sábado, 23 de dezembro de 2017

“Intocáveis” fisgados pela Lava Jato continuam atrás das grades

Sérgio Cabral, quando era governador do Rio: Cabral:m uitos já estão condenados, pegaram penas severas, outros estão prestes a receber o veredicto
Uma cena impensável até outro dia, e para perplexidade geral, marca o País na proximidade das festas de mais uma passagem de ano. Políticos, ex-ministros, empreiteiros, doleiros, gestores públicos, ex-dirigentes da Petrobras, todos fisgados pela Lava Jato, continuam atrás das grades. São quadros históricos de Brasília, nomes até então tido como intocáveis, que caíram na malha fina da grande investigação. Muitos já estão condenados, pegaram penas severas, outros estão prestes a receber o veredicto.
Integram esse rol o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB), dois ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Alves, ambos também peemedebistas, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, ex-diretores e gerentes da estatal petrolífera, como Jorge Zelada e Renato Duque, o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, ex-deputados, como André Vargas (ex-PT/PR), ex-senadores, como Gim Argello (PTB/DF). E por aí vai.
A lista é extensa.
Na sexta, 22, chegou lá Paulo Maluf. Emblemático nome da política, condenado a 7 anos, nove meses e dez dias por lavagem de dinheiro que teria desviado dos cofres públicos quando exerceu o mandato de prefeito de São Paulo, ele está entrando na Papuda, onde já estão o ex-senador Luiz Estevão, quase 30 anos de pena por desvios de dinheiro das obras do Fórum Trabalhista de São Paulo, e o ex-ministro Geddel Vieira Lima, este o homem do famoso bunker de R$ 51 milhões em dinheiro vivo.
Alguns chegaram lá em 2015, como Vaccari Neto, capturado em abril daquele ano. Ele vai passar o seu terceiro Natal atrás das grades, no Complexo Médico Penal de Pinhais, arredores de Curitiba, base e origem da Lava Jato.
Outros estão recolhidos há menos tempo. Por exemplo, Aldemir Bendine, ex-presidente da Petrobras, que chegou em julho, alvo da Fase Cobra da Lava Jato. É o seu primeiro Réveillon lá.
Em setembro de 2016, chegou Antônio Palocci, capturado na Omertà. Um mês depois, passou a fazer companhia ao grupo Eduardo Cunha. Mais um mês adiante, novembro de 2016, foi a vez de Sérgio Cabral, que governou o Rio por oito anos sucessivos e agora já acumula penas de 87 anos de cadeia – a ele impostas pelos juízes federais Sérgio Moro e Marcelo Bretas.
Assim, Cunha e Cabral – o primeiro na cadeia de Curitiba, o outro no Rio – experimentam o segundo Natal confinados.
Henrique Alves, que até ministro foi, é alvo de duas missões de uma só vez, a Operação Manus e a Operação Sépsis, que vieram na esteira da Lava Jato.
Na Custódia da Polícia Federal em São Paulo estão os irmãos Joesley e Wesley Batista, da JBS/J&F. Chegaram em setembro, acusados de usar informações privilegiadas de suas próprias delações premiadas para auferir ganhos milionários no mercado financeiro. Ricardo Saud, executivo do grupo, também vai passar o Natal e a virada para 2018 na cadeia, mas no caso dele em Brasília.
Muitos já passaram por lá, mas, graças a decisões judiciais – a maioria pelas mãos do ministro Gilmar Mendes, do Supremo -, conseguiram sair da prisão ou pegaram regime domiciliar. É o caso dos ex-governadores Garotinho e Rosinha, do ‘Rei do Ônibus’ Jacob Barata Filho, do ex-bilionário Eike Batista, da mulher de Sérgio Cabral, Adriana.
No último dia 19, o empreiteiro Marcelo Odebrecht – depois de quase mil dias recolhido – deixou o Complexo de Pinhais. Preso em 19 de junho de 2015, ele passou dois réveillons atrás das grades. Agora, vai ficar em casa os próximos dois anos e meio, com tornozeleira eletrônica. Faz parte do acordo de delação premiada que fez.
Assim como Palloci e Léo Pinheiro, Odebrecht confessou ter cometido crimes. A maior parte dos outros encarcerados nega.

