terça-feira, 5 de dezembro de 2017

'É R$ 1 milhão a partir deste mês', diz Barata em áudio sobre propina

'É R$ 1 milhão a partir deste mês', diz Barata em áudio sobre propina: Gravação é de reunião entre donos de empresas de ônibus do Rio e o ex-presidente do Detro Rogério Onofre
A gravação de uma reunião entre donos de empresas de ônibus do Rio e o ex-presidente do Detro (Departamento Estadual de Transporte Rodoviário) Rogério Onofre indica que Jacob Barata Filho concordou com o pagamento de propina de R$ 1 milhão mensais ao agente do Estado.
O áudio foi encontrado na caixa de e-mail do próprio Barata Filho. Ele mostra Onofre se queixando do fato de ter recebido R$ 600 mil nos últimos meses, quando julgava ter acordado R$ 1 milhão. Os empresários, por sua vez, argumentam que os R$ 400 mil faltantes só seriam pagos quando houvesse "tarefas" a serem cumpridas.
Barata Filho é alvo de investigações que apuram o pagamento, de 2011 a 2015, de ao menos R$ 500 milhões em propina para políticos a pedido de empresários de ônibus. O ex-governador Sérgio Cabral, de acordo com estas apurações, teria recebido parte da propina do esquema.
A existência do arquivo foi revelada pelo "Fantástico", da TV Globo, há um mês. À época, foi divulgado apenas o trecho em que Onofre se queixa, e José Carlos Lavouras, empresário do setor, argumenta. O áudio em que Barata Filho aparece é inédito.
Nele, o empresário, solto pela terceira vez da prisão graças a liminar do ministro Gilmar Mendes, concorda com o pagamento de R$ 1 milhão por mês desde que o então presidente do Detro abra mão da dívida que julga existir.
"Ou ele vai se convencer de que pra trás não existe e que é 1 milhão por mês a partir deste mês, tá certo? Ou então não vamos chegar a um denominador. E pra falar com ele eu vou ter que me aborrecer com ele. Porque não existe pra trás porque ele não fez porra nenhuma do que ele contratou comigo e vou ter que falar isso de qualquer maneira", disse o empresário a Marcelo Traça, ex-vice-presidente do conselho da Fetranspor (federação das empresas de ônibus).
Traça se tornou delator e identificou as vozes presentes no arquivo do e-mail. A mensagem foi enviada por Barata Filho a um correio eletrônico dele mesmo no dia 31 de agosto de 2011 sob o assunto "Maluco", com o qual Onofre era identificado, segundo as investigações.
Onofre é acusado de ter recebido cerca de R$ 40 milhões da Fetranspor em propina. No áudio, ele indica que deixava de fiscalizar os ônibus para receber o pagamento.
OUTRO LADO
A defesa diz que "não reconhece o áudio relativo a um diálogo alegadamente travado pelo empresário, já que o Ministério Público Federal (MPF) não realizou qualquer tipo de exame pericial".
"O MPF também não especificou a forma como o áudio foi obtido ou se o trecho incluído nos autos se refere à totalidade da gravação por ele obtido. O MPF tem juntado elementos aos autos da ação penal de forma extemporânea, dificultando o direito à ampla defesa", diz a nota. Com informações da Folhapress

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

De olho nas eleições presidenciais O programa recebe a pré-candidata Manuela D’Avila

Manuela D'Avila é a pré-candidata à Presidência pelo PCdoB / DivulgaçãoManuela D'Avila é a pré-candidata à Presidência pelo PCdoBDivulgação
Neste domingo(03), a 00h30 o programa CANAL LIVRE traz mais um possível candidato à Presidência da República para as eleições de 2018. Nesta edição a deputada estadual Manuela D’Avila conversa com os jornalistas.

Formada em Jornalismo, Manuela filiou-se ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil), partido pelo qual é atual deputada estadual do Rio Grande do Sul, seu estado de origem. Foi eleita pela primeira vez em 2004, sendo a vereadora eleita mais jovem da história do estado. Em 2006 foi eleita deputada federal e reeleita, batendo recorde de votos, em 2010. Desde 2013 Manuela é líder de seu partido na Câmara dos Deputados.

Durante a sua carreira política concorreu à prefeitura de Porto Alegre duas vezes, em 2008 e 2012, e ficou em terceiro e segundo lugar respectivamente. No programa ela fala sobre sua atuação na política brasileira, suas perspectivas e propostas para 2018.

