segunda-feira, 5 de março de 2018

Criada para ser alternativa à Dutra, a Via Light coleciona problemas



Falta de limpeza, asfalto em péssimo estado e insegurança são alguns fatores que demonstram o abandono da via.

São cerca de 14 quilômetros de extensão de estrada, ligando Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, à Pavuna, na Zona Norte do Rio. Construída há 20 anos para facilitar o acesso ao metrô e desafogar a Rodovia Presidente Dutra, a Via Light é um caminho de problemas e o retrato do abandono. Lixo, entulho, buracos, mato, veículos abandonados e até carcaças de animais mortos são vistos facilmente.
Placas em diversos trechos estão pichadas ou cobertas pelo mato que avança no acostamento. "Fica difícil ver informações e limites de velocidade porque a vegetação está tomando tudo", reclamou Marlon Felipe, 25, morador de Mesquita.
Rezar para não enguiçar
Também de Mesquita, a cabeleireira Shirley Gomes, 34, se queixa dos buracos. Com o pneu do carro furado, ela teve dificuldade em conseguir ajuda. "A via está toda esburacada, e não tem borracheiro ou mesmo um posto por perto. Estou aqui esperando meu marido para me ajudar, ainda bem que é cedo. À noite, se isso acontece, eu ficaria em pânico".
Sujeira é comum pela via, e prefeituras e DER não se entendem - Luciano Belford / Agencia O Dia
Assim como a cabeleireira, muitos motoristas evitam o trecho com medo da violência uma das maiores reclamações. "Eu nem passo aqui durante a noite porque é bastante perigoso, já vi muitos assaltos".
O medo é compartilhado por Fátima Dias, 40, moradora de Vila Nova, em Nova Iguaçu. "Eu pego ônibus aqui, mas fico apreensiva. A qualquer momento posso ser assaltada, mesmo durante o dia. Falta policiamento".
Martírio para passageiros
Ao longo da Via Light é possível ver pessoas se arriscando para embarcar nos ônibus. Faltam pontos e até abrigos. "Não sabemos onde ao certo ficam os pontos, não tem placas e também não tem cobertura para esperarmos a condução", disse Maria de Lourdes, 57, moradora de Nilópolis.
Ao todo, 11 passarelas construídas cortam 23 bairros. O que seria para segurança na travessia é uma ameaça. Algumas estruturas estão enferrujadas e com rachaduras. Passagens de pedestres estão tomadas pelo mato, assim como os acessos às passarelas.

Jogo de empurra na via

O Departamento de Estrada de Rodagem (DER), responsável pela via, disse que a coleta é feita nos municípios pelas prefeituras. Já as prefeituras de Nova Iguaçu, Meriti, Nilópolis e Mesquita afirmaram que a limpeza está funcionando regularmente e que a manutenção da via é de responsabilidade do DER. A Prefeitura de Meriti disse ainda que existem pontos crônicos e, mesmo sendo de responsabilidade do estado, faz operações de limpeza quando há muito acúmulo do material.
Já a Comlurb, responsável pelo recolhimento de lixo no Rio, informou que o serviço está normal na Pavuna. E que o canteiro na entrada da Via Light está sendo usado de forma clandestina para o despejo de lixo e entulho. Mesmo assim, a companhia disse que faz a retirada do que fica acumulado e vai intensificar a limpeza.
O DER informou também que executou semana passada o reparo de erosão no Km 0,5, na Pavuna, e esta semana serão intensificados os serviços de tapa-buracos, roçado e limpeza.
Em relação à segurança, a Polícia Militar afirmou que realiza patrulhamento com viaturas e motos, além de operações que são realizadas constantemente.
Pontos de ônibus, segundo o DER, são responsabilidade das prefeituras, que por sua vez afirmaram ficar a cargo do DER.