Após deixar prisão, Garotinho diz que não é igual a Cabral

Após deixar prisão, Garotinho diz que não é igual a Cabral: Ex-governador atribui a condenação por crime eleitoral a uma vingança por ter acusado o sucessor de corrupção
Depois de um mês na cadeia, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) afirma que não é igual ao ex-aliado Sérgio Cabral (MDB), que continua preso.
Ele atribui a condenação por crime eleitoral a uma vingança por ter acusado o sucessor de corrupção."As diferenças entre nós são absurdas. Nele você encontra sinais contundentes de riqueza: barras de ouro, joias, mansões, iates. Em mim, não", diz.
Apesar disso, Garotinho repete argumentos usados pelo desafeto: diz que foi alvo de delações falsas e reconhece que é amigo de empreiteiros, mas nega ter pedido doações ilegais. Ele também diz ter se inspirado em Nelson Mandela (1918-2013) na cadeia. No início do mês, Cabral se deixou fotografar com uma biografia do líder sul-africano antes de um interrogatório.
O ex-governador recebeu a reportagem de bermuda e chinelos em seu apartamento no Flamengo, zona sul do Rio. A sala estava com balões vermelhos e a inscrição "Bem-vindo, Garotinho. Te amamos" em letras de cartolina.
Sua mulher, a ex-governadora Rosinha Garotinho, fazia artesanato na varanda. Ela foi presa com o marido e libertada uma semana depois com tornozeleira eletrônica.
Pergunta - O senhor foi preso três vezes. Por que acreditar que tudo é perseguição?
Anthony Garotinho - Os fatos mostram. A primeira prisão ocorre logo após minha denúncia na Procuradoria-Geral da República. A segunda é no dia seguinte da audiência de conciliação com o desembargador Luiz Zveiter [ex-presidente do TJ-RJ], onde me recuso a me retratar. A terceira logo após procurar a presidente do CNJ para entregar documentos que o comprometeriam.Nesse caso a sua prisão foi mantida por unanimidade no TRE.
O tribunal aqui é todo vendido. Está todo aqui [na denúncia].Por que um empresário de Campos [André Luiz Rodrigues, delator] faria parte dessa perseguição?
Ele é o cidadão que mais recebe da prefeitura, comandada hoje por meu adversário. Isso não é delação.
Há ainda o relato da atuação de um empresário na organização do caixa dois. O senhor conhece Ney Flores?
Ele é um empresário de Campos, meu amigo assim como vários outros.
O senhor criticou Cabral pela amizade com o Fernando Cavendish.
Nunca frequentei a casa dele, nunca saí para jantar com ele.
O senhor afirma ter sido agredido na prisão. Por que a investigação não foi concluída?
O retrato falado estava 99% feito, só faltava botar o nariz. Aí dá pane no sistema, e nunca mais voltei lá. Cadê a perícia das câmeras?
As autoridades dizem que o senhor se autolesionou.
Estão caindo em contradição. Instauraram inquérito há um mês e a primeira pessoa a ser ouvida fui eu, ontem.
Caixa dois é um crime menor?
Não, caixa dois é crime. Eles é que têm de provar. Por que alguém deve acreditar que o Garotinho está falando a verdade? Há muito tempo eu disse que estava instalado no Estado o maior esquema de corrupção do país. É mentira ou verdade? Hoje está tudo provado.
Com informações da Folhapress

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Temer anuncia MP que reduz, novamente, a idade mínima para o saque do PIS/Pasep

A ideia é injetar aproximadamente R$ 12 bilhões na economia

Brasília - O presidente Michel Temer anunciou nesta sexta-feira que o governo vai editar uma nova Medida Provisória (MP) para diminuir, mais uma vez, a idade mínima para o saque do PIS/Pasep. Segundo o presidente, o texto da MP vai permitir que todos, homens e mulheres, possam sacar o benefício a partir dos 60 anos. A ideia é injetar aproximadamente R$ 12 bilhões na economia. A nova MP deve ser editada entre terça e quarta-feira da próxima semana, segundo Temer.
O anúncio foi feito na manhã desta sexta, em Brasília, durante café da manhã com os jornalistas do Comitê do Palácio do Planalto. "Vamos reduzir para 60 anos exatamente para que possam sacar cerca de R$ 12 bilhões do PIS/Pasep que estão lá. Vamos fazer publicidade para dizer: saque o PIS/Pasep. O dinheiro é seu e você vai injetar na economia", explicou.
A redução da idade mínima para acesso ao PIS/Pasep já havia sido alvo de outra MP em agosto. Na época, o governo anunciou que homens a partir dos 65 anos e mulheres a partir dos 62 poderiam ter acesso ao saldo do programa. Antes dessa primeira MP, só era possível sacar o dinheiro a partir dos 70 anos ou em caso de aposentadoria. Agora esse valor estará disponível para todos com mais de 60 anos.
Como adiantou o Broadcast, serviço tem real da Agência Estado, essa segunda rodada de saque do PIS/Pasep faz parte das medidas do governo para ajudar na retomada da economia em 2018, como ocorreu com o saque das contas inativas do FGTS neste ano. O governo decidiu fazer uma nova redução na idade mínima com base nas emendas que os parlamentares apresentaram à Medida Provisória (MP) 797, que reduziu a idade do saque do PIS/Pasep para 65 anos de homens e 62 mulheres.

