rapidez no atendimento e na entrega dos produtos é um diferencial. “Demorar semanas para receber uma maquiagem ou creme é algo que não agrada a ninguém”.
Além de investir em um pequeno estoque para pronta-entrega – prática comum entre as maiores revendedoras de cosméticos – Francisca mantém uma parceria com algumas consultoras, a quem recorre quando precisa entregar um item com rapidez. “Se vendo algo que não tenho em meu estoque, ligo para outra vendedora e trocamos produtos, de forma a atender a cliente naquele momento. Essa é uma parceria de mão-dupla, já que faço o mesmo quando a outra consultora precisa”, diz.
Outra dica de Francisca é que a vendedora leve sempre em sua bolsa amostras grátis e seus produtos de uso próprio. Ela conta que já fez muitas vendas depois de emprestar seus cremes e xampus às amigas da hidroginástica.
O esforço parece ter dado resultado. Desde o primeiro ano como consultora da Natura, Francisca nunca deixou de ficar entre as dez principais revendedoras de seu setor. Os bons resultados permitiram que a dona de casa de 50 anos pagasse sua própria faculdade. Hoje, Francisca freqüenta um curso técnico em estética que, espera, vai contribuir para impulsionar ainda mais suas vendas.

Mercado movimentou R$ 26 bilhões em 2010

Somente no Brasil, o mercado de vendas diretas, que conta com 2,74 milhões de consultores ativos, movimentou R$ 26 bilhões em 2010, segundo dados da Associação Brasileira de Empresas de Vendas Diretas (ABEVD). Entre os segmentos que compõem esse setor, estima-se que as empresas de cosméticos e cuidados pessoais representem mais de 80% do mercado.
Silvio Zveibil, diretor da ABEVD e profissional com mais de 20 anos de experiência em vendas diretas, dá dicas para quem quer investir nessa atividade:
- O relacionamento é a essência das vendas diretas. Por isso, não basta vender. Converse com seus clientes, mostre os benefícios dos produtos, faça demonstrações. Quem é bem tratado não troca seu consultor de vendas por outro profissional
- Monte uma carteira razoável de clientes. Deixe a vergonha de lado e peça indicações para amigos e parentes. Quem trabalha com vendas diretas precisa ser “cara de pau”
- Tenha sempre em mãos pelo menos um catálogo extra de produtos. O catálogo é a vitrine dos produtos oferecidos. Uma pessoa que pode ler com calma o catálogo tem mais chances de comprar
- Ofereça amostras grátis para suas melhores clientes. Ao usar e testar perfumes, hidratantes e maquiagens, elas certamente terão maior segurança para adquirir os produtos
- Seja organizada e entregue os produtos sempre na data combinada com o cliente. Se possível, mantenha um pequeno estoque para pronta-entrega. Em geral, as revendedoras com melhores resultados são as que atendem os clientes com maior rapidez
- Evite entregar o produto sem receber o pagamento. Parcele as compras apenas para os clientes mais antigos e fiéis. Isso pode evitar que você sofra com a inadimplência dos compradores. Mas, se o cliente, por alguma razão, deixar de pagar, faça sempre uma cobrança respeitosa








segunda-feira, 11 de abril de 2011

Gurgel pede arquivamento de inquérito contra Michel Temer


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo o arquivamento de um inquérito contra o vice-presidente da República, Michel Temer. Ele é acusado de ter recebido ilegalmente, quando era deputado federal, dinheiro de empresas que venceram licitação para operar na Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

A acusação contra Temer veio à tona em 2000, quando ele foi citado em um processo de separação do então presidente da Codesp Marcelo Azeredo e a ex-companheira. Ela tentava obter pensão provando que o ex-marido tinha negócios ilícitos e citava Temer como um dos beneficiários de recebimento de propina.
O procurador-geral da República da época, Geraldo Brindeiro, mandou arquivar o inquérito em 2002 por entender que não havia provas suficientes contra Temer.
Quatro anos mais tarde, a Polícia Federal (PF) abriu novo inquérito para apurar melhor o caso. Foi esse inquérito que chegou ao STF recentemente, sob relatoria do ministro Marco Aurélio, que enviou os autos para apreciação do procurador-geral.
Em seu parecer, Gurgel afirmou que as novas diligências da PF envolviam apenas Azeredo.
“As diligências realizadas enquanto a investigação tramitou perante a Polícia Federal não trouxeram novas provas dos fatos em apuração, que evidenciassem qualquer envolvimento de Michel Temer, não havendo, portanto, justa causa para a tramitação do presente inquérito”, afirmou o procurador-geral da República em seu parecer.
Ao opinar pelo descarte do inquérito contra o vice-presidente da República, Gurgel pediu que os autos sejam encaminhados novamente à Justiça Federal em Santos, onde tramita originariamente o inquérito contra Marcelo Azeredo

PPS entra com Adin questionando migração de políticos para o PSD de Kassab

Os partidos políticos começam a se incomodar com a migração de ocupantes de mandato para p PSD, legenda que está sendo criada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.




