segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Partidos definem 13 candidatos à Presidência; veja quem são eles

size_960_16_9_934066-_tng1842.jpg© Agência Brasil size_960_16_9_934066-_tng1842.jpg
Neste domingo (5), terminou o prazo para os partidos políticosfecharem as coligações e os candidatos, inclusive os respectivos vices e suplentes.
Naseleições deste ano, serão eleitos presidente e vice-presidente da República, governador e vice-governador, senador e respectivos suplentes, deputado federal e deputado estadual/distrital.
Até a noite de ontem foram oficializadas as chapas presidenciais de 13 candidatos. O Partido dos Trabalhadores (PT) foi a última sigla a definir o nome do vice do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: o escolhido foi o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, já cotado como plano B do partido caso a candidatura de Lula seja barrada.
Até o dia 15 de agosto, data limite para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o cenário eleitoral ainda pode mudar.
Por ora, quem lidera as pesquisas de intenção de voto é o deputado federal Jair Bolsonaro, candidato do PSL. Em um cenário em que o ex-presidente Lula fique de fora da disputa, o parlamentar é o favorito nos cinco maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul, segundo sondagens realizadas pelo Instituto Paraná Pesquisas nos últimos meses.
Mesmo quando o ex-presidente é colocado como candidato, Bolsonaro empata tecnicamente com o petista e divide o primeiro lugar em quatro estados.

Veja os nomes que devem disputar o Planalto:

Alvaro Dias (Podemos)
Vice: Paulo Rabello de Castro, do PSC
Cabo Daciolo (Patriota)
Vice: Suelene Balduino Nascimento, também filiada ao Patriota
Ciro Gomes (PDT)
Vice: Kátia Abreu, também do PDT
Geraldo Alckmin (PSDB)
Vice: Ana Amélia, do PP
Guilherme Boulos (PSOL)
Vice:  Sônia Guajajara, também do PSOL
Henrique Meirelles (MDB)
Vice: Germano Rigotto, também do MDB
Jair Bolsonaro (PSL)
Vice: general Hamilton Mourão, do PRTB
João Amoêdo (Novo)
Vice: Christian Lohbauer, também do NOVO
João Goulart Filho (PPL)
Vice: Léo Alves, também do PPL
José Maria Eymael (DC)
Vice: pastor Helvio Costa, também do DC
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Vice: Fernando Haddad, também do PT
Marina Silva (Rede)
Vice: Eduardo Jorge (PV)
Vera Lúcia (PSTU)
Vice: Hertz Dias, também do PSTU

O que é disforia pós-sexo, a tristeza que toma algumas pessoas após o orgasmo

Homem e mulher: Disforia pós-sexo tem sido estudada principalmente em mulheres© Getty Disforia pós-sexo tem sido estudada principalmente em mulheres
As relações sexuais são seguidas, em geral, por uma sensação de relaxamento e bem-estar.
Mas, para muitas pessoas, nem sempre é assim.
Há quem seja tomado por um sentimento de tristeza, vergonha e ansiedade, sem qualquer motivo aparente, após atingir o orgasmo. É a chamada disforia pós-sexo, também conhecida como tristeza ou depressão pós-sexo.
Como o próprio nome sugere, é uma sensação oposta à euforia.
"É difícil medir, mas depois do sexo, sinto uma sensação forte de autodepreciação", conta um homem que participou recentemente de um estudo sobre o tema.
Em alguns casos, a pessoa pode ficar irritada e agir de forma abusiva fisicamente ou verbalmente, em vez de compartilhar um momento que supostamente deveria ser prazeroso com o parceiro.
Homem e mulher deitados na cama: A síndrome pode afetar não só a pessoa, mas o relacionamento com o parceiro© Getty A síndrome pode afetar não só a pessoa, mas o relacionamento com o parceiro

