segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Programa do PSDB irá ao ar com defesas da saída da presidente

O senador tucano afirmou que o PSDB, na condição de maior partido de oposição, tem que trabalhar para que tribunais como TCU e TSE tenham autonomia

iG Minas Gerais | Folhapress 
George Gianni - PSDB
"É algo institucionalizado", diz Aécio sobre denúncia de ex-diretor da Petrobras
O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, afirmou na manhã desta segunda-feira (28), no Rio, que o governo da presidente Dilma Rousseff vive seus "estertores" [agonia].
Segundo ele, o "impeachment é uma previsão constitucional" que demanda componentes políticos e jurídicos para poder acontecer e que não cabe ao partido necessariamente apontar um caminho para isso.
Aécio lembrou que o programa nacional de televisão do PSDB irá ao ar nesta segunda e que a saída da presidente será um dos temas.
"Eu falo hoje no programa de forma muito clara: a saída da crise se dará dentro daquilo que prevê a Constituição."
"Não cabe ao PSDB [definir o motivo para] a saída, se via impeachment, cassação pelo Tribunal Superior Eleitoral em razão das denúncias cada vez mais fortes de dinheiro da corrupção da Petrobras irrigando o caixa de campanha da presidente, ou pelo seu afastamento por livre e espontânea vontade", disse Aécio, pouco antes de participar de evento com as lideranças do partido no Rio.
O senador tucano afirmou que o PSDB, na condição de maior partido de oposição, tem que trabalhar para que tribunais como TCU (Tribunal de Contas da União), que julgará as chamadas pedaladas fiscais do governo, e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral, que avaliará as contas de campanha da presidente, tenham autonomia.
"Não podemos permitir que ocorram constrangimentos ao tribunal de contas, que o TSE seja também constrangido e não faça seu trabalho."
Aécio afirmou que o PSDB fará uma investigação própria das contas de campanha da presidente, a fim de apurar se houve uso de dinheiro do esquema de desvios na Petrobras.
"O nosso papel, portanto, não é apontar esse ou aquele caminho, mas garantir que a saída se dê dentro do que prevê a constituição".
O senador tucano disse que a presidente já não se encontra mais em condição de governar o país. Um dos exemplos, disse, foi dar o comando do Ministério da Saúde ao PMDB em troca de apoio na Câmara dos Deputados. Aécio afirmou que o plano de governo da presidente é permanecer "por mais uma semana no poder". "O governo está refém da próxima semana. Os espaços de poder estão sendo entregues aos aliados com o único objetivo de manter a presidente no poder por mais algum tempo", disse.
Dentro do PSDB há uma certa divisão quanto aos pedidos de impeachment. Enquanto os governadores são mais cautelosos na defesa da saída da presidente com base, por exemplo, no uso pelo governo das pedaladas fiscais, os parlamentares da legenda já recolhem assinaturas para o impedimento de Dilma.
Aécio disse que o PSDB é um "partido de quadros", que permite que seus integrantes se expressem livremente, mas que é natural que no parlamento "a briga seja mais aguerrida".
A ideia do programa é tentar descolar do partido a imagem de que sua única intenção é ver o governo federal sangrar sem se preocupar com as consequências disso para a sociedade. O partido foi criticado quando seus integrantes votaram pelo fim do fator previdenciário no Congresso, projeto vetado pela presidente e que oneraria os cofres públicos num momento de crise e ajuste fiscal.
"Nunca em 27 anos de história do partido tivemos um momento tão positivo. Somos a antíteses disso tudo o que está aí", disse.