Galeria de Fotos

Carro incendiado 'decora' a paisagem de desolação da Via Light. Insegurança nos 14 km de estrada faz com que motoristas evitem pegar a estradaFOTOS LUCIANO BELFORD / AGÊNCIA O DIA
Perigo ronda a Via LightLUCIANO BELFORD / AGENCIA O DIA
Lixo espalhado pela viaLUCIANO BELFORD / AGENCIA O DIA
Sujeira é comum pela via, e prefeituras e DER não se entendemLUCIANO BELFORD / AGENCIA O DIA
Animais soltos nos canteiros são outro risco para os motoristasLUCIANO BELFORD / AGENCIA O DIA
Placas quebradas na viaLUCIANO BELFORD / AGENCIA O DIA
Matagal esconde passarelaLUCIANO BELFORD / AGENCIA O DIA
Abandono na Via Light

Aposentados recebem atrasados na quinta-feira

Justiça paga R$ 29 milhões para 1,9 mil segurados que ganharam ações em janeiro

Aposentados e pensionistas do Rio e Espírito Santo que ganharam ação contra o INSS em janeiro vão colocar a mão na grana a partir da próxima quinta-feira, segundo informou ao DIA o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que abrange os dois estados e é responsável pelos pagamentos. No final do mês passado o Conselho de Justiça Federal (CJF) liberou R$29,9 milhões para o TRF-2 pagar atrasados referentes a processos de revisão e concessão de benefícios a 1.924 segurados destas regiões.
As ações tiveram sentenças finais da Justiça em janeiro e não cabe mais contestação do INSS. O tribunal vai pagar os beneficiários por meio de Requisições de Pequeno Valor (RPVs), limitadas a 60 salários mínimos. Até dezembro o valor das RPVs estava em R$56.220. Mas com a correção de 1,81% do mínimo em janeiro - o menor aumento em 24 anos -, passou de R$937 para R$954, o teto do montante agora é de R$ 57.240.
No total, o conselho liberou R$ 440 milhões para pagar atrasados correspondentes a matérias previdenciárias e assistenciais - revisões de aposentadorias, pensões e outros benefícios, que somam 37.334 processos e beneficia 40.555 pessoas em todo o país.
Segundo o CJF, a verba é repassada diretamente aos tribunais federais, responsáveis pelos pagamentos dos processos e pelo calendário de liberação. As requisições são depositadas em contas abertas no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica pelo próprio tribunal em nome de quem ganhou o processo contra o instituto.
NA INTERNET
Os segurados que quiserem conferir quanto vão receber do INSS podem acessar a página do tribunal www.trf2.jus.br. Nela, precisam ir ao menu à esquerda da tela e procurar o campo Precatórios/RPV, e clicar em "Consultas", depois em Pesquisa ao Público.
Para facilitar o acesso, os segurados devem ter o número do requerimento do processo ou do CPF ou da ação judicial que foi ganha contra o instituto. Ao digitar o código que vai aparecer na tela, basta o segurado clicar em "Confirmar" para concluir a operação.
O Conselho de Justiça Federal também liberou recursos para outros tribunais do país. Para o TRF da 1ª Região (DF, MG, entre outros), por exemplo, foram destinados R$ 96,2 milhões.
O TRF da 3ª Região (SP e MS) recebeu R$95,2 milhões. Já o tribunal da 4ª Região, que abrange estados no Sul, teve R$152,9 milhões e o da 5ª Região (PE, CE entre outros) outros R$65,9 milhões.

Como fazer para receber

Pensionistas e herdeiros de segurados que processaram o INSS têm direito a receber as Requisições de Pequeno Valor (RPV). "Há muitos casos em que a pessoa morre e os parentes desconhecem que havia uma ação contra o INSS", explica Adriane Bramante.
Neste caso é preciso que a pessoa se habilite no Juizado Especial Federal (JEF) ou na Vara Federal, nesta última é preciso de advogado. "É preciso juntar certidão de dependentes do INSS, óbito, identidade, CPF e comprovante de residência", pontua. "Se tiver dependentes da pensão por morte, todos eles devem apresentar documentos. Se não tiver dependente de pensão, mas herdeiros, também precisam levar os documentos", orienta.
Para saber se tem dinheiro a receber, a advogada manda os herdeiros consultarem a Justiça Federal. Caso o valor cobrado na ação contra o INSS seja superior a 60 salários mínimos (R$57.240), a dívida é chamada de precatório. Assim, é obrigatório ter um advogado responsável pelo processo. Outro caminho é consulta ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica, bancos que pagam essas ações.
"Com documentos pessoais e a certidão de óbito do segurado, o herdeiro pode perguntar ao banco se há depósito judicial", ensina a especialista.