Sem distinção de gênero

Até hoje, a maioria dos estudos sobre disforia pós-sexo era focada no sexo feminino.
Pesquisas mostram que entre 33% e 46% das mulheres já passaram por isso pelo menos uma vez na vida, enquanto um percentual de 5% a 10% afirma ter apresentado os sintomas várias vezes durante o último mês.
Na verdade, existia uma crença de que a condição acometia apenas mulheres. Mas um estudo recente revelou que os homens também sofrem com os mesmos sintomas.
Mulher deitada e homem sentado na beira da cama: Cerca de 40% dos homens que participaram de estudo disseram já ter sentido disforia pós-sexo© Getty Cerca de 40% dos homens que participaram de estudo disseram já ter sentido disforia pós-sexo
Psicólogos da Universidade de Tecnologia de Queensland, na Austrália, entrevistaram 1.208 homens de diferentes países.
O resultado mostrou que 41% já sofreram com condição pelo menos uma vez na vida, 20% vivenciaram a experiência no mês anterior e entre 3% e 4% sentem depressão pós-sexo regularmente.
"Tenho ataques de choro e crises depressivas após a relação sexual", diz um dos participantes.
"Fico muito envergonhado", desabafa outro.
Segundo os autores do estudo, a experiência dos homens logo após o sexo é "muito mais variada, complexa e com nuances do que se imaginava anteriormente".

Por que isso acontece?

Especialistas afirmam que há diversas causas, como também pode ser uma combinação de fatores.
Homem sentado ao lado de mulher: Diante dos sintomas, especialistas recomendam procurar um médico© Getty Diante dos sintomas, especialistas recomendam procurar um médico
A disforia pode estar relacionada a um processo hormonal na amígdala neural, estrutura do cérebro responsável por regular nossos sentimentos e emoções.
"Durante a relação sexual, a amígdala pode reduzir sua atividade e, depois do ato, é ativada novamente", diz à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, o médico Fernando Rosero, especialista em saúde sexual.
Mas o transtorno também pode estar ligado ao estresse psicológico, outras disfunções sexuais ou fatores culturais.
"A disforia pode ser ainda produto de uma educação sexual muito opressiva, em que o sexo possa gerar questionamentos ou angústia para a pessoa", explica Rosero.
Seja qual for o caso, os especialistas recomendam que, ao apresentar qualquer sintoma, as pessoas procurem um médico, porque há diferentes tratamentos para a disforia pós-sexo.
"O sexo tem que ser uma relação de bem-estar e prazer", diz o especialista.
"Quando algo não permite que isso aconteça, é hora de consultar um médico."