A assessoria do PPS informa que o partido entrará, nesta terça-feira (12), no Supremo Tribunal Federal (STF), com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) para questionar um dos dispositivos da Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) 22.610, editada em outubro de 2007, que diz que a saída de um filiado de um partido político para criar uma nova legenda partidária não é motivo para a perda do mandato.
Se acatada pelos ministros, a Adin pode inviabilizar a migração de parlamentares para o PSD.

De acordo com informações do PPS, a Resolução que será questionada trouxe quatro situações em que o político pode mudar de legenda sem que tal decisão acarrete em perda de mandato. São as chamadas cláusulas de “justa causa”: a) incorporação ou fusão de partido, b) criação de novo partido, c) mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário e d) grave discriminação pessoal.
O PPS entende que o segundo dispositivo ofende o princípio da fidelidade partidária, já que ao deixar uma agremiação para construir uma nova legenda, o filiado também pratica a infidelidade partidária, já que o fato motivador para tal decisão não é o partido de origem e, sim, uma decisão de cunho pessoal do filiado. Desse modo, o PPS acredita que o mandato pertence ao partido.
“A resolução que diz que o filiado pode sair para formar novo partido é equivocada. Ela está tornando letra morta a decisão do Supremo em garantir que o mandato é do partido”, observa o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (SP).
Para o PPS, a resolução, que teve como relator o ministro Cezar Peluso, colide com a decisão do Supremo que firmou entendimento de que o mandato pertence ao partido político. E que, ao deixar uma sigla, o parlamentar perde o direito a tal mandato.
Roberto Freire espera que o STF se pronuncie a respeito da situação que envolve diretamente muitos políticos que já estariam de “malas prontas” para o partido do prefeito de São Paulo. “O PSD, na prática, está servindo como uma janela do adesismo, da traição”, criticou Freire.
Na mesma linha, o líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), diz que a resolução do TSE, ao invés de moralizar, está incentivando a infidelidade partidária.
“O STF decidiu que o mandato só não fica com o partido quando a própria legenda provocar a saída do parlamentar. A criação de um novo partido não se encaixa nessa decisão. Não bastasse o Executivo incluir contrabandos a exaustão nos projetos que manda para o Congresso, agora o TSE também quer usar o mesmo artifício. Trata-se da abertura de uma janela para a infidelidade. Não foi isso que o Supremo decidiu e vamos cobrar uma palavra final do tribunal”, afirmou Bueno.
O PPS argumentará ainda que, ao editar a Resolução 22.610, o TSE inseriu “indevidamente” um procedimento que colide com a essência do princípio da fidelidade, conforme decisão dos ministros do STF. Na ação, o partido alegará que o tribunal exorbitou das suas funções ao inserir uma condição que, para o PPS, constitui uma verdadeira “janela” para a prática do troca-troca partidário, como se registra a partir da criação do PSD.
Pioneiro - O PPS foi um dos primeiros partidos políticos a questionar no Supremo Tribunal Federal (STF) a infidelidade partidária. A legenda entrou com mandado de segurança pedindo a devolução dos mandatos dos deputados que trocaram de legenda logo após as eleições de outubro de 2006. DEM e PSDB também questionaram o tema. O STF acatou os pedidos e decidiu que a medida valeria para mudanças a partir de março de 2007.

Da redação do DIARIO, com informações da assessoria do PPS

sábado, 9 de abril de 2011

Governo cria o cartão-calamidade para compras emergenciais

Ministro da Integração anunciará a iniciativa na segunda-feira. Ideia é agilizar repasse e fiscalização de recursos da Defesa Civil. Hoje, há 1.800 pedidos, que somam mais de R$ 1 bilhão, em análise


Preocupado com a demora em atender estados e municípios atingidos por calamidades e com a necessidade de maior controle no uso de recursos, o governo vai criar um cartão de pagamento especialmente para compras emergenciais de cidades que recorrem à Secretaria Nacional de Defesa Civil. O anúncio oficial será feito na segunda-feira pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, como parte da abertura do Seminário Internacional de Defesa Civil.
Hoje, existe um estoque de 1.800 processos em análise na Defesa Civil. São mais de R$ 1 bilhão em pedidos para as mais diversas finalidades — medicamentos, cestas básicas, aluguel de máquinas para remoção de entulhos e reconstrução de áreas atingidas pelas enchentes. “Com o cartão, teremos mais agilidade e, ao mesmo tempo, condições de controle dos gastos, que passam a ter uma fiscalização on-line”, comenta o ministro da Integração Nacional.
Os recursos para catástrofes são repassados a partir de pedidos feitos pelos próprios municípios, quando estão em situação de emergência ou de calamidade pública. A Defesa Civil, ao atestar que houve realmente um problema dessa ordem, promove a liberação da verba para que a prefeitura possa socorrer, prestar assistência e, em seguida, ajudar no restabelecimento da normalidade.
Na tragédia que atingiu a Região Serrana do Rio de Janeiro, no início do ano, quando Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo tiveram bairros devastados pela enxurrada, houve casos em que os recursos demoraram mais tempo para chegar às prefeituras por causa das dificuldades em abrir uma conta. “Com o cartão, o prefeito poderá efetuar as compras diretamente, sem precisar abrir a conta bancária para receber o dinheiro. O valor que ele poderá usar para fazer as compras emergenciais ficará disponível, e basta ele usar o cartão”, afirma Fernando Bezerra Coelho.

