sexta-feira, 6 de julho de 2018

Temer diz que não faz reformas paliativas, em última cerimônia permitida por lei eleitoral

O presidente Michel Temer aproveitou o última dia em que pode lançar programas e participar de inaugurações, devido às restrições impostas pela lei eleitoral, para assinar medida provisória do novo marco regulatório do saneamento básico, e disse que seu governo se dedicou a fazer reformas estruturais, e não paliativas.
Temer participa de cerimônia no Palácio do Planalto© REUTERS/Adriano Machado Temer participa de cerimônia no Palácio do Planalto
"Esse é um governo que promove reformas estruturais para resolver problemas estruturais. Nunca quisemos soluções paliativas que trazem aplauso fácil", afirmou na cerimônia no Palácio do Planalto.
A lei eleitoral proíbe agentes públicos, inclusive o presidente, de participar de inaugurações, lançar novos programas, nomear, contratar ou demitir servidores, fazer pronunciamentos ou liberar recursos que já não estejam previstos nos orçamentos. Também estão proibidas as propagandas institucionais.

Brasil tem 55% de chances de vencer a Bélgica, aponta modelo matemático

Segundo modelo matemático, placar de 1 a 0 para o Brasil é o mais cotado para acontecer nesta sexta (Fotos: AFP)© Fornecido por Areté Editorial S/A Segundo modelo matemático, placar de 1 a 0 para o Brasil é o mais cotado para acontecer nesta sexta (Fotos: AFP)
Brasil ou Bélgica? Quem passa para a semifinal da Copa? No que depender da matemática, a Seleção Brasileira é a mais cotada para avançar. Segundo modelo matemático desenvolvido pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV EMAp), o Brasil deverá ganhar o jogo por 1 a 0.
O modelo leva em consideração a análise de 4.010 jogos entre seleções desde o início da Copa de 2014, incluindo 222 seleções, para fazer as previsões.
- A probabilidade de acontecer 1 a 0 para o Brasil é de 12%. Logo em seguida, aparece o empate de 1 a 1, com 11%. Já a desclassificação parece ser menos provável. O modelo matemático diz que a previsão da vitória belga por 1 a 0 é de apenas 7%. Para o placar de 2 a 0 é de 3% - diz o professor Moacyr Alvim.
BRASIL X BÉLGICA - nesta sexta-feira (15h, de Brasília)
O cenário para o hexacampeonato da Seleção Brasileira ficou ainda mais favorável com as saídas de Espanha e Alemanha. Antes do início do torneio, os cálculos mostravam que a Seleção Brasileira apresentava 21% de chance de ganhar o torneio. Agora, o percentual já está em 31% para o Brasil levar a taça.
- A seleção francesa aparece com 15,7% e a croata com 15%. A Suécia e a Inglaterra, surpresas até o momento, também apresentam boas possibilidades, com 11,3% e 9,9%, respectivamente. Das classificadas para as quartas de final, o Uruguai e a Rússia são as seleções com menor perspectiva para o título com 5,7% e 2,7%, respectivamente - analisa o professor da FGV.
Os demais jogos das quartas de final, segundo a FGV EMAp
FRANÇA X URUGUAI - nesta sexta-feira (11h, de Brasília)
O modelo matemático da FGV EMAp diz que a França vai ganhar do Uruguai. O resultado mais provável é 1 a 0 (13%).
RÚSSIA X CROÁCIA - neste sábado (15h, de Brasília)
O resultado de 1 a 0 também deve acontecer na partida entre Rússia e Croácia, com vitória da Croácia (14%).
SUÉCIA X INGLATERRA - neste sábado (11h, de Brasília)
Já em Suécia x Inglaterra, os suecos podem surpreender os ingleses, com 36% de probabilidade de classificação, para a próxima fase. No entanto, o jogo deverá ser muito equilibrado, já que a Inglaterra têm 33% de chances de vitória. O empate tem 31% de chance de ocorrer.