Transferência do controle da Embraer não está em cogitação, diz Temer

'Toda parceria é bem-vinda. O que não está em cogitação é a transferência do controle', disse Temer

Brasília - O presidente Michel Temer afastou hoje a possibilidade de venda da Embraer. Em café da manhã com jornalistas, no Palácio da Alvorada, o presidente e o ministro da Defesa, Raul Jungmann, disseram que a transferência do controle da empresa para a Boeing não é cogitada. “Toda parceria é bem-vinda. O que não está em cogitação é a transferência do controle”, disse Temer.
Jungmann explicou que o governo vê com bons olhos o interesse de outras companhias em fazer parcerias com a Embraer, mas não cogita autorizar sua venda porque a empresa está no centro de um projeto de soberania nacional. Ele disse que, caso fosse vendida, uma empresa estrangeira passaria a ter controle de projetos importantes para o país como o programa dos caças Gripen NG, dos caças Embraer EMB-314, chamado de Super Tucano, além da transferência de tecnologia relacionada ao satélite estacionário brasileiro.


O presidente Michel Temer participa do café da manhã com jornalistas do Comitê do Palácio do Planalto

“Isso tudo é soberania e interesse nacional, nós não podemos negociar soberania e interesse nacional. No entendimento deste governo do presidente Temer, soberania é inegociável. Agora, todo o restante, que seja bom para a empresa, que ajude a aumentar as vendas, será bem-vindo”, disse o ministro.
A Boeing procura na Embraer um novo fôlego no mercado para fazer frente às gigantes do setor, Airbus e Bombadier, que anunciaram, em outubro, uma sociedade para produção de jatos comerciais.
Em comunicado conjunto publicado ontem (21) pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission), a Embraer e a Boeing informaram que estão em tratativas a respeito de uma “potencial combinação”. De acordo com o texto, as bases da negociação ainda estão em discussão.
O comunicado informa ainda que a transação estaria sujeita à aprovação do governo e agências reguladoras do Brasil, bem como dos respectivos conselhos e dos acionistas da Embraer.
Após a confirmação pelas empresas da negociação em curso, as ações da Embraer na B3, antiga BM&F Bovespa, valorizaram 22,5%.