90 dias

Os detalhes técnicos de funcionamento do cartão de pagamento da Defesa Civil serão definidos a partir da semana que vem, depois que o governo formalizar o anúncio do projeto. A ideia é que as prefeituras que recorrerem à ajuda do governo federal sejam autorizadas a usar os recursos disponíveis durante um prazo de 90 dias. O fato de os itens necessários para calamidades estarem listados — sendo que 80% se referem a medicamentos, aluguel de máquinas e combustível — leva os técnicos do governo a acreditarem que o uso do cartão evitará desvios, uma vez que os gastos constarão no Portal Transparência.
O Banco do Brasil foi a instituição responsável pelo estudo que viabilizou a iniciativa. Caberá ao próprio BB administrar e emitir os cartões e carregar os valores, a partir de autorização da Defesa Civil.
A proposta ganhou força após o surgimento de recorrentes denúncias de desvio de verbas da União. No município de Barra Velha, em Santa Catarina, a Câmara de Vereadores fez uma CPI no ano passado que constatou o desvio de recursos enviados para atendimento de vítimas a um vendaval ocorrido em 2009. A CPI descobriu que o número de vítimas era falso.
Embora o governo esteja otimista de que haverá maior controle, dados da Controladoria-Geral da União (CGU) mostram que a recuperação de recursos desviados tem sido quase nula. Segundo o órgão, somente 5% dos valores desviados por má-fé de agentes públicos são restituídos.

Denise Rothenburg


Diego Abreu



Para chineses, visita de Dilma abre caminho para mais negócios

Brasil e China precisam se conhecer melhor e o encontro de líderes dos dois países incentiva as conversas bilaterais, dizem empresários e economistas da China
Nas ruas da China, ninguém sabe quem é Dilma Rousseff. Mais preocupados com suas atividades diárias, a maioria dos chineses não discute a visita da presidenta à China, que será nesta semana. No entanto, empresários e economistas chineses estão atentos e muito interessados no Brasil. Para eles, o País é um grande parceiro e vale a pena aproveitar o momento do encontro de líderes dos dois países, nos dias 12 e 13 de abril, para discutir sobre as relações bilaterais, melhorar o conhecimento recíproco e identificar oportunidades de negócios. Já a discussão em torno da valorização da moeda chinesa, que é um tema importante para os brasileiros, poderia ser deixada de lado, na opinião dos chineses.
Para Craig Bond, presidente do Standard Bank na China, a visita de Dilma acontece em um momento muito importante, em que o comércio dos dois países vem aumentando, mas há diversas oportunidades a serem exploradas. Para ele, chineses como brasileiros têm potencial para fazer mais negócios entre si e têm a mesma força na relação bilateral. “Enquanto a China tem habilidades em engenharia para infraestrutura, os brasileiros possuem os recursos naturais que os chineses precisam,” afirmou Bond.

“São duas economias complementares, que precisam uma da outra. A vinda da presidenta do Brasil, neste momento, é oportuna para intensificar as conversas e proporcionais mais negócios”, concorda David Li, um dos mais renomados economistas da China, diretor da Escola de Economia e Negócios da Universidade de Tsinghua.


Li destaca a possibilidade de uma maior atuação da China em infraestrutura no território brasileiro, ao mesmo tempo em que o Brasil pode exportar mais recursos naturais e produtos finais ao mercado chinês. Já Bond aponta entre os setores promissores que poderiam ter maior atuação de brasileiros na China o imobiliário e o automotivo.

Para Brian Wong, vice-presidente de vendas globais da empresa de comércio eletrônico chinesa Alibaba, os negócios não devem ficar restritos às grandes empresas. “Há inúmeras oportunidades no mercado consumidor chinês para micro e pequenas companhias do Brasil”, diz.

Ele diz que a visita da presidenta brasileira à China ajuda empresários a se conhecerem melhor e a saber mais sobre demandas dos mercados chinês e brasileiro. “Muitos ainda não sabem as oportunidades que podem ter no outro lado do mundo, e encontros de líderes ajudam a colocar os negócios bilaterais em pauta e aumentar o conhecimento recíproco”.

Valorização do yuan

As críticas do Brasil à moeda chinesa pouco valorizada também permeiam as conversas de empresários e economistas chineses. "Mas são menos importantes", diz Li, da Tsinghua. Para ele, Dilma tem uma postura mais agressiva do que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando em relação ao câmbio, mas deveria se preocupar menos com essa questão. “Ela é mais firme do que Lula na pressão para a valorização do yuan”, afirma.