domingo, 27 de setembro de 2015

Randolfe Rodrigues deixa o PSOL e deve se filiar à Rede, de Marina Silva



O senador Randolfe Rodrigues, 42 anos, anunciou neste domingo que está de saída do PSOL. Eleito pelo Amapá, ele deve se filiar à Rede Sustentabilidade, partido recém-criado e que tem Marina Silva como principal estrela.
Randolfe era o único senador do PSOL no momento. Assim, o partido ficará sem representação na Câmara Alta do Congresso Nacional.
Sua atuação no Senado é a de um oposicionista moderado. Aceitou recentemente conversar com Dilma Rousseff para discutir as crises política e econômica. É dele o projeto que propõe a repatriação de dinheiro depositado ilegalmente por brasileiros no exterior. Randolfe também teve atuação destacada na CPI do HSBC-SwissLeaks, cujo requerimento é de sua autoria.
Vários políticos do Amapá filiados ao PSOL estão deixando a legenda, incomodados com a posição da direção nacional da sigla. O comando do PSOL adotou uma atitude considerada pelos amapaenses muito à esquerda na última eleição presidencial, quando a candidata ao Planalto foi a ex-deputada federal Luciana Genro.
O prefeito de Macapá, Clécio Luís, o primeiro eleito pelo PSOL em uma capital de Estado (em 2012), também deixou a legenda. Embora aliado de Randolfe, o caminho de Clécio deve ser o PC do B. Moderado, Clécio defendeu em umaentrevista ao programa “Poder e Política” a doação de bancos e de empreiteiras para partidos políticos.
Randolfe enviou ao Blog a nota oficial na qual explica a sua saída do PSOL (íntegra ao final deste post). “A minha relação com o PSOL estava se deteriorando desde a campanha presidencial. O melhor a fazer nessas horas, quando não há possibilidade de melhora, como num casamento, é procurar um outro caminho”, disse ele ao Blog.
Haverá um encontro nesta 2ª feira (28.set.2015) entre Randolfe e Marina Silva, às 15h, para finalizar os detalhes do ingresso do senador na nova legenda. “Ainda faltam alguns detalhes e vamos discutir isso nessa reunião de segunda-feira”, afirma o político do Amapá.
Outro senador que teve o nome cogitado para ingressar na Rede Sustentabilidade éAntônio Reguffe, de 43 anos, eleito pelo PDT do Distrito Federal. Sua assessoria, entretanto, diz que ele não deve tomar a decisão neste momento e vai permanecer no PDT. A ex-senadora Heloísa Helena, 53 anos, atualmente vereadora em Maceió pelo PSOL, também pode entrar no partido de Marina Silva e já postou umamensagem no Twitter.
Na Câmara, 2 deputados federais do Rio de Janeiro já anunciaram suas filiações à Rede: Miro Teixeira, 70 (que estava no Pros), e Alessandro Molon, 43 (que era do PT).
NOTA OFICIALLeia a nota oficial de Randolfe Rodrigues anunciando sua saída do PSOL:
Nota à imprensa
“Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar”
Beto Guedes
Caros militantes do PSOL,
A partir de hoje deixo de ser um filiado e passo a ser um amigo do partido. Tenho orgulho de ter feito parte da construção do PSOL. Um partido de lutas justas e de resistência contra os ataques aos direitos individuais e coletivos. Um partido irrepreensível do ponto de vista ético, de prática parlamentar irretocável e onde guardo uma multidão de companheiros.
No entanto, o ambiente político exige uma maior capacidade de articulação política. Exige amplitude, exige multiplicidade de relações, para que se construam organizações políticas capazes de atrair jovens, intelectuais, artistas, membros do movimento social, ativistas, militantes das redes sociais e todos aqueles que possam abraçar uma agenda comum em defesa do desenvolvimento soberano e sustentável e da superação das desigualdades econômicas e sociais.
Este é um movimento que ocorre em todo o planeta e sinto que tenho um papel a cumprir neste novo cenário. Faço isso pensando no Brasil, no meu querido Estado do Amapá e em última instância na melhoria da qualidade de vida do povo brasileiro.
Tenho certeza que honrei minha presença no PSOL, como militante, como construtor do partido e como senador. Saio para fortalecer minhas convicções e não para abandoná-las.
Estou convicto que se a vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, também só pode ser vivida, olhando-se para frente.
Um forte abraço a todos.
Randolfe Rodrigues
27 de setembro de 2015
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Investigação sigilosa colhe dados sobre viagens de Lula