Garotinho deixa prisão em Bangu apoiado por familiares e simpatizantes

Garotinho deixa prisão em Bangu
O ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PR) foi libertado da cadeia na noite desta quinta-feira, 21, e irá passar o Natal com família, na cidade do Rio. Ele estava preso havia um mês, acusado de crimes eleitorais, de liderar uma organização criminosa que extorquia empresários, e de receber dinheiro sujo da JBS. Garotinho estava em Bangu 8 e foi solto por ordem do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, que suspendeu na quarta-feira a prisão preventiva.
A mulher de Garotinho, a ex-governadora Rosinha Garotinho (PR), presa no dia 22 de novembro com ele, já havia sido solta no dia 29, e está em casa, com tornozeleira eletrônica. Nesta quinta-feira, na entrada do complexo de presídios de Bangu, antes da soltura do ex-governador, a secretária municipal de Desenvolvimento, Emprego e Inovação do Rio, Clarissa Garotinho, filha do casal, afirmou que "nada vai reparar" o que o pai passou na prisão. Garotinho alega ter sido agredido em sua cela, e estava em greve de fome havia seis dias.
"É isso que as pessoas precisam levar em consideração, que ele foi humilhado, agredido dentro da cadeia, por causa de uma prisão ilegal de um juiz eleitoral de Campos que tem praticado vários ator arbitrários contra ele", afirmou Clarissa, emocionada. "Estávamos tristes achando que ele não ia poder passar o Natal com a gente".
Em sua decisão, Gilmar argumentou que não existiam pré-requisitos que justificassem a prisão preventiva. O ministro alegou que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) não indicou nenhuma conduta de Garotinho que revelasse "minimamente" tentativa de afrontar a garantia da ordem pública ou econômica.
Garotinho enviara no dia 15 uma carta endereçada à direção de Bangu 8 informando que permaneceria em "jejum por tempo indeterminado" por ter sido preso injustamente e por estar no "limite do sofrimento". Ele já havia feito o mesmo em 2006, quando era pré-candidato à Presidência da República e ficou onze dias sem comer.
"Minha atitude é um grito de desespero contra a injustiça que venho sofrendo, abalando fortemente minha família, como visto durante a visita da última 4ª feira. Rosinha está com síndrome do pânico e meus filhos estão traumatizados. Tenho sido covardemente perseguido por juízes e promotores da cidade de Campos, que agem para proteger um desembargador que denunciei junto com a quadrilha do ex-governador Sergio Cabral. Em um ano, fui preso três vezes pela Justiça Eleitoral de Campos, por crimes que não cometi", escreveu então, referindo-se à divulgação de informações, em seu blog, sobre o grupo de aliados de Cabral, que teria liderado um esquema de corrupção no governo com movimentação de R$ 1 bilhão. Cabral está preso há um ano.
Garotinho afirmou ter sido agredido quando estava em outro presídio, a Cadeia Pública de Benfica. Disse ter recebido golpes de porrete, e machucado no pé e joelho direitos por um homem que invadiu sua cela. Agentes penitenciários disseram na ocasião que ele se autolesionou. O caso ainda está sendo investigado. Ele fora transferido para Bangu 8 dois dias depois de chegar a Benfica.
O ex-governador é acusado pela 98ª Zona Eleitoral, de Campos, município do Norte Fluminense onde mora, de receber uma doação simulada ilegal de R$ 3 milhões da JBS para sua campanha eleitoral ao governo do Estado em 2014. Rosinha foi presa pelos mesmos motivos. Ao casal são atribuídos crimes como corrupção, participação em organização criminosa e falsidade na prestação de contas eleitorais. 
Denúncia do Ministério Público Eleitoral mostra que a JBS fez doação ilegal de R$ 3 milhões por meio de contrato com uma empresa indicada por Garotinho para financiar sua campanha em 2014, quando foi derrotado por Luiz Fernando Pezão (PMDB). O dinheiro não teria sido declarado em sua declaração de contas. O casal Garotinho nega as acusações.
Em abril de 2006, o ex-governador lançou mão do artifício da greve de fome após denúncias de irregularidades em sua pré-campanha à Presidência da República. Disse estar reagindo, "em defesa de sua honra", a reportagens que diziam que parte do dinheiro de sua campanha vinha de ONGs ligadas ao então governo de sua mulher, via empresas de fachada. Foram onze dias de alegado jejum, período em que disse ter perdido 6,7 quilos e permaneceu na sede fluminense do PMDB, seu partido à época.
Papel picado. O ex-governador Garotinho foi recebido do lado de fora do complexo de presídios de Bangu por apoiadores, que o abraçaram e jogaram papeis picados para cima, em comemoração à sua soltura.
Ele deu rápida entrevista a jornalistas que o aguardavam, na qual alegou inocência: "Eu não tenho nenhuma preocupação com nenhuma dessas acusações, porque elas são mentirosas", declarou.
"Hoje foi instaurado inquérito pela Secretaria de Administração Penitenciária (sobre a agressão que denunciou ter sofrido na cadeia de Benfica). Até agora não se publicou o retrato falado que eu pedi para fazer. Cadê a perícia das câmeras? Cadê as câmeras que não viram entrar bobó de camarão, cineminha (para os presos da Lava Jato, como o ex-governador Cabral)? Eu quero deixar claro que no presídio de Bangu fui tratado sem nenhuma regalia, não houve nenhum ato fora da lei, diferente do que ocorreu em Benfica. Fui tratado como preso comum."