Pagamento do PIS/Pasep será retomado na 4ª com correção de 8,97%

PIS/Pasep saque: A expectativa do governo é que 16 milhões de pessoas, com idade inferior a 60 anos, possam sacar até 16 bilhões de reais do PIS/Pasep até o final do calendário, em 28 de semtebro© VEJA.com A expectativa do governo é que 16 milhões de pessoas, com idade inferior a 60 anos, possam sacar até 16 bilhões de reais do PIS/Pasep até o final do calendário, em 28 de semtebro
O pagamento das cotas doPIS/Pasep para trabalhadores de qualquer idade será retomado na quarta-feira, dia 8 de agosto. Os recursos começaram a ser liberados em junho, mas o pagamento foi suspenso em julho para aplicação do reajuste anual, que será de 8,97%.
Têm direito ao benefício pessoas que trabalharam com registro em carteira entre os anos de 1971 e 1988. A permissão de saque nessas condições é válida apenas até 28 de setembro. Após esta data, volta a valer a regra anterior, que libera o pagamento para maiores de 60 anos.
A expectativa do governo é que 16 milhões de pessoas, com idade inferior a 60 anos, possam sacar até 16 bilhões de reais do PIS/Pasep até o final do calendário. Na primeira etapa, 4,8 milhões de cotista sacaram o benefício, totalizando 6,6 bilhões de reais.
A rodada de saque do PIS/Pasep faz parte das medidas anunciadas pelo governo para tentar ajudar na retomada da economia. No ano passado, foram liberadas retiradas das contas inativas do FGTS. Na ocasião, a medida garantiu o saque de cerca 40 bilhões de reais pelos trabalhadores à época. Segundo o Ministério do Planejamento, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil vão anunciar o cronograma para o pagamento dos novos beneficiários nesta quarta-feira.
Beneficiários com conta corrente ou poupança na Caixa devem receber automaticamente o depósito do PIS no dia 8.
Como sacar o PIS
Para sacar o PIS, programa para trabalhadores da iniciativa privada, os cotistas precisam procurar a Caixa Econômica Federal para consultar o saldo e o calendário de saque. No site do banco, o beneficiário deverá informar seu CPF, ou o número do PIS, que pode ser encontrado no cartão do benefício, em anotações na Carteira de Trabalho e no Cartão Cidadão.
É preciso também informar a data de nascimento do beneficiário e se a pessoa é aposentada ou não. Em seguida, é preciso cadastrar uma senha, neste outro site da Caixa. Caso o beneficiário possua a Senha Cidadão (usada no Cartão Cidadão), é preciso informar o PIS (NIS), e clicar em “Cadastrar senha”.
Depois, aceitar o contrato, informar a Senha Cidadão e registrar a senha desejada para a consulta de cotas. Se não souber o número do PIS, ele pode ser consultado através de outro site (veja como aqui).
Quem não tem a Senha Cidadão deve preencher o PIS e clicar em “Esqueci a senha”. Em seguida, aceitar o termo e preencher os dados. Se tiver Cartão Cidadão, ainda é preciso ligar para o número 0800-726-0207 para fazer o pré-cadastramento da senha, e se dirigir a uma lotérica para finalizar o processo. Quem não tiver o cartão, deve ir à Caixa.
Os servidores públicos, que participam do Pasep, podem consultar suas cotas em www.bb.com.br/pasep. É preciso informar também CPF, ou então o número de inscrição no programa, que pode estar anotado na carteira de trabalho, além da data de nascimento.

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Ganhadores não resgataram R$ 150,6 milhões em bilhetes premiados até junho

Nos últimos 5 anos, os valores não retirados pelos ganhadores somaram R$ 1,5 bilhão © Agência CAIXA de Notícias Nos últimos 5 anos, os valores não retirados pelos ganhadores somaram R$ 1,5 bilhão
Até junho deste ano, R$ 150,6 milhões deixaram de ser resgatados por ganhadores de prêmios de loterias no Brasil, segundo a Caixa Econômica Federal. Em 2017, R$ 326 milhões foram deixados para trás.
Nos últimos 5 anos, os valores não retirados pelos ganhadores na Mega-Sena, Lotofácil, Quina, Lotomania, Timemania, Dupla Sena, Loteca, Lotogol somaram R$ 1,5 bilhão.
Pelas regras das loterias, os ganhadores de qualquer sorteio têm até 90 dias corridos (com fins de semana e feriados) após a realização do sorteio para resgatar o prêmio.
Segundo a Caixa, os prêmios prescritos –não resgatados no prazo– são repassados ao Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), programa do governo federal de financiamento de cursos de gradução no ensino superior.
Para o educador financeiro, Mauro Calil, fundador da Academia do Dinheiro, o montante não resgatado é resultado do acúmulo de vários prêmios pequenos que foram deixados para trás.
“Um dos motivos para a pessoa não resgatar pode ser o desinteresse por 1 prêmio pequeno. Outro fator pode ser a pessoa achar que tem mais tempo para resgatar o dinheiro ou não saber onde e como receber”, diz.
Na visão de Calil, mesmo que os recursos sejam repassados para o Fies, a quantia poderia ser melhor aproveitada nas mãos dos cidadãos.
“O fundo educacional tem custos e eventuais desvios. Por menor que fosse o valor, se estivesse com o cidadão ele giraria muito mais rápido a economia e os impostos. Pois, provavelmente seriam gastos no comércio”, afirma.

