terça-feira, 9 de outubro de 2012

Serra e Haddad disputam votos de Russomano em SP

Adversários no segundo turno, tucano e petista tentam conquistar o apoio do PRB, que se manteve com bons números nas pesquisas até a reta final do pleito; candidato do PSDB, José Serra já começou a busca pelo apoio dos evangélicos da Assembleia de Deus, antes com Russomano; enquanto isso, o PT de Fernando Haddad foi cobrado pelo PRB por um ministério maior do que o da Pesca em troca da aliança em São Paulo.
 
Garantidos no segundo turno em São Paulo, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) buscam agora os votos do candidato que até a reta final tinha vaga garantida na segunda volta das eleições, Celso Russomano (PRB), visto que o PMDB de Gabriel Chalita já sinalizou apoio ao petista. Nesta segunda-feira 8, dia que deu início à segunda etapa da corrida, o tucano começou sua busca pelo apoio dos evangélicos, especialmente os que apoiavam Russomano.
 
Serra aproveita as críticas dos evangélicos contra Haddad devido a produção do material educacional anti-homofobia apelidado de "kit-gay", quando ele era ministro da Educação, para buscar o apoio dos fiéis. Uma das igrejas já procuradas pela campanha do tucano foi a Assembleia de Deus Ministério de Santo Amaro, que praticamente lançou Russomano em um culto realizado em setembro. Outro líder religioso acionado pelo PSDB foi o pastor Jabes Alencar, da Assembleia do Bom Retiro.
 
Para conquistar o apoio do PRB, o partido de Fernando Haddad já recebeu um pedido: uma pasta de maior orçamento no governo federal. Hoje, o partido de Russomano possui o ministério da Pesca, comandado por Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal. Os dirigentes da sigla alegam que, com mais peso político, o partido pretende usar os 21,6% votos válidos de Russomano para pedir mais espaço na Esplanada. A fim de pressionar os petistas, o PRB também abrirá negociação com Serra.
 
Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu em Brasília com Marcelo Crivella e com o presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer. Mas nenhum acordo foi fechado até agora. Os peemedebistas, mais propensos a apoiar o PT em São Paulo, devem formalizar seu acordo nesta terça-feira, após reunião com o partido.

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