  • Lula se despede na Base Aérea de Brasília em 2011, ao deixar de ser presidente
Com o governo Dilma Rousseff ladeira abaixo, empurrado pela repercussão da Operação Lava Jato e pela economia em queda livre, o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, no final de agosto, que estava de volta à lida. "Voltei a voar", disse Lula. Mas, na verdade, o ex-presidente jamais "desembarcou" de sua atuação política e de vendedor de suas ideias sobre o país.
Os detalhes dessa sua intensa agenda de viagens nacionais e internacionais nos últimos anos estão em fase final de coleta de informações na investigação sigilosa que ocorre no Núcleo de Combate à Corrupção (NCC) do Ministério Público Federal do Distrito Federal.
Enquanto Lula abre suas asas sobre o País, o MPF-DF ajusta o radar exatamente na direção dele. Os procuradores querem saber quem paga a conta do sobrevoo continental do ex-presidente e suas consequências.
Levantamento do Instituto Lula aponta que, de 2011 a 2014, ele não economizou tempo e presença visitando boa parte do Planeta. A maratona aérea teve 174 reuniões nas quais Lula se encontrou com 107 chefes de Estado, autoridades, empresários e dirigentes de organismos multilaterais e organizações sociais, 63 deles no Brasil e 111 no exterior.
Neste período, Lula amealhou 28 títulos e tem uma lista de mais 65 outorgados a receber. Contando a despesa com passagens aéreas somente de 2013, 2014 e 2015, o ex-presidente gastou, a preços de classe econômica, cotados nesta semana em empresas aéreas, cerca de US$ 38 mil - o que chega a cerca de R$ 152 mil.
Em ofício de maio, a procuradora do NCC Mirella de Aguiar, que está afastada por licença maternidade, assinou pedido de apuração da movimentação de Lula pelo mundo para "aferir-se se encontram adequação típica no ordenamento jurídico nacional, caso em que poderá ser instaurada ou requisitada investigação". A procuradora substituta indicada, Anna Carolina Resende Maia Garcia, porém, não pretende assumir a tarefa tão cedo e permanece na Procuradoria-Geral da República trabalhando na equipe do procurador-geral Rodrigo Janot.
O caso das viagens de Lula ganhou peso no Núcleo de Combate à Corrupção em julho quando o procurador Valtan Timbó Martins Furtado, interino no 1º Ofício, fez andar despacho sobre uma Notícia de Fato (NF 3.553/2015) solicitada pelo procurador do 4º Ofício, Anselmo Lopes, que recolheu material de imprensa sobre as viagens de Lula e as relações dele com empreiteiras investigadas na Lava Jato. A canetada de Furtado transformou a Notícia de Fato de Lopes em Procedimento de Investigação Criminal (PIC), ato que, segundo o MPF, corresponde a um inquérito na esfera da Polícia Federal.
A investigação quer "elucidar suspeitas" de ligações do ex-presidente com empresas patrocinadoras de viagens e compradoras de palestras. Furtado, que não comenta o processo, já sofreu uma ação movida pelo "investigado". Mas a representação foi arquivada.
O PIC determinou que a DAG Construtora e a Odebrecht expliquem preços de passagens e custos de viagem ao Caribe e à África, assim como entreguem as listas de passageiros desses voos. Pediu ainda ao chefe da Delegacia Especial do Aeroporto Internacional do Distrito Federal, da Polícia Federal, os registros de entrada e saída de Lula e do ex-diretor da Odebrecht Alexandrino de Alencar, assim como dados sobre voos privados (jatinhos). A Odebrecht entregou os dados no dia 22 de agosto. A Líder não comenta o caso, que corre em sigilo a pedido do Instituto Lula, do BNDES e do Itamaraty. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Bornier diz em inauguração de supermercado que Nova Iguaçu é uma cidade de oportunidades

O prefeito Nelson Bornier disse nesta quinta-feira (24), que Nova Iguaçu é uma cidade empreendedora e geradora de oportunidades. Segundo ele, a região passou a figurar nos últimos anos como um potencial mercado consumidor, criador de oportunidades de trabalho, consumo e investimentos. Ele participou na noite anterior da solenidade de inauguração, no bairro Três Corações, da 14ª loja dos supermercados Novo Mundo, uma das maiores redes varejista com filias em praticamente toda a Baixada Fluminense.
Bornier, que descerrou a fita simbólica ao lado dos irmãos Antônio Carlos e José Germano Loureiro, disse que o novo empreendimento carimba de vez por todas o compromisso do saudoso patriarca da família, Joaquim dos Santos Loureiro – falecido em 2011 -, de trabalhar e contribuir, cada vez mais, para o progresso e a grandeza da região da Baixada Fluminense, criando empregos, gerando salários, renda e riqueza, sobretudo para a cidade de Nova Iguaçu.
Localizada na Avenida Henrique Duque Estrada Mayer, 1.560, a nova loja dos Supermercados Novo Mundo dispõe de dependência ampla e moderna, com estacionamento e ar condicionado, entre outras comodidades para os clientes.
“A nossa filosofia de trabalho é dedicar muito carinho e respeito aos clientes, nosso maior patrimônio, oferecendo ainda conforto e preço baixo”, disse o empresário José Germano Loureiro, que dirige o Novo Mundo ao lado dos irmãos Antônio Carlos, Maria de Fátima e Ana Lúcia Loureiro.
Criada há cerca de cinco décadas, no bairro da Cerâmica, ainda como mercearia cerealista, o Supermercado Novo Mundo passou por várias transformações até se tornar a grande rede varejistas, hoje espalhada também pelos bairros Valverde, Comendador Soares e Austin (Nova Iguaçu), Areia Branca (Belford Roxo), Centro de Mesquita; Gramacho, Piabetá e Campos Elíseos (Duque de Caxias), Engenheiro Pedreira (Japeri) e Ricardo de Albuquerque (Rio de Janeiro).
“O sucesso da empresa se deve, sobretudo, ao espírito de união da família, que acredita no enorme potencial da Baixada Fluminense. Nós procuramos manter os ensinamentos no nosso velho e querido pai, Joaquim, que nos passou o conceito da humildade, da dedicação, da superação e o espírito empreendedor. A nossa meta é servir cada vez melhor, até porque, quem está aqui, nos Supermercados Novo Mundo, está em casa”, disse José Germano, anunciando para breve a inauguração de mais uma loja no bairro Miguel Couto, também em Nova Iguaçu.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Dilma se reúne com Temer para discutir cortes em ministérios