PENTE-FINO CONVOCA 10,1 MIL NO RIO

Adriane Bramante, presidente do IBDP, orienta segurados a manterem laudos e exames atualizados - Divulgação
Desde o mês passado, os mais de 10,1 mil beneficiários de auxílio-doença e aposentadoria por invalidez do INSS no Rio de Janeiro estão sendo chamados para passar por nova perícia médica no instituto. As convocações para esta nova etapa do programa de revisão nos benefícios que não passaram por perícia médica nos últimos dois anos já foram enviadas pelos Correios.
Do total de cartas enviadas, 8.179 são para beneficiários de auxílio-doença e 1.931 para quem recebe aposentadoria por invalidez, informou o INSS. Até o fim do programa revisional, que deve acabar em dezembro, serão convocados 88.754 beneficiários de aposentadoria por invalidez e 41.100 auxílios-doença em todo Estado do Rio de Janeiro.
"Manter o endereço atualizado na base de dados do INSS é de extrema importância para evitar que as cartas não encontrem o destinatário e, com isso, os benefícios sejam suspensos", alerta Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).
Outro ponto destacado pela especialista é a necessidade de ter laudos médicos e exames atualizados "para que o perito avalie se as condições de incapacidade continuam".
Para dar mais agilidade ao pente-fino, o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), pasta à qual o INSS está subordinado, chamou mais médicos-peritos para aderirem ao programa e, assim, aumentar a capacidade do instituto em realizar mais perícias.
Os médicos que participarem da nova leva do pente-fino também vão receber, assim como os demais peritos que já estão no programa, R$ 60 por cada atendimento, que não podem exceder quatro por dia. Eles precisam se colocar à disposição do ministério para fazer mutirões, quando necessário.
De acordo com a pasta, ao recompensar os médicos por produtividade, garantindo pelo menos quatro perícias diárias por profissional, o INSS poderá revisar em média 120 mil benefícios por mês.

As Grandes Empresas De Drone Estão Aterrorizadas Com Este Novo E Baratíssimo Drone Que Chegou Ao Mercado.

Se Você Nunca Teve Um Drone Antes, Este Será O Ideal Para Você!

Esta semana comemoramos a chegada ao mercado de um novo drone que é mais barato do que qualquer outro.
Não é apenas um simples drone, mas é um drone repleto de novas tecnologias de ponta. Seu valor tecnológico é equivalente a um drone de mais de 1.100 reais. E as filmagens feitas por ele são surpreendentes.

Sobre o que estamos falando?

É sobre o novo Selfie Drone 720x que está revolucionando a indústria dos drones e agora está disponível no Brasil.

Vista frontal e traseira do Selfie Drone 720x.
O Selfie Drone 720x é um drone feito e projetado por uma equipe de engenheiros. Este grupo de especialistas queria fazer um drone de alta qualidade que todos pudessem comprar, mas também gostariam que ele fosse extremamente durável e que pudesse tirar fotos e gravar vídeos de alta qualidade.

Como ele funciona?

Para a surpresa de muitos, seu funcionamento é super simples. Tão simples que até uma criança de 7 anos de idade pode operá-lo perfeitamente e faze-lo voar sem problema algum. Tudo o que você precisa é um smartphone e você estará pronto. Veja aqui como usar:

Controles fáceis de Smartphone & câmera HD.

Veja o Selfie Drone 720x em ação:

Quanto custa?

Por toda a tecnologia inovadora e a sua qualidade surpreendente ele deveria custar cerca de 1.100 reais, porém, o seu preço de venda no mercado está por apenas 335 reais.
NOTA: Eles estão com uma promoção de 50% de desconto pois estão quase fora de estoque. A estimativa para reabastecer o estoque é final de 2017.

Como comprar um Selfie Drone 720x?

É super fácil. Você pode comprá-lo no site oficial.

Este drone é perfeito porquê...


Este drone é perfeito porquê...