Li diz estar sabendo que a presidenta pretende discutir o câmbio com o presidente Hu Jintao e com o primeiro-ministro Wen Jiabao, o que ele considera “menos importante”. Para ele, os brasileiros não deveriam estar tão preocupados em pressioná-los para elevar o valor do yuan e poderiam focar os esforços em outros assuntos mais prioritários, com seu controle fiscal. “O Brasil deveria se preocupar menos com as taxas de câmbio e mais com seu deficit fiscal, com a educação investimentos produtivos. Não é a taxa de câmbio a única verdadeira solução para as empresas brasileiras terem maior competitividade”, afirma.
O website Hexun, especializado em notícias econômicas, também aproveitou a visita da presidenta do Brasil à China para criticar a insistência brasileira na discussão cambial. A “dama de ferro”, diz a publicação, “mostrou uma dureza maior do que a dos homens”.
Enquanto o ex-presidente Lula estava mais focado na cooperação sul-sul, diz o jornal, Dilma em falar sobre as moedas. “A líder brasileira pretende colocar a desvalorização do yuan na agenda dos líderes dos BRICs. Mas está errando o alvo", diz. Em vez de focar esforços na discussão sobre o yuan, o mais correto seria dar mais atenção ao controle dos gastos do governo, segundo o website.


“Nos últimos anos, o rápido crescimento das despesas públicas no Brasil forçou o Banco Central a elevar os juros para conter a inflação causada pelo superaquecimento econômico. No entanto, altas taxas de juros atraem capital especulativo, o que aumenta o valor do real, formando um ciclo vicioso.”

Além de se encontrar com autoridades chinesas, em 12 e 13 de abril, em Pequim, Dilma participará do Fórum dos Brics, em 14 de abril, na cidade de Sanya, na ilha de Hainan, no sul da China.






sexta-feira, 8 de abril de 2011

O MASSACRE NO COLEGIO EM REALENGO

O que aconteceu ontem me reporta aos anos de chumbo (ditadura) quando os militares manipulavam os clubes de futebol para fazer aqueles tradicionais clássicos em seus estados onde as torcidas inflamadas tomavam os estádios para ver seus times vencerem, e na euforia de seus torcedores esqueciam tudo caiam na gandaia para festejar. Entrava em ação o palácio do planalto com seus ministros para aumentar todos os produtos, sem que estes torcedores doentes percebessem o quadro que estava acontecendo no país. Ontem eu percebi o mesmo acontecimento, enquanto os canais de televisão, os jornais e a internet mostravam matérias sobre o massacre acontecido no colégio em realengo, a comoção popular era grande. O ministro Guido Mantega aproveitou para aumentar o IOF (imposto sobre operação financeira) com o argumento em reter a inflação. Como reter uma inflação aumentando os impostos? Isto somente trará para a camada mais pobre dificuldades no poder de compras! Pelo que conheço o preço cai quando tem mais produtos e menor procura, então aqui o governo deveria sim era baixar os impostos e não aumentar para cobrir os rombos do governo anterior (50bilhões). Com esta medida tomada pelo Mantega fica difícil a presidente Dilma cumprir o que prometeu em tirar da pobreza aquela camada restante de seu povo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tráfico tomou conta das obras do PAC de Manguinhos








A manchete do jornal O Dia mostra a dura realidade. Foram esses prédios que Lula e Dilma inauguraram no Rio. Foi ali também que Cabral chamou aquele adolescente de otário, naquele vídeo divulgado por Ricardo Gama. Está tudo dominado. Pelo tráfico. É lamentável. Cabral fez todo mundo de otário, essa é que é verdade. O sonho de uma nova vida anunciado na campanha eleitoral se transformou em mais um pesadelo para os moradores de Manguinhos.

'Imunidade parlamentar tem limites', diz Cardozo sobre Bolsonaro

Em entrevista ao iG, ministro da Justiça diz ser 'infeliz' declaração considerada racista do deputado do PP

“Uma manifestação infeliz”. Foi assim que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, classificou em entrevista exclusiva ao iG a declaração polêmica do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) , segundo a qual seria "promiscuidade" a possibilidade de um filho seu ter relacionamento com uma mulher negra. ”Em todos os aspectos, a manifestação dele choca com o valores dominantes de uma sociedade humanista, igualitária e que não aceita o preconceito”, afirmou.

A declaração de Bolsonaro foi dada durante participação do deputado no programa CQC, da TV Bandeirantes. Foi uma resposta a uma pergunta formulada pela cantora Preta Gil, e que foi interpretada como racista. Ao ser perguntado, na ocasião, o que acharia de um um filho seu se casar com uma negra, Bolsonaro respondeu: “Não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.

