No final da tarde desta quarta-feira, a LLX Logística S.A., responsável pelo Super porto do Açu, em São João da Barra, emitiu um comunicado informando que assinou Termo de Compromisso com a EIG Managent Company LLC, que agora é a maior acionista e controladora da empresa. A operação que envolve um investimento de R$ 1,3 bilhão ainda não foi concluída. Nesta quinta-feira analistas de mercado farão uma teleconferência às 13h para concluir a operação.
O compromisso prevê o investimento por meio de participação em operação de aumento privado do capital social da companhia. As ações a serem emitidas terão o preço de emissão fixado em R$ 1,20. Os acionistas minoritários terão preferência na participação do aumento de capital. Além de assumir a totalidade das ações do Acionista Controlador, a EIG também se comprometeu a subscrever a totalidade das ações no valor do investimento.
A operação está sujeita a condições precedentes, como a celebração dos contratos definitivos, aprovações regulatórias e societárias aplicáveis, além da finalização de due diligence pelo Grupo EIG. Após concluída, Eike deixará o controle da empresa. O investimento, somado às linhas de crédito, será destinado à construção do Super porto do Açu.
Em nota, o diretor presidente da LLX Marcus Berto afirmou que "o compromisso assumido pelo Grupo EIG confirma a capacidade de atração de grandes investidores internacionais pela LLX, além das vantagens competitivas e importância estratégica do Super porto do Açu para o Brasil".
A ex-senadora Marina Silva reuniu-se nesta quarta-feira com a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, para pedir agilidade na validação de assinaturas para a criação da Rede Sustentabilidade. De acordo com ela, os cartórios estão atrasando os procedimentos e anulando assinaturas sem justificativa. O problema pode inviabilizar a participação da Rede na disputa eleitoral do ano que vem.
- Essas assinaturas precisam ser validadas, porque não temos culpa se eles (os cartórios) não têm o parâmetro para fazer a validação ou se contam com estrutura de pessoal que não está dando conta de fazer o processamento dentro do prazo”, disse Marina, ao deixar o encontro. “Alguns cartórios simplesmente não justificam porque estão invalidando as fichas, e, por isso, precisamos de orientação para recorrer dessas decisões – completou.
Para obter registro, um partido político tem que reunir cerca de 500 mil assinaturas, o que corresponde a 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados. Também é exigido que as assinaturas tenham sido colhidas em pelo menos nove estados brasileiros. As condições têm que ser validadas pelo TSE até o próximo dia 5 de outubro para que o partido esteja apto a disputar as próximas eleições.
Segundo Marina Silva, alguns cartórios estão atrasados 60 dias, sendo que a legislação aponta prazo máximo de 15 dias para a validação. Caso a situação se agrave, a Rede pode apresentar as assinaturas diretamente à Justiça Eleitoral, sem validação prévia, mas Marina indica que isso não está nos planos, pois os trâmites estão dentro do prazo.
A ex-senadora também mostrou preocupação com descartes de assinaturas em determinados estados. Enquanto a média nacional é 24%, em São Paulo a taxa é 30%, e no Distrito Federal é 29%. “A única coisa que temos certeza é que encaminhamos as fichas no prazo certo, e que eles [os cartórios] estão atrasados nas respostas”, disse, ao ser perguntada sobre possíveis boicotes direcionados à legenda.
Segundo Marina, a Rede coletou 850 mil assinaturas de apoio até agora e apresentou 600 mil aos cartórios após triagem prévia, mas apenas 215 mil foram certificadas. “Temos 11 estados com cota mínima de ficha validada”, garantiu. Ela informou que a presidenta do TSE não deu prazo para apresentação de documentos no TSE para que a validação ocorra até 5 de outubro.
Nos próximos dias, os dirigentes da Rede vão se reunir com a corregedora-geral Eleitoral, Laurita Vaz, para discutir a padronização das assinaturas. “(Estão anulando) as pessoas jovens que não votaram nas últimas eleições, as pessoas idosas que têm voto facultativo e até mesmo quem não fez assinatura legível, apenas um visto. Todas as questões precisam de orientação da corregedoria”, analisou Marina.