O Selfie Drone 720x foi projetado para ser completamente portátil. Completamente dobrável, ele tem aproximadamente o tamanho de um smartphone. É feito de aerofoil, desta forma o drone fica mais leve e você pode facilmente carregá-lo com você.
Pode ser controlado através de seu smartphone, ou seja, se você possui um smartphone você pode voar com ele. Os controles foram projetados de tal maneira para que todos possam facilmente pegar o jeito de pilotar o Selfie Drone 720x. Outro fator interessante é que você pode ver a câmera do drone através de seu smartphone enquanto o drone voa.
Pequeno e leve para que você possa facilmente levá-lo com você.
O drone tem lâminas flexíveis e um protetor de plástico em ABS que fornece a proteção ideal caso ocorra algum acidente. Desta forma, seu drone não vai quebrar quando cair!
Ele tem uma incrível câmera onboard que também pode ser controlada remotamente por seu smartphone. É possível tirar fotos e gravar vídeos.

Conclusão: vale a pena?

Pense nas lindas fotos que você poderá tirar em suas próximas férias, as surpreendentes selfies com seus amigos e família e nos vídeos super legais da vizinhança que você vai poder fazer. Tudo isto é possível graças ao Selfie Drone 720x que agora está mais barato do que nunca! Não é por nada que todos estão brigando por um.
Para nós, definitivamente vale a pena!

Instruções Detalhadas Sobre Como Obter o Selfie Drone 720x

Agora que você já sabe sobre este novo e surpreendente drone, e se ele ainda estiver disponível em estoque, aqui estão as instruções de como obter um:
1) Adquira o Selfie Drone 720x em seu site oficial.
2) Faça o download do aplicativo selfiedrone e conecte o drone ao smartphone (funciona tanto para android quanto para ios)
3) Comece a fazer imagens incríveis com você, seus amigos e sua família!
É Simples Assim!

Sérgio Chapelin no Troféu Imprensa: Jornalista recebe de Silvio Santos prêmios do passado

O jornalista Sérgio Chapelin, apresentador do Globo Repórter, foi buscar o que é seu de direito: 4 prêmios de Melhor Programa Jornalístico do Troféu Imprensa. As vitórias se referem aos anos de 1987, 1988, 1998 e 2002.
Depois desse tempo todo, o âncora de 76 anos foi liberado pela TV Globo. O dono do SBT, concorrente da Vênus Platinada, não perdeu a oportunidade de alfinetar:
Chapelin voltou ao SBT quase 35 anos depois de deixar a emissora. Ele foi animador do SBT em 1983 no comando do programa Show Sem Limite.
Um ano depois, no entanto, decidiu sair do canal de Silvio Santos por estar insatisfeito com as condições da empresa e retornou à TV Globo.
A apresentadora Sonia Abrão entregou duas estatuetas a Chapelin:




Ex-presidente da BRF é preso em nova fase da Operação Carne Fraca

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta segunda-feira uma nova fase da Operação Carne Fraca que tem como alvo um esquema de fraudes descoberto na empresa BRF. O ex-presidente da companhia Pedro de Andrade Faria é um dos dez presos pelos agentes. A empresa brasileira é uma das maiores do ramo de proteína animal no mundo e vende para 150 países.
A ação da PF tem o nome de Operação Trapaça. Desde o início da manhã são cumpridos 91 mandados decretados pela Justiça Federal, do Paraná. Como resultado, 11 pessoas estão com ordem de prisão temporária e 27 de condução coercitiva. Os policiais cumprem ainda 53 mandados de busca e apreensão em unidades da BRF — dona da Sadia e Perdigão.
A terceira fase da Carne Fraca — deflagrada pela primeira vez em março de 2017 — tem como alvo esquema de fraudes contra o Ministério da Agricultura supostamente praticados por empresas do grupo BRF.
Segundo a PF, os investigados podem responder por crimes como falsidade documental, estelionato qualificado e formação de quadrilha ou bando, além de crimes contra a saúde pública.
A operação é o primeiro desdobramento da Carne Fraca em 2018. As apurações decorrem das descobertas das investigações da PF da primeira e segunda fase que tinham dezenas de frigoríficos como alvos, entre eles unidades da BRF e JBS — outra gigante do setor, dona da Friboi.
Nas primeiras fases, deflagradas em 2017, foi descoberto esquema de corrupção envolvendo fiscais do Ministério da Agricultura no Paraná e em outros estados – as sentenças desses casos devem sair ainda esse ano. As ações das duas empresas reagiram à deflagração da primeira etapa da Carne Fraca e encerraram o pregão naquele dia em forte queda – os papeis da JBS caíram 10,59%, e os da BRF, 7,25%.
Procurada, a assessoria de imprensa da BRF afirmou que uma nota da empresa em resposta à operação será divulgada nesta manhã.