Pedro Ladeira - 19.ago.2015/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 19-08-2015, 20h00: A Presidente Dilma Rousseff, acompanhada do vice Michel Temer, recebe a chanceler alemã Angela Merkel, que inicia visita oficial ao Brasil, no Palácio da Alvorada. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
Presidente Dilma Rousseff, ao lado do vice Michel Temer
A presidente Dilma Rousseff chamou o vice-presidente Michel Temer para uma conversa reservada na manhã desta segunda-feira (21), antes da reunião de sua coordenação política, para discutir a reforma administrativa, que deve ser anunciada pelo governo até a próxima quarta-feira (23).
Dilma quer mostrar o mapa que deve cortar pelo menos dez dos 39 ministérios e pedir a opinião de Temer. O vice tem sido alijado de decisões importantes do governo, como a da proposta de recriação da CPMF, e, desde que chegou de uma viagem oficial à Rússia, na última quinta-feira (17), não havia sido contato pela presidente para tratar do assunto.
Nas últimas conversar que teve com Dilma, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a reforma deveria ter "lastro político" para garantir os votos que ela precisa para aprovar o pacote fiscal e impedir que caminhem os pedidos de impeachment no Congresso. Para Lula, o PMDB e Temer são "fundamentais" para que Dilma não perca completamente sua governabilidade.
A presidente chegou a marcar uma reunião para domingo (20) com diversos ministros –mas sem convidar o vice–, com o objetivo de tratar do espaço que os partidos aliados terão na nova Esplanada, mas acabou desmarcando o encontro para viajar a Porto Alegre para a festa em comemoração do aniversário de cinco anos de seu neto, Gabriel.
Na noite de domingo, ministros de partidos da base estavam preocupados com a forma que a presidente iria comunicar os cortes e fusões de pastas. Eles queriam ter sido consultados com antecedência.

domingo, 13 de setembro de 2015

Dilma monta força-tarefa para barrar impeachment no Congresso

A equipe é integrada por ministros de confiança da presidente, que devem mapear os apoios de que o governo dispõe


Com o objetivo de tentar impedir que movimento pró-impeachment avance no Congresso, a presidente Dilma Rousseff montou uma “força-tarefa”, segundo a coluna Painel, de Vera Magalhães na Folha de S. Paulo. A equipe é integrada por ministros de sua confiança que devem mapear os apoios de que o governo dispõe.
De acordo com a colunista, esse pente-fino será feito “partido a partido, Estado a Estado”. Dessa maneira, espera-se conseguir o número de votos para barrar um processo e para aprovar novas medidas de ajuste fiscal.
Esse mapeamento revelou possíveis votos pró-Dilma na oposição. Entre eles, quatro deputados no SD que não apoiariam o impeachment e, também, alguns políticos ligados ao DEM.

Pudim: “Garotinho quer ser juiz de um tribunal particular”