Comandante do Exército se encontra com presidenciáveis, e especialistas criticam

General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro.© Fornecido por Marcelo Camargo/ Agência Brasil General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, comandante do Exército Brasileiro.
O comandante do Exército, general Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, tem tido encontros privados com pré-candidatos que cogitam disputar a Presidência da República nas eleições 2018.
Conforme relatou o general em sua conta no Twitter, nas reuniões são apresentados "alguns temas, sob a ótica do Exército, que consideramos importantes serem discutidos por quem pleiteia dirigir a nação".
Villas Bôas já recebeu os seguintes presidenciáveis, de acordo com o Exército: Álvaro Dias (Podemos), em 23 de maio; Rodrigo Maia (DEM), em 29 de maio; Jair Bolsonaro (PSL), em 5 de junho; Geraldo Alckmin (PSDB), em 18 de junho; Henrique Meirelles (MDB) e Paulo Rabello de Castro (PSC), em 7 de junho; Marina Silva (Rede), em 15 de junho; e Ciro Gomes (PDT) e Aldo Rebelo (SD), em 18 de junho.
Imagens de alguns desses encontros foram divulgadas pelo general em sua conta pessoal no Twitter.
Prosseguindo nos contatos com os pré-candidatos à presidência da república, ocasião onde apresentamos alguns temas, sob a ótica do Exército, que consideramos importantes serem discutidos por quem pleiteia dirigir a Nação, recebi a Sra Marina Silva em nosso QG do @exercitooficial
Hoje, recebi o Sr. Geraldo Alckmin, pré-candidato à presidência da república. Nesses contatos, tenho mostrado a importância de discutirmos os temas defesa e segurança, iluminando-os para a sociedade, e destacado as dificuldades orçamentárias que impactam negativamente as FA.
No dia 20 de junho, o comandante recebeu Fernando Haddad (PT) na condição de representante de Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente está preso, mas é pré-candidato do PT ao Planalto.
A próxima reunião será no dia 17 de julho com a presidenciável Manuela D'Ávila (PCdoB), informou o Exército.
O poder armado não pode se colocar em posição de pressão em relação ao governo e à sociedade. Ignacio Cano, sociólogo.

Protagonismo

Os encontros ocorrem em um momento em que os militares assumem um protagonismo cada vez maior no País, na esteira da crise política.
Em meio ao caos provocado pela greve dos caminhoneiros, por exemplo, o governo Michel Temer convocou as Forças Armadas a agir contra bloqueios de estradas.
Semanas depois, em meados de junho, o presidente efetivou o general do Exército Joaquim Silva e Luna para o comando do Ministério da Defesa. É a primeira vez desde que a pasta foi criada, em 1999, que um militar ocupa o cargo.
As Forças Armadas lideram, ainda, a intervenção federal no Rio de Janeiro, decretada por Temer em fevereiro, algo inédito desde a redemocratização.
O general Villas Bôas é um comandante bastante sereno, mas este é um expediente inapropriado, que pouco contribui para uma democracia que se supõe madura.Alexandre Fuccille, professor da Unesp.
Em nota oficial enviada ao HuffPost Brasil, o Exército afirma que o objetivo dos encontros é "discutir o tema Defesa Nacional, atinentes ao Exército Brasileiro, e ressaltar a importância da adoção de políticas que garantam o avanço indispensável dos programas estratégicos da Força, bem como a estabilidade orçamentária, a recuperação remuneratória e a manutenção da operacionalidade da Força, com equipamentos e tecnologias atuais".
Em cerimônia nesta quinta-feira (5) em São Paulo, o general Villas Bôas disse que o Brasil atravessa momento que exige "recuperação coesão nacional", mas descartou a possibilidade de uma intervenção militar no País. Segundo ele, uma eventual interferência das Forças Armadas ocorreria no sentido de "cumprir a Constituição, manter a democracia e proteger as instituições".