domingo, 4 de março de 2018

Ativista mostra seios em protesto contra voto de Berlusconi

O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi foi alvo de um protesto neste domingo (4) enquanto realizava seu voto em Milão nas eleições legislativas do país. Uma ativista do movimento Femen subiu na mesa e mostrou os seios aos gritos de "Berlusconi, o tempo acabou".
O líder do partido conservador Força Itália (FI) estava votando quando a mulher protagonizou o ato. Em seu peito estava escrita a frase "Berluconi seu tempo acabou". A ativista foi retirada do local pela polícia.
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Em 2013, Berlusconi também foi desafiado por três ativistas do Femen da mesma forma. 
As urnas das eleições legislativas da Itália serão fechadas às 23h (horário local) deste domingo. E, logo em seguida, os votos começarão a ser computados. 
Após caos, governo pede para italianos votarem mais cedo
Após os diversos problemas registrados no início da votação das eleições legislativas neste domingo (4), o governo italiano pediu para os cidadãos adiantarem o voto o mais rápido possível. "As filas registradas nessas horas, também em outras cidades italianas, são devidas, em grande parte, às novas operações necessárias para cédulas anti-fraude, renovando assim o convite aos cidadãos para exercer seu direito ao voto, é sugerido ir as seções eleitorais o mais rápido possível e pelo menos uma hora antes de serem fechadas", diz o comunicado do Capitólio da "cidade eterna".
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Na manhã deste domingo, várias cidades, entre elas Roma, Palermo, além das regiões da Lombardia e Lazio, enfrentaram dificuldades para abrir as seções eleitorais. Pelo menos 200 mil cédulas tiveram de ser reimpressas durante a noite deste sábado porque estavam em papéis errados. Já em Mantova, o logotipo do candidato regional do Partido Democrático (PD) estava divergente, enquanto que em Roma, nomes de candidatos foram impressos errados nos cartões, o que causou filas imensas e protestos entre os eleitores. 
Duas cidades italianas da região do Piemonte, na província de Alessandria, chegaram a suspender a votação em suas seções eleitorais devido ao recebimento de cédulas erradas, destinadas a outro distrito. "A capital Roma está trabalhando junto com todos os níveis administrativos e envolvido com os assuntos institucionais para um monitoramento constante da situação nas 2600 seções de voto da cidade, todos estão abertos e operando", acrescenta o texto.

'Problema é de segurança nacional', diz general que comandou ações no Rio em 1994