pudim
O deputado estadual Geraldo Pudim (PR), que vinha evitando um confronto direto com o seu ex-líder, resolveu partir para o ataque. Em um texto publicado no Facebook (aqui), Pudim aponta op secretário de Governo Anthony Garotinho (PR) como um “ator em final de carreira”, com uma “doença provocada pela busca insana pelo poder”, que “não merece ter amigos de verdade”.
Ainda segundo Pudim, no processo de “caça as bruxas” do PR, Garotinho “evocou para si os poderes de Promotor, Juiz, Desembargador do TRE, Ministro do TSE e Ministro do Supremo Tribunal Federal. Brincou de déspota sem mesmo ter algo que lhe confira poder para tal”. Confira o texto completo:
“Garotinho: juiz de um tribunal particular
Há um sério problema com os políticos que querem se perpetuar no poder indefinidamente: se esquecem dos reais objetivos pelos quais ingressaram na política. Este processo, assim como uma doença, acomete aqueles que, em algum momento, cederam as tentações do poder pelo poder em detrimento da luta pelo bem estar comum.
Infelizmente, muito infelizmente, este é o processo pelo qual passa Anthony Garotinho. Um homem que tinha tudo para ser um dos grandes nomes da política nacional, mas que deixa se abater por picuinhas provincianas. Parece um garoto dentro de um Garotinho. Confundiu o teatro que outrora amou com tanto vigor com o peso da realidade. Se um dia para o bem, hoje para o mal, só o vejo como um ator em final de carreira em busca do brilho que já não terá mais.
Enfim, fui julgado pelo tribunal da inquisição. Eu, por estar há algum tempo em discordância com os rumos que aquele grupo político vinha tomando resolvi expor ao ‘grande líder’ meus posicionamentos. E, assim como todos que contrariaram a ‘infalibilidade’ do caudilho fui alijado, perseguido e agora julgado em seu tribunal particular.
Em seu palco na Radio Diário FM Garotinho teceu ilações diversas dando a entender que sequestraria de mim e do deputado Jair Bittencourt o mandado a nós conferido pelo povo do estado do Rio de Janeiro. Uma verdadeira piada pronta de uma ópera-bufa miserável. É como se Garotinho, afundado em suas ilações lunáticas, tentasse aprisionar a todos no mundo imaginário que teceu pra si, mas o que se vê é que na trama da política Anthony perdeu o ponto e, há algum tempo, vem tecendo tão somente nós cegos de uma coisa amorfa.
Infelizmente Garotinho cultiva um conceito de amigo mais próximo de um amigo imaginário do que de um amigo real, aquele que cobra e fala as duras verdades que precisam ser ditas. Garotinho não merece amigos reais, pois não está preparado para o desafio de uma amizade verdadeira.
Neste tribunal particular em seu showmício na Radio Diário,na tentativa de me intimidar e provocar falsas ilusões nos suplentes, elaborou todo um enredo que se inicia sempre no discurso da traição, para então tentar justificar sua futura tentativa de golpe. Isso não vai acontecer! Discordância de ideia nunca foi motivo para ações de cassação de mandatos. Uma história dessas não passa de embuste, cujo qual o deslinde será tão somente o agravamento de sua desmoralização.
Neste tribunal Garotinho evocou para si os poderes de Promotor, Juiz, Desembargador do TRE, Ministro do TSE e Ministro do Supremo Tribunal Federal. Brincou de déspota sem mesmo ter algo que lhe confira poder para tal.
Guardo comigo o sentimento dos bons momentos e das coisas boas que fez pelo povo. É sempre duro ver alguém com tanto potencial jogar toda sua história no lixo, pois não sabe fazer qualquer tipo de gestão que não orbite sobre seu umbigo.
Espero em Deus, pois já não me restam forças para tal, que te cure da doença provocada pela busca insana pelo poder”.
Mais informações sobre a guerra entre “pastor” e “ovelhas”, com novas revelações, na edição de amanhã (13) da Folha. 

Mercadante vai ficando, Dilma vai saindo, o empresariado vai desembarcando, até Lula está fugindo…

Se a presidente Dilma Rousseff não sabe, informo. O clima é de desembarque. Não importa para onde se olhe. Recente nota-manifesto assinada pela Fiesp e pela Firjan traduziu o que anda pensando o empresariado. Lideranças de outros setores da economia já buscam interlocuções de olho no pós-impeachment. Se a situação já era muito difícil antes de a Standard & Poor’s pôr o guizo no pescoço do gato, piorou bastante agora. Ninguém vê saída para a presidente — e isso inclui os petistas.
Não sei se notam, mas o próprio Lula começa a buscar um lugarzinho no pós-Dilma. É ele, não outro, quem está por trás de uma tal Frente Brasil Popular, que busca resistir ao governo pela esquerda.
Por enquanto, somos governados pela paralisia. O Planalto ainda não fez anúncio de corte nenhum nem deixou claro quem pretende tungar para aumentar a receita. Seus cinco milhões de coordenadores políticos anunciaram para esta sexta um esboço ao menos de resposta para a crise terminal, mas não veio nada. Estamos falando de uma gente que se especializou em dar tiro no próprio pé. Em vez disso, o dia foi tomado pela negativa enfática de que Aloizio Mercadante vá deixar a Casa Civil, embora Dilma busque alguém para a… Casa Civil.
Conforme o esperado, conforme o sabido, conforme o óbvio, o PT não quer entregar a pasta. Ficará feliz se ela sair das mãos de Mercadante, que é, primeiro, mercadantista e, secundariamente, petista. O partido insiste em manter o ministério que, em tese, ao menos, faz a coordenação geral do governo. Estamos diante de uma natureza. Ainda que sob o risco de perder tudo, a legenda não aceita abrir mão de um pedaço. E, assim, Dilma vai caminhando para o abismo.
Não sei se há tempo, a esta altura, de fazer alguma coisa. A presidente conta em seus quadros com políticos com mais trânsito do que as pastas às quais estão confinados. Há Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, um bom articulador. O problema, nesse caso, são as resistências que enfrentaria em alas do PMDB.
Há Kátia Abreu (Agricultura), peemedebista ainda recente, é verdade, mas com abrangência suprapartidária em razão de ser também uma liderança do único setor da economia que não está no vermelho — o agronegócio. Até Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), do PCdoB, seria uma alternativa para tentar ampliar o diálogo. E, quando escrevo, “até”, refiro-me ao fato de que seu partido é pequeno. Sua interlocução no Congresso, no entanto, é bem maior. Afinal, já presidiu a Câmara.
Mas não tem jeito. O PT insiste em ter o controle da máquina — máquina sabidamente desgovernada, que atira para todo lado. O petista Jaques Wagner (Defesa), em razão de sua fala fácil, aparecia como cotado para a função, mas se desmoralizou com o episódio do decreto que tentou destituir os comandantes militares de atribuições… militares! A porcaria foi redigida por sua secretária-executiva sem que ele soubesse. A tal continua no cargo. Não me parece que isso o credencie para a Casa Civil.
O governo chegou a emitir nesta sexta uma nota negando que Mercadante vá deixar o cargo, destacando, adicionalmente, seus relevantes serviços ao governo. Soou como piada nos meios políticos porque se sabe que não há serviço relevante nenhum.
Encerro com um trecho da minha coluna de ontem na Folha:
“Algum entendimento terá de ser feito para convencer a sociedade de sacrifícios adicionais, além daqueles que já estão em curso. Ou é isso, ou vem por aí uma espiral negativa de longuíssima duração. E a arena desse pensamento não é o Ministério da Fazenda. A Joaquim Levy, ou a outro, entregar-se-á uma máquina de calcular números. A realidade exige alguém que seja bom no cálculo político.
Ocorre que isso não se faz sem uma relação de confiança, que não existe mais. É preciso saber identificar o momento em que todos os bares se fecham e as virtudes se negam. Tá bom, presidente! Eu a deixo com o seu Riobaldo. Mas com um outro –aquele que cobra da senhora é coragem.”
Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Ministros do PMDB não comparecem a desfile de Sete de Setembro


