sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Baixo número de leitores justifica projetos do MinC na área de incentivo à leitura, diz Ana de Hollanda

São Paulo – A notícia de que quase a metade dos brasileiros nunca teve acesso à leitura é vista com preocupação pela ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e segundo ela, é o que motiva o governo a intensificar os trabalhos e campanhas de incentivo à leitura. Ana explicou hoje (9), depois de participar da abertura da 22ª Bienal do Livro em São Paulo, que esta é a realidade em locais mais distantes das grandes cidade ou nas periferias, por isso estão sendo levados a essas áreas projetos que visam a estimular a leitura.

“No Plano Nacional do Livro e Leitura investimos este ano R$ 373 milhões na criação de bibliotecas, no circuito de feiras de livros, campanhas, na compra de acervo para doar para bibliotecas, procurando dar um atrativo a mais com bibliotecas modernas e interativas. Queremos que a garotada não se sinta inibida de entrar [nas bibliotecas]. Estará entrando em um espaço moderno, gostoso”, disse a ministra.

Ana explicou que a ideia é estimular a leitura não só do livro didático e da matéria da escola, mas criar o hábito de ler todos os tipos de literatura e aprender a viajar com as letras. “Essa leitura é uma extensão do trabalho da educação”. Ela citou um dos programas do governo que visa a levar a leitura a áreas onde a ler não é um hábito familiar e explicou que agentes de leitura atuam em localidades de todo o Brasil para mudar essa realidade.

“Eles [os agentes de leitura] ganham um kit com bicicleta, livros e mochila e vão às comunidades no Brasil afora visitando as casas, emprestam livros e voltam depois de 20 dias. Aí juntam a vizinhança para discutir o que foi lido. Estamos levando isso para as escolas rurais também, para trabalhar o livro pelo prazer do livro, para sair do leitor funcional que lê e não absorve o que leu”, disse.

A presidente da Câmara Brasileira do Livro, Karine Pansa, disse que o fato de só metade da população ter acesso a livros transforma o mercado editorial brasileiro em algo com extremo potencial de crescimento. Em 2011, o mercado cresceu 9,8% na produção e venda de livros, registrando quedas consecutivas no preço dos exemplares de 2004 a 2011, chegando a 45%. “De acordo com uma pesquisa que temos, quanto maior a renda, maior o consumo de bens culturais, incluindo o livro”.

Para Karine, quanto mais letrado e institucionalizado o conhecimento, maior vai ser o consumo de livros e, assim, o preço será adequado à classe social do cidadão. Karine diz que o povo brasileiro ainda tem possibilidade de aumentar o hábito de leitura. “Ainda há 98 milhões de habitantes no país que não leem. Os programas do governo são muito bem-vindos, mas não são suficientes para estimular a leitura. Precisamos nos unir com a iniciativa privada e com a sociedade civil para que seja um conjunto de ações que fará o hábito da leitura ser melhorado”.

Karine reforçou a importância do papel do professor no estímulo à leitura para crianças e adolescentes que não estão acostumados a ver os pais lendo. “Se o aluno tem um professor leitor, ele vai estimular os estudantes até que eles descubram um gênero que gostam de ler e possam se tornar leitores. Os pais e o professor têm papel fundamental nisso”, disse.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Fogo e clima de guerra em refinaria da Petrobras

REFINARIA ABREU DE LIMA, EM SUAPE (PE), É ATACADA POR GREVISTAS; FOGO ATEADO EM ÔNIBUS; APEDREJAMENTO; PATRIMÔNIO EM RISCO; ENQUANTO ISSO, AÇÕES DA ESTATAL BOMBAM NA BOLSA DE VALORES.

O clima é de Guerra na Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Após rejeitar a proposta do Sintepav-PE para encerrar a greve em andamento na unidade, revoltados, parte dos 44 mil trabalhadores do local resolveram partir para agressão física, atearam fogo em vários ônibus e apedrejaram membros dos sindicatos que representam a categoria. A Polícia Militar de Pernambuco precisou desferir balas de borracha para conter o movimento. A paralisação foi iniciada no último dia 1º.

O sindicato propôs um acordo com as empresas para evitar o desconto dos dias parados. A ideia era evitar que o trabalhadores fossem punidos não só pelos dias parados, mas pela suspensão da cesta básica e do programa de participação nos lucros. Entretanto, em meio ao tumulto, os representantes da categoria perderam o controle da situação e precisaram se esconder dos manifestantes.
 
Guga Matos/JC Imagem/Folhapress



De acordo com o Portal NE 10, o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, afirmou que não caberá à Petrobrás resolver o impasse. "Este é um problema entre as empreiteiras e os trabalhadores. O que estamos percebendo que está havendo uma dificuldade de liderança sindical", afirmou.



O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-PE) já declarou a ilegalidade da greve. Além disso, o acordo entre o Sintepav (Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem no Estado de Pernambuco)e o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon) prevê correção salarial de 10,5% (os funcionários pedem 15%) mais vale alimentação no valor de R$ 260, 00, (atualmente é de R$ 200,00), mas os trabalhadores querem o aumento para R$ 350,00.