O general Roberto Jugurtha Câmara Senna comandou em 1994 as ações militares da Operação Rio - quando o governo federal intercedeu na segurança do Estado com as Forças Armadas. "Podíamos reagir aos tiros, nos confrontos, com maior liberdade de ação. Bandido armado que atirasse para cima ou contra a tropa podia ser abatido", disse o militar da reserva, de 77 anos, que também defendeu mandados coletivos de busca e apreensão.
A ação de 1994 não foi chamada de intervenção. Foi feito convênio com o governo (à revelia do então governador Nilo Batista, do PDT) para usar as tropas no combate a crimes federais (narcotráfico e armas).
Muitas comunidades foram ocupadas, numa ação de quatro meses. A longo prazo, porém, a operação não teve resultados significativos. Senna responsabiliza a gestão Batista pelo resultado. Ao Estado, o ex-governador negou ter boicotado a investigação sobre os presos na operação da época. 
O senhor coordenou as ações militares no Rio em 1994. Qual era a situação na época?
Naquela época, a criminalidade na cidade do Rio era bem menor. Não havia a quantidade de armas de guerra que os traficantes têm hoje, nem a quantidade de comunidades dominadas por traficantes com fuzis. O que levou o governo federal da época (gestão Itamar Franco) a intervir foi o grande impacto causado à sociedade quando a polícia do Rio se mostrou incapaz de entrar em comunidades dominadas pelo tráfico. A PM tinha poucos fuzis e ainda não tinha tática para atuar em grandes áreas dominadas pelo crime ou em enfrentamentos de maior magnitude.
A ação de 1994 foi necessária? 
Foi uma medida necessária e oportuna, apoiada por sociedade, imprensa e comunidades. Havia necessidade de um "choque de autoridade". 
Como o senhor analisa a situação da violência no Rio hoje?
O armamento dos bandidos hoje tem poder ofensivo bem maior. O número de comunidades dominadas é bem superior, assim como o domínio das facções criminosas sobre a população. Há agora milícias que atuam com a mesma violência que os traficantes, dominam territórios e populações e cometem ilícitos variados, o que não era significativo em 1994. Também não havia grandes questionamentos sobre a legalidade do emprego das Forças, talvez porque a palavra "intervenção" não tenha sido oficialmente adotada na ocasião. Fizemos tudo como se intervenção fosse, mas a palavra não foi usada. E a imprensa de uma maneira geral colaborava.
Hoje é muito diferente?
Eu não sentia tanta pressão por parte das autoridades, da Justiça e da imprensa, como agora com o general Braga Netto (interventor do Rio) e a interpretação da palavra intervenção. O presidente e seus ministros não se envolviam tanto.
Do ponto de vista jurídico, a operação de 94 era bem diferente da atual. O que podia ser feito? 
Foi adotado um tipo de mandado de busca em que se designava um endereço específico acrescido de "e adjacências". Muita arma foi achada não no domicílio do bandido, mas em casas de moradores que eram obrigados a guardar as armas. As regras de engajamento para as tropas eram bem mais flexíveis, dando mais liberdade de revistar, identificar, buscar casa a casa e reagir a confrontos
É função das Forças intervir na segurança pública dos Estados? 
O problema do Rio não é de segurança pública, mas de segurança nacional. Novas leis têm de ser aprovadas, incluindo emendas constitucionais, e procedimentos referentes ao emprego da tropa e das polícias têm de ser modificados para que o Estado vença essa guerra. É tudo ou nada. Ou o Estado vence a batalha ou não sei o que vai acontecer ao País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Pezão deve se tornar o 1º governador denunciado pela Lava Jato

O atual governador do Rio de Janeiro Luiz Fernando Pezão pode se tornar o primeiro governador denunciado pela Lava Jato. Os trâmites para tal já começaram, iniciando com o deferimento feito pelo ministro do STJ Luis Felipe Salomão.
Como noticiou a coluna de Lauro Jardim do jornal 'O Globo', o ministro pediu ao MPF para que Carlos Miranda, ex-operador de Sérgio Cabral, e Benedicto Júnior, ex-presidente da Odebrecht Construtora, sejam ouvidos no inquérito aberto em setembro a pedido da PGR, baseado na delação da empreiteira.
Após esse passo, o MPF terá 30 dias para decidir se denuncia Pezão, suspeito de ter recebido, em forma de caixa dois, cerca de R$ 20 milhões da Odebrecht em sua campanha. Caso o Judiciário aceitar a denúncia, Pezão passa formalmente à condição de réu.
Em meio às denúncias, o STF deve, justamente no mesmo período, mudar o entendimento sobre o foro privilegiado. Caso isso também ocorra, Pezão pode deixar de ser julgado pelo STJ e ir para a primeira instância. O que, neste caso, significa cair nas mãos de Marcelo Bretas.