Desfile de Sete de Setembro -  Agência Brasil
Em meio aos rumores de conspiração e de afastamento do PMDB da presidente Dilma Rousseff, a ausência dos ministros peemedebistas no palanque das autoridades, neste Sete de Setembro, não passou despercebida.
O único peemedebista presente no desfile de sete de setembro foi o vice-presidente Michel Temer, um dia depois de divulgar nota negando a tese de que age nas sombras contra a presidente.
Além de Temer, que anunciou deixar parte da Articulação Política no mês passado, o PMDB comanda mais cinco pastas na Esplanada, com Kátia Abreu, na Agricultura; Eduardo Braga, no Ministério de Minas e Energia; Helder Barbalho, na Pesca; Eliseu Padilha, na Secretaria de Aviação civil; Edinho Araujo, na Secretaria de Portos, e Henrique Eduardo Alves, no Ministério do Turismo.
Estiveram presentes os ministros petistas José Eduardo Cardozo (Justiça), Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rosseto (Secretaria Geral), Edinho Silva (Comunicação Social), Tereza Campello (Desenvolvimento Social), Luís Inácio Adams (Advocacia Geral da União), Pepe Vargas (Direitos Humanos), Ricardo Berzoini (Comunicações), e Carlos Gabas (Previdencia), além de Mauro Vieira (Itamaraty),  Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, e Renato Janine Ribeiro (Educação).

Presidente enfrenta vaias e gritos de "fora, Dilma" ao abrir Sete de Setembro

Protesto marcado para o fim das comemorações oficiais levará boneca "Pixuleca" de 13 metros à Esplanada dos Ministérios

Ao chegar à Esplanada dos Ministérios para abrir o desfile de Sete de Setembro, a presidente da República enfrentou vaias e gritos de “fora, Dilma” vindos das arquibancadas localizadas próximas ao palanque das autoridades. Ela chegou ao desfile em carro aberto.
Em vez de verde e amarelo, manifestantes contrários ao governo convocaram seus seguidores a vestir preto neste Sete de Setembro.

Pixuleca, que representa Dilma Rousseff (PT), é inflada ao lado do boneco de Lula na Esplanada
Allan Sampaio/iG Brasília - 7.9.15
Pixuleca, que representa Dilma Rousseff (PT), é inflada ao lado do boneco de Lula na Esplanada

A concentração já começou a ocorrer em frente ao Museu da República, a cerca de um quilômetro do palanque das autoridades, onde a presidente está neste momento, acompanhada do vice-presidente Michel Temer (PMDB), de ministros e do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB). Somente após a parada é que o protesto começará a ocorrer.

Presidente Dilma Rousseff (PT) abre as comemorações de Sete de Setembro
Valter Campanato/Agência Brasil - 7.9.15
Presidente Dilma Rousseff (PT) abre as comemorações de Sete de Setembro

A novidade da manifestação é uma boneca inflável da presidente Dilma Rousseff, de 13 metros, apelidada de “Pixuleca”, que será levada para a frente do Congresso Nacional. Esta boneca está sendo inflada neste momento, da mesma forma que o boneco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vestido de presidiário, e remendado.