Ontem, depois de semanas de hostilidades praticadas por jovens acampados na porta do prédio onde mora, no Leblon, Zona Sul do Rio, o governador Sérgio Cabral ganhou, finalmente, manifestações de afago de moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde também foi recebido com fogos de artifícios. Ele, que chegou de surpresa à cidade, passou parte do dia visitando obras do Projeto ‘Bairro Novo’, na Rodilândia, em Austin, e Figueira, no bairro de Miguel Couto, onde também empinou pipa e filmou depoimentos de moradores usado o celular pessoal. As duas regiões estão recebendo 11 quilômetros de obras de saneamento, drenagem, pavimentação e iluminação, além de áreas de lazer e uma Escola Modelo para cerca de mil alunos. O projeto atinge mais de 50 ruas, onde estão sendo investidos cerca de R$ 20 milhões. Ao lado do vice-governador e coordenador executivo dos Projetos e Obras de Infraestrutura do Estado, Luiz Fernando Pezão e do prefeito Nelson Bornier, Cabral prometeu retornar a Nova Iguaçu dentro de duas semanas para vistoriar mais obras públicas no bairro Jacutinga, na divisa com o município de Mesquita. Aproveitou ainda a presença do pastor evangélico Carlos Henrique de Carvalho Medeiros para pedir ajuda: “Coloque meu nome em suas orações, porque tem uns caras mascarados querendo me pegar; só que não conseguirão”, disse num momento de descontração. “Estarei orando pelo senhor”, prometeu o religioso, que é coordenador de Caravanas Missionárias na região. O governador também fez questão de abraçar e beijar moradores, enquanto caminhava embaixo de sol forte, pisando em poeira, lama e asfalto quente. Ele disse que agora, “depois de muito tempo de abandono”, a população pode esperar muitas obras em parceria do governo do estado com a prefeitura de Nova Iguaçu. “Estamos investindo R$ 1,2 bilhão para sanear, pavimentar, drenar e calçar quase 800 quilômetros de ruas na Região Metropolitana. Somente aqui, em Nova Iguaçu, serão cerca de 90 quilômetros de obras em 16 bairros. O Nelson (Bornier) pede e o Pezão executa”, disse Cabral, repetidas vezes, para moradores, com quem posou para fotografias. O governador lembrou ainda que a população de Nova Iguaçu passou muito tempo abandonada. “Antes (em governos passados) fizemos aqui um esforço enorme de parcerias, mas nada acontecia. Agora, com o Nelson, que é outra qualidade de administrador, outro nível de governante, estamos conseguindo realizar o sonho dos moradores desta região, de viver com dignidade. O Nelson vai pra rua, identifica o problema e pede obra”, elogiou, frisando que, “agora, os benefícios públicos chegarão mais rápido à região”.
Obras chegarão no Km 32
O secretário estadual de Obras, Hudson Braga, anunciou ao lado do subsecretário de Urbanismo Regional e Metropolitano, Vicente Loureiro, que o programa ‘Bairro Novo’ já chegará neste domingo a região de São Jorge I e II, no km 32. “Ao longo de setembro, a gente entra nas demais regiões. São cerca de R$ 180 milhões em investimentos, somente para Nova Iguaçu”, explicou. O prefeito Nelson Bornier explicou que priorizou o bairro Figueira, em Miguel Couto, por se tratar da região da cidade com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Rodilândia e Figueira jamais receberam atenção dos governantes. Estava na hora de acabarmos que essa injustiça social”, afirmou, ao lado dos secretários Thiago Portela, de Governo, e Carla Neves, de Obras, dos deputados estaduais Luiz Martins (PDT) e Rosângela Gomes (PRB), além de quase uma dezena de vereadores.
Maria do Rosário disse que é “preocupante” o fato de o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, no Rio de Janeiro, ter ocorrido depois de uma abordagem policial; segundo ela, o inquérito deve ter como principal linha de investigação a responsabilização dos agentes policiais.
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse hoje (2) que é “preocupante” o fato de o desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, no Rio de Janeiro, ter ocorrido depois de uma abordagem policial. Segundo ela, o inquérito deve ter como principal linha de investigação a responsabilização dos agentes policiais.
“Nos preocupa, sobremaneira, a abordagem policial e o posterior desaparecimento. A abordagem policial com o posterior desaparecimento leva à responsabilidade do desaparecimento, toda a investigação, o inquérito com a hipótese clara, concreta de que seja uma responsabilidade dos agentes públicos, do abuso de autoridade, da violência policial, algo com o qual não podemos mais conviver”, disse a ministra.
Segundo ela, a secretaria está acompanhando o caso e ofereceu acompanhamento externo ao estado do Rio de Janeiro. “Queremos acompanhar com os órgãos de direitos humanos e o conselho de direitos humanos”, frisou a ministra.
O pedreiro Amarildo de Souza desapareceu no último dia 14 de julho depois de ser retirado da porta de sua casa por policiais militares e levado para a sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Para Maria do Rosário, o episódio não representa a falência do processo de pacificação de comunidades, mas demonstra a necessidade de melhorar a relação da polícia com a comunidade.
“Não acredito que demonstre isso [a falência do processo de pacificação]. Demonstra que sempre temos que melhorar. Mesmo em comunidades pacificadas devemos procurar construir uma cultura de polícia que esteja próxima. A polícia tem que ser o mocinho. Tem que estar junto com as pessoas da comunidade. Não pode abordar um trabalhador e ele desaparecer”, frisou a ministra.
Governador do Rio tenta recuperar imagem, abalada com denúncias e manifestações que pedem sua saída do cargo; ele já recuou na demolição do Parque Aquático Júlio de Lamare e, hoje, do Estádio de Atletismo Célio de Barros, alvo de críticas da população; disse que estava precisando de um toque de humildade, o que teria conseguido com a visita do papa à cidade; nesta quinta-feira, Sergio Cabral admitiu erros e, agora, a nova: avalia voltar atrás na privatização do Maracanã, reformado por mais de R$ 1 bi e concedido ao amigo Eike Batista.