Em breve, mais informações.

"Eu e Carlos temos responsabilidades mútuas"

SESSÃO DA CPI DO CACHOEIRA QUE OUVE EX-MULHER DELE, ANDREA APRÍGIO, SE TORNA SECRETA; SURPREENDENTEMENTE, ELA ACEITOU FALAR; "EU E CARLOS TEMOS CARINHO E RESPONSABILIDADES MÚTUAS"; ANDREA É DONA DA FÁBRICA DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS VITAPAN; ELE DESPACHAVA DE LÁ.

Depois de um breve discurso feito por Andréa Aprígio de Souza, ex-mulher de Carlos Cachoeira, a sessão desta quarta-feira da CPI foi transformada em secreta para que a depoente pudesse colaborar com a investigação. Ela foi convocada na condição de testemunha e tinha o direito de ficar calada, mas falou em sua defesa. Posteriormente, não quis responder às perguntas dos parlamentares e o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) decidiu interromper a transmissão, com o consentimento do advogado de Andréa.

A ex-mulher de Cachoeira é suspeita de atuar como laranja em empresas do ex-marido e é dona da indústria farmacêutica Vitapan, fabricante de medicamentos genéricos e uma das maiores de Goiás, de onde ele despachava. A CPI deve ouvir ainda hoje o suposto contador das empresas fantasmas do esquema, Rubmaier Ferreira de Carvalho, que também obteve decisão judicial que lhe garante o direito de permanecer calado.

Rubmaier Ferreira de Carvalho obteve decisão favorável ontem. Apontado como contador da organização criminosa, é suspeito de ser o responsável pela abertura de empresas de fachada usadas para lavar dinheiro.

Discurso de defesa

Andréa focou seu discurso de defesa, que durou cerca de 10 minutos, no fato de que sua vida profissional era distinta da de seu marido. A ex-mulher de Cachoeira é engenheira civil e que sua empresa e patrimônios também é fruto de seu trabalho, além da separação consensual com Cachoeira, homolagada em juízo. "Hoje sei que serei sempre a ex-esposa de Carlos Cachoeira", disse. Ela disse ainda que a empresa foi adquirida com recursos legais na época em que Cachoeira operava com concessões lotéricas.

Sobre sua atual relação com o empresário acusado de contravenção, garantiu que não possui mais envolvimentos profissionais. "A única relação que existe entre mim e o Carlos é respeito mútuo, de responsabilidades". Andréa disse que sua empresa teve os bens desbloqueados de forma injusta, "sem provas".

Quando começou a ser questionada pelos parlamentares, Andréa não quis responder, dizendo que gostaria de preservar sua família e seus filhos, que sofrem muita pressão e passam por momentos delicados, segundo ela. Andréa Aprígio foi casada com Cachoeira por quase 20 anos.

Traído por God, Cachoeira quer Sayeg e pode falar

ABANDONADO PELO EX-MINISTRO MARCIO THOMAZ BASTOS, CONTRAVENTOR PODE VOLTAR AOS BRAÇOS DO CRIMINALISTA RICARDO SAYEG, QUE, DESDE O INÍCIO DO PROCESSO, ACONSELHAVA CARLOS CACHOEIRA A FAZER DELAÇÃO PREMIADA PARA REDUZIR SUAS PENAS; MUNDO POLÍTICO EM PÂNICO COM A POSSIBILIDADE.

"Deus, por que me abandonaste?" A frase foi o momento de dúvida e hesitação de Cristo na cruz. Na Papuda, o sentimento de Carlos Cachoeira em relação a Marcio Thomaz Bastos é muito pior. Ao preço de R$ 15 milhões, o bicheiro contratou o ex-ministro, chamado de “God” por seus discípulos na advocacia, e, como se sabe, foi abandonado na hora mais difícil, estando há seis meses na cadeia e sem perspectiva de saída. Cachoeira está tão possesso com Thomaz Bastos, que interlocutores do contraventor dizem que o apelido de Bastos teve as letras invertidas – “God” se transformou em “dog”. Do valor total dos honorários, R$ 5 milhões já foram pagos e não serão devolvidos.

Ontem, ao ficar calada na CPI da Operação Monte Carlo, Andressa Mendonça seguiu as orientações do advogado José Geraldo Grossi. Isso não significa, no entanto, que Grossi será o defensor também de Cachoeira. O bicheiro estuda recontratar aquele que foi seu primeiro advogado na Operação Monte Carlo: o polêmico Ricardo Sayeg, que está em campanha pela presidência da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil.

No início do processo, Sayeg havia até sinalizado qual seria sua linha de atuação: um acordo de delação premiada. Criminalista combativo, ele já defendeu réus em situação complicada, como o doleiro Toninho da Barcelona, e usou a estratégia da delação para colaborar com a Justiça e reduzir penas dos réus.

