domingo, 13 de setembro de 2015

Pudim: “Garotinho quer ser juiz de um tribunal particular”

pudim
O deputado estadual Geraldo Pudim (PR), que vinha evitando um confronto direto com o seu ex-líder, resolveu partir para o ataque. Em um texto publicado no Facebook (aqui), Pudim aponta op secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) como um “ator em final de carreira”, com uma “doença provocada pela busca insana pelo poder”, que “não merece ter amigos de verdade”.
Ainda segundo Pudim, no processo de “caça as bruxas” do PR, Garotinho “evocou para si os poderes de Promotor, Juiz, Desembargador do TRE, Ministro do TSE e Ministro do Supremo Tribunal Federal. Brincou de déspota sem mesmo ter algo que lhe confira poder para tal”. Confira o texto completo:
“Garotinho: juiz de um tribunal particular
Há um sério problema com os políticos que querem se perpetuar no poder indefinidamente: se esquecem dos reais objetivos pelos quais ingressaram na política. Este processo, assim como uma doença, acomete aqueles que, em algum momento, cederam as tentações do poder pelo poder em detrimento da luta pelo bem estar comum.
Infelizmente, muito infelizmente, este é o processo pelo qual passa Anthony Garotinho. Um homem que tinha tudo para ser um dos grandes nomes da política nacional, mas que deixa se abater por picuinhas provincianas. Parece um garoto dentro de um Garotinho. Confundiu o teatro que outrora amou com tanto vigor com o peso da realidade. Se um dia para o bem, hoje para o mal, só o vejo como um ator em final de carreira em busca do brilho que já não terá mais.
Enfim, fui julgado pelo tribunal da inquisição. Eu, por estar há algum tempo em discordância com os rumos que aquele grupo político vinha tomando resolvi expor ao ‘grande líder’ meus posicionamentos. E, assim como todos que contrariaram a ‘infalibilidade’ do caudilho fui alijado, perseguido e agora julgado em seu tribunal particular.
Em seu palco na Radio Diário FM Garotinho teceu ilações diversas dando a entender que sequestraria de mim e do deputado Jair Bittencourt o mandado a nós conferido pelo povo do estado do Rio de Janeiro. Uma verdadeira piada pronta de uma ópera-bufa miserável. É como se Garotinho, afundado em suas ilações lunáticas, tentasse aprisionar a todos no mundo imaginário que teceu pra si, mas o que se vê é que na trama da política Anthony perdeu o ponto e, há algum tempo, vem tecendo tão somente nós cegos de uma coisa amorfa.
Infelizmente Garotinho cultiva um conceito de amigo mais próximo de um amigo imaginário do que de um amigo real, aquele que cobra e fala as duras verdades que precisam ser ditas. Garotinho não merece amigos reais, pois não está preparado para o desafio de uma amizade verdadeira.
Neste tribunal particular em seu showmício na Radio Diário,na tentativa de me intimidar e provocar falsas ilusões nos suplentes, elaborou todo um enredo que se inicia sempre no discurso da traição, para então tentar justificar sua futura tentativa de golpe. Isso não vai acontecer! Discordância de ideia nunca foi motivo para ações de cassação de mandatos. Uma história dessas não passa de embuste, cujo qual o deslinde será tão somente o agravamento de sua desmoralização.
Neste tribunal Garotinho evocou para si os poderes de Promotor, Juiz, Desembargador do TRE, Ministro do TSE e Ministro do Supremo Tribunal Federal. Brincou de déspota sem mesmo ter algo que lhe confira poder para tal.
Guardo comigo o sentimento dos bons momentos e das coisas boas que fez pelo povo. É sempre duro ver alguém com tanto potencial jogar toda sua história no lixo, pois não sabe fazer qualquer tipo de gestão que não orbite sobre seu umbigo.
Espero em Deus, pois já não me restam forças para tal, que te cure da doença provocada pela busca insana pelo poder”.
Mais informações sobre a guerra entre “pastor” e “ovelhas”, com novas revelações, na edição de amanhã (13) da Folha. 

Mercadante vai ficando, Dilma vai saindo, o empresariado vai desembarcando, até Lula está fugindo…