Com a imagem abalada devido a denúncias e às frequentes manifestações que pedem sua saída – do cargo de governador do Rio e até como morador do bairro do Leblon – Sergio Cabral tem se concentrado, ultimamente, em deixar de ser Sergio Cabral. Aparentemente, é o que lhe resta para diminuir a rejeição que conquistou especialmente em seu segundo mandato no Estado: apenas 12% da população consideram sua gestão ótima ou boa, de acordo com levantamento realizado pelo Ibope. É ele o governador mais mal avaliado, dentre 11 estados pesquisados pelo instituto.
Nos últimos dias, suas ações têm mudado em prol da recuperação de sua credibilidade com o povo do Rio. Em uma entrevista concedida à rádio CBN nesta quinta-feira, Cabral chegou a dizer que cometeu erros, principalmente de falta de diálogo, o que, segundo ele, sempre foi sua marca. "Acho que da minha parte faltou mais diálogo, uma capacidade de entendimento e de compreensão", admitiu o governador. Logo após a visita do papa, disse que estava precisando de uma dose de humildade, o que teria acontecido com a vinda do pontífice à cidade. "A figura do papa me tocou. Certamente eu estava precisando muito de uma dose de humildade", afirmou Cabral.
Na última semana, ele anunciou a desistência de demolir o Parque Aquático Júlio de Lamare, no entorno do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. E na manhã desta sexta-feira 2, anunciou ainda, após reunião com o prefeito Eduardo Paes e autoridades do esporte no Palácio Guanabara, que também não irá mais demolir o Estádio de Atletismo Célio de Barros. Os dois seriam substituídos por prédios num projeto do novo Maracanã e a decisão de demolir as estruturas era muito criticada por atletas e vista com maus olhos pela população. Quando comentou o episódio do Júlio de Lamare, voltou a admitir erros: "Eu errei em não ouvir, por isso estou voltando atrás".
Reportagem da Folha de S.Paulo desta sexta-feira revela que o governador estuda voltar atrás numa outra ação que causou a revolta dos moradores do Rio de Janeiro: a concessão do Maracanã à iniciativa privada. A possibilidade também faz parte das recentes mudanças do plano do governo para o entorno do estádio. Numa coletiva de imprensa na última segunda-feira, ele admitiu ter cometido os erros de não ter ouvido atletas nem a população durante o processo de licitação – que foi motivo de protestos diários na frente do estádio. O Maracanã foi reformado com mais de R$ 1 bilhão e o consórcio vencedor do processo é de um amigo seu: Eike Batista.
Aliados contaminados
O trabalho de Cabral para recuperar sua imagem será árduo, uma vez que assessores de seus aliados já têm dado conselhos que miram o afastamento da pessoa do governador. A presidente Dilma Rousseff e o prefeito Eduardo Paes já foram alertados de que ficar ao lado de Cabral não é lá uma boa ideia. Ele próprio considera sair antes do governo – em abril de 2014, para disputar uma vaga no Senado –, decisão que beneficiaria seu candidato a sucessor, o vice Luiz Fernando Pezão.
Horas depois de o ex-presidente Fernando Henrique celebrar em seu perfil no Facebook maior crescimento do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) durante a década de seu governo na comparação com a década governada pelo PT, Instituto Lula dá outra interpretação ao relatório do Ipea: "Dados do IDH por município mostram escala das mudanças no Brasil nos últimos 10 anos"; o instituto destacou declaração dada por Lula na semana passada, em Salvador, durante comemoração pelos 10 anos de governo do PT: "Tem gente querendo fazer com que as pessoas esqueçam o que fizemos nos últimos dez anos"
As já tradicionais comparações entre os governos tucano e petista ganharam um novo elemento nesta segunda-feria, quando o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) apresentou, em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e a Fundação João Pinheiro, o Atlas do Desenvolvimento Humano Brasil 2013. A notícia é muito boa para o Brasil, pois os dados indicam crescimento de 47,8% no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) brasileiro. Como trata dos últimos 20 anos, contudo, o levantamento deixou uma dúvida no ar: quem fez mais pelo País nesses anos, PT ou PSDB?
Os tucanos trataram logo de destacar que o IDHM cresceu mais durante a década em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso governou. "Entre 1991 a 2000, período que contempla o lançamento e a consolidação do Plano Real, o IDHM cresceu 24,4%", destacou o PSDB em seu site. "Já entre 2000 e 2010, década marcada pela chegada do lulismo ao poder, a evolução foi de 18,8%", comparam os tucanos, levando FHC a alfinetar por seu perfil no Facebook: "Verdades da História sempre vencem a propaganda política populista".
Coincidência ou não, horas depois o Instituto Lula publicaria texto intitulado 'Dados do IDH por município mostram escala das mudanças no Brasil nos últimos 10 anos', com evidente destaque para as melhorias por que o país passou entre 2000 e 2010. "O Brasil viveu uma radical mudança em qualidade de vida, distribuição de renda e educação entre 2000 e 2010", diz o texto que menciona comentário feito por Lula na semana passada, durante discurso na comemoração pelos 10 anos do PT no poder: "Tem gente querendo fazer com que as pessoas esqueçam o que fizemos nos últimos dez anos. Nós temos o direito de reivindicar tudo que falta, mas temos a obrigação de reconhecer tudo que conquistamos".