No caso de Cachoeira, a estratégia cairia como uma bomba no meio político. Ontem, mesmo sem falar, Andressa Mendonça foi intimidada pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO), que a instou a provar que ela frequentava a casa do bicheiro e pedia recursos para campanhas. Kátia Abreu se disse chantageada por Andressa, mas o assunto não foi esclarecido. De todo modo, há a dúvida: quantos, ali no Congresso, já pediram recursos para o bicheiro e faziam parte da bancada do jogo?

Se for mesmo recontratado e conseguir convencer Cachoeira a fazer a delação premiada, Sayeg terá um modelo interessante a seguir, utilizado pelo próprio Thomaz Bastos.

Advogado de Tânia Bulhões, empresária que foi alvo de operação da Polícia Federal por fraudes em importações no mercado de luxo, Bastos usou a delação de maneira curiosa. Toda a responsabilidade foi atribuída ao contador, que foi preso. Em geral, esse modelo é aceito pela Justiça para que o peixe pequeno leve ao peixe grande. “God” conseguiu inverter a lógica, fazendo com que o peixe grande levasse ao pequeno.

Detalhe: o contador de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva, está foragido e também quer colaborar com a Justiça desde que obtenha a garantia de que não será preso.

Brasil vence Argentina no vôlei masculino

TIME COMANDADO POR BERNARDINHO GANHA POR 3 SETS A 0 E AVANÇA ÀS SEMIFINAIS PELOS JOGOS DE LONDRES.

A equipe brasileira de vôlei venceu a Argentina por 3 sets a 0 (25/19, 25/17 e 25/20), em partida decisiva dos Jogos Olímpicos de Londres. Com o resultado, o time comandado pelo técnico Bernardinho está garantido nas semifinais da competição.

Veja detalhes do jogo

Na bola rápida de primeiro tempo, Sidão abriu o placar do jogo. Com Pereyra, a Argentina virou para 3/2. Em uma bola defendida por Bruno e levantada por Murilo, Dante atacou na entrada da rede e recolocou o Brasil à frente: 5/4. Com Lucão, a seleção brasileira fez 8/7. No ataque de Murilo, a equipe verde e amarela abriu quatro de vantagem: 11/7. O Brasil estava com sete pontos de vantagem em 16/9. Quando o time brasileiro vencia por 20/13, Leandro Vissotto sentiu uma fisgada na virilha e foi substituído por Wallace. Os jogadores sentiram um pouco a ausência do oposto, mas se recuperaram e fecharam o set por 25/19.

A segunda parcial começou mais equilibrada. As seleções empataram em 3/3 e o set seguiu equilibrado até a primeira parada técnica, quando os argentinos venciam por 8/7. No bloqueio de Wallace, o Brasil abriu dois em 12/10. O time de Bernardinho seguiu no comando do marcador nesse meio de set (21/16). Na reta final, o Brasil seguiu superior. Wallaca atacou e colocou o time verde e amarelo com seis pontos de vantagem: 23/17. Na sequência, com grande saque de Sidão, o Brasil fez 25/17.

O terceiro set começou mais uma vez bem disputado. Brasil e Argentina estiveram iguais em 4/4. As equipes seguiram trocando pontos e estiveram empatadas, também, em 10/10. Com ataque forte de Wallace, o time brasileiro teve um ponto de vantagem na segunda parada técnica: 16/15. No ace de Sidão, o Brasil fez 20/17 e o técnico argentino, Weber, pediu tempo. Não adiantou. No final, Murilo atacou e a equipe verde e amarela fez 25/20 no terceiro set.

EQUIPES

BRASIL – Bruno, Leandro Vissotto, Sidão, Lucão, Murilo e Dante. Líbero – Serginho

Técnico – Bernardinho

Entraram: Wallace e Rodrigão

ARGENTINA – De Cecco, Pereyra, Crer, Solé, Conte e Quiroga. Líbero – González

Técnico – Javier Weber

Entraram: Uriarte e Bruno

Uma cena ridícula no Piantella

DEMÓSTENES CANTA SINATRA NO RESTAURANTE DO PODER: “LET ME TRY AGAIN...” SERÁ QUE ELE TERÁ UMA SEGUNDA CHANCE?

Cassado, o ex-senador Demóstenes Cachoeira, ou melhor, Demóstenes Torres perdeu a noção do ridículo. Num jantar no restaurante Piantella, reduto dos poderosos em Brasília, que pertence ao advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, ele se dirigiu ao piano, depois de uns goles, e cantou um célebre sucesso de Frank Sinatra. “Let me try again...”

No restaurante, estava presente Luiz Pacheco, que, na segunda, defendeu José Genoíno e disse que o ex-presidente do PT foi alvo de um tribunal nazista. “Senador, o senhor ainda vai recuperar o seu prestígio”, disse ele.

Nem se fosse Sinatra ao vivo, isso seria possível com Demóstenes Torres.


