A 52ª Delegacia Legal de Nova Iguaçu ainda não foi inaugurada, mas já ‘registrou’ seu primeiro caso de roubo. Curiosamente, a vítima foi a própria delegacia. Ainda em fase complementar de obras, que já duram mais de um ano, a unidade teve algumas luminárias roubadas. A informação foi divulgada por um funcionário da obra. No entanto, nenhuma ocorrência foi registrada no local onde funciona atualmente a 52ª DP.
“A unidade ainda está em obras e a construtora é a responsável por tudo o que ocorre lá dentro. Quando tomarmos posse da unidade, aí sim passaremos a ter responsabilidade sobre o que acontecer. Se houve um roubo, o certo seria um responsável pela obra vir aqui na delegacia e registrar ocorrência”, explicou um policial que pediu para não ser identificado.
Sobre a demora na entrega da obra, ele revela que semanalmente ouve boatos sobre uma possível data da inauguração da nova delegacia, mas garante não haver nada de concreto. O policial acredita que a mudança trará benefícios e também mais trabalho.
“Ainda não há nada oficial. A expectativa é que tenhamos mais trabalho devido à localização da nova delegacia. A tendência é que o número de ocorrências aumente. Por outro lado, com a informatização da Delegacia Legal, teremos mais conforto para trabalhar”, disse o policial.
Mudança preocupa moradores
De acordo com o site do Programa Delegacia Legal, existem 138 unidades implantadas e outras 23 em obras em todo o estado. A obra da 52ª DP tem valor estimado em R$ 2.525.753,48 e, de acordo com o coordenador do projeto, César Campos, deve ser entregue ainda este mês. Expectativa por um lado e preocupação por outro.
Quem mora nos arredores da delegacia, localizada na Rua Capitão Gaspar Soares, no centro de Nova Iguaçu, teme que a saída da unidade possa gerar insegurança. É o que aconteceu em São João de Meriti, quando a 64ª DP saiu de Vilar dos Teles e teve a unidade Legal implantada no bairro São Mateus, em outubro de 2009. O número de roubos e assaltos cresceu nos arredores da antiga delegacia. “Esta já não é uma área muito tranqüila. A presença dos policiais inibe a ação dos bandidos. Nossa preocupação é saber o que vai acontecer após esta mudança. Eles deveriam aproveitar este espaço de alguma forma para que esta área continue protegida pela polícia”, disse José Francisco de Araújo, 59 anos, que mora próximo à unidade.

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