Além disso, os grupos que pedem a saída de Dilma fabricaram cerca de mil réplicas em tamanho reduzido do boneco Pixuleco, para serem vendidas durante o protesto.
Além dos protestos já marcados para o dia da Independência, integrantes do movimento por moradia montaram barricadas incendiando pneus na via de acesso à Esplanada dos Ministérios. Esse protesto reúne cerca de 100 pessoas que estão acampadas no Setor comercial em Brasília há meses, reivindicando casas populares ou aluguel social. O fogo já foi apagado pelos bombeiros.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Renan nega pedido da oposição e diz que não devolverá Orçamento

O peemedebista afirmou que não irá devolver o projeto, mas fez um apelo ao Planalto para que o governo apresente soluções para diminuir o rombo estimado no orçamento

iG Minas Gerais | Folhapress 
O documento levado à Renan foi construído pelas lideranças da Câmara e do Senado
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
O documento levado à Renan foi construído pelas lideranças da Câmara e do Senado
Senadores e deputados da oposição se reúnem com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), nesta terça-feira (1) para pedir que ele devolva para o Executivo a proposta de Orçamento da União para 2016 com a previsão de um deficit estimado em R$ 30,5 bilhões.
Outra alternativa, defendem é que ele peça a presidente Dilma Rousseff o envio de uma adequação ao projeto orçamentário "com parâmetros macroeconômicos que reflitam a realidade" para neutralizar o deficit anunciado.
O peemedebista afirmou que não irá devolver o projeto, mas fez um apelo ao Planalto para que o governo apresente soluções para diminuir o rombo estimado no orçamento. "Não é recomendável. Cabe ao governo propor alternativas para superação do déficit orçamentário. E o Orçamento vai tramitar no Congresso, então, não tem necessidade de devolver", afirmou Renan.
Ele se reuniu com a presidente Dilma Rousseff na manhã desta terça e disse a ela, segundo contou, que "não cabe ao Congresso resolver o problema do déficit". "Não é nosso papel", disse.
Os parlamentares afirmam que a proposta é irreal e não se sustenta. "A proposta é cheia de inconsistências e por isso vamos propor a devolução dela. Caso isso não seja possível, iremos defender que se aprove o texto da forma como está, com o déficit de R$ 30 bilhões, que é apenas o que o governo apresentou", afirmou o líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB).
"Sob o pretexto de que não se está maquiando a realidade, o governo só mudou o blush. Há ainda um rombo oculto que a gente estima entre R$ 60 bilhões e R$ 80 bilhões", completou o tucano.
O documento levado à Renan foi construído pelas lideranças da Câmara e do Senado. Os parlamentares reclamam, principalmente, que o deficit anunciado "decorre de uma transferência de responsabilidade do poder Executivo para o Congresso Nacional, em uma nítida intenção da presidente da República de poupar-se de um desgaste político frente ao necessário corte de gastos".
Os oposicionistas também dizem que não irão pactuar com qualquer proposta de aumento de impostos que penalizem o setor produtivo e os trabalhadores.
PMDB
Em um contraponto aos partidos de oposição, que defendem a devolução da proposta orçamentária enviada pelo governo federal, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Leonardo Picciani (RJ), defendeu nesta terça-feira (1) que o texto apresentado ao Congresso Nacional é realista, e não uma "peça de ficção".
Nesta quarta-feira (2), a bancada federal do PMDB, a maior da Câmara dos Deputados, irá se reunir e discutirá a proposta orçamentária. A presidente Dilma Rousseff (PT) tem apostado no apoio do partido aliado para tentar reduzir o saldo negativo nas contas do governo federal.
"A proposta demonstra que o momento é difícil e, portanto, requer bom senso. O Orçamento da União veio realista, e não uma peça de ficção", disse à reportagem.
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PAN 2015

Após encontro com Dilma, Cunha fala em parceria, mas exime Congresso

Rompido politicamente com o governo e partícipe de conversas de bastidor em torno do impeachment da presidente da República, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adotou um tom mais conciliador