Assista, abaixo, ao verdadeiro:

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Carvalho: oposição não terá ganho com 'mensalão'

SECRETÁRIO-GERAL DA PRESIDÊNCIA, GILBERTO CARVALHO DIZ QUE IRÁ SE DECEPCIONAR QUEM APOSTA NO JULGAMENTO DA AÇÃO 470 PARA PROVOCAR DESGASTE NO GOVERNO E PREJUÍZO ELEITORAL NAS ELEIÇÕES; PRESIDENTE DILMA ORIENTOU EQUIPE A NÃO PERDER "UM MINUTO DO SEU TRABALHO VENDO OU ACOMPANHANDO O PROCESSO"


Agência Brasil – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse hoje (7) que irá se decepcionar quem aposta no julgamento do mensalão para provocar desgaste no projeto político do governo e prejuízo eleitoral nas eleições de outubro.

"Seguiremos trabalhando e temos a convicção de que aqueles que apostam nesse processo para um desgaste desse projeto político se decepcionarão porque o povo avalia sua vida, sua realidade, a Justiça, tem sabedoria para colocar cada coisa no seu lugar", afirmou.

"Continuaremos à frente com nosso projeto e se decepcionarão muito aqueles que apostam em tirar um proveito e que parcializam os julgamentos e as opiniões pensando que isso poderá causar um grande prejuízo, inclusive eleitoral", disse o ministro a jornalistas, após participar de evento da Secretaria de Políticas para Mulheres.

Carvalho disse que o governo espera um julgamento a partir dos autos, com atitude "madura" e "justa" dos julgadores. Acrescentou ainda que a presidenta Dilma Rousseff orientou a equipe para que siga trabalhando com rigor e que "ninguém perca um minuto do seu trabalho vendo ou acompanhando o processo". E completou "que se informe, naturalmente, nas horas vagas, mas que siga trabalhando com o maior rigor como é praxe da presidenta Dilma e do nosso governo".

O ministro comparou a atitude da presidenta de determinar que todos sigam trabalhando rigorosamente com o que ocorreu no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na época da denúncia do mensalão. "Aqueles que em 2005 apostaram que aquele processo das CPIs [comissões parlamentares de inquérito] ia provocar uma desconstrução do governo Lula viram o resultado, porque quando baixou-se a espuma do debate político ficou a realidade dos fatos que era um país que estava mudando, crescendo, distribuindo renda".

Na avaliação de Gilberto Carvalho o que interessa ao povo brasileiro é a continuidade desse processo de crescimento do país.

Collor: Civita é "bandido" e Policarpo "quadrilheiro"

NO RETORNO DOS TRABALHOS DA CPI DO CACHOEIRA, SENADOR COBRA CONVOCAÇÃO DO DONO DA EDITORA ABRIL, ROBERTO CIVITA, E DO CHEFE DE SUCURSAL DA VEJA, POLICARPO JR, POR ENVOLVIMENTOS COM CACHOEIRA; REQUERIMENTOS SERÃO DEBATIDOS NA PRÓXIMA SEMANA

Na primeira sessão da CPI do Cachoeira no retorno do recesso, o senador Fernando Collor (PTB-AL) voltou a cobrar as convocações do dono da Editora Abril, Roberto Civita, e do chefe de sucursal da revista Veja em Brasília, Policarpo Júnior. O parlamentar acusou Civita de "bandido" e Policarpo de "quadrilheiro". Os requerimentos, de autoria do próprio senador, serão discutidos na próxima reunião administrativa da comissão do Congresso, agendada para a próxima semana.

Collor também fez duras críticas ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem chamou de "chantagista". Segundo ele, Gurgel segurou a investigação da Polícia Federal chamada Operação Vegas como trunfo para chantear o senador cassado Demóstenes Torres.

Recentemente, a revista Veja foi citada pela mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, acusada de ter chantageado o juiz titular do caso, Alderico Rocha Santos. Segundo o magistrado, ela disse que Cachoeira encomendou a Policarpo Jr. um dossiê contra ele, e que se não fosse negociada uma saída para seu marido, as informações seriam publicadas. Na edição desta semana, a revista negou ter feito qualquer dossiê para Cachoeira.

Ao menos 2 ministros do STF sonham com o poder

O PRESIDENTE DA CORTE, AYRES BRITTO, TERÁ QUE SE APOSENTAR EM NOVEMBRO E PREPARA, EM SEGREDO, SUA CANDIDATURA AO SENADO POR SERGIPE; O RELATOR JOAQUIM BARBOSA É CORTEJADO POR DIVERSAS SIGLAS PARA SER O PRIMEIRO NEGRO A DISPUTAR A PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA EM 2014; SE ELES PODEM MORDER A MOSCA AZUL, FICA A DÚVIDA: O JULGAMENTO SERÁ TÉCNICO OU POLÍTICO?

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, já demonstrou que tem pressa em julgar a Ação Penal 470, popularmente conhecida como mensalão. Em novembro, ele se aposenta, mas a sorte lhe sorriu. Quis o destino que ele fosse o presidente da mais alta corte do País durante o “julgamento do século”, que começou na semana passada e deverá ser concluído em setembro.