A polêmica envolvendo Bolsonaro traz à tona também a questão da imunidade parlamentar. Pela Constituição (artigo 53), parlamentares não podem ser processados na Justiça por suas opiniões. Na semana passada, o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, chamou Bolsonaro de “estúpido” e defendeu que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) faça um debate sobre os limites da imunidade parlamentar em casos como este.
Para Cardozo, a imunidade parlamentar é uma garantia que nasce com o Parlamento, mas não libera o deputado de ter “comportamento ou fala compatível com o decoro parlamentar”. “Até porque, não há direito ou prerrogativa que não tenham limites. A imunidade parlamentar tem limites”, avaliou.

Questionado sobre qual medida deveria ser aplicada no caso Bolsonaro, Cardozo jogou para o Congresso Nacional. “Cabe ao Congresso avaliar e tomar as medidas cabíveis se entender que os limites foram ultrapassados".
Notificado na manhã desta quarta-feira (6) pela Corregedoria da Câmara, Bolsonaro tem agora cinco dias para apresentar defesa a quatro representações.












Homem invade escola do Rio e atira em alunos e funcionários

De acordo com o Corpo de Bombeiros, doze pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas





Doze pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas na manhã desta quinta-feira (7) na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo relações-públicas do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Evandro Bezerra. De acordo com a Polícia Militar, um homem, identificado como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a instituição de ensino por volta das 8h e disparou contra alunos e funcionários Segundo o Corpo de Bombeiros, entre os mortos estão dez meninas, um menino e o autor dos disparos. Os feridos - 12 meninos e 5 meninas - foram encaminhadas para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, Hospital Universitário Pedro Ernesto, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e Hospital Central da Polícia Militar.

A direção da escola informou que o homem - que era um ex-aluno - se passou por um palestrante para entrar na instituição de ensino. Com o barulho dos tiros, houve muita gritaria e os professores trancaram as portas das salas para proteger os alunos. Ao tentar fugir, o atirador teria se deparado ainda dentro da escola com policiais militares que participavam de uma blitz na região com o apoio do Detro para apreender vans piratas, dando início a uma troca de tiros. "Ao ouvir disparos, a PM se dirigiu ao local. A tragédia poderia ter sido pior", avaliou o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Mário Sérgio Duarte.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, 400 alunos do Ensino Fundamental com idades entre 9 e 14 anos estudam na escola municipal no turno da manhã. Por conta do ocorrido, a movimentação é intensa em frente à instituição de ensino, onde há uma grande concentração de pais de alunos. A rua onde fica localizada a escola está interditada e policiais militares do 14º BPM (Bangu) tentam controlar a situação no local. Ainda não há informações sobre o que teria motivado o crime.
O subprefeito da zona oeste, Edmar Teixeira, informou que Wellington deixou uma carta antes de praticar o crime. No documento, que foi entregue à Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o homem relatou que era portador do vírus HIV. "Na carta, ele dava indícios de que era uma pessoa desequilibrada. Em alguns trechos, escreveu que não tinha mais vontade de viver e citou os nomes de alguns professores e alunos", contou o subprefeito.
O carteiro Ercílio Antunes, de 44 anos, mora em frente à escola e estava indo para o trabalho quando o tiroteio teve início. "Ouvi muitos gritos e disparos. Logo depois, surgiram crianças correndo e entraram na minha casa, que estava com a porta aberta. Elas estavam chorando, amedrontadas e sujas de sangue. Pensei em ir ao colégio, mas ao ouvir mais disparos, eu voltei. Poderia ter sido outra vítima", relatou.













quarta-feira, 6 de abril de 2011

Agora palestrante, Lula recebe de bancos e software proprietário

Setores que foram alvo de críticas do ex-presidente durante seus oito anos de governo o recebem para palestras nesta semana
Se nos últimos oito anos banqueiros e multinacionais do software estiveram entre os alvos de discursos e entrevistas do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, agora seus executivos e diretores entraram para a lista de clientes do petista, que se lançou no mercado de palestras desde que deixou o Palácio do Planalto. Lula aceitou falar na manhã desta quarta-feira, em Washington, para convidados da gigante do software Microsoft, que já criticou por interferir no “tempero” e na liberdade das escolhas brasileiras para programas de computador. Na sexta-feira, no México, será a vez de uma plateia de banqueiros, categoria que já foi descrita por ele, durante a crise financeira internacional, como gente “branca de olhos azuis” que “parecia saber tudo e agora não sabe nada”.



Para atender à nova clientela, Lula tornou-se empresário. Criou a LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda., sediada em seu apartamento, em São Bernardo do Campo (SP), em sociedade com o amigo e ex-presidente do Sebrae Paulo Okamotto, conforme mostrou o jornal O Globo no último fim de semana. Lula tem 98% de participação na sociedade, cujo capital declarado é de R$ 100 mil.