Como resgatar o prêmio

Para retirar o valor, o ganhador deve comparecer a qualquer agência da Caixa Econômica com o bilhete premiado, documento de identificação e CPF.
O banco ressalta que, em casos de bilhete ao portador (aqueles que não possuem a identificação do apostador) é importante que o ganhador escreva o nome completo, RG e CPF no verso da aposta antes de sair de casa. Assim, garante que ninguém retire o prêmio em casos de perda.
O local de resgate varia de acordo com o valor que será retirado. Prêmios de até R$ 1.903, podem ser sacados em casas lotéricas credenciadas ou em agências da Caixa. Acima desse valor, o ganhador só recebe na agência bancária.
Para os sortudos que ganharem R$ 10.000 ou acima, o pagamento só é feito após 2 dias do comparecimento em uma agência da Caixa.

PIS/Pasep: O mês em que eu nasci determina a data de pagamento do abono?

Notas de reais: PIS/Pasep: Aniversário só influencia pagamento do benefício de 2017© Thinkstock PIS/Pasep: Aniversário só influencia pagamento do benefício de 2017
São Paulo — O novo prazo para sacar o dinheiro do PIS/Pasepreferente ao ano-base 2016 já começou e termina em 30 de dezembro de 2018. Já o benefício de 2017 também está sendo liberado aos poucos, respeitando o calendário oficial do governo, com término previsto para junho de 2019. A data do seu aniversário determina quando você vai poder sacar os recursos?
Se você for trabalhador do setor privado e, portanto, contribui para o PIS, sim, a data do seu aniversário vai determinar quando você poderá ter acesso ao dinheiro. Mas isso só vale para o abono referente ao ano-base 2017. O benefício de 2016 pode ser sacado a qualquer momento, independentemente do seu mês de nascimento, até 30 de dezembro.
No caso dos beneficiários do Pasep, funcionários públicos que recebem através do Banco do Brasil, o número final do cadastro Pasep é o que influencia na data do pagamento, e não o mês de aniversário.

Calendário

O pagamento do abono do PIS/Pasep ano-base 2016 começou em 27 de julho de 2017 e terminou em 29 de junho de 2018, mas foi aberto um novo período de saque que começou em 26 de julho e vai até 30 de dezembro.
Todo mundo que tem direito ao abono de 2016 pode fazer o saque durante esse período, independentemente do mês em que nasceu. Já o saque do PIS/Pasep referente ao ano-base 2017 respeita o calendário oficial do governo, que pode ser visto abaixo.
PIS
Calendário do PIS ano-base 2017© Reprodução Calendário do PIS ano-base 2017Calendário do Pasep ano-base 2017© Reprodução Calendário do Pasep ano-base 2017

E o que acontece se você não retirar os recursos?

Segundo o Ministério do Trabalho, caso o beneficiário não saque o abono salarial dentro do calendário anual de pagamentos ou dentro do prazo extra estipulado pelo governo (como para o ano-base 2016), o valor é devolvido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), e o mesmo só poderá ser sacado posteriormente por meio de ação judicial.
O FAT é um fundo especial, de natureza contábil-financeira, vinculado ao Ministério do Trabalho, destinado ao custeio do programa do seguro-desemprego, do abono salarial e ao financiamento de programas de desenvolvimento econômico.
Como entrar com uma ação judicial para reaver o valor do PIS/Pasep que você deixou de sacar pode envolver alguns custos, é importante que você se mantenha atento aos prazos para evitar dor de cabeça no futuro.

Quem pode sacar?

O primeiro passo é ter certeza de que você tem direito ao benefício. Tem direito ao abono salarial quem trabalhou formalmente por pelo menos um mês em 2016 e/ou 2017 com remuneração média de até dois salários mínimos.
Além do tempo de serviço, para ter direito ao abono de 2016 e 2017, o trabalhador deveria estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter tido seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Quem é Ana Amélia, a candidata a vice de Geraldo Alckmin