Quem comanda a bancada é o jornalista Ricardo Boechat. Ao lado do apresentador os jornalistas Fernando Mitre, Fábio Pannunzio e Julia Duailibi.

O programa CANAL LIVRE vai ao ar neste domingo(03), à 00h30, logo após “Pânico na Band”.

Horário de Brasília

HD onde disponível

Temer reúne presidentes de partidos e pede apoio à reforma da Previdência

Maia, em evento no Palácio do Planalto© REUTERS/Ueslei Marcelino Maia, em evento no Palácio do Planalto
O presidente Michel Temer reuniu-se na noite de domingo (03) com o presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e com presidentes de partidos da base governista para tratar da votação da reforma da Previdência.
Durante a reunião, o presidente Temer pediu apoio aos presidentes e lideranças partidárias para aprovação da reforma em análise na Câmara dos Deputados. De acordo com o vice-líder do governo, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS), o presidente foi claro ao afirmar que, se a reforma não for aprovada, pode estancar e prejudicar a retomada do crescimento econômico do Brasil.
O presidente da Câmara disse que a reunião foi muito proveitosa e serviu para uma avaliação da votação da proposta com a maioria dos presidentes de partidos da base aliada.
"A gente sai da reunião de hoje com a expectativa muito grande de conseguir reunir os votos dos partidos da base, que somam mais de 320 votos [na votação da reforma da previdência]. Acho que podemos, de forma organizada, ter condições de trabalhar a votação da previdência", disse Rodrigo Maia.
Segundo o presidente da Câmara, os presidentes e líderes partidários tiveram a oportunidade de falar sobre a votação e alguns chegaram a levantar a possibilidade de fechar questão a favor da aprovação da matéria.
"A gente conseguiu organizar a base para construir nessa semana as condições necessárias para votar a reforma da Previdência. Acho que o compromisso de todos os partidos é trabalhar suas bancadas, alguns fechando questão, outros no convencimento, mas com a certeza de que todos trabalharãi de hoje até quarta ou quinta-feira próximas para votar a proposta".
De acordo com o deputado Rodrigo Maia, já há um ambiente das principais lideranças e presidências dos partidos da base sobre a importância e urgência de votar a reforma. "Com essa consciência, nosso trabalho ficará mais fácil. Farei o que estiver ao meu alcance para aprová-la."
Maia afirmou disse acreditar em condições favoráveis para aprovar a reforma previdenciária ainda este ano. A intenção das lideranças governistas e do próprio presidente da Câmara é votar a matéria na próxima semana.
O vice-líder Perondi informou que compareceram à reunião, seguida de jantar na residência oficial da presidência da Câmara, 11 presidnetes de partidos da base governista, líderes aliados, ministros, técnicos da Previdência, deputados e senadores.
Conforme Perondi, o governo ainda não tem os votos suficientes para aprovar a reforma, mas disse acreditar que os votos estão aumentando. São necessários 308 votos para aprovar a reforma.

Bombeiro mencionou 'explodir viatura no Congresso', diz testemunha

Bombeiro mencionou 'explodir viatura no Congresso', diz testemunha: Militar dirigia caminhão da corporação, parado a tiros pela polícia© Divulgação/Polícia Militar Militar dirigia caminhão da corporação, parado a tiros pela polícia
O 2º sargento do Corpo de Bombeiros Fabrício Marcos de Araújo, preso na madrugada de domingo (3) na Esplanada dos Ministérios depois de ter a viatura que dirigia parada a tiros pela polícia, disse em um grupo de WhatsApp que tinha a intenção de explodir o caminhão no Congresso Nacional. A informação, obtida pelo jornal Correio Braziliense, foi dada por uma capitã que prestou depoimento à polícia na condição de testemunha.
Um dos trechos do auto de prisão, também conseguido pela publicação, diz que o "militar se encontrava-se em estado muito alterado, proferindo frases desconexas e apresentando hálito etílico". Uma testemunha disse ainda que "o oficial se mostrava muito indignado com a situação do país em geral, e bastante perturbado emocionalmente".
Araújo, de 44 anos, pegou o veículo de um batalhão em Ceilândia.
Ele responderá por furto qualificado, desobediência, danos ao material da administração militar e tentativa de dano.