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

SE VOCÊ TIVESSE COMPRADO R$ 5 EM BITCOINS HÁ 7 ANOS ATRÁS, ESTARIA R$ 4,4 MILHÕES MAIS RICO HOJE

Já aconteceu de você desejar ter comprado algo no passado que eventualmente aumentou significativamente de valor? Talvez um terreno em algum local que agora vale dez vezes mais? Parece familiar? Bem, aqui estão algumas histórias incríveis sobre pessoas que compraram Bitcoins por diversão e, devido à sua enorme valorização nos últimos anos, agora oficializaram seus status de milionários.
Segunda-feira marcou o sétimo aniversário do que se diz ser a primeira instância registrada de Bitcoins sendo usadas em uma transação do mundo real. Ao longo de sete anos, o valor de Bitcoin multiplicou-se 879.999 vezes. Se um investidor tivesse decidido gastar cinco reais em cerca de 2.000 Bitcoins naquela época, essa participação valeria R$ 4,4 milhões hoje. Com R$ 1.200 gastos em cerca de 480.000 Bitcoins, o investidor teria hoje pelo menos R$ 1,1 bilhão.
Entrevista da Bloomberg com Bill Gates. “Bitcoin é a resposta.”
A principal vantagem da bitcoin é que ela é descentralizada, portanto, não existe um banco central ou governo que a controle. Essa liberdade é uma das razões pelas quais os investidores passaram a ver a moeda como um ativo seguro em um mundo geopolítico problemático — e tem havido bastante problemas nos últimos meses na Europa, Rússia, Brasil e Estados Unidos. Há também uma vantagem adicional da Bitcoin - há uma limitaçãoo matemática no número de Bitcoins que podem ser criadas, o que significa que não há impressão de dinheiro, então as regras da economia funcionam perfeitamente. Sempre que há uma oferta limitada de algo, e a demanda sobe, o preço aumenta.
“Bitcoin é melhor do que moeda corrente” - Bill Gates
A principal vantagem da bitcoin é que ela é descentralizada - não existe um banco central ou governo que a controle. Essa liberdade é a principal razão pela qual os investidores passaram a ver a moeda como um porto-seguro de ativos em um mundo geopolítico problemático - como se tem observado nos últimos meses no Brasil, na Europa, na Rússia e nos Estados Unidos. Há também uma vantagem adicional na Bitcoin, há uma limitação matemática para o número de Bitcoins que podem ser criadas, o que significa que não há impressão de dinheiro, portanto as regras da economia funcionam perfeitamente. Sempre que há uma oferta limitada de algo, e a demanda sobe, o preço aumenta.
Wences Casares foi chamado de "paciente zero" da Bitcoin pela elite do Silicon Valley. Ele chamou a atenção para a Bitcoin de Bill Gates, Reid Hoffman e inúmeros outros ilustres, em encontros de ricos e famosos, em lugares como Sun Valley.
O bilionário empresário Wences Casares diz que não é tarde demais para que as pessoas se interessem por Bitcoin
Casares, nascido na Argentina, fundou um provedor de serviços de internet, uma empresa de videogames e um banco, além de fazer parte do conselho do PayPal, mas é à Bitcoin que Casares diz que dedicará o resto de sua vida, e ele agora administra uma Startup chamada Xapo que armazena Bitcoins. Em um recente jantar em Nova York organizado pelo grupo Coin Center de criptografia, Casares foi o palestrante principal, e forneceu alguns conselhos sobre como entrar na Bitcoin.


A fórmula, de acordo com Casares? Pegue 1% ou menos do que você possui, invista em Bitcoins e esqueça disso pelo menos pelos próximos cinco anos; idealmente pela próxima década. "Pode ser que você perca um por cento do seu patrimônio líquido, o que a maioria das pessoas pode bancar, mas por outro lado, pode ser que você ganhe milhões.", disse ele a uma sala cheia de defensores da criptografia, no hotel Westin, na Times Square.
Casares estima que as chances da bitcoin falhar e desvalorizar completamente são 20%. "Se ela falhar, será inútil", diz ele. “Se for bem sucedida, em cinco a sete anos, uma única Bitcoin valerá mais de um milhão de dólares.” Ele coloca as chances de sucesso em mais de 50%
Casares tem uma resposta interessante para as pessoas que acreditam que já "perderam o bonde" da bitcoin e têm medo de ser muito tarde. Ele disse que viu pessoas que compraram bitcoins a preços baratos - tão baixos quanto R$ 13 e que perderam dinheiro porque tentaram negociá-las, enquanto aqueles que compraram a preços altos mesmo há apenas um mês, se deram "espetacularmente bem" simplesmente comprando e segurando.
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Temer diz que reforma 'vai muito bem' e base cobra posição do PSDB

Temer diz que reforma 'vai muito bem' e base cobra posição do PSDB
O presidente Michel Temer mostrou-se cautelosamente otimista com a aprovação da reforma da Previdência na Câmara em viagem à Argentina, onde participa de reunião da Organização Mundial do Comércio. "Reforma da Previdência vai muito bem", disse. "Falei com presidente do PP, PSB e PRB e todos estão entusiasmados com eventual fechamento de questão".
Cauteloso, Temer citou a chance de vitória como uma possibilidade e que, em caso de derrota, a agenda continuará. "Suponho que talvez seja possível, mas, se não for, essa matéria da Previdência não vai parar", disse. Até agora, PMDB, PDT e PPS já fecharam questão sobre o tema e apoiarão o projeto na Câmara.
Pela agenda apresentada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a discussão sobre o tema começará na próxima quarta-feira, 13. "Quem sabe, a gente consiga fechar a terça-feira (seguinte, dia 19)", disse o presidente.