Senadora Ana Amélia concede entrevista no Senado Federal: Ana Amélia: após uma decisão do Centrão, o PP emplacou a senadora como candidata a vice na chapa de Alckmin© Agência Senado Ana Amélia: após uma decisão do Centrão, o PP emplacou a senadora como candidata a vice na chapa de Alckmin
Após uma decisão tomada pelos líderes do Centrão (grupo formado pelos partidos DEM, Solidariedade, PP, PR e PRB), o Partido Progressista (PP) emplacou a senadora Ana Amélia Lemos como pré-candidata a vice-presidente na a chapa de Geraldo Alckmin, do PSDB. A convenção nacional dos tucanos acontece neste sábado, 4, e deve oficializar a candidatura de Alckmin ao Palácio do Planalto.
Nascida em Lagoa Vermelha (RS), Ana Amélia, de 73 anos, foi jornalista e trabalhou como colunista e comentarista do Grupo RBS em Brasília. Deixou o jornalismo em 2010 para disputar uma vaga no Senado pelo PP. Naquele ano, a gaúcha foi eleita senadora pelo Rio Grande do Sul com 29,54% dos votos válidos.
Dentro de seu mandato, que se encerra em dezembro de 2019, Ana Amélia foi opositora de Dilma Rousseff, apoiando o impeachment da ex-presidente. Dentre as áreas em que atuou, destacam-se combate à corrupção, questões da mulher e saúde. Ela é considera parte da bancada ruralista, grupo de parlamentares que defendem os interesses do agronegócio.
Em abril deste ano, a senadora trocou acusações com a também senadora Gleisi Hoffmann (PT), após a petista gravar um vídeo para a emissora de TV Al-Jazeera pedindo uma campanha pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, declarações de Ana Amélia provocaram críticas de membros do PT e de grupos árabes.
Ana Amélia também é defensora da Operação Lava Jato e das prisões após condenação em segunda instância. Apesar de ter apoiado o presidenciável Aécio Neves nas eleições de 2014, a senadora votou pelo afastamento de Aécio depois de ele ter sido citado nas delações de Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F.
Ana Amélia também encabeçou a proposta de emenda constitucional que torna o voto facultativo. Em quase oito anos de mandato, a senadora apresentou 91 projetos de lei e 14 propostas de emendas constitucionais (PEC’s).

Alckmin sobre deficit primário: ‘Sei cortar gasto. Vou passar a tesoura’

É preciso reduzir os números de ministérios deixando apenas o necessário, porém sem indicações politicas.

Tucano foi entrevistado no programa © Reprodução Tucano foi entrevistado no programa
O pré-candidato ao Palácio do Planalto pelo PSDB, Geraldo Alckmin, declarou na noite desta 5ª feira (3.jul.2018) que, se eleito, diminuirá o deficit primário em até 2 anos. “Eu sei cortar gasto. Vou passar a tesoura. Tem que caber dentro do PIB (Produto Interno Bruto) o Estado que está aí”, disse.
O tucano também declarou que não aumentará os impostos. Segundo ele, o ajuste na economia virá por meio da retomada econômica. “Para o Brasil voltar a crescer, precisa ter investimento. Para ter investimento, precisa ter confiança”, afirmou.
Outra medida a ser tomada será a redução dos incentivos fiscais: “Isso tem que passar por 1 pente-fino. Tem incentivos que são justificáveis, mas será que todos são?”, questionou.
As declarações foram feitas em entrevista à GloboNews

Imposto Sindical e Ministério do Trabalho

O pré-candidato voltou a se posicionar contra o imposto sindical. “É absurdo”, disse. Alckmin já havia dito que não apoia a medida há algumas semanas, o que causou desconforto na negociação de apoio do Solidariedade, partido ligado à Força Sindical.
“O Brasil tem 17 mil sindicatos, [dos quais] 11,5 mil sindicatos de trabalhadores e 5,7 mil sindicatos patronais. [O imposto sindical] não voltará, nós somos contra”, afirmou.
Para o tucano, a contribuição sindical é 1 “assunto dos trabalhadores”e eles que devem decidir pagar ou não.
Em julho de 2018, o STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou pedido para que a contribuição voltasse a ser obrigatória após ser extinta pela reforma trabalhista de 2017.
Para Alckmin, outro ponto a ser avaliado é o Ministério do Trabalho. Durante a entrevista, o pré-candidato chegou a cogitar extinguir o órgão. “É uma ideia que nós estamos amadurecendo”, disse.