Atriz Tônia Carrero morre aos 95 anos no Rio de Janeiro




A atriz Tônia Carrero morreu aos 95 anos no final da noite deste sábado, 3, na clínica São Vicente, na Gávea, no Rio de Janeiro. Ela havia sido internada para se submeter a uma cirurgia simples, mas houve complicações e a atriz sofreu uma parada cardíaca.
A pedido da família, a clínica não divulgou mais informações. Luísa Thiré, neta da atriz, em entrevista à GloboNews disse que o desejo da avó era de ser cremada. A cerimônia deve ser realizada na segunda-feira, 05, aguardando a chegada de familiares que vivem no exterior. 
Tônia nasceu dia 23 de agosto de 1922 no Rio de Janeiro, foi batizada Maria Antonieta Portocarrero Thedim e logo apelidada de Mariinha por seus pais, irmãos e amigos. Lutou para tornar-se Tonia Carrero. “Até bem pouco tempo era feio ser atriz. Era pobre, triste ter na família uma mulher se exibindo no palco, na tela de cinema ou de TV”, contou em seu livro de memória O Monstro dos Olhos Azuis (LPM). Seu pai era militar e alcançou a patente de general. Seus irmãos seguiram a mesma carreira. Só ela, contrariando toda a família, inclusive a mãe, optou pela arte.
Ainda bem jovem, aos 14 anos, conheceu o artista plástico Carlos Arthur Thiré com quem se casaria três anos depois e teria seu único filho, o ator Cecil Thiré. Ao completar 80 anos Tonia Carrero contou parte de sua vida no palco, no solo Amigas para Sempre, dirigido pelo gaúcho Luiz Arthur Nunes, autor do roteiro criado a partir de entrevistas .
No palco, revelou então nunca ter abandonado a ‘persona’ Mariinha – como continuou sendo chamada pelos íntimos – e relembrou com leveza e bom humor a festa que se tornara sua vida, já casada, na Ipanema da década de 40. Nessa época passou a conviver com intelectuais e artistas sobretudo na casa do escritor Aníbal Machado, pai da autora de Pluft, o Fantasminha, Maria Clara Machado. “Hoje não existe mais uma casa assim, ponto de encontro até para estrangeiros de passagem pelo Brasil”, relembrava em cena. Ali conhecera os poetas Carlos Drummond de Andrade e Vinícius de Moraes, o maestro Tom Jobim, o músico Ronaldo Bôscoli e o cronista Rubem Braga. Muitos caíram de amores por aquela mulher de rara beleza, bronzeada pelo frescobol na praia.
No mesmo solo narrou, para delícia do público, a paixão do escritor de Rubem Braga por ela, ‘resolvida’ num namoro meteórico. E contou ainda que mesmo Drummond, o mineiro reservadíssimo, não resistiu ao galenteio ao conhecê-la na ‘casa do Aníbal’. Mas nem tudo era festa. Tonia tinha ambições. Formada em Educação Física, queria ser atriz, mas ninguém levava tal projeto a sério. Em uma época de raras escolas de teatro, deixou o filho pequeno com a babá e partiu para a França, onde fez um curso livre de iniciação teatral com Jean Louis Barrault.
De volta ao Brasil, fez testes, tentou atuar, mas ninguém lhe deu um papel. Só no cinema conseguiu atuar, no filme Querida Suzana, com direção de Alberto Pieralisi. Em 1949 volta a filmar, sob direção de Fernando de Barros, em Caminhos do Sul. Com ele, funda sua própria companhia teatral em 1949 e tenta convencer o ator amador e advogado Paulo Autran a entrar para o grupo. Mas ele não pretendia se profissionalizar, ganhava muito bem como advogado, estava satisfeito, o teatro era secundário em sua vida. Numa última cartada, ela pediu-lhe que estipulasse seu salário. Para se ver livre do assédio, Autran pediu um valor absurdamente alto, e ela pagou. Mais tarde, já consagrado, ele repetiria muitas vezes essa história, ao recordar sua longa carreira.
Assim, ambos, Tonia e Autran, que se tornariam ‘amigos para sempre’ estrearam juntos, profissionalmente, na peçaa Um Deus Dormiu Lá em Casa, de Guilherme Figueiredo, sob direção de Silveira Sampaio. Ambos receberam prêmios de revelação e a trupe ganhou fôlego. No ano seguinte, Ziembinski foi convidado para dirigir o espetáculo Amanhã se Não Chover, de Henrique Pongetti. E no outro ainda, o trio – Tonia, Barros e Autran – se transfere para São Paulo para atuar na Cia. Cinematográfica Vera Cruz e no Teatro Brasileiro de Comédia, ambos empreendimentos do italiano Franco Zampari.