Ao analisar o levantamento, o Instituto Lula prefere se concentrar em outros dados. "Em 1991, 99,2% dos municípios brasileiros estavam nas faixas de IDH de Baixo e Muito Baixo desenvolvimento. Em 2000, 71,5% dos municípios, bem mais de dois terços do país, encontravam-se na mesma situação. Dez anos depois, esse número havia baixado para 25,2%, porcentagem menor do que a dos municípios no extremo oposto, de Alto e Muito Alto Desenvolvimento, que faziam 34,7% do país".
O Ministério da Integração Nacional irá liberar um pacote de R$ 130 milhões para 300 municípios nordestinos afetados pela seca, considerada a mais severa dos últimos 50 anos; os recursos serão empregados na construção de mil cisternas em 300 municípios da Região, priorizando os mais afetados pela estiagem; Em Pernambuco, 30 cidades serão beneficiadas com R$ 14,3 milhões, independente de apresentarem problemas junto ao Cadastro Único de Convênios (CAUC) do governo federal.
O Ministério da Integração Nacional irá liberar um pacote de R$ 130 milhões para 300 municípios nordestinos afetados pela seca, considerada a mais severa dos últimos 50 anos. Deste total, R$ 14,3 milhões serão destinados a 30 municípios pernambucanos, independentemente de apresentarem problemas junto ao Cadastro Único de Convênios (CAUC) do Governo Federal. De acordo com o prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, os recursos serão empregados na construção de mil cisternas em vários municípios da Região Nordeste, priorizando os mais afetados pela estiagem.
O valor total do repasse, que teria sido informado durante uma reunião com o secretário de Desenvolvimento Regional do Ministério da Integração, Sérgio Castro, surpreendeu o dirigente da Amupe. “Antes eles estavam intransigentes em relação ao valor, queriam repassar apenas R$ 100 milhões. Ainda é pouco, mas ficamos surpresos com o aumento de R$ 30 milhões”, afirmou. “Nós sempre precisamos de mais, porém quem estava no aperto, considero esse pacote como uma vitória”, complementou.
O aporte de recursos está inserido no Programa Água para Todos e será discutido novamente em uma reunião que será realizado na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste do Nordeste (Sudene), na próxima segunda-feira (05). Também deverão participar das discussões para tratar da operacionalização dos recursos e quais municípios serão contemplados com a liberação da verba, técnicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paraíba (Codevasf), Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) e presidentes de associações municipais de todo o Nordeste.
Presidente anuncia, em São Paulo, liberação de R$ 8 bilhões para obras na capital; R$ 3 bilhões para obras de mobilidade urbana (corredores de ônibus), R$ 1,3 bilhão contra enchentes, R$ 2,2 bilhões para recuperação de mananciais e R$ 1,5 bilhão para a construção de 20 mil moradias populares; "Já investimos R$ 89 bilhões em mobilidade urbana, e vamos investir mais R$ 50 bilhões", disse Dilma. "Morei na Avenida Radial Leste", lembrou a presidente, sobre a principal via da Zona Leste da cidade; ela criticou falta de investimentos em Metrô; governador Geraldo Alckmin, do PSDB, não compareceu à cerimônia; prefeito Fernando Haddad, do PT: "São Paulo não pode ficar isolada"; obras começam "amanhã ou depois de amanhã", disse ele à presidente; ministro das Cidades classificou volume de investimentos em mobilidade como "o maior do mundo"
Às 12h07, a presidente Dilma Rousseff iniciou seu pronunciamento na Prefeitura de São Paulo, onde irá assinar, em instantes, a liberação de R$ 8 bilhões em verbas para obras na capital. O encerramento se deu às 12h33.
- Talvez, assim como as mídias sociais, o grande acontecimento do século 21 é o surgimento de megacidades, iniciou a presidente Dilma. São Paulo é uma megacidade, talvez a mais significativa, importante e desafiadora nessa parte do hemisfério. É grandiosa por sua população, mas também por seus problemas.
A presidente assinalou que "sem sombra de dúvida, São Paulo é recortada por desigualdades". "Eu vim anunciar mais uma contribuição do governo federal ao enfrentamento de grandes problemas", prosseguiu. "Serão R$ 8 bilhões: R$ 3 bilhões para mobilidade urbana, R$ 1,3 bilhão para obras contra enchentes, R$ 2,2 bilhões para drenagem e R$ 1,5 bilhão do Minha Casa, Minha Vida para moradias para 20 mil famílias", detalhou Dilma.
"Eu já morei na avenida Radial Leste", lembrou a presidente, sobre a principal avenida da Zona Leste da cidade. Ela fez a menção ao ressaltar a importância da criação de corredores de ônibus com parte das verbas liberadas agora. A Prefeitura anuncia a abertura de 96 quilômetros de corredores exclusivos para ônibus.
"Não é a primeira vez que eu venho aqui em São Paulo anunciar obras, mas é a primeira vez que anunciamos de forma concentrada a liberação de R$ 8 bilhões", sublinhou a presidente. "Um ponto importante é que essas obras serão iniciadas rapidamente".