iG Minas Gerais | Folhapress 
Cunha voltou a se colocar contra qualquer aumento de tributos e disse que a solução, em seu ponto de vista, passa pela retomada da confiança e a queda dos juros básicos da economia
Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil
Cunha voltou a se colocar contra qualquer aumento de tributos e disse que a solução, em seu ponto de vista, passa pela retomada da confiança e a queda dos juros básicos da economia
Rompido politicamente com o governo e partícipe de conversas de bastidor em torno do impeachment da presidente da República, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) adotou um tom mais conciliador após conversa na tarde desta terça-feira (1) com Dilma Rousseff. Mas disse que o Congresso não pode se responsabilizar em achar uma solução para o deficit nas contas públicas.
Em um apelo ao ex-aliado, Dilma pediu que o presidente da Câmara trabalhe "em harmonia" com o Palácio do Planalto para evitar o agravamento da situação econômica do país e que ele não permita que os deputados votem propostas que aumentem ainda mais as despesas da União.
Logo após o encontro com a presidente da República, Cunha voltou a se colocar contra qualquer aumento de tributos e disse que a solução, em seu ponto de vista, passa pela retomada da confiança e a queda dos juros básicos da economia.
Segundo ele, o problema maior não é a previsão do próprio governo de que fechará no vermelho em 2016, mas sim a necessidade de não passar ao mercado a impressão de que haverá um descontrole sobre a dívida pública.
Ainda de acordo com Cunha, não houve na conversa discussão sobre política, impeachment ou sobre a acusação do Ministério Público de que ele faz parte do esquema de corrupção da Petrobras. Cunha rompeu com o governo sob a afirmação de que o Palácio do Planalto manobra para incriminá-lo.
RESPONSABILIDADE
Ele fez questão de frisar que o Executivo não pode transferir para o Congresso a responsabilidade de achar uma solução para o Orçamento, cuja proposta, apresentada pelo governo nesta segunda (31), tem previsão de deficit primário de R$ 30,5 bilhões -o que representa 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
"Quem faz a peça orçamentária é o Poder Executivo, não pode transferir para o Congresso. [...] Nós todos estamos dispostos a ajudar o país, o que não pode é jogar a responsabilidade nos nossos ombros, não fomos nós que geramos essa situação. Mas temos que estar partícipes porque nós todos sofremos as consequências daquilo que pode acontecer de ruim nas contas públicas", disse o peemedebista.
Cunha comandou em 2015 algumas das maiores derrotas ao governo no Legislativo, entre elas projetos que representam aumento nos gastos públicos.
O peemedebista afirmou ainda que não mudará sua posição em relação ao governo, o que não o impedirá de ter um diálogo institucional com Dilma.
Em sua visão, o governo tem que sinalizar que a dívida bruta não vai aumentar.
"Acho que mais penoso para o país, em termos das contas públicas, foi o aumento da taxa de juros esse ano do que o déficit propriamente dito", afirmou, se referindo ao impacto do aumento dos juros -feitos com o objetivo do controle da inflação- na dívida pública federal.
PREOCUPAÇÃO
Dilma teria manifestado no encontro preocupação com a aprovação de projetos que representem novos gastos, segundo o deputado. Ele sinalizou que não pretende dar margem, como fez anteriormente, à aprovação de temas que possam gerar impacto nos cofres públicos.
E cobrou que o governo manifeste estar disposto a cortar na carne.
"Por menor que seja o corte que o governo faça sempre é importante pelo simbolismo", disse, citando a proposta de extinguir 10 dos atuais 39 ministérios.
"Tem que fazer a sua parte, tem que mostrar para a sociedade que todos estão imbuídos no espírito do sacrifício, não é só a população pagando mais impostos em alguns casos, como querem colocar", afirmou, em referência à proposta discutida no Planalto de recriar a CPMF -logo abandonada devido à repercussão negativa.
O único projeto específico citado por Cunha como tema do encontro foi o da tributação da repatriação de recursos, em análise no Senado. O deputado afirmou ter dito a Dilma que a Câmara só votará esse projeto se ele partir do governo. Segundo ele, Dilma compreendeu e achou plausível seus argumentos.
JANTAR
Antes da ruptura com o Planalto, Cunha havia jantado com Dilma em abril, no Palácio da Alvorada, mas depois disso os dois não se falaram mais nem por telefone.
Segundo a reportagem apurou, no último mês o governo enviou alguns emissários na tentativa de restabelecer o diálogo com o peemedebista, mas nenhuma havia dado certo.
Nesta segunda-feira (31), porém, Dilma tomou a iniciativa pessoalmente e telefonou para Cunha após o governo entregar ao Congresso a proposta de Orçamento.
A presidente também pediu que Cunha e a Câmara, junto com o Senado, ajudem o Planalto a construir saídas para esse rombo fiscal. Dilma fez o mesmo apelo a líderes da Câmara e do Senado em reunião nesta segunda.
Desde que foi eleito presidente da Câmara, em fevereiro deste ano, Cunha tem liderado importantes derrotas para o governo na Casa e, após ter sido acusado pelo lobista Júlio Camargo de receber US$ 5 milhões de propina no esquema da Petrobras, diz que é perseguido pelo Planalto. Segundo ele, o governo Dilma trabalha para incriminá-lo na Operação Lava Jato.
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