Na Vera Cruz atuou em filmes importantes na época como Tico Tico no Fubá, sob direção de Adolfo Celi e Apassionata, de Fernando de Barros, ambos de 1952. O cinema não foi sua principal forma de arte, mas ainda assim até 1977 já tinha participado de 13 filmes. No TBC atuou sob a direção de Adolfo Celi – Uma Certa Cabana e Uma Mulher de Outro Mundo, e novamente sob a batuta de Ziembinski, em Candida, peça de Bernard Shaw, no papel título. Casou-se com Celi e um novo trio se forma para a fundação da Cia. Tonia-Celi-Autran. O repertório eclético, iniciado com o clássico Otelo, passando por Entre Quatro Paredes de Sartre e Seis Personagens à Procura de um Autor, de Pirandello, permitem a atriz um aprimoramento reconhecido pela crítica.
Tal amadurecimento não passou despercebido pela crítica da época. “Ela foi afiando pacientemente o seu instrumental interpretativo, revelando progressivamente uma sensibilidade, uma intuição e uma gama de recursos que lhe permitem abordar papéis frontalmente opostos à sua imagem padronizada”, escreveu o crítico Yan Michalski. Desfeita a companhia, cria sua própria empresa e segue atuando. Em 1968 surpreende ao despojar-se de sua beleza e elegância para encarnar a prostituta Neusa Suely numa montagem de Navalha na Carne, de Plínio Marcos, dirigida por Fauzi Arap, a quem ela reputava como um de seus mestres na fase da maturidade. Atuação que lhe vale os principais prêmios do ano, entre eles o prestigiado, e cobiçado, Molière.
Além dos já citados, ao longo da carreira de seus 60 anos de carreira, levou ao palco autores como Tennessee Williams (Doce Pássaro da Juventude), George Feydeau (A Dama do Maxim’s), Shakespeare (Macbeth), Ibsen (Casa de Bonecas), Marguerite Duras (A Amante Inglesa) e Dürrenmatt (A Visita da Velha Senhora). E atuou sob a direção de Flávio Rangel, Gianni Ratto, Domingos de Oliveira e Antunes Filho.
Em meados da década de 80 inicia uma fase de experiências mais ousadas com ao interpretar Quartett sob direção de Gerald Thomas, trabalho que lhe vale o segundo Prêmio Molière. Três anos depois, arrisca-se numa nova linguagem, em atuação coreografada, sob direção de Marcio Aurelio no espetáculo Esta Valsa É Minha, de William Luce. Outros jovens diretores entrariam em sua vida a partir daí. Em 1999, Eduardo Wotzik, na encenação de Um Equilíbrio Tão Delicado, de Edward Albee e, no ano seguinte, Élcio Nogueira, em O Jardim das Cerejeiras, de Chekhov, montagem na qual contracena com Renato Borghi.
Em 2005 volta a ser dirigida por Fauzi Arap, também autor, na peça Chega de História!. na qual, curiosamente, retoma não só a parceria bem-sucedida em Navalha na Carne, mas também uma atitude. Como fizera para viver Neusa Suely, mais uma vez se despoja de sua natural vaidade para encarnar a professoria Dona Filó, vestida de forma muito simples. “Ela não tem nada a ver comigo e isso foi o que me motivou”, disse em entrevista ao Estado..
A carreira no cinema foi menos intensa, mas só em 1988 participaria de três filmes: A Bela Palomera, de Ruy Guerra; Fogo e Paixão, de Isay Weinfeld e Marcio Kogan e Sonhos de Menina Moça, de Tereza Trautman. O papel de Dona Alice, em Chega de Saudade, de Laís Bodansky foi o mais recente nas telas do cinema. Já na telinha participou de 15 novelas, desde sucessos como Pigmaleão 70, Uma Rosa com Amor, Água Viva, Sassaricando e Senhora do Destino. Título, aliás, que bem poderia defini-la.
Depois de 60 anos de trajetória em palcos e telas, do cinema e da TV, Tonia Carrero tinha motivos para se orgulhar da atitude corajosa e da persistência de Mariinha. Só lamentava, em entrevistas, o inevitável envelhecimento. Saudade, só da beleza estonteante da juventude. Nada mais compreensível