Dilma citou que 55% da população de 11 milhões de pessoas usa meios de transporte coletivo. "Como é possível uma cidade do tamanho de São Paulo não ter metrô, não ter transporte enterrado, como se diz", perguntou. "Somos a maior cidade do mundo com o menos sistema de transporte metroviário do mundo", comparou a presidente, numa crítica indireta às administrações estaduais do PSDB, no poder no Estado desde 1995. O governador Geraldo Alckmin não participa da cerimônia, tendo enviado um secretário como representante.
- Dar mobilidade urbana é devolver vida à população, classificou Dilma. "O governo federal está empenhando em assegurar metrô e veículos leves sobre trilhos. Já colocamos R$ 89 bilhões em mobilidade urbana, e agora vamos investir mais R$ 50 bilhões. É justo que a primeira cidade a receber R$ 8 bilhões desses R$ 50 bilhões seja São Paulo. É justo que seja aqui, porque é o nosso maior desafio de mobilidade urbana".
A presidente acentuou que sua gestão investiu diretamente na construções de linhas e estações de metrô nas capitais de "Porto Alegre, Curitiba, Salvador, Recife, Fortaleza e Distrito Federal, além de parceiras com São Paulo e Rio de Janeiro".
Abaixo, noticiário anterior:
247 - "São Paulo é grande demais para ficar isolada", afirmou, em discurso, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, ao lado da presidente Dilma Rousseff, em cerimônia neste momento (11h53) na Prefeitura de São Paulo. A presidente irá anunciar, em instantes, a liberação de R$ 8 bilhões para obras na capital. "O que está sendo anunciado aqui é que vamos buscar incansavelmente um realinhamento entre São Paulo e o governo federal, assim como já ocorre com o governo estadual", completou Haddad. "O sucesso de São Paulo é o sucesso do Brasil".
Em seguida a Haddad, fala o ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro. "Estamos vivendo um momento histórico no País", disse ele. "Isso porque o governo da presidente Dilma retomou um tema que o Brasil havia se esquecido, o da mobilidade urbana", assinalou. "Antes, houve o desmonte de órgãos que eram imprescindíveis à infraestrutura urbana nas cidades brasileiras", apontou. "Me refiro ao Geipot, desmontado 23 anos atrás", citando o organismo que coordenava políticas públicas de transporte urbano, especialmente em regiões metropolitanas".
Boa parte dos recursos a serem anunciados pela presidente terá como destino a abertura de 127 quilômetros de corredores exclusivos de ônibus nas avenidas da capital. "Mobilidade urbana é ter tempo para se viver um pouco mais", definiu o ministro. Ribeiro afirmou que o governo federal destina atualmente R$ 89 bilhões para programas de mobilidade urbana. "É o maior programa de mobilidade urbana do mundo", definiu o ministro. Ele confirmou, às 12h02, que a presidente irá anunciar R$ 8 bilhões em recursos para obras na cidade.
O ministro anunciou, ainda, R$ 1,3 bilhão para obras contra enchentes, como canalização de córregos. Para limpeza e manutenção das represas Billings e Guarapiranga, os recursos federais serão de R$ 2,2 bilhões. Mais R$ 1,5 bilhão serão destinados à construção de 20 mil habitações populares. "Com isso, e mais os R$ 3 bilhões para mobilidade urbana, completamos R$ 8 bilhões", somou o ministro.
A (DES) CONFIANÇA DOS GOVERNADOS! PORQUE DILMA E CABRAL SE IGUALAM! POR QUE FALHARAM? O ARTIGO A CRISE É DE CONFIANÇA! DE HOJE NO JORNAL O FLUMINENSE POR COINCIDÊNCIA, OU NÃO, FOI PUBLICADO NO MESMO DIA EM QUE A PESQUISA IBOPE DÁ CONTA QUE CABRAL E DILMA ATINGIRAM OS NÍVEIS MAIS BAIXOS DE CONFIANÇA, DILMA 38% E CABRAL 25%. OS MAIS BAIXOS ENTRE TODOS. NO ARTIGO EXPLICO, COM BASE EM MEUS ESTUDOS ACADÊMICOS, UMA DAS RAZÕES DO PORQUE OS GOVERNOS TÊM FALHADO. ESSE TEMA É CENTRAL NOS CURSOS QUE FAÇO COM OS MILITANTES ATRAVÉS DO INSTITUTO REPUBLICANO. LEIAM E COMENTEM.
O povo foi às ruas para exigir do governo Dilma: saúde,
educação, transporte e um bastam nesta corrupção. A presidenta Dilma, mudou o
foco e está usando de malandragem das nossas reivindicações levando para o
congresso nacional um plebiscito dos quais não atende as exigências de nossas
manifestações. Será que ela não entendeu o que realmente queremos ou está nos
querendo fazer de bobo?
PLEBISCITO QUE QUEREMOS É:
MUDANÇA GERAL NA
POLITICA;
-No legislativo:
-Queremos que o dinheiro de campanha
não saia do governo e sim do bolso dos próprios políticos.
