Cena no Palácio do Planalto foi emblemática; presidente fez questão de receber prefeito reeleito Eduardo Paes (PMDB), governador Sérgio Cabral (PMDB) e vice Luiz Fernando Pezão; sinal de que PMDB terá preferência para disputar, com o apoio dela, o governo do Estado em 2014; senador petista Lindbergh Farias pode até sair do partido para concorrer.
Durante encontro com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto, nesta segunda-feira, o prefeito reeleito no Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB), se ofereceu para apoiar o candidato do PT em São Paulo, Fernando Haddad, e se colocou à disposição para "cumprir qualquer missão" em prol de sua candidatura. A intenção de parceria tem como foco a disputa pelo governo do Estado em 2014, quando o PMDB pretende lançar o atual vice-governador, Luiz Fernando Pezão, como sucessor do governador Sérgio Cabral.
Para isso, os peemedebistas querem apoio do PT, que já teria como candidato próprio no Estado o senador Lindbergh Farias. Apesar de aliado, o parlamentar não está nas preferências de Paes, que deixou claro no último domingo a escolha de Pezão. "Nosso partido tem candidato, e ele é o Luiz Fernando Pezão. Existem outras candidaturas colocadas, mas vamos buscar, eu, o governador Sérgio Cabral, o Adilson Pires e o Pezão, uma grande aliança para que o Rio posso continuar depois de 2014 este trabalho que o Cabral faz à frente do Estado".
Apesar disso, Lindbergh Farias não pretende desistir de seu sonho. "Sou candidato de qualquer forma. O que eu tenho sentido no estado e nas pesquisas é uma disputa acirrada entre (o deputado federal Anthony) Garotinho e mim. Respeito o Pezão, mas ele não aparece na frente".
Em Brasília, onde os peemedebistas promoveram Pezão para a presidente Dilma, Cabral anunciou que irá liberar o caixa de investimentos no Rio e que o vice "será o grande coordenador desse processo". O governador disse ainda que Pezão será a "continuidade" de seu governo, afirmando que a reeleição de Paes foi o segundo voto de confiança que conquistou da população. "Acho que o Pezão em 2014 é a continuidade desse processo".
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