Para o evento patrocinado pela Microsoft, um fórum de líderes da América Latina, Lula escolheu o tema da educação. Em junho de 2009, o tom usado pelo então presidente para falar sobre a empresa no 10º Fórum Internacional Software Livre de Porto Alegre foi o de ironia.
“Nós tínhamos que escolher: ou nós íamos para a cozinha preparar o prato que nós queríamos comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro na comida, ou nós iríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender para a gente. Prevaleceu, simplesmente, a ideia da liberdade”, disse Lula, na ocasião.
A adoção do software livre pelo governo federal foi definida como política pública em 2003 e, nas contas feitas pelo governo em 2009, resultou numa economia R$ 372 milhões na implantação do programa de inclusão digital PC Conectado. A estratégia rendeu a Lula uma reportagem do jornal The New York Times.
Ainda em seu governo, Lula recusou o pedido de encontro feito pelo presidente da Microsoft, Bill Gates, que queria vê-lo no Fórum Econômico de Davos, em 2005. Na época, representantes do governo chegaram a argumentar que o encontro não era apropriado e que, se o magnata dos softwares quisesse falar ao então presidente sobre as vantagens de sua plataforma, deveria vir ao Brasil.
Okamotto, que hoje auxilia Lula na montagem de um instituto que levará o nome do ex-presidente, justifica que o tema software livre não será abordado no evento. "Não tem nada a ver", disse. Ele desconversa sobre o valor recebido pela palestra. "Me diga quanto você ganha que eu digo quanto Lula ganhou", brincou Okamotto, ao ser questionado pelo iG sobre o cachê.

Estima-se, no entanto, que o ex-presidente tenha recebido pelo menos R$ 100 mil para falar durante 40 minutos com executivos e clientes da sul-coreana LG, no início de março. Os valores foram sugeridos, inclusive, por um ex-ministro da equipe de Lula que tem experiência na atividade de palestrante. O ex-presidente já participou também de evento da TV árabe Al Jazeera, no Catar. Para o evento com os mexicanos, o ex-ministro chegou a sugerir que Lula recebesse US$ 200 mil.

Bancos

Embora sua relação com bancos tenha sido mais tensa nos tempos de líder sindical, Lula também reservou críticas ao setor durante seu governo. Ao longo dos dois mandatos, o tom dos discursos oscilava conforme a plateia, entre o deboche, a crítica ou a ironia. Um dos pontos de atrito ocorreu após a crise financeira internacional, eclodida em 2008, quando Lula responsabilizou banqueiros estrangeiros, sobretudo europeus e americanos, pela situação da economia.
De um lado, cobrava dos bancos nacionais a abertura das “torneiras” do crédito, de outro ironizava a situação enfrentada pela Europa e Estados Unidos, onde a crise, em suas palavras, “consumiu US$ 850 bilhões do povo americano para tapar os buracos dos banqueiros que faziam agiotagem com dinheiro público”.
Em março de 2009, durante visita à Inglaterra, Lula declarou que a crise tinha sido causada por “por comportamentos irracionais de gente branca de olhos azuis, que antes da crise parecia saber tudo e agora não sabe nada”. E completou: "Como eu não conheço nenhum banqueiro negro ou índio, eu só posso dizer que (não é possível) que essa parte da humanidade, que é a principal vitima do mundo, pague por uma crise”.
Apesar do tom, Lula fazia questão de ressaltar, em seus discursos, que os banqueiros ganharam “muito dinheiro”. em seu governo. E, dentro do PT, chegou a ser acusado pela ala mais à esquerda de sustentar banqueiros em razão dos juros altos praticados em sua gestão.

Colaborou Thaís Arbex, do Poder Online








Juristas Michel Temer e Marco Aurélio estão à beira de um ataque de nervos









Não convidem para a mesma palestra de Direito os juristas Marco Aurélio Mello e Michel Temer.


O ministro do Supremo Tribunal Federal e o vice-presidente da República só faltam sair no braço.
Marco Aurélio foi quem suspendeu o sigilo do inquérito sobre cobrança de propinas no Porto de Santos, que tramita no STF em segredo de Justiça porque o vice-presidente foi citado.
Mas Temer jura que a ação não dará em nada. A amigos, atribuiu a decisão de Marco Aurélio ao rancor.
Conta que, quando presidente da Câmara, derrubou na Justiça uma medida liminar que o ministro havia concedido contra a Câmara. Com isso, teria ferido os brios jurídicos de Marco Aurélio


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Hoje li numa matéria que o Brasil está deixando de ser um pais emergente e passando para os países mais  ricos com seu desenvolvimento a todo vapor sem dividas,com juros baixos,baixou também os impostos,melhorou a saúde em 100%,deu um aumento real do salário mínimo de R$ 3.500,00(três mil e quinhentos reais). O parlamento (câmara federal e senado) fez leis em que seus povos ficaram tão felizes que se sentiram orgulhosos de terem votado em seus candidatos, os Estados uma maravilha para se viver, sem assalto, sem favelas, o povo bem empregado e os empresários todos sorridentes pagando menos impostos e juros com isto pode dar melhor condições aos seus colaboradores (empregados). Quando cheguei ao final desta matéria é que percebi!