Ações sobre Lula terão sentença até 2018

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
BRASÍLIA - Embora um dos principais obstáculos para disputar as eleições presidenciais do próximo ano seja uma possível condenação em segunda instância no processo do tríplex do Guarujá, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda enfrentará outras batalhas jurídicas até outubro de 2018.
Estado apurou que o petista será sentenciado, até as eleições, nas quatro ações penais sob tutela dos juízes Vallisney de Souza Oliveira e Ricardo Leite, respectivamente titular e substituto da 10ª Vara Federal em Brasília, especializada em lavagem de dinheiro e onde tramitam os processos relacionados às operações Lava Jato e Zelotes.
As sentenças, com condenação ou absolvição, não têm o poder de inviabilizar a candidatura do petista mas podem dificultar ainda mais a campanha de Lula para tentar voltar ao Palácio do Planalto. A primeira sentença em um caso envolvendo Lula na Justiça em Brasília pode sair ainda em 2017, e as outras três devem ser pronunciadas entre março e agosto.
O processo mais avançado é o de obstrução de Justiça no caso derivado da delação do ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) na Lava Jato. Conclusa para a sentença, a ação penal é conduzida pelo juiz substituto Ricardo Leite e deve ser decidida ainda este ano. Em setembro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a absolvição de Lula e do banqueiro André Esteves no caso. 
No entendimento do procurador Ivan Marx, ao contrário do que afirmou Delcídio, “o pretendido silêncio” do ex-diretor de Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, à época em prisão preventiva, “não foi encomendado ou interessava a Lula, mas sim ao próprio senador”.
“No entanto, (Delcídio) atribuiu falsamente a Lula a ordem para a prática do crime, e falsamente à família Bumlai (ligada a Lula) o pagamento da quarta e quinta entregas de valores para comprar o silêncio de Cerveró. Assim agindo, escondeu do Ministério Público Federal sua real função de chefe no esquema referido, angariando benefícios que não receberia se a verdade prevalecesse”, sustentou o MPF ao pedir a absolvição do ex-presidente.
Também relacionado à Lava Jato, o processo da operação Janus é o segundo da lista de mais adiantados. As audiências devem ser realizadas em fevereiro, já que em janeiro há dificuldade no comparecimento de testemunhas. 
Nesse cenário, a sentença é esperada para os meses de abril ou maio. Lula responde, nesse processo, por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência por supostamente ter recebido valores da Odebrecht por meio de uma empresa do sobrinho de sua ex-mulher, Taiguara Rodrigues.
Segundo o MPF, “as práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram a atuação de Lula junto ao BNDES e outros órgãos sediados em Brasília com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola”.
Carros. Lula responde a outros dois processos, no âmbito da Operação Zelotes. Um é sobre suposta aceitação de promessa de vantagem indevida de R$ 6 milhões para favorecer montadoras na edição da medida provisória 471, de novembro de 2009. A previsão é de que, neste caso, a realização das audiências das testemunhas de defesa e acusação aconteça entre os meses de março e abril. A meta na Justiça Federal é que o processo esteja concluso para sentença no mês de junho.
Já o processo sobre suposto tráfico de influência e corrupção na compra dos caças Grippen estava paralisado para cumprimento de cartas rogatórias, quando é necessário ouvir pessoas fora do País ou em localidades fora de Brasília, e deve ter seus interrogatórios realizados em fevereiro. A previsão é que em março o caso esteja concluso para sentença do juiz Vallisney de Souza Oliveira. O caso foi revelado pelo Estado em 2015.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o advogado Cristiano Zanin, responsável pela defesa de Lula, afirmou que as acusações apresentadas contra o petista na Justiça em Brasília “seguem a mesma lógica das demais, pois não se baseiam em elementos concretos, mas em hipóteses delirantes e sem qualquer materialidade”. 
“Já foram ouvidas mais de 60 testemunhas, de acusação e defesa, e não há qualquer elemento que possa sustentar as acusações contra Lula. Na ação mais avançada, originada na delação premiada do ex-senador Delcídio do Amaral, o próprio Ministério Público Federal, corretamente, pediu a absolvição do ex-presidente, porque não há qualquer elemento que possa sustentar a acusação”, afirmou o advogado.
No entendimento de Zanin, as ações somente terão resultados “legítimos” se houver a absolvição de Lula, “considerando que ele não praticou nenhum ato ilícito” na Presidência ou depois