Centrão

Ao ser questionado sobre a aliança e os escândalos políticos que o conjunto de partidos do Centrão – DEM, PP, PRB, PR e Solidariedade – está envolvido, o tucano disse que não está interessado apenas no tempo de TV que virá com esta união.
Segundo ele, o país tem um quadro pluripartidário e isso é muito ruim. “Você precisa ter, desde Cruzeiro do Sul, no Acre, até o sul do Brasil, capilaridade e presença. Estamos fazendo aliança em torno de um projeto”, disse.

Porte de armas

O pré-candidato defendeu o porte de armas em propriedade rural por conta das “circunstâncias”. “Um lugar ermo, sozinho, você não tem telefone”, disse. No entanto, ponderou que isso por si só não resolve o problema da segurança.
O pré-candidato defendeu o porte de armas em propriedade rural por conta das “circunstâncias”“Um lugar ermo, sozinho, você não tem telefone”, disse. No entanto, ponderou que isso por si só não resolve o problema da segurança.

PT e PCdoB continuam articulação para Manuela vice de Lula

Brasil terra dos espertalhões: Onde os corruptos e mau caráter querem se tornar poderoso para perpetuar no comando .




“Para nós, a unidade sempre foi o caminho mais óbvio e necessário. Seguimos defendendo isso”, disse Manuela após PCdoB formalizar sua candidatura.
© AFP/Getty Images “Para nós, a unidade sempre foi o caminho mais óbvio e necessário. Seguimos defendendo isso”, disse Manuela após PCdoB formalizar sua candidatura.
As movimentações desta semana animaram petistas ptosna corrida presidencial. Após conseguir a neutralidade do PSB, integrantes do partido continuam com conversas para firmar uma aliança nacional com o PCdoB. Uma das possibilidades em jogo é que a presidenciável dos comunistas, Manuela D'Ávila, seja vice na chapa do PT. As legendas contam com o prazo de 15 de agosto para formalizar trocas de nomes na Justiça Eleitoral.
O assunto foi tratado pela presidente da sigla, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato ao Planalto, nesta quinta-feira (2), nas visitas que a parlamentar faz semanalmente ao petista, preso em Curitiba (PR) desde 7 de abril. Todas as articulações têm sido feitas com aval de Lula.
Condenado em 2ª instância por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidenciável pode ser considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa, mas o PT insiste em registrar seu pedido de candidatura.
Na tarde desta sexta-feira (3), o Diretório Nacional do PT irá formalizar a aprovação do plano de governo e do acordo com o PSB. Na última quarta-feira (1º), a Executiva Nacional do PT publicou uma nota afirmando que o partido tinha decidido apoiar 4 candidatos a governador do PSB, incluindo Paulo Câmara, que tenta a reeleição em Pernambuco. A decisão inviabiliza a candidatura da petista Marília Arraes.
Em troca, o PSB irá retirar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, ao governo de Minas Gerais, o que fortalece a reeleição de Fernando Pimentel (PT).
A Executiva deixou claro que a candidatura de Lula é a prioridade do partido e também fez um aceno ao PROS para se juntar à coligação. O PROS também foi sondado por Marina Silva (Rede), até agora isolada na disputa.
No sábado, o partido homologa a candidatura de Lula na convenção nacional. Com as tratativas com outras siglas, a expectativa é que o vice só seja decidido após a convenção. Segundo petistas, uma das possibilidades cogitadas é indicar um nome "pro forma" e concretizar a troca até 15 de agosto. De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o prazo legal é 5 de agosto. Após essa data, alterações serão analisadas caso a caso.
Presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, conversou com Lula sobre alianças eleitorais nesta quinta-feira (2).© Bloomberg via Getty Images Presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, conversou com Lula sobre alianças eleitorais nesta quinta-feira (2).