'Descabido' e 'inapropriado'

Segundo especialistas ouvidos pelo HuffPost Brasil, os encontros com pré-candidatos são equivocados. Para o sociólogo Ignacio Cano, a iniciativa sugere uma pressão do poder militar sobre o poder civil.
"São encontros descabidos. Não cabe ao comandante do Exército funcionar como suposto grupo de pressão, expondo suas reivindicações aos candidatos, especialmente em um momento como este, com intervenção federal e receios quanto à expansão do papel militar", afirma Cano, que é coordenador do Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
"É um fato grave para a história da República. O poder armado não pode se colocar em uma posição de pressão em relação ao governo e à sociedade. Esses encontros configuram um cenário de pressão do poder militar sobre o poder civil", continua.
Para o sociólogo, o Exército deveria propor reuniões apenas com o presidente eleito. Antes disso, afirma Cano, a proposta pode soar como interferência nas eleições.
"Uma vez eleito o governo, aí sim cabe ao comandante-em-chefe colocar as necessidades do Exército. Mas agir como se estivesse fazendo sabatinas com eventuais candidatos soa como tentativa de influência no processo eleitoral, algo totalmente descabido em uma República democrática", afirma Cano.
O sociólogo lembrou, ainda, o episódio em que o general Villas Bôas usou o Twitter para manifestar repúdio à "impunidade" e dizer que o Exército estava "atento às suas missões institucionais", na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula no STF (Supremo Tribunal Federal). Para Cano, os tuítes também podem ser lidos como instrumento de pressão.
Alexandre Fuccille, professor do curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pesquisador do Grupo de Estudos em Defesa e Segurança Internacional (Gedes), afirma que Villas Bôas é um general "respeitado" e "sereno", mas entende que os encontros são inapropriados.
"O general Villas Bôas é uma pessoa bastante respeitada, um comandante bastante sereno, mas nós temos visto, principalmente de 2016 para cá, um crescimento intenso do protagonismo militar na cena política. Então, do meu ponto de vista, é um expediente inapropriado, que pouco contribui para uma democracia que se supõe madura."
Para Fuccille, parte do crescente protagonismo do Exército se deve à fragilidade do governo Temer, que acaba conferindo aos militares um papel de destaque no funcionamento da República.
"É um governo fraco e impopular que se apoia nas Forças Armadas para conseguir se arrastar até dezembro de 2018", conclui o professor.

À tarde, conversei com o Sr. Ciro Gomes na mesma toada dos outros pré-candidatos. Necessidade de orçamento previsível; atenção aos projetos estratégicos do @exercitooficial; defesa e segurança no foco da sociedade foram alguns temas discutidos.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Dólar tem leve alta frente o real com volume reduzido de negócios

size_960_16_9_dolares.jpg: Dólar: investidores continuaram de olho na cena externa, com temores sobre a guerra comercial e taxação dos EUA sobre produtos chineses© Bloomberg Dólar: investidores continuaram de olho na cena externa, com temores sobre a guerra comercial e taxação dos EUA sobre produtos chineses
São Paulo – O dólarfechou esta quarta-feira com leve alta frente ao real, num pregão marcado por menor liquidez porque os mercados dos Estados Unidos estiveram fechados com o feriado pelo Dia da Independência, o que desencorajou os investidores a tomarem posições mais fortes.
O dólar avançou 0,45 por cento, a 3,9130 reais na venda. O dólar futuro tinha variação positiva de cerca de 0,35 por cento no final da tarde.
“Faltam motivos para uma rodada de mau humor, mas também não há força para o contrário”, afirmou o operador da corretora H.Commcor Cleber Alessie Machado.
Os investidores continuaram de olho na cena externa, com temores sobre a guerra comercial e o prazo de sexta-feira em que os Estados Unidos devem iniciar a taxação sobre produtos chineses, o que deve gerar retaliações da China como resposta.
Além disso, a política monetária nos EUAtambém estará no radar nesta semana, com a divulgação da ata do Federal Reserve, banco central do país, e importantes dados de emprego. O mercado quer mais sinais sobre as próximas altas de juros.
Taxas mais elevadas tendem a atrair à maior economia do mundo recursos aplicados hoje em outras praças financeiras, como a brasileira.
O dólar tinha leves variações frente a uma cesta de moedas e pequena alta sobre divisas de países emergentes, como o peso chileno.
O Banco Central brasileiro ofertou e vendeu integralmente 14 mil swaps tradicionais, equivalentes à venda futura de dólares, para rolagem dos contratos que vencem em agosto, no total de 14,023 bilhões de dólares.
Com isso, rolou o equivalente a 2,1 bilhão de dólares do total que vence no próximo mês. Como tem feito recentemente, o BC não anunciou intervenção extraordinária no mercado de câmbio para este pregão.
“O BC só atua quando o movimento (do câmbio) descola do exterior”, afirmou Machado.