Russomanno lidera disputa pelo governo de SP, diz Datafolha

Eleições municipais em São Paulo (SP): Celso Russomanno candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo vota no bairro do Morumbi zona sul de São Paulo – 02/10/2016
Um levantamento realizado pelo instituto de pesquisas Datafolha e publicado na edição desta segunda-feira do jornal Folha de S.Paulo mostra que o deputado federal Celso Russomanno (PRB) é líder na disputa pelo governo de São Paulo nas eleições de 2018.
Segundo o Datafolha, o parlamentar tem 25% das intenções de voto, enquanto o segundo colocado – o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB) – tem 19%. Os dois se enfrentaram nas eleições municipais do ano passado, quando Russomanno terminou a disputa em terceiro lugar e Doria foi eleito no primeiro turno.
Em terceiro na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes aparece o presidente da Federação das Indústrias de São Paulo, Paulo Skaf (PMDB). De acordo com o Datafolha, o peemedebista tem 13% das intenções de voto.
Na hipótese de o candidato do PSDB ser o senador José Serra, a pesquisa mostra que a vantagem de Russomanno aumenta. O deputado passa a ter 27% das intenções de voto, contra 14% do tucano, que cai para terceiro lugar. Skaf sobe para segundo e fica com 16%.
Nos dois cenários, o possível candidato do PT, o ex-prefeito de São Bernardo do Campo Luiz Marinho aparece como quarto colocado, junto com outros prováveis candidatos, como  o vice-governador Márcio França (PSB), Rodrigo Garcia (DEM), Gilberto Kassab (PSD) e Gabriel Chalita (PDT) – todos na faixa entre 2 e 5% das intenções de voto.
O Datafolha mostra ainda que o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) se sai melhor que Marinho no cenário estadual, com 9% no cenário com Doria e 8% no cenário com Serra.
O instituto realizou 2006 entrevistas em 68 municípios nos dias 28,29 e 30 de novembro. A margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos

domingo, 3 de dezembro de 2017

Gambá invade loja de bebidas nos EUA e fica bêbado de bourbon

Gambá chegou ao centro de proteção animal aparentemente embriagado© Facebook/@emeraldcoastwildliferefugeGambá chegou ao centro de proteção animal aparentemente embriagado
Um gambá teve uma noite 'selvagem' em uma loja de bebidas na cidade de Wlaton Beach, na Flória (EUA). O caso ocorreu no dia 24 de novembro, mas foi divulgado somente na última sexta-feira, 1.
De acordo com o centro de resgate animal Emerald Coast Wildlife Refuge, o animal foi encontrado aparentemente bêbado dentro de uma loja de bebidas. Ao seu lado estava uma garrafa de bourbon, que teria sido a responsável por sua embriaguês.
"Um funcionário encontrou o gambá na prateleira ao lado de uma garrafa aberta, que estava vazia. Supondo que o animal bebeu tudo, ele o trouxe até nós, e nós examinamos tudo", disse Michelle Pettis, técnica de vida salvagem no Emerald Coast, ao jornal Northwest Florida Daily News.
Ela também disse que se tratava de uma fêmea, que estava salivando, pálida e completamente desorientada quando chegou ao centro de resgate.
"Injetamos alguns fluidos para ajudar a eliminar as toxinas do álcool. Ela ficou boa alguns dias depois, e foi devolvida à natureza na noite de quinta-feira, 30", disse Michelle

sábado, 2 de dezembro de 2017

Luciano Huck compra veleiro para cinegrafista com quem trabalha há 20 anos

© Divulgação
Quem acompanha as redes sociais de Luciano Huckviu uma surpresa e tanto que o apresentador fez para seu cinegrafista e amigo, Zé Silveira, que, segundo Huck, trabalha com ele há 20 anos.
Luciano contou que o sonho de Zé era comprar um veleiro aos 60 anos, e, chegada a data, ele encontrou o barco perfeito e começou a negociar com o antigo dono. Foi aí que Huck interveio.
- Eu não ia deixar o Zé gastar todo o dinheiro dele. Se endividar no banco... São 20 anos de amizade. Quando ele achou o veleiro, dei um jeitinho e comprei para dar para ele de presente. 
Mas ele fez tudo como uma surpresa. Quando Zé descobriu que o barco já estava vendido, ficou triste, e apareceu reclamando em vídeos filmados com câmera escondida pelo apresentador.
Então, Huck disse a ele que eles fariam uma pauta em um iate clube, onde estava o presente. Quando Zé percebeu o que estava acontecendo, ambos se emocionaram.
Aqui no Caldeirão a gente é uma turma, a gente se gosta mesmo, tipo família, afirmou Luciano no vídeo.
Dá pra ver, né?