-Os políticos precisam ter competência
e para isto fazer uma prova como é feita para os concursos públicos inclusive
pagar uma taxa de inscrição.
-O salario terá que ser equivalente a
cinco salários mínimos sem nenhumas regalias.
-O parlamentar precisa no máximo de
três assessores.
-O parlamentar que no prazo de seis
meses não mostrar trabalho será eliminado como acontece numa empresa privada.
-Aposentadoria do parlamentar terá que
ser de 30 ou 35 anos.
-No senado: dois parlamentares por
cada Estado.
-Na câmara federal: quatro
parlamentares por cada Estado.
-No executivo:
-Redução nos ministérios no máximo de
cinco.
-Os ministros terão que ser cargos de
carreira e não políticos.
-Os salários também não poderão
ultrapassar os cinco salários mínimos.
-O mandatário da nação também terá que
pagar a taxa de inscrição e fazer as devidas provas para o cargo.
Paragrafo único:
Todos aprovados terão que
ser eleitos pelo povo, isto seria como uma entrevista para seus devidos cargos.
-No judiciário:
Paragrafo único – cumprir as leis sem nenhumas regalias.
OBS:
Com estas reduções de custos. O
Brasil teria alguns quadrilhões de Reais que daria para melhorar toda a
situação do país: na saúde, segurança, trabalho e dando condições dignas para
todos terem suas moradias e viver num Brasil melhor com igualdade.
A politica atual regrediu aos anos dos coronéis onde seus
jagunços eram determinados a votar naqueles candidatos indicados, hoje atualizaram
usando as bolsas famílias para continuar no mesmo ritmo e o povo infelizmente
sem a devida cultura e com a fome bem próspera não ver outra solução a não ser
votar pelo estômago. E os políticos continuam fazendo as mesmas promessas que
nunca serão cumpridas e ficará passando de pai para filhos e netos o poder para
continuar as falcatruas e corrupções dentro deste país chamado Brasil.
Ato no Centro já reúne mais de 20 mil. Protesto teve alguns focos de tumulto.
Rio - O deputado estadual Marcelo Freixo (Psol), que acompanha o ato de várias centrais sindicais no Centro da cidade, nesta quinta-feira, deu apoio à manifestação, que reúne mais de 20 mil pessoas até o momento. "É muito bom ver as pessoas na rua, principalmente as centrais sindicais, que estavam um pouco adormecidas pela relação com o PT. As pautas apresentadas nessa manifestação são antigas e isso mostra que nada foi resolvido até agora", pontuou Freixo.
Manifestação teve focos de tumulto
No começo da tarde desta quinta, um homem jogou uma pedra na vidraça dos fundos da Igreja da Candelária e saiu andando no meio da multidão. Uma pessoa que presenciou a cena, contou o caso aos PMs que estavam no local e o cercaram. Outros manifestantes tentaram impedir a ação da polícia e houve tumulto. O rapaz, ainda não identificado, acabou solto. De acordo com os ativistas, vários policiais militares estão sem identificação nas fardas.
Mais cedo, um tumulto entre o grupo Black Bloc e PMs do 5º BPM (Praça da Harmonia) terminou com um dos manifestantes levado para a 5ª DP (Mem de Sá) por estar com o rosto coberto e se recusar a se identificar. O jovem carregava uma bandeira com o símbolo do anarquismo. Cerca de 50 membros do Black Bloc estiveram no local.
Fabrício Oliveira, 26 anos, que está desempregado, falou sobre a ação policial. "A PM estava certa, mas foi covarde e perdeu a razão, porque o rapaz ligou pro pai e pediu que eles esperassem para que ele chegasse e fosse com eles até a delegacia, o que não aconteceu. Eu memsmo tomei uma cacetada na barriga. Não fiz nada", reclamou.
Na Avenida Presidente Vargas, uma equipe da TV Globo foi cercada por manifestantes e a polícia tambem usou gás e spray para afastá-los.
Alguns representantes dos sindicatos anunciaram várias vezes pelo alto-falante que não querem pessoas com rostos cobertos no ato. "Aqui não tem fascista, só categorias unidas", repetiram. A diretora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio (Sepe), Vera Nepomuceno, condenou as ações policiais durante as diversas manifestações pela cidade.
"Infelizmente, nossa política de segurança pública criminaliza o movimento. Nos últimos episódios, vimos a PM agindo de forma bárbara. Sobre aqueles que estavam infiltrados, praticando violência, não vimos a polícia fazer nada", reclamou.
Nepomuceno também explicou algumas demandas do protesto. "Esse movimento é organizado pelas centrais sindicais. Nós queremos 10% do PIB para a educação. A presidenta Dilma tem que garantir a verba pública para a educação pública. A educação é contra a parceria público-privada nas escolas públicas. É importante defender que o dinheiro público, não pode ser dedicado ao pagamento de banqueiros. Queremos passe livre para nossos estudantes. Esse problema é uma das causas da evasão escolar, um absurdo", afirmou.
Segundo PMs do 5º BPM (Praça da Harmonia), há pelo menos 100 homens acompanhando o ato, com reforço de policiais do 3º BPM (Méier) e do Batalhão de Choque (BPChq).