Se a presidente Dilma Rousseff não sabe, informo. O clima é de desembarque. Não importa para onde se olhe. Recente nota-manifesto assinada pela Fiesp e pela Firjan traduziu o que anda pensando o empresariado. Lideranças de outros setores da economia já buscam interlocuções de olho no pós-impeachment. Se a situação já era muito difícil antes de a Standard & Poor’s pôr o guizo no pescoço do gato, piorou bastante agora. Ninguém vê saída para a presidente — e isso inclui os petistas.
Não sei se notam, mas o próprio Lula começa a buscar um lugarzinho no pós-Dilma. É ele, não outro, quem está por trás de uma tal Frente Brasil Popular, que busca resistir ao governo pela esquerda.
Por enquanto, somos governados pela paralisia. O Planalto ainda não fez anúncio de corte nenhum nem deixou claro quem pretende tungar para aumentar a receita. Seus cinco milhões de coordenadores políticos anunciaram para esta sexta um esboço ao menos de resposta para a crise terminal, mas não veio nada. Estamos falando de uma gente que se especializou em dar tiro no próprio pé. Em vez disso, o dia foi tomado pela negativa enfática de que Aloizio Mercadante vá deixar a Casa Civil, embora Dilma busque alguém para a… Casa Civil.
Conforme o esperado, conforme o sabido, conforme o óbvio, o PT não quer entregar a pasta. Ficará feliz se ela sair das mãos de Mercadante, que é, primeiro, mercadantista e, secundariamente, petista. O partido insiste em manter o ministério que, em tese, ao menos, faz a coordenação geral do governo. Estamos diante de uma natureza. Ainda que sob o risco de perder tudo, a legenda não aceita abrir mão de um pedaço. E, assim, Dilma vai caminhando para o abismo.
Não sei se há tempo, a esta altura, de fazer alguma coisa. A presidente conta em seus quadros com políticos com mais trânsito do que as pastas às quais estão confinados. Há Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, um bom articulador. O problema, nesse caso, são as resistências que enfrentaria em alas do PMDB.
Há Kátia Abreu (Agricultura), peemedebista ainda recente, é verdade, mas com abrangência suprapartidária em razão de ser também uma liderança do único setor da economia que não está no vermelho — o agronegócio. Até Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), do PCdoB, seria uma alternativa para tentar ampliar o diálogo. E, quando escrevo, “até”, refiro-me ao fato de que seu partido é pequeno. Sua interlocução no Congresso, no entanto, é bem maior. Afinal, já presidiu a Câmara.
Mas não tem jeito. O PT insiste em ter o controle da máquina — máquina sabidamente desgovernada, que atira para todo lado. O petista Jaques Wagner (Defesa), em razão de sua fala fácil, aparecia como cotado para a função, mas se desmoralizou com o episódio do decreto que tentou destituir os comandantes militares de atribuições… militares! A porcaria foi redigida por sua secretária-executiva sem que ele soubesse. A tal continua no cargo. Não me parece que isso o credencie para a Casa Civil.
O governo chegou a emitir nesta sexta uma nota negando que Mercadante vá deixar o cargo, destacando, adicionalmente, seus relevantes serviços ao governo. Soou como piada nos meios políticos porque se sabe que não há serviço relevante nenhum.
Encerro com um trecho da minha coluna de ontem na Folha:
“Algum entendimento terá de ser feito para convencer a sociedade de sacrifícios adicionais, além daqueles que já estão em curso. Ou é isso, ou vem por aí uma espiral negativa de longuíssima duração. E a arena desse pensamento não é o Ministério da Fazenda. A Joaquim Levy, ou a outro, entregar-se-á uma máquina de calcular números. A realidade exige alguém que seja bom no cálculo político.
Ocorre que isso não se faz sem uma relação de confiança, que não existe mais. É preciso saber identificar o momento em que todos os bares se fecham e as virtudes se negam. Tá bom, presidente! Eu a deixo com o seu Riobaldo. Mas com um outro –aquele que cobra da senhora é coragem.”
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ministros do PMDB não comparecem a desfile de Sete de Setembro


Desfile de Sete de Setembro -  Agência Brasil
Em meio aos rumores de conspiração e de afastamento do PMDB da presidente Dilma Rousseff, a ausência dos ministros peemedebistas no palanque das autoridades, neste Sete de Setembro, não passou despercebida.
O único peemedebista presente no desfile de sete de setembro foi o vice-presidente Michel Temer, um dia depois de divulgar nota negando a tese de que age nas sombras contra a presidente.
Além de Temer, que anunciou deixar parte da Articulação Política no mês passado, o PMDB comanda mais cinco pastas na Esplanada, com Kátia Abreu, na Agricultura; Eduardo Braga, no Ministério de Minas e Energia; Helder Barbalho, na Pesca; Eliseu Padilha, na Secretaria de Aviação civil; Edinho Araujo, na Secretaria de Portos, e Henrique Eduardo Alves, no Ministério do Turismo.
Estiveram presentes os ministros petistas José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rosseto (Secretaria Geral), Edinho Silva (Comunicação Social), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Luís Inácio Adams (Advocacia Geral da União), Pepe Vargas (Direitos Humanos), Ricardo Berzoini (Comunicações), e Carlos Gabas (Previdencia), além de Mauro Vieira (Itamaraty),  Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, e Renato Janine Ribeiro (Educação).

Presidente enfrenta vaias e gritos de "fora, Dilma" ao abrir Sete de Setembro

Protesto marcado para o fim das comemorações oficiais levará boneca "Pixuleca" de 13 metros à Esplanada dos Ministérios

Ao chegar à Esplanada dos Ministérios para abrir o desfile de Sete de Setembro, a presidente da República enfrentou vaias e gritos de “fora, Dilma” vindos das arquibancadas localizadas próximas ao palanque das autoridades. Ela chegou ao desfile em carro aberto.
Em vez de verde e amarelo, manifestantes contrários ao governo convocaram seus seguidores a vestir preto neste Sete de Setembro.

Pixuleca, que representa Dilma Rousseff (PT), é inflada ao lado do boneco de Lula na Esplanada
Allan Sampaio/iG Brasília - 7.9.15
Pixuleca, que representa Dilma Rousseff (PT), é inflada ao lado do boneco de Lula na Esplanada

A concentração já começou a ocorrer em frente ao Museu da República, a cerca de um quilômetro do palanque das autoridades, onde a presidente está neste momento, acompanhada do vice-presidente Michel Temer (PMDB), de ministros e do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Somente após a parada é que o protesto começará a ocorrer.