quarta-feira, 30 de março de 2011

Rio teme guerra por água com São Paulo

Governo paulista estuda transposição do Rio Paraíba do Sul. Briga entre outros estados também é esperada pela agência reguladora
A limitação de recursos hídricos combinada ao crescimento do maior centro urbano do País está levando São Paulo procurar novas fontes de água. Uma das possibilidades em estudo é desviar o curso do Rio Paraíba do Sul, que já abastece 14,3 milhões de pessoas, das quais 12 milhões vivem no estado fluminense. Nem ficou pronto, o relatório já desperta críticas de representantes do Rio, temerosos de que a bacia hidrográfica seja insuficiente para saciar a sede de todos
Rio Paraíba do Sul no trecho em que banha o município de Resende (RJ)


Tudo começou em 2008, quando o então governador de São Paulo, José Serra, instituiu um grupo de trabalho para avaliar como suprir o aumento na demanda por água nos próximos anos. A Agência Nacional de Águas (ANA), em seu Atlas divulgado neste mês de março, estima que o estado precisará de mais 60 m³ por segundo de água até 2035 – um aumento da ordem de 25% no consumo. Uma fonte extra não será suficiente e, além do Rio Paraíba do Sul, o governo paulista procura alternativas de abastecimento nas bacias de Piracicaba, na região de Jundiaí; de Ribeira do Iguape, no litoral sul do estado; do alto do Paranapanema, em Itapetininga; e do Alto Tietê, na Baixada Santista.
Os estudos ficarão prontos até o final deste ano, segundo o governo de São Paulo. Se optar por usar a água do Paraíba do Sul, o estado paulista terá de pedir autorização à ANA, que arbitra conflitos entre estados e é responsável por autorizar o uso de recursos hídricos em rios federais.
“Para estudar qualquer pedido de outorga de água, primeiro verificamos se a bacia tem condições de manter os usos de hoje e dos próximos 35 anos, para garantir o abastecimento de quem depende da bacia”, afirma ao iG o superintendente de regulação da agência reguladora, Francisco Lopes Viana. Segundo ele, é comum que estados briguem pela água e a tendência é que haja cada vez mais casos deste tipo. A ANA divulgou recentemente que mais da metade dos municípios poderá ter problemas de abastecimento de água até 2015, mesmo sendo o Brasil um dos países com o maior volume de água do mundo. A razão pela briga é que os rios são mal distribuídos geograficamente.

Favorável em outros casos

Outros estados já brigaram pela água, como a Paraíba com o Rio Grande do Norte, pelas águas do Piranhas Açu, em 2006. Ceará e Piauí também travaram disputa pelo Rio Poti-Longá, em 2008. O caso mais polêmico foi o da transposição do São Francisco, que também passou pelo crivo da ANA antes de ser iniciada. Em todos estes casos, a ANA foi favorável à divisão das águas entre estados, entre outros motivos, para beneficiar o maior número possível de pessoas.
A presidente do Comitê de Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, Marilene Ramos, não demonstra simpatia pela ideia de fazer do rio fonte de água dos dois maiores centros urbanos do País. Também presidente do Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) do Rio, ela afirma que há municípios paulistas banhados pelo rio, no Vale do Paraíba do Sul, que já sofrem com escassez, a exemplo de Taubaté. E lembra o Rio Paraíba do Sul já sofre uma grande transposição para abastecer quase boa parte da região metropolitana do Rio. Segundo ela, duas transposições num mesmo rio podem trazer impactos tanto para o abastecimento de água já existente como para o meio ambiente.
Boa parte das águas do Paraíba do Sul já é transposta para o Rio Guandu, que, por sua vez, abastece 9 milhões de pessoas. Outros 5 milhões de usuários das águas do Paraíba do Sul encontram-se nos municípios banhados pelo rio, que faz um percurso de 1,137 km de extensão pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
A quantidade de água do Paraíba do Sul destinada ao sistema Guandu é da ordem de 160 m³, de acordo com a disponibilidade do Rio Paraíba, segundo Marilene. A vazão total do rio, segundo ela, é de 250 m³ por segundo. Além de ser a maior fonte de água do estado, abastecendo mais de 80% da população, o rio também gera eletricidade para a distribuidora Light.
Indagado se os estudos de São Paulo contemplam o uso de 20 m³ por segundo do Paraíba do Sul, conforme rumores, o secretário-adjunto da Secretaria Estadual de Saneamento de São Paulo, Rogério Menezes, não confirma a informação.
Além de buscar novas fontes de água, o governo de São Paulo tem projetos para a redução de desperdício de recursos hídricos e para a recuperação de várzeas no Rio Tietê. A preocupação é garantir o abastecimento a região chamada de macrometrópole, que abrange Campinas, Baixada Santista e São José dos Campos, além da capital, num total de 30,8 milhões de pessoas. São consumidos cerca de 225 m³ por segundo na região.
“A preocupação do governo é ter absoluta certeza de que não vai faltar água”, diz Menezes. “Não temos pressa, estamos analisando isso com muito cuidado. O estado de São Paulo vai considerar que o Rio Paraíba do Sul já abastece o Rio”, acrescenta ele.
O presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) do Rio, Wagner Victer, avalia que o estudo de São Paulo sobre o Rio Paraíba do Sul ainda vai “dar pano para manga”. “Isso terá que ser muito bem discutido; é uma questão muito delicada e polêmica”, avalia.