PSDB. No Brasil, aliados do presidente estão cobrando apoio inequívoco do PSDB à proposta do governo. Após discursos de dirigentes tucanos defendendo a reforma, líderes governistas cobraram que a bancada do PSDB na Câmara obrigue seus deputados a votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC).
As declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do pré-candidato à Presidência da República, o governador paulista Geraldo Alckmin, foram vistos como fator propulsor de votos, mas não o suficiente para garantir que toda a bancada siga a proposta, que faz parte do conteúdo programático do partido.
"Foram corretíssimos tanto em reafirmar a questão programática e mostrar compromisso em relação à reforma. É importante que isso se materialize em fechamento de questão", disse o líder da Maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES). O peemedebista argumentou que PMDB e PSDB estão unidos em prol da reforma por razões distintas: o primeiro por ser governo e o segundo por ter a proposta explícita na carta de formação do partido. "Esses partidos não têm como fugir da reforma".
Durante a convenção que elegeu a nova cúpula do PSDB nacional, Alckmin disse concordar com o fechamento de questão. "Eu, pessoalmente, sou favorável. Fiz a reforma da Previdência em São Paulo em 2011. Minha posição pessoal é pelo fechamento de questão. Mas, além do apoio da Executiva Nacional do partido, é preciso do apoio da bancada", afirmou. Segundo ele, o partido deve fazer uma reunião para ouvir os deputados nesta semana.
O líder da bancada, Ricardo Tripoli (SP), acredita que os discursos em tom de conciliação podem ampliar a margem de votos pró-reforma, mas estima que serão favoráveis ao tema 25 dos 46 deputados do partido. O cenário hoje, segundo Tripoli, é de apenas 18 tucanos votando a favor do texto.
Tripoli lembrou que obrigar parlamentares a seguir a orientação partidária não é tradição entre os tucanos. "Convencimento é melhor que fechamento de questão. A bancada nunca fecha questão, mas pode até ser que feche", sinalizou.
O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE), cobrou que os tucanos revertam em votos os discursos em prol da reforma. Moura disse que a base aliada tem hoje aproximadamente 270, e destacou que o papel do PSDB é fundamental para aprovar a matéria este ano na Câmara. São necessários 308 votos.
Moura destacou que as declarações não isentam os caciques tucanos de trabalhar pela aprovação da matéria e que, no futuro, se não houver esforço do partido, eles não poderão dizer que defenderam a reforma sem entregar os votos. "O discurso é muito fácil, mas até que ponto é o comprometimento? A participação é no voto. Discurso ajuda, mas não resolve".
A maior resistência está na ala jovem da legenda, ligada ao senador Tasso Jereissati (CE), que serão foco de pressão nos próximos dias. O senador exerce influência sobre aproximadamente 20 deputados, que têm em comum um pensamento: o de que seria mais fácil aprovar uma reforma conduzida por um governo com credibilidade e não o do presidente Michel Temer. Nem o retorno do ex-ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy (PSDB-BA), às fileiras da Casa é avaliado como um reforço no convencimento do grupo, uma vez que o deputado baiano se distanciou da bancada no período em que esteve no Palácio do Planalto.
As declarações dos tucanos ainda são vistas com ressalvas entre os aliados do governo, que têm dúvidas do poder de influência da cúpula da sigla sobre os deputados. "O discurso (pró-reforma) é um reforço bem-vindo. A grande expectativa é se o discurso não vai destoar da prática", comentou o líder do DEM, Efraim Filho (PB).