Presidente Dilma Rousseff (PT) abre as comemorações de Sete de Setembro
Valter Campanato/Agência Brasil - 7.9.15
Presidente Dilma Rousseff (PT) abre as comemorações de Sete de Setembro

A novidade da manifestação é uma boneca inflável da presidente Dilma Rousseff, de 13 metros, apelidada de “Pixuleca”, que será levada para a frente do Congresso Nacional. Esta boneca está sendo inflada neste momento, da mesma forma que o boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vestido de presidiário, e remendado.

Além disso, os grupos que pedem a saída de Dilma fabricaram cerca de mil réplicas em tamanho reduzido do boneco Pixuleco, para serem vendidas durante o protesto.
Além dos protestos já marcados para o dia da Independência, integrantes do movimento por moradia montaram barricadas incendiando pneus na via de acesso à Esplanada dos Ministérios. Esse protesto reúne cerca de 100 pessoas que estão acampadas no Setor comercial em Brasília há meses, reivindicando casas populares ou aluguel social. O fogo já foi apagado pelos bombeiros.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Renan nega pedido da oposição e diz que não devolverá Orçamento

O peemedebista afirmou que não irá devolver o projeto, mas fez um apelo ao Planalto para que o governo apresente soluções para diminuir o rombo estimado no orçamento

iG Minas Gerais | Folhapress 
O documento levado à Renan foi construído pelas lideranças da Câmara e do Senado
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O documento levado à Renan foi construído pelas lideranças da Câmara e do Senado
Senadores e deputados da oposição se reúnem com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta terça-feira (1) para pedir que ele devolva para o Executivo a proposta de Orçamento da União para 2016 com a previsão de um deficit estimado em R$ 30,5 bilhões.
Outra alternativa, defendem é que ele peça a presidente Dilma Rousseff o envio de uma adequação ao projeto orçamentário "com parâmetros macroeconômicos que reflitam a realidade" para neutralizar o deficit anunciado.
O peemedebista afirmou que não irá devolver o projeto, mas fez um apelo ao Planalto para que o governo apresente soluções para diminuir o rombo estimado no orçamento. "Não é recomendável. Cabe ao governo propor alternativas para superação do déficit orçamentário. E o Orçamento vai tramitar no Congresso, então, não tem necessidade de devolver", afirmou Renan.
Ele se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta terça e disse a ela, segundo contou, que "não cabe ao Congresso resolver o problema do déficit". "Não é nosso papel", disse.
Os parlamentares afirmam que a proposta é irreal e não se sustenta. "A proposta é cheia de inconsistências e por isso vamos propor a devolução dela. Caso isso não seja possível, iremos defender que se aprove o texto da forma como está, com o déficit de R$ 30 bilhões, que é apenas o que o governo apresentou", afirmou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).
"Sob o pretexto de que não se está maquiando a realidade, o governo só mudou o blush. Há ainda um rombo oculto que a gente estima entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões", completou o tucano.
O documento levado à Renan foi construído pelas lideranças da Câmara e do Senado. Os parlamentares reclamam, principalmente, que o deficit anunciado "decorre de uma transferência de responsabilidade do poder Executivo para o Congresso Nacional, em uma nítida intenção da presidente da República de poupar-se de um desgaste político frente ao necessário corte de gastos".
Os oposicionistas também dizem que não irão pactuar com qualquer proposta de aumento de impostos que penalizem o setor produtivo e os trabalhadores.
PMDB
Em um contraponto aos partidos de oposição, que defendem a devolução da proposta orçamentária enviada pelo governo federal, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), defendeu nesta terça-feira (1) que o texto apresentado ao Congresso Nacional é realista, e não uma "peça de ficção".
Nesta quarta-feira (2), a bancada federal do PMDB, a maior da Câmara dos Deputados, irá se reunir e discutirá a proposta orçamentária. A presidente Dilma Rousseff (PT) tem apostado no apoio do partido aliado para tentar reduzir o saldo negativo nas contas do governo federal.
"A proposta demonstra que o momento é difícil e, portanto, requer bom senso. O Orçamento da União veio realista, e não uma peça de ficção", disse à reportagem.
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PAN 2015

Após encontro com Dilma, Cunha fala em parceria, mas exime Congresso

Rompido politicamente com o governo e partícipe de conversas de bastidor em torno do impeachment da presidente da República, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adotou um tom mais conciliador