A Avenida Presidente Vargas foi reaberta no sentido Praça da Bandeira. Há reflexos no Mergulhão da Praça XV. O sentido Candelária segue interditado, com desvio pela Avenida Passos. Agentes da CET-Rio orientam o tráfego.
Deputado federal afirma que presidente da CBF quer anistia de R$ 3 bilhões dos clubes.
O deputado Romário (PSB-RJ) usou sua página no Facebook para mais uma vez se posicionar contra a gestão de José Maria Marin na presidência da CBF. Segundo Romário, Marin esteve em Brasília na última terça-feira para se reunir com um grupo de deputados e pedir pelo perdão dívida de R$ 3 bilhões que os clubes do país têm com a União.
"Essa dívida, para quem não acompanha o assunto, é para com o INSS, Imposto de Renda e Fundo de Garantia. Ao longo dos últimos 20 anos, os clubes de futebol não repassaram ao fisco os valores devidos. A dívida cresceu e se tornou gigantesca pelo acúmulo de juros, principalmente", disse Romário. Leia também: Romário defende investigação de envolvimento de Marin com a ditadura
Segundo o deputado federal, que preferiu não revelar os colegas de Congresso que estiveram com Marin, o presidente da CBF tenta conseguir a contrapartida de favores que como chefe da entidade ele garantiu aos deputados em junho. "Ou Marin já está apresentando a fatura da CBF por ter concedido centenas de ingressos a parlamentares dos jogos Copa das Confederações?", disse Romário.
O ex-jogador, eleito para seu primeiro mandato em 2010, disse ainda que Marin convidou Henrique Alves, presidente da Câmara, para ser chefe de delegação da seleção brasileira em amistoso contra Portugal, nos Estados Unidos, em setembro. Alves usou avião da FAB para levar sua família e amigos ao Rio de Janeiro para acompanhar a partida entre Brasil e Espanha.
"O que significa essa ação oportunista de José Maria Marin ao Parlamento Brasileiro, com convites e reuniões? É uma ousada tentativa para silenciar a Câmara dos Deputados com a troca de favores e benefícios?", disse Romário.
José Maria Marin não se pronunciou sobre o caso. Ele costuma usar o site da CBF para rebater acusações de Romário . Na última vez, ao ser apontado pelo deputado como co-responsável pela prisão, tortura e morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, durante a ditadura militar, Marin fez pronunciamento escrito no portal oficial da entidade.
No site da CBF, Marin disse que "os encontros tiveram o objetivo de manifestar o agradecimento, em nome da Seleção Brasileira campeã da Copa das Confederações, pelo apoio que toda a delegação recebeu das autoridades".
Sem alarde, Câmara e Senado articulam propostas que contrariam demandas das manifestações no País.
Em meio às respostas claramente destinadas às manifestações que ganharam as ruas nas últimas semanas, o Congresso tem discutido e votado, sem alarde, uma série de propostas que vão de encontro aos interesses manifestados nos protestos. A lista de propostas debatidas nos corredores da Câmara e no Senado inclui desde questões como a revisão das regras eleitorais até a alteração da Lei da Ficha Limpa, passando pelo debate sobre o voto secreto de parlamentares e a criação de um marco regulatório na internet brasileira.
Somente nos últimos dias, a apreciação de várias propostas evidenciou a ação dos parlamentares. Na noite desta quarta-feira, por exemplo, as atenções voltavam-se para as negociações na Câmara em torno do projeto sobre a destinação dos royalties no petróleo, sob risco de os parlamentares alterarem o texto e reduzirem a fatia desses recursos destinada à educação.
Nesta semana, deputados enterraram a proposta de um plebiscito para a reforma política, apesar das manifestações contra a corrupção do sistema político-eleitoral. A ideia, capitaneada pela presidente Dilma Rousseff, não sobreviveu nem duas semanas. Já no Senado, uma das decisões que jogou contra a demanda popular foi a de derrubar a proposta de emenda à Constituição que pretendia acabar com o cargo de segundo suplente. Nesta quarta-feira (10), no entanto, os senadores voltaram atrás e aprovação a redução no número de suplentes.
Até mesmo a derrota da PEC 37 corre o risco de ser revertida no futuro
Até mesmo a derrota da PEC 37, que restringiria o poder de investigação do Ministério Público e cuja derrubada é tida como uma das respostas do Congresso à “demanda das ruas”, corre o risco de ser revertida no futuro. Embora seja clara a regra que impede que a proposta seja reapresentada de imediato, o autor do texto, o deputado Lourival Mendes (PTdoB-MA), vem estudando uma forma de reapresenta-la no próximo ano, como informou o iG nesta quarta-feira. Para isso, ele diz ter o apoio de defensores públicos e delegados da Polícia Federal, principais interessados no assunto.
Uma das movimentações que ganha corpo no Congresso, como noticiou o iG no início desta semana, é a discussão sobre mudanças na Lei da Ficha Limpa. O texto nasceu de um projeto de iniciativa popular e foi referendado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entendimento dos congressistas, entretanto, o texto da Lei Complementar 135, de 2010, precisa de “correções”.