Campanhas vão apostar na arrecadação pela internet

Campanhas vão apostar na arrecadação pela internet: A situação será mais comum em 2018 do que em qualquer outra eleição
A foto de um candidato aparece na sua caixa de e-mail ou pula na tela do seu celular. Ao lado do rosto sorridente, um pedido: dê dinheiro para minha campanha.
A situação será mais comum em 2018 do que em qualquer outra eleição, segundo a expectativa de candidaturas que começam a se organizar e de consultorias em busca de clientes para o pleito.
É uma conta simples: sem as contribuições de empresas (proibidas pelo Supremo Tribunal Federal em 2015), políticos vão precisar ampliar canais de arrecadação.
Já terão o reforço do fundo eleitoral de aproximadamente R$ 2 bilhões criado neste ano pelo Congresso, mas esperam também a verba das campanhas virtuais.
Reunidos em um seminário em São Paulo para debater o modelo de "financiamento cidadão", representantes de partidos e assessorias que prestam serviços para campanhas demonstravam interesse em explorar esse caminho, embora reconheçam que brasileiros não têm o hábito de doar para políticos.
"As pessoas ajudam Graac [que reúne contribuições para a luta contra o câncer infantil], Hospital do Câncer. Disponibilidade para doar elas têm", ponderava o marqueteiro Justino Pereira, que organizou o evento há alguns dias em um hotel no centro da capital. "Elas doam para causas".
A construção de uma narrativa que transforme campanhas em causas nas quais as pessoas queiram se engajar -e investir- foi apontada por convidados internacionais do encontro como estratégia que impulsiona a arrecadação.
Representantes de empresas que operaram os sistemas nas campanhas de Donald Trump e Bernie Sanders (nos EUA) e de Pedro Sanchéz (na Espanha) compartilharam dicas com os brasileiros.
Entre elas: é mais fácil conseguir dinheiro para objetivos específicos (pagar gastos do comitê, custear um encontro com militantes); é preciso usar comunicação direta e simples; se o processo de cadastro e doação for complicado, a pessoa desiste no meio.
'VAQUINHA' É NOVIDADE
A antecipação do debate sobre as doações é explicada pela necessidade de buscar novas fontes, mas também pelo calendário. A reforma eleitoral aprovada no Congresso permite que a partir de maio, antes até do registro de candidatura, já possam ser usadas plataformas de "crowdfunding" para conseguir recursos.
O prazo para apresentar a inscrição na Justiça Eleitoral termina três meses depois, em agosto. Se a candidatura for indeferida, os recursos obtidos pela plataforma terão que ser devolvidos a cada doador.Com o requerimento da candidatura, o político também poderá começar a coletar dinheiro em sua própria página, sem intermediários. A modalidade já era permitida, mas a expectativa é que agora ganhe mais atenção e peso no caixa de campanha.
Pelas definições do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sites como Catarse, Vakinha e Kickante estariam aptos a ser contratados para hospedar as arrecadações. As páginas estão à espera de regulamentação do tribunal que deve sair neste mês.
A lei vai impor a elas uma série de obrigações, como cadastro prévio, identificação detalhada de doadores, emissão de recibo e prestação de contas em tempo real.
Preocupado com o risco de que as facilidades do sistema favoreçam lavagem de dinheiro -por exemplo com o uso de CPFs para disfaçar doações irregulares-, o TSE deverá apertar a fiscalização.
'PERFUMARIA'
Levantamento da reportagem mostrou que, na campanha de 2016, a primeira sem financiamento empresarial, doações de pessoas físicas corresponderam a 43% dos recursos obtidos pelos candidatos. Na eleição de 2012, o percentual era de 25%.
Com mais de R$ 293 mil, a candidatura de Marcelo Freixo (PSOL-RJ) para deputado em 2014 virou referência no assunto. "Doações de pessoas físicas representaram 30% da arrecadação dele naquele ano", diz Antônio Andrade, da Um a Mais, empresa que operou o sistema. "Quando se atinge esse patamar, nosso trabalho deixa de ser visto como 'perfumaria' e passa a ser considerado central."
No encontro em São Paulo, a consultoria Ideia Big Data apresentou levantamento com quase mil pessoas mostrando que 5% dizem querer doar para candidato ou partido em 2018.
Entre os entrevistados, 95% disseram que nunca doaram para legendas. Antes de mostrar a pesquisa, o representante da Ideia, Moriael Paiva, dirigiu à plateia um misto de provocação e piada: "Se já está difícil pedir voto, imagina dinheiro". Com informações da Folhapress.

PF faz operação contra favorecimento da JBS na Receita

Joesley Batista: Agentes da PF chegam com malotes na sede da Polícia Federal, em São Paulo (SP),Joesley Batista,
Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal abriram nesta segunda-feira (11) a operação Baixo Augusta, que apura o favorecimento indevido para a JBS por um auditor-fiscal, afastado do cargo por decisão da Justiça Federal. Segundo a PF, o auditor recebeu pagamentos de propina da empresa para beneficiá-la com a antecipação ilícita do pagamento de créditos tributários.
Não há presos na ação desta segunda, mas catorze mandados de busca e apreensão são cumpridos em seis cidades do estado de São Paulo. Ao todo, oito pessoas físicas e jurídicas tiveram determinadas também o bloqueio dos bens.
JBS teria pago cerca de 160 milhões de reais em propinas durante a vigência do esquema, iniciado 2004. “Há indícios de que as transações ocorriam por meio de empresas de fachada e a emissão de notas fiscais falsas”, dizem os investigadores.
A investigação começou depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou para a primeira instância da Justiça nos estados as citações feitas pelos delatores da JBS que não teriam relação com casos investigados na Corte e que não tratassem de pessoas com foro privilegiado.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