iG Minas Gerais | Folhapress 
Cunha voltou a se colocar contra qualquer aumento de tributos e disse que a solução, em seu ponto de vista, passa pela retomada da confiança e a queda dos juros básicos da economia
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Cunha voltou a se colocar contra qualquer aumento de tributos e disse que a solução, em seu ponto de vista, passa pela retomada da confiança e a queda dos juros básicos da economia
Rompido politicamente com o governo e partícipe de conversas de bastidor em torno do impeachment da presidente da República, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adotou um tom mais conciliador após conversa na tarde desta terça-feira (1) com Dilma Rousseff. Mas disse que o Congresso não pode se responsabilizar em achar uma solução para o deficit nas contas públicas.
Em um apelo ao ex-aliado, Dilma pediu que o presidente da Câmara trabalhe "em harmonia" com o Palácio do Planalto para evitar o agravamento da situação econômica do país e que ele não permita que os deputados votem propostas que aumentem ainda mais as despesas da União.
Logo após o encontro com a presidente da República, Cunha voltou a se colocar contra qualquer aumento de tributos e disse que a solução, em seu ponto de vista, passa pela retomada da confiança e a queda dos juros básicos da economia.
Segundo ele, o problema maior não é a previsão do próprio governo de que fechará no vermelho em 2016, mas sim a necessidade de não passar ao mercado a impressão de que haverá um descontrole sobre a dívida pública.
Ainda de acordo com Cunha, não houve na conversa discussão sobre política, impeachment ou sobre a acusação do Ministério Público de que ele faz parte do esquema de corrupção da Petrobras. Cunha rompeu com o governo sob a afirmação de que o Palácio do Planalto manobra para incriminá-lo.
RESPONSABILIDADE
Ele fez questão de frisar que o Executivo não pode transferir para o Congresso a responsabilidade de achar uma solução para o Orçamento, cuja proposta, apresentada pelo governo nesta segunda (31), tem previsão de deficit primário de R$ 30,5 bilhões -o que representa 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
"Quem faz a peça orçamentária é o Poder Executivo, não pode transferir para o Congresso. [...] Nós todos estamos dispostos a ajudar o país, o que não pode é jogar a responsabilidade nos nossos ombros, não fomos nós que geramos essa situação. Mas temos que estar partícipes porque nós todos sofremos as consequências daquilo que pode acontecer de ruim nas contas públicas", disse o peemedebista.
Cunha comandou em 2015 algumas das maiores derrotas ao governo no Legislativo, entre elas projetos que representam aumento nos gastos públicos.
O peemedebista afirmou ainda que não mudará sua posição em relação ao governo, o que não o impedirá de ter um diálogo institucional com Dilma.
Em sua visão, o governo tem que sinalizar que a dívida bruta não vai aumentar.
"Acho que mais penoso para o país, em termos das contas públicas, foi o aumento da taxa de juros esse ano do que o déficit propriamente dito", afirmou, se referindo ao impacto do aumento dos juros -feitos com o objetivo do controle da inflação- na dívida pública federal.
PREOCUPAÇÃO
Dilma teria manifestado no encontro preocupação com a aprovação de projetos que representem novos gastos, segundo o deputado. Ele sinalizou que não pretende dar margem, como fez anteriormente, à aprovação de temas que possam gerar impacto nos cofres públicos.
E cobrou que o governo manifeste estar disposto a cortar na carne.
"Por menor que seja o corte que o governo faça sempre é importante pelo simbolismo", disse, citando a proposta de extinguir 10 dos atuais 39 ministérios.
"Tem que fazer a sua parte, tem que mostrar para a sociedade que todos estão imbuídos no espírito do sacrifício, não é só a população pagando mais impostos em alguns casos, como querem colocar", afirmou, em referência à proposta discutida no Planalto de recriar a CPMF -logo abandonada devido à repercussão negativa.
O único projeto específico citado por Cunha como tema do encontro foi o da tributação da repatriação de recursos, em análise no Senado. O deputado afirmou ter dito a Dilma que a Câmara só votará esse projeto se ele partir do governo. Segundo ele, Dilma compreendeu e achou plausível seus argumentos.
JANTAR
Antes da ruptura com o Planalto, Cunha havia jantado com Dilma em abril, no Palácio da Alvorada, mas depois disso os dois não se falaram mais nem por telefone.
Segundo a reportagem apurou, no último mês o governo enviou alguns emissários na tentativa de restabelecer o diálogo com o peemedebista, mas nenhuma havia dado certo.
Nesta segunda-feira (31), porém, Dilma tomou a iniciativa pessoalmente e telefonou para Cunha após o governo entregar ao Congresso a proposta de Orçamento.
A presidente também pediu que Cunha e a Câmara, junto com o Senado, ajudem o Planalto a construir saídas para esse rombo fiscal. Dilma fez o mesmo apelo a líderes da Câmara e do Senado em reunião nesta segunda.
Desde que foi eleito presidente da Câmara, em fevereiro deste ano, Cunha tem liderado importantes derrotas para o governo na Casa e, após ter sido acusado pelo lobista Júlio Camargo de receber US$ 5 milhões de propina no esquema da Petrobras, diz que é perseguido pelo Planalto. Segundo ele, o governo Dilma trabalha para incriminá-lo na Operação Lava Jato.
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sexta-feira, 17 de julho de 2015