Rede pressiona Marina a anunciar pré-candidatura

Marina Silva, fundadora da Rede e potencial presidenciável do partido para 2018© Dida Sampaio/Estadão Marina Silva, fundadora da Rede e potencial presidenciável do partido para 2018
Diante da movimentação antecipada dos prováveis concorrentes, a Rede pressiona para que a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva anuncie o mais breve possível sua pretensão de disputar a Presidência em 2018. Ainda que tenha afirmado, em mais de uma ocasião, que só vai declarar “depois do carnaval” de que forma participará das eleições, Marina deve assumir publicamente neste sábado, 2, que é pré-candidata ao Planalto.
Na reunião chamada Elo Nacional da Rede, que será realizada em Brasília, representantes do partido nos Estados vão entregar a Marina os resultados das conferências estaduais que foram realizadas nos últimos dois finais de semana. A principal conclusão desses encontros é a indicação dos “contatos” (equivalente a diretórios) estaduais para que a ex-ministra se coloque, e logo, como candidata à Presidência em 2018 – cargo que concorreu em 2010 e 2014, quando obteve cerca de 19 milhões e 22 milhões de votos, respectivamente. Marina ficou em terceiro lugar nas duas ocasiões.
O evento ocorre em meio às movimentações de alguns deputados da Rede para deixar a legenda, que pode acabar perdendo metade de sua atual bancada na Câmara de quatro deputados. A opção Marina, no entanto, conta com amplo apoio do partido. Todos os Estados em que tiveram executivas estaduais indicaram que apoiam a candidatura da ex-ministra – a quantidade de diretórios sem executivas é “residual”, segundo um dos dirigentes.
A dinâmica do evento visa, externamente, dar força ao anúncio da pré-candidatura ao mesmo tempo em que sinaliza internamente que, caso se decida por concorrer, Marina estaria fundamentada no amplo apoio de seus correligionários. Com isso, a ex-ministra tenta dirimir a principal crítica interna da qual é alvo: a de que é centralizadora das decisões da legenda.
“Será uma forma de mostrar que ela não é candidata dela mesma”, resume o deputado federal Miro Teixeira – decano da Câmara com 11 mandatos –, que pretende se candidatar ao governo do Rio de Janeiro no ano que vem. “Toda a organização da Rede é pela candidatura de Marina. Temos bastante rigor em relação aos prazos, mas o evento é para dizer ‘temos candidata’. Ou melhor, candidata a candidata”, completa.
Alianças. O senador Randolfe Rodrigues (AP) disse nesta sexta-feira, 2, que a ex-ministra vai “ouvir a todos e vai se manifestar” no evento. “Nós acreditamos que ela vá aceitar a indicação dos encontros estaduais”, afirmou. Segundo o senador, a partir do anúncio da pré-candidatura será formado um grupo de trabalho no partido para iniciar as discussões para a formação de alianças.
Por enquanto, diz Randolfe, as conversas neste momento estão sendo feitas com pessoas e movimentos da sociedade civil, como o Brasil 21 e o Brasil Agora. Uma eventual discussão para a formação de alianças partidárias deve ficar para o ano que vem. As conversas mais promissoras, segundo o senador, são com os partidos PSB, PPS e PV – ainda que o discurso dos dirigentes das duas primeiras siglas seja de que terão candidatura própria