No dia 18 de novembro, quando completar 70 anos, o sergipano Ayres Britto, que é vaidoso a ponto de declamar seus poemas nos salões do STF, poderá estar no ponto mais alto de sua popularidade, depois de conduzir um julgamento acompanhado por milhões de brasileiros.

O que ele fará com todo esse capital político? Vestirá o pijama e irá passear pela orla de Aracaju? Certamente, não. Interlocutores do ministro garantem que ele prepara, em segredo, uma candidatura ao Senado Federal por Sergipe – o que não seria novidade, uma vez que Ayres Britto já tentou ser deputado federal, imaginem vocês, pelo PT.

Assim como ele, outro ministro da corte também flerta com o poder. É Joaquim Barbosa, que pode vir a ser o primeiro negro a disputar a presidência da República – e já há até comunidades nas redes sociais, como o Orkut, que defendem que isso aconteça.

Pouco antes de ser internado para a retirada de um tumor, Roberto Jefferson disse que Barbosa age como político e não como juiz, jogando para a torcida. E até ironizou sua conduta, sugerindo que se filiasse ao PTB, onde seria recebido “de braços abertos” para concorrer à presidência.

Joaquim Barbosa não se sente bem no STF. Criticado pelos colegas pela suposta falta de “urbanidade”, ele já brigou em público com Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cesar Peluso e, mais recentemente, com Marco Aurélio Mello. Em Brasília e no Rio de Janeiro, as duas cidades que mais frequenta, ele gosta de ser aplaudido em restaurantes.

Se dois dos ministros mais importantes do STF, o presidente da corte e o relator da Ação Penal 470 podem vir a ser candidatos, fica a dúvida: o julgamento é técnico ou político?

Não há dúvida. Vivemos num mundo político, habitado por animais políticos.

Houve crime. E ninguém foi punido

FHC AFIRMOU TER SE CONVENCIDO DA COMPRA DE PARLAMENTARES PELO PT AO OUVIR A EXPOSIÇÃO DE ROBERTO GURGEL; HÁ 15 ANOS, O DEPUTADO RONIVON SANTIAGO, CONFESSAVA TER VENDIDO SEU VOTO PELA REELEIÇÃO DO EX-PRESIDENTE TUCANO

"Houve crime”. A frase foi dita ontem pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que formou seu juízo após ouvir a exposição de Roberto Gurgel, na última sexta-feira. FHC nem se dispôs a ouvir o contraditório, que seria a defesa dos réus.

Ocorre que, quinze anos atrás, houve uma venda de votos comprovada no Congresso Nacional, protagonizada pelo ex-deputado Ronivon Santiago, que perdeu seu mandato.

Sim, houve crime, mas ninguém foi punido.

Leia, abaixo, a reportagem que originou o escândalo:

Deputado diz que vendeu

seu voto a favor da reeleição

por R$ 200 mil

[Reportagem publicada em 13 de maio de 1997]

FERNANDO RODRIGUES

da Sucursal de Brasília

O deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) vendeu o seu voto a favor da emenda da reeleição por R$ 200 mil, segundo relatou a um amigo. A conversa foi gravada e a Folha teve acesso à fita.

Ronivon afirma que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. O restante, outros R$ 100 mil, seriam pagos por uma empreiteira _a CM, que tinha pagamentos para receber do governo do Acre.

Os compradores do voto de Ronivon, segundo ele próprio, foram dois governadores: Orleir Cameli (sem partido), do Acre, e Amazonino Mendes (PFL), do Amazonas.

Todas essas informações constam de gravações de conversas entre o deputado Ronivon Santiago e uma pessoa que mantém contatos regulares com ele. As fitas originais estão em poder da Folha.

O interlocutor do deputado não quer que o seu nome seja revelado.

Essas conversas gravadas com Ronivon aconteceram ao longo dos últimos meses, em diversas oportunidades.

Outros venderam

Nas gravações a que a Folha teve acesso, o deputado acreano diz não ser o único parlamentar que se vendeu na votação da reeleição, no último dia 28 de janeiro, quando a emenda foi aprovada, em primeiro turno, com 336 votos favoráveis na Câmara.

"O Amazonino marcou dinheiro para dar (R$) 200 (mil) para mim, 200 pro João Maia, 200 pra Zila e 200 pro Osmir", diz Ronivon na gravação.

Os personagens citados são os deputados federais João Maia, Zila Bezerra e Osmir Lima, todos do Acre e filiados ao PFL. Outro parlamentar também recebeu dinheiro para votar a favor da reeleição, conforme explicação de Ronivon.

Eis como Ronivon menciona esse fato em suas conversas: "Ele (Amazonino) foi e passou (o dinheiro) pro Orleir (...) Mas no dia anterior ele (Orleir) parece que precisou dar 100, parece que foi pro Chicão, e só deu 100 pra mim."