‘Municípios terão R$ 3 bi se reforma for aprovada’, diz Eliseu Padilha

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, condicionou liberação de R$ 3 bilhões para os prefeitos em 2018 à aprovação da reforma da Previdência. “Se a reforma não for aprovada este ano, esse dinheiro não existe”, disse nesta segunda-feira, 4, ao Estadão/Broadcast. Mais cedo,o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, havia dito que a liberação de recursos seria de pelo menos R$ 2 bilhões podem sair dos cofres da União para as prefeituras em 2018. "É daí para cima, dependendo da situação fiscal e vinculado à questão da reforma da Previdência. Se ela passar, tem mais espaço", afirmou Ziulkoski.
Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil.
O governo conta com os administradores municipais para pressionarem os deputados a aprovar o texto no Congresso. A seguir, os principais trechos da entrevista com Eliseu Padilha.
O governo sinalizou com mais recursos aos municípios caso a reforma da Previdência seja aprovada, de onde virá esse dinheiro?
Com a aprovação da reforma da Previdência, projetamos condições melhores de arrecadação, teremos melhorado a situação das contas públicas. O presidente Michel Temer quer no curso do ano que vem fortalecer ainda mais o chamado pacto federativo. Ele está pensando em conseguir um recurso extra para os municípios, em torno de R$ 3 bilhões.
Esse dinheiro é além dos R$ 2 bilhões já liberados?
Neste fim de ano, ele deu R$ 2 bilhões que vão ser acrescentados ao Fundo de Participação dos Municípios. Os R$ 3 bilhões são para investimentos que serão viabilizados em 2018. Iniciado o ano, começam as tratativas. Deputados e senadores vão ser os interlocutores. Serão recursos destinados aos municípios por via dos parlamentares. Para os prefeitos conversarem com o parlamentar. A ideia é que eles façam mobilização, conversem com seus parlamentares e se aprovar a reforma da Previdência, ano que vem o governo fará esse repasse para os municípios.
Depois desse acordo os prefeitos acenaram com manifestações a favor da reforma?
Uma vez marcada a data pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, os prefeitos estarão aqui um dia antes para fazer todo proselitismo possível em favor da reforma da Previdência.
Mas de onde viriam esses recursos?
Se nós tivermos a reforma da Previdência este ano, ainda teríamos de trabalhar no orçamento até o fim do ano.
E se não aprovar esse ano?
(Esse recursos) não existem.
Nas negociações pela reforma ainda há insatisfação na base aliada por demandas de cargos e emendas. Como isso está sendo tratado?
Acho que agora não é mais questão de cargos, emendas, essas questões estão superadas. Agora é uma questão de convencimento. A reforma é absolutamente indispensável para o Brasil. A reforma é um processo Robin Wood, se corta processo de transferência de renda dos mais pobres para os que estão mais abastados.
Por que deputados da base alegam pressão eleitoral para não votar a reforma da Previdência?
Os segmentos que se organizam são os privilegiados. O Zé, o João e a Maria nem sabem que a discussão está acontecendo aqui. Essa discussão da Previdência é feita de forma crítica por parte de quem não quer perder privilégio, é óbvio.
Houve erro de comunicação?
Na guerra da comunicação, no início do processo, houve mais atividade por parte da oposição, de quem é contra a reforma. Foram mais eficazes e criaram esse convencimento sobre fatos irreais. Só o privilegiado é contra a reforma da Previdência, o trabalhador não tem por que ser contra, ele não é atingido de nenhuma forma.
O governo já discutiu o cenário de passar no Congresso apenas a idade mínima?
Isso nunca foi discutido. A idade mínima é importante, sim, mas essa questão de igualar os regimes para todos é mais importante do ponto de vista fiscal. O que se busca com essa reforma é ter um equilíbrio fiscal daqui a um tempo, ter previsibilidade de equilíbrio. A reforma tem como pressuposto acabar com um processo injusto de concentração de renda que enriquece os privilegiados.
É possível votar os dois turnos esse ano?
Na Câmara, o presidente Rodrigo Maia, se for possível, quer votar os dois turnos. A reunião de anteontem levantou muito o astral favorável à aprovação este ano. A reforma está no nosso radar até o último dia de governo. Não tem desistência. Queremos votá-la o mais rápido possível e o mais rápido possível é agora, este ano. Nós vamos insistir.