PF diz que PGR impediu continuidade de investigação sobre Renan

A Polícia Federal informou ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin que uma das investigações sobre o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) foi interrompida porque a PGR (Procuradoria Geral da República), durante a gestão de Rodrigo Janot, não devolveu o inquérito para continuidade da apuração.
Em ofício de 30 de outubro passado, o delegado da PF Alessandro Maciel Lopes, lotado no Ginq (Grupo de Inquéritos do STF), uma unidade da Diretoria de Investigação e Combate ao Crime Organizado, informou que a PGR ofereceu uma denúncia contra Renan e outras pessoas sem aguardar os resultados da investigação sobre uma série de documentos apreendidos em uma das medidas cautelares deflagradas na Operação Catilinárias, deflagrada em dezembro de 2015.
"Solicitamos então cópia do inquérito e verificamos que nela não foram contemplados os fatos objetos da ação cautelar 4027, deixando para trás um vasto material que estava sob análise da Polícia Federal", escreveu o delegado. "Na verdade, as investigações no inquérito 4215 foram desencontradas, realizadas de forma fragmentária pela polícia e pelo Ministério Público, com a produção [de] informações e provas que não comunicam entre si", afirmou Lopes.
O delegado explicou que o inquérito 4215 nasceu de outro inquérito, o de número 3984, que apurava quatro fatos distintos. A apuração 4215 teve como foco inicial o senador Renan Calheiros e o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) "no que tange à empresa Transpetro", uma subsidiária da Petrobras, sob suspeita de pagamento de propinas relativas a contratos.
Ao novo inquérito foram anexadas duas ações cautelares, 4027 e 4030, ambas deflagradas na Catilinárias. A primeira ação teve por foco a apreensão de documentos relativos à construção do Estaleiro Rio Tietê. A PF esteve em vários endereços de pessoas e empresas, incluindo seis estaleiros, além do diretório estadual do PMDB no Estado de Alagoas, base eleitoral de Renan.
Todo esse material apreendido passou a ser analisado pela PF e pelos peritos criminais federais do órgão. No meio da apuração, a PGR fechou acordos de colaboração premiada com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado e com Felipe Parente, apontado como "operador" do PMDB.
Porém, segundo o delegado da PF, os termos dos acordos das delações não foram anexados ao inquérito enquanto o caso estava sendo acompanhado pela PF. Sobre a delação de Machado, o delegado disse que só tomou conhecimento do seu teor "por meio da imprensa".
O delegado contou que tentou intimar Felipe Parente para depor, mas ele se negou a falar com a PF "sob o argumento de que havia firmado acordo de colaboração com o Ministério Público". Lopes disse que a PF continuou investigando o material apreendido e concluiu que eles "apresentam indícios de condutas criminosas". Em 26 de janeiro, a PF peticionou ao STF para pedir uma prorrogação do prazo da investigação. Desde então, contudo, o inquérito não retornou mais aos policiais, segundo o delegado.
"Por diversas vezes mantivemos contato com a Procuradoria-Geral da República, tanto por telefone quanto em duas reuniões na sua sede. As respostas eram sempre no sentido de que haveria desmembramento de alguns fatos e que o feito retornaria à Polícia Federal, para continuidade da apuração", escreveu o delegado. Ele disse que "havia diligências a serem realizadas a partir dos elementos obtidos na análise do material da ação cautelar 4027". O delegado afirmou, porém, que sem o inquérito em mãos ele não poderia fazer tais diligências, "sob pena de se produzir investigação informal". "Não se coaduna com o sistema vigente a realização de uma investigação extra-autos, pois ela repele todas as formas de controle do ato investigatório, notadamente o controle jurisdicional dessa Corte, e contraria os termos expressos do artigo 230-C do Regimento Interno do STF."
"Desde fevereiro aguarda-se o retorno dos autos à Polícia Federal para prosseguimento das investigações, o que não aconteceu", apontou o delegado.
Nesse meio tempo, contudo, o então procurador-geral Rodrigo Janot ofereceu denúncia no inquérito 4215 contra diversas pessoas, incluindo Renan, os ex-senadores Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) e Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
Essas circunstâncias, que supostamente decorrem da denominada acumulação quântica de poder, a qual 'rompe o equilíbrio perseguido no âmbito das estruturas acusatórias', prejudicam o desenvolvimento das apurações e desviam-se do caráter subsidiário da investigação pelo Ministério Público", escreveu o delegado da PF.
Por fim, o delegado encaminhou ao ministro Fachin os resultados das análises e laudos técnicos relativos ao material apreendido na ação cautelar.
Procurado pela Folha na noite desta sexta-feira (1), Rodrigo Janot disse que "os inquéritos no STF são judiciais e não policiais e por decisão do ex-ministro Teori Zavascki a condução das investigações está a cargo da PGR".
"A PF atua como polícia judiciária sob a condução do MP. E o que seria 'acumulação quântica de poder'? Não consegui alcançar essa profunda observação filosófica. Talvez seja a mesma daquela de que uma mala de propina com R$ 500 mil sem origem lícita e pilhada por uma ação controlada feita pela PF a pedido da PGR, e deferida pelo STF, não representa indício de crime. Deve ser a mesma lógica", ironizou Janot.
O advogado do senador Renan Calheiros, Luís Henrique Machado, disse que a defesa do parlamentar "está muito tranquila, conseguimos rebater todos os pontos" levantados pela PGR na denúncia relativa ao inquérito 4215. "Os elementos de prova reunidos são muito fracos", disse o defensor. Com informações da Folhapress.