JUSTIÇA CASSA MANDATO DE ROSINHA GAROTINHO


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Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro cassou os mandatos da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), e de seu vice, Doutor Chicão (PP), por abuso de poder político; eles foram acusados de infringir a lei eleitoral por causa da contratação pela prefeitura de 1.166 funcionários temporários em 2012; decisão do juiz Luiz Alfredo Carvalho Júnior, da 99ª Zona Eleitoral de Campos; apesar da decisão, Rosinha e o vice permanecem no cargo até julgamento de recursos.
A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro cassou os mandatos da prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR), e de seu vice, Doutor Chicão (PP), por abuso de poder político. Eles foram acusados de infringir a lei eleitoral por causa da contratação pela prefeitura de 1.166 funcionários temporários em 2012. A decisão do juiz Luiz Alfredo Carvalho Júnior, da 99ª Zona Eleitoral de Campos.
A sentença não tem efeito imediato e Rosinha poderá permanecer no cargo até o julgamento dos recursos. A sentença sobre a cassação diz que “a investigada, aproveitando-se de sua condição de Chefe do Executivo, perpetrou flagrante uso da máquina administrativa, notadamente de seus recursos e estrutura funcional, para, lograr benefício individual”.
Com isso, diz o juiz, Rosinha estaria “abusando de sua autoridade e repercutindo, assim, em violação à igualdade de condições entre os candidatos das eleições e, com isto, malversando a lisura e a normalidade do pleito”. A ação foi movida pelo PRP e pelo seu ex-candidato a prefeito, José Geraldo Moreira Chaves. Também foram condenadas e declaradas inelegíveis mais oito pessoas na cidade. Todos terão de pagar multa de R$ 38.209,50 cada um. 
O advogado Francisco de Assis Pessanha Filho, que representa Rosinha, vai recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro. Ele tem três dias para apresentar o recurso. Pessanha alega que as contratações foram feitas dentro do prazo permitido pela legislação. "As contratações poderiam ocorrer até o dia 7 de julho de 2012, sendo que a última se deu no dia 4 de julho de 2012. Essa questão é objetiva, temporal, não há o que se questionar", afirmou em nota. Ele também disse que a punição "é desproporcional" porque Rosinha obteve quase 70% dos votos na eleição de 2012.

terça-feira, 14 de julho de 2015

COLLOR: AÇÃO DA PF SÓ ALIMENTA 'CLIMA DE TERROR'


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O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) afirmou que a operação de que cumpriu mandados de busca e apreensão em suas empresas em Alagoas e em suas residências em Maceió e Brasília, nesta terça-feira, 14, foi " invasiva e arbitrária" e busca constrangê-lo; "A medida invasiva traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais seja do ex-Presidente, do Senador da República, ou do simples cidadão. Afinal, se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado", diz; de acordo com o advogado-geral do Senado, Alberto Cascaes, a PF não apresentou mandado de busca e apreensão e não deixou ninguém entrar no apartamento; "Trouxeram o chaveiro, arrombaram a porta, pegaram o que queriam e foram embora sem dar satisfação", disse
O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) afirmou que a operação de que cumpriu mandados de busca e apreensão em suas empresas em Alagoas e em suas residências em Maceió e Brasília, nesta terça-feira (14), foi " invasiva e arbitrária" e busca constrangê-lo.
"A defesa do Senador Fernando Collor repudia com veemência a aparatosa operação policial realizada nesta data em sua residência. A medida invasiva e arbitrária é flagrantemente desnecessária, considerando que os fatos investigados datam de pelo menos mais de dois anos, a investigação já é conhecida desde o final do ano passado, e o ex-presidente jamais foi sequer chamado a prestar esclarecimentos", diz a defesa do senador em nota à imprensa. 
Segundo a defesa de Collor, o senador se colocou à disposição para ser ouvido pela Polícia Federal por duas vezes, sendo que nas duas vezes seu depoimento foi desmarcado na véspera. "Medidas dessa ordem buscam apenas constranger o destinatário, alimentar o clima de terror e perseguição e, com isso, intimidar futuras testemunhas", afirma. 
"A medida invasiva traduz os tempos em que vivemos, em que o Estado Policial procura se impor ao menoscabo das garantias individuais seja do ex-Presidente, do Senador da República, ou do simples cidadão. Afinal, se nem os membros do Senado Federal estão livres do arbítrio, o que se dirá do cidadão comum, à mercê dos Poderes do Estado", completa a defesa do congressista alagoano.  
PF não apresentou mandado
A busca no imóvel do senador em Brasília foi marcada por um bate-boca entre agentes da Polícia Federal e integrantes da polícia legislativa do Senado. Seis agentes da Polícia Federal deixaram o apartamento funcional ocupado pelo senador por volta das 9h40 levando um malote. Os agentes saíram depois de cumprirem um mandado de busca e apreensão no imóvel.
De acordo com o advogado-geral do Senado, Alberto Cascaes, a PF levou um chaveiro para abrir as portas. "Trouxeram o chaveiro, arrombaram a porta, pegaram o que queriam e foram embora sem dar satisfação", disse o advogado que representa a Casa Legislativa. Ainda segundo Cascaes, a PF se recusou a apresentar o mandado de busca à polícia legislativa e não deixou ninguém entrar no apartamento.
O senador e ex-presidente da República foi citado na lista de pedidos de abertura de inquéritos entregue pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF (Supremo Tribunal Federal). O ex-presidente foi citado na delação premiada do doleiro Alberto Yousseff como um dos beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras. Ele também foi citado pelo dono da UTC, Ricardo Pessoa, em seu depoimento à Justiça. O empreiteiro afirma ter pago R$ 20 milhões a Collor entre 2010 e 2012 em troca da influência do senador em negócios com a BR Distribuidora.