Preço do gás de cozinha sobe sobe 4,4% na refinaria

RIO – A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira que aumentou em média de 4,4% o chamado gás de cozinha, referente a um botijão de 13 quilos de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). O novo preço, sem tributos, será de R$ 23,10 na refinaria. No acumulado do ano, o GLP 13 Kg acumula queda de 5,2% e relação a dezembro de 2017, informou a estatal. Os novos preços entram em vigor nesta quinta-feira, 5.
Pelo levantamento de preços da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do botijão de 13 kg ao consumidor no Brasil é vendido a R$ 68,28, sendo o maior preço de R$ 115,00 e o menor de R$ 50,00.
ctv-sow-botijao-de-gas: O gás de cozinha começou a ter reajuste trimestral em janeiro deste ano© Estadão O gás de cozinha começou a ter reajuste trimestral em janeiro deste ano
O gás de cozinha começou a ter reajuste trimestral em janeiro deste ano, para suavizar os repasses da volatilidade dos preços ocorridos no mercado internacional para o preço doméstico”, disse a Petrobras na época.
Em nota no seu site, a empresa apontou como motivos o ajuste a alta da cotação internacional do GLP, que subiu 22,9% entre março e junho, período em que a desvalorização do real frente ao dólar foi de 16%.
Segundo a Petrobrás, o impacto ao consumidor brasileiro seria maior do que o concedido, mas foi diluído pela combinação entre o período de nove meses usado como base para o cálculo do preço, conforme definido na metodologia anunciada em janeiro, e do mecanismo de compensação que permitirá que eventuais diferenças entre os preços praticados ao longo do ano e o preço internacional sejam ajustadas ao longo do ano seguinte, conciliando a redução da volatilidade dos preços com os resultados da Petrobras.