Na gravação, Ronivon fazia referência a deputados do Acre. O único deputado do Acre conhecido como Chicão é Chicão Brígido (PMDB), que, sempre segundo as conversas de Ronivon, entrou no negócio na última hora. Por isso, Orleir Cameli precisou de mais dinheiro e teve de dividir uma das cotas de R$ 200 mil.

Há mais de uma versão sobre quanto cada deputado recebeu de fato para votar a favor da reeleição. Ronivon diz ser o único a ter embolsado R$ 100 mil. Todos os outros, diz ele, levaram R$ 200 mil à vista, em dinheiro.

Em alguns momentos, entretanto, o deputado sugere que Chicão Brígido e João Maia também receberam apenas R$ 100 mil.

Dos 8 parlamentares acreanos na Câmara, 6 votaram a favor da emenda da reeleição e 2 contra.

Venda corriqueira

Ronivon tem comentado a sua venda de voto a favor da reeleição como se fosse algo corriqueiro. Fala com vários colegas deputados. Algumas dessas conversas casuais é que foram gravadas.

Nessas gravações, o deputado revela detalhes de toda a operação.

Primeiro, Ronivon diz que foi contatado pelo governador do Acre, Orleir Cameli. Em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu R$ 200 mil. O pagamento foi por meio de um cheque pré-datado _deveria ser depositado só depois de a votação ter sido concluída favoravelmente ao governo.

As fitas apontam que, nos dias que antecederam a votação, cheques nesse valor foram entregues para, pelo menos, quatro deputados acreanos: Ronivon Santiago, João Maia, Osmir Lima e Zila Bezerra.

Na gravação, Ronivon afirma que os cheques eram do Banco do Amazonas, em nome de uma empresa de Eládio Cameli, irmão de Orleir Cameli.

Apesar de tudo acertado, a operação acabou não agradando aos deputados nem ao governador acreano. O arrependimento se deu na véspera da votação da reeleição. Era uma segunda-feira, dia 27 de janeiro passado.

"Você é infantil"

De acordo com Ronivon, em conversas posteriores à venda de seus votos, os parlamentares começaram a avaliar que poderiam ser logrados depois da votação. Nada impediria, pensaram, que os cheques fossem sustados.

Já aos ouvidos de Orleir Cameli chegou um alerta importante do seu colega do Amazonas, o governador Amazonino Mendes.

Segundo Ronivon relata a seu amigo, Amazonino foi precavido e disse o seguinte a Cameli: "Você é tão infantil, rapaz. Vai dar esse cheque para esse pessoal? Pega um dinheiro e leva".

Depois dessa sugestão de Amazonino Mendes, conta Ronivon Santiago, o governador do Acre "pegou todo mundo e deu a todo mundo em dinheiro".

O dinheiro, emprestado a Orleir por Amazonino Mendes, só foi entregue aos parlamentares na manhã do dia da votação do primeiro turno da emenda da reeleição, 28 de janeiro, uma terça-feira, conforme a gravação.

A entrega dos R$ 200 mil, em dinheiro, para cada deputado, foi feita mediante a devolução dos cheques pré-datados _que foram rasgados na frente de Orleir, segundo relato de Ronivon.

A troca dos cheques por dinheiro ocorreu em um local combinado em Brasília. Cada deputado se apresentou, rasgou seu cheque na hora e recebeu o pagamento em dinheiro dentro de uma sacola.

"Aí chegou o Osmir, estava lá com a sacola assim... (risos). João Maia com a outra", relata Ronivon, de bom humor, a cena da manhã que antecedeu a votação.

"Sou leso?"

Endividado, Ronivon diz que usou o produto da venda de seu voto para diminuir débitos bancários. O deputado disse que saldou uma dívida de "196 pau" (R$ 196 mil) que tinha contraído em bancos. Nas suas conversas, o deputado cita quatro bancos onde contraiu dívidas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco de Brasília e Banacre (do governo do Acre).

Ronivon diz que aproveitou também o dinheiro obtido com a venda de seu voto a favor da reeleição para resgatar cheques sem fundos que havia emitido.

Cauteloso, não quis fazer os pagamentos logo depois da votação da reeleição. "Sou leso?", pergunta aos risos para seu interlocutor em uma das gravações.

"Leso", segundo o "Novo Dicionário Aurélio", significa "idiota" e "amalucado". A pronúncia correta pede que a primeira sílaba seja tônica: "lé-so".

Para evitar que fosse rastreado o dinheiro, Ronivon explica que saldou totalmente suas dívidas apenas no início de março _quando dá a entender que já teria recebido todo o pagamento pelo seu voto.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

“PT chafurdou na lama para chegar ao poder”

NOBLAT DIZ QUE RAIZ DO MENSALÃO FOI DECISÃO DE LULA DE CONCORRER EM 2002, NA QUARTA TENTATIVA DE CHEGAR À PRESIDÊNCIA, COM AS ARMAS DOS ADVERSÁRIOS

O colunista do Globo, Ricardo Noblat, inaugurou uma fase multimídia em seu blog. Agora, ele posta no YouTube vídeo em que lê sua coluna de segunda-feira no diário carioca.