PESSOA CITA REPASSE DE R$ 1 MILHÃO A MINISTRO DO TCU

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Dono da UTC, empresário citou em delação premiada no âmbito da Operação Lava Jato que repassou a quantia ao advogado Thiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz, e que o montante seria para outro membro da corte, Raimundo Carrero; o ministro era o relator do processo que apurava supostas irregularidades na licitação de uma das unidades da usina de Angra 3, no Rio, obra realizada pela UTC; segundo Pessoa, após o pagamento, não houve problema com o contrato da obra: "tudo fluiu"; responsável por julgar as contas do governo Dilma de 2014, o tribunal, que já havia sido citado em delação na Lava Jato, tem agora a credibilidade ainda mais comprometida
Trecho da delação premiada do dono da UTC, Ricardo Pessoa, ao Ministério Público Federal prejudica ainda mais a credibilidade do Tribunal de Contas da União (TCU), que já teve o nome envolvido anteriormente, também pelo empreiteiro. Aos procuradores da Operação Lava Jato, Pessoa afirmou que repassou R$ 1 milhão para o advogado Thiago Cedraz, filho do presidente do TCU, Aroldo Cedraz. O destino do dinheiro, segundo Pessoa, era outro membro da corte, o ministro Raimundo Carrero.
Carrero era o relator do processo que apurava supostas irregularidades na licitação de uma das unidades da usina de Angra 3, no Rio, obra realizada pela UTC. Pessoa relatou em depoimento dado no dia 26 de maio ter sido procurado por Thiago Cedraz, e o advogado disse que estava precisando de dinheiro, "deixando antever que a importância solicitada, no valor de 1 milhão de reais, seria ao ministro Raimundo Carreiro, do Tribunal de Contas da União, relator do processo de Angra 3 no TCU", diz o MPF.
Após o pagamento, a licitação da usina de Angra 3 avançou e publicou-se o resultado da concorrência respectiva, da qual saíram vencedoras as empresas que compunham os consórcios Angra 3 e Una 3 – esse último integrado pela UTC, de Ricardo Pessoa. Na delação, cujo trecho sobre essa denúncia a TV Globo teve acesso, Ricardo Pessoa afirmou que, após o repasse de 1 milhão, não houve problema com o contrato de Angra 3 no TCU, ou seja, "tudo fluiu".
De acordo com o empreiteiro, "o valor de 1 milhão solicitado por Thiago Cedraz e que seria destinado, conforme acreditava, a Raimundo Carrero, foi retirado da sede da UTC por Luciano Araujo", que é sócio de Thiago Cedraz. Os dois advogados estão entre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta terça-feira 14 na Operação Politeia, que tem como base investigações da Lava Jato.
Em outro depoimento, Ricardo Pessoa já havia revelado o pagamento de R$ 50 mil por mês a Thiago Cedraz para obter, no TCU, informações de interesse da UTC. 
Carrero nega propina
A assessoria do TCU informou que a atuação no caso do ministro Raimundo Carrero foi regular e que ele agiu "com todo o rigor". "O ministro agiu com todo o rigor técnico que o caso exigia, tendo recomendado correções, exigido acompanhamento por parte da unidade técnica do tribunal e inclusão do empreendimento no rol de obras constantes do planejamento de fiscalização de obras do TCU. O Acórdão 3.238/2012-Plenário foi aprovado de forma unânime pelos Ministros presentes à sessão do Plenário do TCU, que foi acompanhada pelo Procurador-Geral do Ministério Público junto ao Tribunal", afirmou o TCU.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

AÇÕES CONTRA DILMA: TCU PISA NO FREIO, TSE AVANÇA

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Enquanto o TCU adia para agosto o prazo para julgamento das contas do governo], ganha velocidade a estratégia para acusar a presidente Dilma de crime eleitoral
Enquanto o TCU adia para agosto o prazo para julgamento das contas do governo relativas a 2014, uma das ações em que a oposição aposta para remover Dilma Rousseff da Presidência, ganha velocidade a estratégia para acusá-la de crime eleitoral. Nas últimas horas, aconteceram dois movimentos neste sentido.
O ministro Celso de Mello, do STF, autorizou hoje o depoimento de Ricardo Pessoa ao TSE, no processo movido contra Dilma pelo PSDB. Depoimento já estava até marcado para 17 de julho sem autorização do Supremo, num sinal da "vontade política" do relator, ministro João Otávio Noronha.
Vazou, segundo voz corrente no meio político a partir do Ministério Público Federal, os termos do pedido de prorrogação de diligências ao STF, feito por MPF e Polícia Federal, na investigação de doações a políticas. O pedido afirma existirem indícios de que doações legais aos senadores Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Valdir Raupp (PMDB-RO) são disfarces de propinas. Isso é o que vamos comentar.
O senador Humberto Costa está convencido de que o vazamento ocorreu obedecendo a um propósito:
– Estão querendo criminalizar primeiro as doações a políticos, transformando doações legais em propinas, para mais adiante generalizarem este entendimento, aplicando-o também às contas da presidente Dilma. Querem nos utilizar como "bois de piranha", abrindo caminho para golpear a presidente por crime eleitoral.
Os três senadores já prestaram depoimento e apresentaram documentos sobre suas campanhas demonstrando que as doações que receberam não têm relação com qualquer contrato da Petrobrás.
_ Apresentei contas de campanha e abri meus sigilos fiscal, telefônico e bancário. A afirmação de Paulo Roberto Costa, de que pediu a Youssef para providenciar uma doação para mim, foi negada pelo doleiro, inclusive na acareação que tiveram sobre o tema. Agora a Polícia Federal está pedindo novas diligências, inclusive nova acareação, partindo do pressuposto de que Paulo Roberto Costa diz a verdade. Continuo certo de que não encontrarão provas de que a doação legal e declarada que recebi de um empresário e velho amigo de Pernambuco derive de corrupção. Mas, nos tempos que vivemos, as delações, mesmo quando contestadas por quem teria executado a ação e também é delator, parecem prevalecer sobre as provas. No Supremo, estou certo de que isso não vingará – diz o senador Humberto Costa.
O vazamento de um pedido de realização e mais diligências só foi vazado com um propósito, diz o senador: tornar voz corrente que doações legais a petistas e aliados do governo, como o peemedebista Raupp, são propina, embora doações para a oposição sejam indiscutivelmente legais. Depois, aplica-se o princípio às contas de Dilma.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