Um anteprojeto sobre o assunto ainda não foi apresentado, mas já circulam sugestões como a de aliviar a punição para políticos que forem considerados inelegíveis pela Justiça Eleitoral. Um dos itens trata do prazo para início da contagem do tempo de oito anos de inelegibilidade. A Lei da Ficha Limpa determina que esse prazo comece a ser contado após o cumprimento da pena de reclusão. Os deputados querem subtrair desses oito anos o período transcorrido entre a decisão do colegiado que o condenou e o trânsito em julgado.
Adiamento
No Congresso, o comentário de deputados e senadores é o de que a tal “agenda negativa” tem sido articulada silenciosamente, enquanto projetos que se alinham às demandas da população são tratados com pompa. Assim, algumas discussões têm sido jogadas para frente, na esperança de que o clima gerado com os protestos esfrie com o passar dos meses.
Nesta semana, a Câmara, por exemplo, não chegou a um acordo para votar a chamada minirreforma eleitoral. A apreciação da proposta só deverá acontecer depois do recesso parlamentar, marcado dia 18 de julho. O texto inclui itens polêmicos, como o que autoriza a candidatura de políticos que tiveram suas contas de campanha já rejeitadas pela Justiça em eleições anteriores, desde que essas contas tenham sido apresentadas no tempo certo previsto pela Lei das Eleições.
A proposta também prevê regras para a chamada “pré-campanha”. Isso libera os candidatos para participarem de atividades com efeito eleitoral fora do período de campanha estabelecido pela lei. O texto também aborda questões como a propaganda nas redes sociais. “É uma proposta que vai desburocratizar a eleição”, defende o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) que fez parte do grupo de trabalho que elaborou a proposta.
À frente do grupo de trabalho que discute a minirreforma eleitoral, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) afirma que as mudanças propostas pelo texto não contrariam a demanda das ruas, mas sim corrigem falhas. “Todas as mudanças que estamos propondo são positivas”, argumenta o parlamentar.
Outro assunto que acabou ficando para depois é a discussão da lei que tipifica o crime de terrorismo no Brasil. O texto está sendo relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Uma das preocupações levantadas em torno do assunto é o risco de a lei permitir o enquadramento de movimentos sociais e até mesmo de manifestações como as que atingiram o país nas últimas semanas.
Voto secreto
Em alguns casos, o Congresso levantou discussões que encontram respaldo na demanda popular, mas caminha apenas para uma mudança parcial nas regras. Se depender da Câmara, por exemplo, fim do voto secreto de parlamentares deve se restringir às votações de cassação de mandato.
De qualquer forma, essa discussão deve demorar a dar resultado. No calor das manifestações, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara chegou a aprovar a PEC 196, conhecida como PEC do Voto Aberto. Não há previsão de quando a proposta seguirá para o plenário, já que ainda aguarda a formação de uma comissão especial mista que analisará seu mérito.
Ao dar seguimento à tramitação dessa proposta, os líderes da Câmara deixaram em segundo plano uma proposta bem mais ampla, a PEC 348, apresentada em 2001, e que prevê voto aberto para todas as deliberações do Congresso.
Já a proposta aprovada na CCJ do Senado na semana passada é mais ampla que a aprovada na Câmara. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a emenda prevê o fim do voto secreto nas três situações previstas na Constituição Federal – cassação de mandato parlamentar, votações de vetos presidenciais e de indicações de autoridades. Nesse caso, a proposta precisa ainda ser aprovada em dois turnos no Plenário do Senado antes de seguir para a apreciação da Câmara.
Internet
No bojo das discussões sobre a criação do chamado marco regulatório da internet, também uma demanda presente nos protestos, interesses empresariais acabaram se sobrepondo e fazendo com que a votação fosse adiada sucessivamente. O relator da proposta, deputado Alessandro Molon (PT-RJ) esperava que nesta semana o projeto fosse apreciado na Câmara, mas um novo adiamento ocorreu durante a reunião de líderes realizada na terça-feira. A votação se faz ainda mais necessária, segundo ele, diante das denúncias de espionagem comandadas por autoridades dos Estados Unidos na internet brasileiro.
O ponto central do conflito é a chamada “neutralidade de rede”, rejeitada pelas empresas de telecomunicações. Estabelecer a neutralidade significa impedir que as teles continuem controlando a velocidade de conexão e discriminando pacotes com base no perfil dos consumidores. Essa discriminação atinge especialmente os serviços de voz sobre IP (VoIP) e downloads, atividades diretamente concorrentes com os serviços de telefonia e opção bem mais barata para o usuário.
Na reunião de líderes que tratou do assunto, na terça-feira, pesou a posição contrária do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), sobre o tema.
O povo foi às ruas para exigir do governo Dilma: saúde, educação, transporte e um bastam nesta corrupção. A presidenta Dilma, mudou o foco ...e está usando de malandragem das nossas reivindicações levando para o congresso nacional um plebiscito dos quais não atende as exigências de nossas manifestações. Será que ela não entendeu o que realmente queremos ou está nos querendo fazer de bobo?