Na desta semana, ele afirma que a origem do mensalão foi a decisão de Lula de concorrer, em 2002, na sua quarta tentativa de chegar ao poder, com as mesmas armas dos adversários.

O ex-presidente teria então ordenado a José Dirceu e Antonio Palocci que conseguissem todo o dinheiro necessário, abrindo mão de princípios éticos. “O PT chafurdou na lama para chegar ao poder”, diz ele.

Diz Noblat que Lula, inclusive, teria testemunhado a compra do antigo PL de José Alencar, atual PR, por R$ 6 milhões.

Segundo o PT não inventou o mensalão, nem foi o primeiro partido a comprar parlamentares. Mas teve o azar de encontrar um suicida, Roberto Jefferson, que decidiu implodir o esquema.


“Um sujeito safo como o Lula não sabia?”

NO CALOR DO JULGAMENTO, MARCO AURÉLIO MELLO, UM DOS MAIS POLÊMICOS MINISTROS DO STF, FALOU. NÃO ANTECIPOU O VOTO, MAS TRANSMITIU SINAIS IMPORTANTES. A FAVOR DOS RÉUS, CONDENOU SESSÕES EXTRAS PARA QUE CEZAR PELUSO POSSA VOTAR; CONTRA, AFIRMOU QUE NÃO SE DEVE ESPERAR ATO DE OFÍCIO PARA PROVAR CORRUPÇÃO; ALÉM DISSO, INSINUA QUE LULA SABIA DE TUDO



Tido como o ministro mais independente do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, que está na corte desde 1990, concedeu uma importante entrevista aos jornalistas Fausto Macedo e Felipe Recondo, do Estado de S. Paulo (leia aqui a íntegra), onde não antecipou seu voto, mas transmitiu importantes sinais. Eis alguns pontos.

Sobre a necessidade de uma prova cabal

“Só se você partir para a escritura pública! Roberto Jefferson (delator do mensalão) foi categórico. É no mínimo extravagante um partido gerenciar solução de problemas de outros partidos. Eu não acredito em Papai Noel a essa altura da vida. O que vão querer em termos de provas? Uma carta? Uma confissão espontânea? É muito difícil. Você tem confissão espontânea de ladrão de galinha. Agora, do traficante de drogas ou de um delito mais grave não tem.”

Lula sabia?

“Você acha que um sujeito safo como o presidente Lula não sabia? O presidente se disse traído. Foi traído por quem? Pelo José Dirceu? Pela mídia? O presidente Lula sempre se mostrou muito mais um chefe de governo do que chefe de Estado.”

Sobre o voto de Peluso

“Não cabe estabelecer critérios excepcionais. Por enquanto eu sou um espectador, vou me pronunciar, se isso for arguido, seguindo o meu convencimento. Devemos observar as regras costumeiras, principalmente as já assentadas. O tribunal não fecha após 3 de setembro. Eu tenho dúvidas sobre a legitimidade dessa ampliação. Mais sessões para se ter o voto do especialista maior em Direito Penal? Não podemos dirigir o quórum, muito menos partindo da presunção de que ele (Peluso) votando vai absolver ou condenar (...) Você não pode manipular quórum para chegar a resultado. Eu fico assustado. E se o voto dele for no sentido da absolvição?”

A suspeição de Dias Toffoli

“Você deixaria de suscitar (a suspeição)? Vamos prejudicar a certeza da isenção para acelerar o julgamento? Você não pode potencializar o resultado que você quer e atropelar. Eu respeito muito o Roberto Gurgel. Eu tinha certeza que ele suscitaria.”

As pressões da opinião pública

“Há uma expectativa muito grande da sociedade. Você não vai a um local sequer onde ninguém lhe diga: 'Ministro, é um absurdo...' Mas não dá para o Supremo partir para o justiçamento A cadeira (de ministro) é vitalícia, é uma opção de vida, com poder de Império. Tem que julgar com pureza d'alma.”

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Silvio Santos: "Se fosse ator pornô, meu pseudônimo seria 'A Grande Mandioca'"

Dono do SBT brinca com Titi Müller, apresentadora do "MTV Sem Vergonha", na atração que vai ao ar neste domingo (5)

Titi Müller e Silvio Santos

Silvio Santos não perde a piada. E, aos 81 anos, anda cada vez mais brincalhão. A mais recente pérola do apresentador vai ao ar em seu programa neste domingo (5) no SBT. Numa conversa com Titi Müller, apresentadora do “MTV Sem Vergonha”, ele disse que se fosse um ator pornô, seu pseudônimo seria “A Grande Mandioca”.

Confira o diálogo picante entre os dois apresentadores:

Silvio Santos: Eu era um menino inocente, eu era um menino que não sabia nada a respeito de outros assuntos e aí um dia eu vi essa moça na televisão e ela começou a me ensinar 'coisas'. Você acha que esse programa que você faz tem utilidade para pessoas como eu?