'DILMA DEVERIA SE PREOCUPAR COM A PARTE POLÍTICA DEPOIS'


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Ministro Augusto Nardes, relator das contas de 2014 de Dilma Rousseff, rebate entrevista da presidente e afirma que 'pedalada' em 2014 foi 'extremamente superior' em relação aos anos anteriores: 'Essa questão do contingenciamento também não houve nos anos anteriores. Não existe golpe nenhum. O TCU cumpre a legislação. As instituições têm de funcionar e têm de ser fortes. Não há um sentimento de golpismo'; ele sustenta que o julgamento no TCU é técnico: 'Estamos na fase técnica. A presidente deveria se preocupar com a parte política depois, no Congresso'; à 'Folha de S. Paulo', Dilma defendeu contas: 'Eu não acho que houve o que nos acusam. É interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós'
 O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes, relator das contas de 2014 de Dilma Rousseff, rebateu a entrevista da presidente na ‘Folha de S. Paulo’, sobre a atuação do tribunal no caso.
“Não existe golpe nenhum. O TCU cumpre a legislação. As instituições têm de funcionar e têm de ser fortes. Não há um sentimento de golpismo”, disse Nardes.
Dilma defendeu as decisões sobre as contas de 2014, em análise no TCU: 'Eu não acho que houve o que nos acusam. É interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós'.
Em entrevista ao Globo, o ministro afirma que a dimensão (das "pedaladas") foi extremamente superior no ano eleitoral.
“Essa questão do contingenciamento também não houve nos anos anteriores. Estamos na fase técnica. A presidente deveria se preocupar com a parte política depois, no Congresso”, afirmou (leia mais).

PÃO DE AÇÚCAR SOLTA COMUNICADO CONTRA PALOCCI E THOMAZ BASTOS

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O Grupo Pão de Açúcar informou nesta terça-feira (7) ao mercado que não encontrou confirmação de serviços prestados para pagamentos de R$ 8 milhões feitos ao advogado Márcio Thomas Bastos e ao ex-ministro Antonio Palocci; desse total, R$ 5,5 milhões foram pagos à empresa Projeto, de Palocci; “Não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os amparassem”, disse o gruO Grupo Pão de Açúcar informou nesta terça-feira (8) ao mercado que não encontrou confirmação de serviços prestados para pagamentos de R$ 8 milhões feitos ao advogado Márcio Thomas Bastos e ao ex-ministro Antonio Palocci. Desse total, R$ 5,5 milhões foram pagos à empresa Projeto, de Palocci.
“Não foram encontradas evidências da prestação dos serviços correspondentes aos demais pagamentos, nem contratos de prestação de serviços que os amparassem”, disse a empresa, em comunicado sobre os pagamentos a Thomas Bastos, ex-ministro da Justiça, morto em novembro 2014.
Além dos R$ 5,5 milhões pagos a Palocci, não há registro do que Bastos fez com os R$ 2,5 milhões restantes.
Sobre Palocci, a auditoria do Pão de Açúcar afirmou que também não foram “identificados pagamentos à firma contratada nem serviços prestados, resultantes desse ou de qualquer outro contrato”. Vale ressaltar que, em documento enviado à Comissão de Valores Imobiliários (CVM), na véspera da aquisição das Casas Bahia pelo Pão de Açúcar, a empresa informou os nomes de dezenas de pessoas e empresas que participavam da negociação. Nessa lista, não constava o nome de Palocci e de sua consultoria, a Projeto.
A investigação interna do grupo Pão de Açúcar foi constituída para rastrear a origem de pagamentos feitos a Thomaz Bastos e a Projeto depois que reportagem da revista Época revelou que Palocci justificara com algumas consultorias fantasmas o recebimento de milhões de reais.
Segundo relatório do comitê de auditoria da empresa, não há registro de consultoria dada por Palocci, nem qualquer material produzido por ele. A transferência de recursos do caixa do Pão de Açúcar para a Projeto Consultoria, do ex-ministro da Casa Civil, foi intermediada pelo escritório de advocacia do criminalista Márcio Thomaz Bastos. Palocci é investigado num processo do Núcleo de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal no Distrito Federal, que apura suspeitas de improbidade administrativa.