terça-feira, 29 de março de 2011

Curitiba inaugura o maior ônibus biarticulado do mundo

Com 28 metros e capacidade para 250 passageiros, ônibus é chamado de Ligeirão azul. Objetivo é diminuir tempo de viagem
Com prioridade nos semáforos e menos pontos de parada, ônibus têm como objetivo reduzir tempo de viagem

Ele tem 28 metros de comprimento e capacidade para 250 passageiros, 80 a mais que os ônibus comuns, que possuem 170 lugares.
Conforme informações da Prefeitura, o sistema Ligeirão faz parte de um sistema de linhas diretas que transitam apenas em vias exclusivas e com um número menor de paradas do que o expresso tradicional da cidade (biarticulados vermelhos). Como não param em todos os tubos e têm prioridade nos semáforos, os ônibus Ligeirão reduzem o tempo de viagem.
O veículo também tem sinal luminoso para indicar a abertura das portas, o que beneficia especialmente pessoas com dificuldade de audição, além de plaquetas em braile indicando o nome da linha colocadas nos braços e encostos dos bancos reservados a portadores de deficiência, idosos e gestantes.
Outra novidade é que o Ligeirão azul vai operar só com biocombustível à base de soja - o que reduz em 50% a emissão de poluentes - e dispõe de sensores que lhe garantem a prioridade nos semáforos.

Melhorias

Segundo a Prefeitura, serão 24 biarticulados azuis, que vão substituir os articulados vermelhos das linhas Pinheirinho-Carlos Gomes (da Linha Verde) e Ligeirão Boqueirão.
O Ligeirão Boqueirão, que completa um ano, reduziu em 15 minutos o tempo de viagem entre o bairro e o centro. Hoje, o trajeto de 20,5 quilômetros é feito em 20 minutos. O intervalo entre os ônibus, em horário de pico, é de cinco minutos. São cinco paradas, enquanto o expresso normal faz 19 paradas.
Até o fim do ano, Curitiba terá recebido 544 novos ônibus, o que representa mais de 28% da frota operante da Rede Integrada de Transporte. Nos últimos cinco anos, a renovação já foi feita em 1.120 ônibus, afirma o governo.

Alterados os valores da Tabela do Imposto de Renda mensal

O Governo Federal, através da Medida Provisória 528/2011, publicada no Diário Oficial de hoje, dia 28/3, reajustou os valores da Tabela do Imposto de Renda mensal.


As novas Tabelas do Imposto de Renda são:

- Ano-calendário de 2011 (fatos geradores a partir de 1-4-2011)

Base de Cálculo                           Alíquota                      Parcela a Deduzir do IR



  (R$)                                              (%)                                        (R$)

Até 1.566,61 – –

De 1.566,62 até 2.347,85               7,5                                        117,49

De 2.347,86 até 3.130,51             15                                           293,58

De 3.130,52 até 3.911,63             22,5                                        528,37

Acima de 3.911,63                       27,5                                         723,95



- Dedução por dependente: R$ 157,47



- Ano-calendário de 2012

Base de Cálculo                      Alíquota                              Parcela a Deduzir do IR



  (R$)                                         (%)                                                  (R$)

Até 1.637,11 – –

De 1.637,12 até 2.453,50            7,5                                                 122,78

De 2.453,51 até 3.271,38          15                                                    306,80

De 3.271,39 até 4.087,65          22,5                                                 552,15

Acima de 4.087,65                    27,5                                                  756,53


- Dedução por dependente: R$ 164,56



- Ano-calendário de 2013

Base de Cálculo                         Alíquota                   Parcela a Deduzir do IR



  (R$)                                           (%)                                 (R$)



Até 1.710,78 – –

De 1.710,79 até 2.563,91             7,5                               128,31

De 2.563,92 até 3.418,59           15                                  320,60

De 3.418,60 até 4.271,59          22,5                                577,00

Acima de 4.271,59                    27,5                               790,58



- Dedução por dependente: R$ 171,97



- A partir do ano-calendário de 2014

Base de Cálculo Alíquota Parcela a Deduzir do IR



   (R$)                                                (%)                                           (R$)

Até 1.787,77 – –

De 1.787,78 até 2.679,29                   7,5                                          134,08

De 2.679,30 até 3.572,43                 15                                             335,03

De 3.572,44 até 4.463,81                 22,5                                          602,96

Acima de 4.463,81                           27,5                                          826,15


- Dedução por dependente: R$ 179,71