Lava Jato do Rio prende CEO da GE e executivo da Philips

Polícia Federal© Foto: Fabio Motta/Estadão Polícia Federal
O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) em conjunto com o Conselho de Defesa Administrativa (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU), a Receita Federal e a Polícia Federal deflagraram nesta quarta-feira, 4, a operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, braço da Lava Jato no Rio. A ação mira, batizada de Ressonância, contratos na área da saúde celebrados pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (Into). A 7ª Vara Federal Criminal autorizou a prisão preventiva de 13 pessoas e a temporária de 9, além da busca e apreensão em 44 endereços. Também foi decretado o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão. Entre os presos, estão o empresário Miguel Iskin, que foi solto por decisão do ministro Gilmar Mendes em outubro de 2017o executivo da Philips Frederik Knudsen e Daurio Speranzini Júnior, atual CEO da GE e ex-Philips. 
A GE ressalta que 'a respeito da operação da Polícia Federal conduzida na manhã de hoje, que resultou na prisão temporária de Daurio Speranzini Jr., as alegações são referentes ao período em que o executivo atuou na liderança de outra empresa'. A Philips ainda não se manifestou. O espaço está aberto.
De acordo com a Procuradoria da República no Rio, a partir das investigações da operação Fatura Exposta, órgãos de controle como o Conselho de Defesa Administrativa (Cade), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a Controladoria Geral da União (CGU) uniram esforços e identificaram um cartel de fornecedores que atuou entre os anos de 1996 e 2017 no Into. A empresa Oscar Iskin, do empresário Miguel Iskin, era a líder do cartel formado por pelo menos 33 empresas, algumas delas atuando como laranjas das demais, que se organizavam no chamado "clube do pregão internacional".
O núcleo operacional da organização criminosa era formado por funcionários de confiança da empresa Oscar Iskin. Eles eram responsáveis por fazer a ligação entre o setor público (núcleo administrativo-político) e os empresários cartelizados (núcleo econômico) para direcionar as demandas públicas (insumos médicos a serem adquiridos e cotação de preços fraudadas) e as contratações, mediante a desclassificação ilícita de concorrentes que não faziam parte do cartel.
"Esses atos de ofício eram comprados com o pagamento de vantagens indevidas milionárias, as quais eram custeadas com base na arrecadação de valores com as empresas beneficiárias das licitações, seja por meio de pagamento de 'comissões' no exterior (correspondentes a cerca de 40% dos contratos), seja por meio do recolhimento no Brasil de valores entre 10% e 13% dos contratos firmados pelas empresas do cartel, estratégia que gerava um 'grande caixa de propina' administrado por Miguel Iskin de forma a retroalimentar o sistema e permitir a sua hegemonia no mercado da saúde pública durante décadas", afirmam em petição os procuradores da República Eduardo El Hage, Fabiana Schneider, Marisa Ferrari, José Augusto Vagos, Leonardo Cardoso de Freitas, Rafael Barretto, Rodrigo Timóteo, Stanley Valeriano, Sérgio Pinel, Felipe Bogado e Almir Teubl Sanches, integrantes da força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Segundo a força-tarefa, o 'núcleo administrativo da organização criminosa, destaca-se a atuação de Jair Vinnicius Ramos da Veiga, conhecido como Coronel Veiga, responsável por controlar de fato as licitações no Into e na Secretaria Estadual de Saúde'. "O esquema de corrupção no Into permaneceu mesmo após as mudanças nos cargos de direção, envolvendo o atual diretor-geral do Into, André Loyelo, e o coordenador de administração geral, Luís Carlos Moreno, os quais continuaram os ajustes com empresas contratantes, incluindo algumas integrantes do cartel".
"No núcleo econômico atuavam os principais executivos de fabricantes multinacionais de equipamentos médicos, que ajustavam as vitórias nas licitações mediante o pagamento de comissão a Miguel Iskin no valor de 13% dos contratos. Empresas intermediárias controladas por Iskin também atuavam no cartel para vender produtos fabricados por terceiros, bem como as empresas laranjas, que participavam das licitações apenas para dar aparência de legalidade às contratações e, quando ganhavam o contrato, retinham uma pequena parte do valor a título de comissão e repassavam a quase totalidade das vendas para os grandes fabricantes", afirma o MPF.
De acordo com a Procuradoria, 'o recebimento dos valores, Miguel Iskin montou uma rede complexa de lavagem de dinheiro, utilizando-se de offshores em diversos países e empresas no Brasil. O esquema funcionava de maneira similar na Secretaria de Saúde, onde se identificou fraude em licitações realizadas diretamente, como a que gerou os contratos de reforma e aquisição de equipamentos para a sede do Instituto Estadual do Cérebro (IEC), além da adesão a atas de registro de preço do Into nas quais também foram encontradas irregularidades'.
COM A PALAVRA, A GE
"A respeito da operação da Polícia Federal conduzida na manhã de hoje, que resultou na prisão temporária de Daurio Speranzini Jr., esclarecemos que as alegações são referentes ao período em que o executivo atuou na liderança de outra empresa. A GE ressalta que não é alvo das investigações. A empresa acredita que os fatos serão esclarecidos pela Justiça e está à disposição para colaborar com as autoridades".
COM A PALAVRA, PHILIPS
A Philips informa que ainda não teve acesso ao processo, no entanto, está cooperando com as autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos quanto às alegações apresentadas, que datam de muitos anos atrás. Os atuais líderes executivos da Philips não são parte da ação da Polícia Federal; um colaborador da equipe de vendas da Philips foi conduzido para prestar esclarecimentos. A política da Philips é realizar negócios de acordo com todas as leis, regras e regulamentos aplicáveis. Quaisquer investigações sobre possíveis violações dessas leis são tratadas muito seriamente pela empresa.
COM A PALAVRA, O ADVOGADO ALEXANDRE LOPES, QUE DEFENDE ISKIN
"Mais uma prisão ilegal que será revogada pelos tribunais brasileiros. Trata-se de repetição de operação anterior, na qual custódia preventiva já foi afastada pelo Supremo Tribunal Federal. Causa perplexidade a utilização como base da prisão depoimentos de um delator chamado Cesar Romero, que ouvido em Juízo, anteriormente, foi flagrado em várias mentiras. Suas delações deveriam ser anuladas, e não usadas como arrimo de prisão ilegal."
COM A PALAVRA, INSTITUTO NACIONAL DE TRAUMATOLOGIA E ORTOPEDIA  JAMIL HADDAD
"O INTO está à disposição para esclarecimentos da investigação".