EM FASE DE TESTES, BONDES CIRCULAM EM SANTA TERESA


Tânia Rêgo/Agência Brasil: <p>A Secretaria estadual de Transportes, inicia os testes operacionais com os novos bondes que começarão a circular ainda este mês, da estação Carioca à rua Joaquim Murtinho no centro do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)</p>
Símbolo de Santa Teresa, os bondinhos já podem ser vistos de volta ao bairro; começaram os testes operacionais com quatro dos 14 bondes que voltarão às ladeiras da região, no Centro do Rio; na fase de testes, a previsão é que os veículos circulem por 10 dias, em um trecho de 900 metros, passando pelos Arcos da Lapa, entre a estação Carioca e a Rua Joaquim Murtinho; calculada em R$ 130 milhões, a obra para circulação dos bondes começou em novembro de 2013, e ficaria pronta antes da Copa do Mundo de 2014, mas trânsito dos bondes no bairro foi interrompido em 2011, por causa de um acidente com seis mortos
Símbolo de Santa Teresa, os bondinhos, já podem ser vistos de volta ao bairro. Começaram hoje (7) os testes operacionais com quatro dos 14 bondes que voltarão às sinuosas ladeiras da região, no Centro do Rio de Janeiro. Na fase de testes, a previsão é que os veículos circulem por 10 dias, em um trecho de 900 metros, passando pelos Arcos da Lapa, entre a estação Carioca e a Rua Joaquim Murtinho.
Calculada em R$ 130 milhões, a obra para circulação dos bondes começou em novembro de 2013, com a previsão de ficar pronta antes da Copa do Mundo de 2014. O trânsito dos bondes no bairro foi interrompido em 2011, por causa de um acidente com seis mortos.
Por enquanto, os testes serão feitos sem passageiros, apenas para verificar as condições dos freios. O chassi do bonde, com alterações em relação ao original, já foi aprovado. O bonde tem agora uma barra de travessão, para evitar que passageiros escorreguem para fora e estribo retrátil. Ou seja, não será mais possível viajar em pé e de graça, como se fazia antes. Para compensar, um conforto extra: cortinas de plástico retrátil, que funcionarão como janelas, em caso de chuva.
A previsão é que os bondinhos voltem a circular entre a Carioca e o Largo do Curvelo, o primeiro trecho a entrar em funcionamento, até 15 de julho. Depois, a previsão é chegar até o Largo dos Guimarães, na região central de Santa Teresa. Em setembro, há previsão de inaugurar ramificações para o Silvestre e para o Largo das Neves, que voltarão a ser os pontos finais das linhas.
Segundo o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório, ainda não é possível antecipar a data de entrega dos bondes. “Prefiro não dar um prazo até terminarem os testes mecânicos”, afirmou. Ele lembrou que o cronograma de instalação acabou sendo descumprido algumas vezese trechos tiveram se ser refeitos. “Agora que [a obra] ganhou ritmo”, completou.
Além da entrega do primeiro trecho, a previsão é que sejam concluídas as obras entre a Rua Joaquim Murtinho e o Largo do Curvelo, que precisou ser refeito pelo Consórcio Elmo Azvi, responsável pela obra. A empresa já foi multada em R$ 1,3 milhão e corre o risco de ter o contrato cancelado, caso não conclua o trecho no Largos do Guimarães até julho.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

UTC DOOU R$ 5 MI PARA ENTERRAR CPI, DIZ DELATOR


Waldemir Barreto/Agência Senado:
Empresário Ricardo Pessoa disse que dinheiro foi repassado a quatro partidos indicados pelos senador Gim Argello (PDT-DF) para enterrar uma CPI criada no Congresso para investigar a Petrobras no ano passado; Argello, que era vice-presidente da comissão, foi porta-voz da negociação por ter influência sobre o então senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente do colegiado
Uma das revelações do empresário Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, em seu acordo de delação premiada no âmbito da Lava Jato foi a doação de R$ 5 milhões a quatro partidos políticos para que fosse enterrada uma CPI criada no Congresso para investigar irregularidades na Petrobras no ano passado.
Os partidos, segundo o empreiteiro, foram indicados pelo senador Gim Argello (PDT-DF), que teria influência sobre o então senador e atual ministro do TCU Vital do Rêgo (PMDB-PB), que presidia o colegiado, e sobre o relator, deputado Marco Maia (PT-RS). Argello era vice-presidente da comissão. Pessoa contou ter se encontrado duas vezes com Argello, na casa do parlamentar, em Brasília.
A doação foi distribuída aos seguintes partidos: PR, DEM, PMN e PRTB. A intenção de Pessoa era esvaziar a CPI e impedir sua convocação. A investigação no Congresso foi concluída sem muitos avanços depois de alguns meses, e sem convocar nenhum empreiteiro.

JANOT PODE PEDIR AFASTAMENTO DE CUNHA


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Procurador-geral Rodrigo Janot sinaliza reviravolta nas investigações que envolvem Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Operação Lava Jato, e pode pedir seu afastamento da presidência da Câmara; o peemedebista foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber recursos do grupo Mitsui e foi alvo de um mandado de busca e apreensão em seu gabinete, a mando de Janot
Procurador-geral Rodrigo Janot sinaliza uma reviravolta nas investigações que envolvem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na Operação Lava Jato.
O peemedebista foi acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber recursos do grupo Mitsui e foi alvo de um mandado de busca e apreensão em seu gabinete, a mando de Janot.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, o procurador pensaria até em apresentar medida cautelar pedindo o afastamento de Cunha da presidência da Casa.
A defesa do parlamentar questiona ‘as investidas’ de Janot no caso. “Ele escolheu a mim e está insistindo na querela pessoal porque eu o contestei. Virou um problema pessoal dele comigo", afirmou. "[Janot] insiste e me escolheu para investigar. Ele coloca as situações que não fazem parte do objeto inicial do Ministério Público baseado em matérias jornalísticas para criar qualquer tipo de constrangimento. Não vai me constranger. Estou absolutamente tranquilo", garantiu.