Titi Müller: Lógico, Silvio, inclusive você está convidado para participar. Eu já convidei a Hebe (Camargo) também e ela disse que vai lançar a "Playboy" dela lá.

Silvio: Você não está casada? Então você só tem teoria, não tem prática. Eu faço sexo na segunda, na terça, na quarta, na quinta, na sexta, no sábado e no domingo. Eu faço sexo quase todo dia. Se eu fosse no seu programa você ia me entrevistar, então eu quero ver, pode entrevistar.

Titi: Se você fosse um ator pornô, seria conhecido por qual característica positiva?

Silvio: Se eu fosse um ator de um filme pornô? Qual seria o meu pseudônimo? Seria “'A Grande Mandioca”.

Titi: Você já teve uma fantasia sexual de fazer sexo em uma cama cheia de dinheiro?

Silvio: "Mas não é uma fantasia, eu faço isso todo dia".

Titi: Você já colocou uma roupa especial que sua mulher pediu? Tipo, uma roupa de marinheiro? De soldado?

Silvio: A minha mulher, a única vez que ela pediu que eu colocasse uma roupa, foi de espadachim.

Outras pérolas de Silvio Santos. ASSISTA!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Livre para falar?

SEM THOMAZ BASTOS, CACHOEIRA PODE ADERIR À DELAÇÃO PREMIADA, O QUE GERA PÂNICO EM BRASÍLIA



247 – A saída de Marcio Thomaz Bastos da defesa de Carlos Cachoeira dá ao bicheiro uma última alternativa: a delação premiada, para tentar sair da cadeia. É o que argumenta Vera Magalhães, no Painel da Folha. Leia:

Queda d'água

Com a saída de Márcio Thomaz Bastos da defesa de Carlinhos Cachoeira, voltou a ganhar corpo a possibilidade de o empresário acusado de contravenção negociar delação premiada para deixar a prisão, já que as tentativas de libertá-lo fracassaram. O acordo com o Ministério Público é defendido por antigos advogados de Cachoeira, como Jeová Borges Júnior. A hipótese causa apreensão entre políticos de todos os partidos e promete tumultuar o reinício das atividades da CPI.-

Santo de casa Dias antes de deixar a defesa de Cachoeira, causa que abraçou em meio às tratativas da delação, Thomaz Bastos argumentava que, diante das sucessivas derrotas na Justiça, ainda apareceria alguém propondo um "milagre" para tirar seu cliente da prisão.

Marco divisório Quando advogou para Cachoeira o ex-ministro teve 11 habeas corpus negados. E passou a acumular reveses em especial depois de divulgadas as denúncias de ameaças atribuídas ao grupo do empresário a juízes e procuradores.

Só faltava essa: servidores ameaçam parar STF antes da Ação 470

FUNCIONÁRIOS DA JUSTIÇA ESCOLHERAM A VÉSPERA DO JULGAMENTO DO MENSALÃO, AGUARDADO COM GRANDE EXPECTATIVA PELO MUNDO POLÍTICO, PARA COBRAR UMA REPOSIÇÃO SALARIAL QUE NÃO OCORRE DESDE 2006; “O OBJETIVO É QUE ATÉ 15 DE AGOSTO TODO OS FUNCIONÁRIOS DO JUDICIÁRIO ESTEJAM EM GREVE", AVISA SINDICALISTA.

Afora toda expectativa que se criou em torno do início do julgamento da Ação 470, mais conhecida como mensalão, os funcionários do Judiciário federal se encarregaram de acrescentar ainda mais drama à questão: na tentativa de pressionar o governo a abrir uma negociação salarial, os servidores da Justiça, incluindo os funcionários do Supremo Tribunal Federal (STF), prometem cruzar os braços nesta quarta-feira, véspera do início do julgamento do mensalão.


A sinalização de greve foi confirmada na noite da segunda-feira 30 ao presidente do STF, Carlos Ayres Britto, por dirigentes de três entidades sindicais. O indicativo de greve, aprovado em assembleia no dia 23 de junho, prevê a suspensão dos trabalhos nos seis tribunais superiores do país, sob a demanda de uma reposição salarial que não ocorre desde 2006.

O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe), José Carlos Pinto de Oliveira,diz que cerca de 20 mil trabalhadores podem suspender as atividades nesta quarta se não surgir uma proposta do Executivo. “O objetivo é que até 15 de agosto todo os funcionários do Judiciário estejam em greve. A classe solicita um aumento médio de 32,48% nos gastos de pessoal da Justiça”, disse Oliveira ao portal G1.

Questionado sobre os eventuais prejuízos que a greve poderia trazer à análise dos 38 réus do mensalão, o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Distrito Federal (Sindijus-DF), Jailton Mangueira Assis, rejeitou responsabilidade no julgamento. "Deixamos bem claro que quem faz julgamento é a magistratura. Não vamos aceitar nenhum tipo de colocação de que os servidores estão atrapalhando qualquer tipo de julgamento", disse.