Lula mira a classe média em nova carta eleitoral

ctv-mdg-anuncio-luiz-marinho: O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento da pré-candidatura de Luiz Marinho ao governo de São Paulo, em São Bernardo© DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o lançamento da pré-candidatura de Luiz Marinho ao governo de São Paulo, em São Bernardo
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato ao Planalto, prepara uma nova versão da Carta ao Povo Brasileiro. Segundo interlocutores de Lula, o alvo agora, ao contrário de 2002, não é o mercado financeiro, mas a classe média que culpa os governos do PT pela crise econômica. Lula quer fugir do rótulo de populista reafirmando um compromisso com a responsabilidade fiscal.
“Esta carta não será como a outra, que foi mais dirigida ao mercado. Desta vez a ideia é dialogar com o povo brasileiro”, disse o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto.
Em conversas com colaboradores, o ex-presidente tem se referido à ideia como “uma Carta ao Povo Brasileiro só que para o povo brasileiro mesmo”.
Durante a vitoriosa campanha presidencial de 2002 Lula lançou a Carta ao Povo Brasileiro na qual, em síntese, se comprometia a manter os fundamentos da estabilidade econômica depois de décadas de confronto com o grande capital. O alvo era o mercado financeiro.
Em encontro com o PT de São Paulo, nesta sexta-feira, 2, o ex-presidente disse que é alvo de “terrorismo de mercado” e que seus adversários “estão criando uma guerra de classes”.
Na semana passada a XP Investimentos divulgou relatório que aponta risco de queda da Bolsa e alta do dólar em caso de vitória de Lula. O PT avalia que parte da classe média é sensível a essa narrativa. O petista, no entanto, minimiza o poder da banca. Nesta sexta-feira, na reunião com o PT paulista, ele disse que “o mercado não vota”. Por isso o alvo agora é próprio eleitorado.
A nova carta ainda não tem data para ser lançada e nem mesmo começou a ser rascunhada. Segundo pessoas que conversaram com Lula sobre o assunto, o petista quer mostrar que, embora o contexto político e econômico seja muito diferente de 2002, a responsabilidade com a condução econômica é um princípio pessoal.
Para isso, Lula vai listar fatos de seus dois governos, como os seguidos superávits fiscais além da meta, trajetória de queda da dívida pública, obtenção do chamado “grau de investimento”, recordes de valorização de ações na Bolsa e aumento das reservas cambiais.
“Ninguém pode dizer que sou irresponsável. O mercado sabe disso”, tem dito Lula com certa frequência.
Governo Dilma. Além disso o petista deve demarcar as diferenças na condução da economia entre seus governos e os da presidente cassada Dilma Rousseff. Um colaborador de Lula destacou que os números da economia saíram de controle no governo Dilma.
O petista ainda não escalou o time que vai redigir a carta, mas, de acordo com colaboradores próximos, já falou sobre o assunto com o ex-presidente do PT Rui Falcão, o ex-ministro da Fazenda Nelson Barbosa e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, entre outros.
Outra estratégia de Lula para reduzir as desconfianças quanto à condução econômica em um possível terceiro mandato é a tentativa de reeditar a vencedora chapa trabalho/capital. Em vez de José Alencar, seu parceiro em 2002, morto em 2011, o petista tenta convencer o filho do ex-vice-presidente, o empresário Josué Gomes da Silva.
Durante a passagem da caravana de Lula por Montes Claros (MG), Josué foi alvo de comentários e brincadeiras sobre sua disposição de concorrer em 2018 como vice de Lula. Em 2014 ele concorreu ao Senado pelo PMDB de Minas. Segundo dirigentes do PT, Josué teria sinalizado que pretende voltar a disputar o Senado. Um dos entraves para que ele seja o “vice dos sonhos” é a filiação partidária.
Lula lidera as pesquisas eleitorais em todos os cenários mas pode ficar inelegível caso o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) confirme a sentença de primeira instância que o condenou a 9 anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.
‘Verdades alternativas’. O cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo Hilton Cesario Fernandes, observa que a base eleitoral de Lula também sofreu diversas mudanças após sua primeira vitória. “A classe média se distanciou e formou a base da insatisfação popular que culminou na saída de Dilma em 2016, uma presidente mal avaliada mesmo entre as classes mais baixas”, disse.
“Neste contexto, uma nova Carta aos Brasileiros soa como uma tentativa anacrônica de repetir os passos que levaram o PT ao governo federal pela primeira vez. Resta saber, entretanto, se o partido irá apresentar novas lideranças e propostas ou se continuará a oferecer verdades alternativas sobre o passado recente.” 