Manuela pode ser vice de Lula

Apesar de o PCdoB ter formalizado a candidatura de Manuela D'Ávila, nos bastidores, o partido aposta em concretizar uma aliança. Diante da dificuldade de uma união entre os 5 partidos de esquerda (PT, PCdoB, PDT, PSB e PSol), Manuela aceitaria ser vice de Lula. Não foi feito um convite formal, mas o assunto tem sido discutido nas últimas semanas.
Na convenção, a comunista reforçou a disposição em abrir mão da própria candidatura. "Para nós, a unidade sempre foi o caminho mais óbvio e necessário. Seguimos defendendo isso", afirmou a jornalistas.
A presidente do PCdoB, a deputada Luciana Santos (PCdoB-PE), e o líder da sigla na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) continuam à frente das negociações. De acordo com a parlamentar, na próxima semana as siglas do campo progressista farão um ato para mostrar união. Ela admite, contudo, que um acordo sobre vice pode demorar até o prazo final, 15 de agosto.
Para a coordenadora de campanha de Manuela, Nádia Campeão, formar alianças é parte fundamental na corrida eleitoral. De acordo com ela, esse será o foco nos próximos dias. Se a união com o PT não se consolidar, o PCdoB irá indicar o vice, que não será do Rio Grande do Sul, estado da presidenciável. Campeão foi vice-prefeita de São Paulo no governo de Fernando Haddad (PT), hoje apontado nos bastidores como substituto de Lula na corrida eleitoral, se a candidatura do ex-presidente for barrada.
"Somos a única candidatura feminista da esquerda", afirmou Manuela D'Ávila.© EVARISTO SA via Getty Images "Somos a única candidatura feminista da esquerda", afirmou Manuela D'Ávila.
Sobre possíveis mudanças no programa de governo, Campeão afirma que os principais pontos de união da esquerda foram definidos no manifesto lançado em fevereiro. De acordo com ela, caso seja vice, Manuela irá manter a agenda feminista, uma de suas bandeiras até o momento. "É uma questão central. Ela vem dessa luta das mulheres", afirmou ao HuffPost Brasil. "Não é porque os partidos não colocaram no programa que não concordem", completou.
Nas diretrizes do programa de governo, Manuela defende a equiparação salarial entre homens e mulheres e dobrar a remuneração e o tempo do seguro-desemprego para mulheres gestantes desempregadas e com filhos de até 2 anos. Na convenção do PCdoB, a presidenciável afirmou que era a "única candidatura feminista da esquerda".

Movimentação de união da esquerda exclui Ciro

O acordo do PT com PSB isola Ciro Gomes (PDT) na corrida eleitoral. A posição dos socialistas deve ser formalizada na convenção da legenda, no domingo (5), mas a decisão deve ser tomada na reunião do Diretório Nacional da sigla, no dia anterior.
O acordo foi costurado também com a participação do PCdoB. Os 3 partidos articularam alianças a candidatos a governo nos estados. Foi feita uma tentativa de aproximação do PT com Ciro, mas "ele não demonstrou interesse", segundo petistas. O PDT formalizou a candidatura do ex-governador do Ceará em 20 de julho.
Alianças da esquerda isolam Ciro Gomes na corrida presidencial.© Adriano Machado / Reuters Alianças da esquerda isolam Ciro Gomes na corrida presidencial.
De acordo com a senadora Kátia Abreu (PDT-TO), o partido ainda tenta consolidar uma coligação. "Estamos trabalhando para ter alianças. Vice no partido não é nosso foco agora", afirmou ao HuffPost Brasil. Questionada se seria vice de Ciro, a parlamentar disse que não podia responder ainda.
Depois de naufragarem as negociações de o apoio com o PSB e o centrão, os pedetistas tentam uma aproximação com o Avante. Se um acordo se consolidar, um nome que pode compor a chapa com Ciro é o do deputado Silvio Costa (Avante-PE).