Quero dizer ao presidente Temer que conte conosco', diz Alckmin

  LIMEIRA - O governador de São Paulo Geraldo Alckmin disse, na manhã deste sábado, 2, que o governo de Michel Temer pode contar "conosco na boa política para buscar entendimento". A declaração do tucano foi dada durante evento de entrega de 900 unidades do programa Minha Casa Minha Vida, em Limeira (SP).
"Quero dizer ao presidente Temer que conte conosco na boa política para buscar entendimento para resolver os problemas do País e melhorar a vida das pessoas. Fazer casa é emprego, emprego na veia, direto. Cada apartamento 3 empregos, entre diretos e indiretos", afirmou Alckmin. A última vez que o presidente veio para um evento de entrega de moradias no Estado foi em março deste ano.
A participação de Temer foi ideia do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, na última terça-feira, 28, dia em que Alckmin aceitou comandar a presidência do partido. Moreira também esteve presente no evento, ao lado do ministro da Fazenda (e também pré-candidato do PSD à República), Henrique Meirelles, o ministro de Cidades, Alexandre Baldy, o presidente da Caixa, Gilberto Occhi, além de um grupo de deputados.

Governo fará ‘pente-fino’ para destravar reforma da Previdência

Michel Temer: Temer deve ter dois encontros com aliados neste domingo, para discutir Previdência e eleições 2018© Dida Sampaio|Estadão Temer deve ter dois encontros com aliados neste domingo, para discutir Previdência e eleições 2018
BRASÍLIA – A demora do governo em atender os pleitos já prometidos durante a votação das duas denúncias contra o presidente Michel Temer emperrou de vez as negociações para a aprovação da reforma da Previdência. O governo vai fazer, agora, um último “pente-fino” para levantar as demandas específicas dos parlamentares e governadores.
Com esse objetivo, o fim de semana de Temer será intenso. Além de participar de um jantar na casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ele está organizando um almoço para aliados no Alvorada. Para o jantar deste domingo, 3, foram convidados os presidentes de pelo menos nove siglas.
A pressão por cargos e mais recursos aumentou as dificuldades do governo em conseguir os 308 votos favoráveis para colocar a proposta em votação na Câmara até o fim deste ano. O calendário curto é o principal adversário, e o objetivo é votar o texto “pelo menos” em primeiro turno até o dia 13 de dezembro. Sem garantia dos votos, Maia não incluiu a reforma na pauta de votações do plenário da próxima semana.
Na quinta-feira, 8, será feita uma avaliação final do quadro para a votação. É a última cartada do governo na tentativa de votar ainda em 2017 a versão mais enxuta. “O combinado é, depois do jantar, passar segunda, terça e quarta conversando em busca de votos e, na quinta, fazer uma avaliação para ver se há como pautar ainda este ano”, disse ao Estadão/Broadcast o líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP).
A avaliação do governo é que a grande resistência não é mais em relação a pontos da reforma. O grande desafio é vencer o dilema entre a convicção dos parlamentares de que a medida é necessária e a conveniência política, diante do temor do impacto eleitoral.
Temos condição de ter os votos. É uma coisa certa? Não, não é. Mas é uma coisa possível de acontecer”, disse uma fonte do governo. 
Confrontado pelo Palácio, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou ontem que a reforma terá o apoio de seu partido, o PSDB. A maioria dos 46 deputados tucanos, no entanto, se declara indecisa e cobra que os demais partidos da base fechem questão em torno da aprovação. Os tucanos contrários defendem que a proposta só seja votada em 2019.
Os aliados cobram a distribuição de todos os cargos que hoje são do PSDB, partido que desembarcou do governo. Eles querem, principalmente, a substituição do ministro da Secretaria de Governo, Antônio Imbassahy (BA).
“Tem uma série de coisas para serem cumpridas. Tem que pagar as emendas, manter compromissos que foram assumidos”, disse o vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP).
Senado. Outro fator que aumenta a resistência dos parlamentares são sinais emitidos pelo presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), de que não pautará a votação da reforma antes das eleições de 2018 na Casa. A avaliação dos deputados é que eles acabarão arcando sozinhos com o desgaste de votar uma matéria impopular, sem que o Senado dê prosseguimento à proposta. Os senadores reclamam nos bastidores por se sentirem desprestigiados na reforma ministerial.
Apesar do movimento crescente na base aliada para adiar a reforma para depois da eleição, a área econômica segue afirmando que o governo continua trabalhando pela votação. O Ministério da Fazenda afirma que continua acreditando que a reforma será aprovada neste ano na Câmara. / ADRIANA FERNANDES, CARLA ARAÚJO, IDIANA TOMAZELLI, IGOR GADELHA, ADRIANA FERRAZ