terça-feira, 29 de novembro de 2011

Deputado mais votado no RJ, Wagner Montes pode ser cassado

              Wagner Montes é conhecido pelo seu trabalho na TV

Deputado estadual mais votado em 2010 no Estado do Rio de Janeiro, o apresentador Wagner Montes pode ter o mandato cassado. O PDT no Rio entrou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo o mandato do parlamentar, que trocou o partido pelo recém-criado PSD.

De acordo com o presidente regional do PDT, José Bonifácio, o caso pode ser interpretado como infidelidade partidária. Além de Wagner Montes, o PDT também pediu os mandatos de Myriam Rios (PSD) e Marcos Soares (PSD), que seguiram o mesmo caminho e migraram para a nova legenda.

Em queda nos últimos anos, o PDT quase dobrou sua bancada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) graças ao apresentador da TV Record. Em função da sua expressiva votação, Wagner Montes levou outros parlamentares dentro de sua cota e fez a bancada pedetista ter 11 deputados no começo do ano. Dentro do partido, há quem diga que a presidência do diretório regional deveria ter mais carinho por Wagner Montes graças ao empurrão que ele deu na bancada.



Boni, 22 anos depois, diz como a Globo ferrou Lula

DEBATE DECISIVO DA ELEIÇÃO DE 1989, QUE NA PRÁTICA ELEGEU FERNANDO COLLOR, FOI TOTALMENTE ARRUMADO PELA EMISSORA; "COLOCAMOS AS PASTAS TODAS ALI COM SUPOSTAS DENÚNCIAS CONTRA LULA, MAS ESTAVAM VAZIAS", ADMITE O EX-CHEFÃO GLOBAL EM "O LIVRO DO BONI"

29 de Novembro de 2011 às 08:03

247 - Todos já sabiam sobre a manipulação de imagens por parte do jornalismo da Rede Globo, no Jornal Nacional, um dia depois do debate do dia 14 de dezembro de 1989 entre os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. Agora, no entanto, 22 anos após o ocorrido, o homem que formatou o “Padrão Globo de Qualidade” simula uma "revelação bombástica" para lançar sua nova obra, "O Livro do Boni": a Globo manipulou o debate.

Em entrevista ao jornalista Geneton Moraes Neto, transmitida pela Globo News, José Bonifácio Sobrinho, o Boni, dá detalhes da noite do debate, cuja repercussão foi considerada fundamental para a vitória no segundo turno de Collor de Mello, uma vez que antes do acontecimento os dois políticos estavam em situação de empate técnico.

Boni admitiu que a emissora assumiu o lado de Fernando Collor de Mello. Segundo ele, após ser procurado pela assessoria do ex-presidente, o superintendente executivo da Globo, Miguel Pires Gonçalves, pediu que ele palpitasse no evento. “Eu achei que a briga do Collor com o Lula nos debates estava desigual, porque o Lula era o povo e o Collor era a autoridade”, contou. “Então nós conseguimos tirar a gravata do Collor, botar um pouco de suor com uma 'glicerinazinha' e colocamos as pastas todas que estavam ali com supostas denúncias contra o Lula – mas as pastas estavam inteiramente vazias ou com papéis em branco”, disse Boni. “Todo aquele debate foi [produzido] – não o conteúdo, o conteúdo era do Collor mesmo -, mas a parte formal nós é que fizemos”.

Ao contar algo que todos já sabiam, fazendo questão de acrescentar detalhes picantes, para ter mais repercussão - trechos de sua entrevista já foi replicada por diversos veículos e portais de comunicação - o ex-chefão da Globo conseguiu protagonizar um dos maiores eventos literários do ano.

Com informações do portal Panorama Mercantil.

FMI vem ao Brasil pedir dinheiro para países europeus em dificuldades



A expectativa e grande para o encontro na quinta-feira, em Brasília, entre a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e a presidente Dilma Rousseff.

O palácio do planalto já recebeu sinais de que Lagarde ira pedir ao Brasil que de conceda uma ajuda em dinheiro para os paises europeus em dificuldade, em especial a Grécia e a Itália.

Dilma deve manter a mesma posição que já manifestou por diversas vezes.

O Brasil esta disposto a ajudar, mas desde que aumente sua participação no FMI. E, aliás, a mesma posição da China.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Golpe do falso sequestro: presos pediam, em média, R$ 20 mil de "resgate"

Quadrilha que agia em Bangu chegou a fazer vítimas em 11 Estados brasileiros.
As investigações da Delegacia de Copacabana (13ª DP) que resultaram nesta segunda-feira (28) em ação contra quadrilha que aplicava golpes de falso sequestro, a partir de presídios do Rio de Janeiro, revelam que os detentos pediam, em média, pagamento de resgate de R$ 20 mil. Os suspeitos, que fizeram vítimas em 11 Estados brasileiros, simulavam o sequestro de pessoas da família da vítima.

Quadrilha fez vítimas em 11 Estados.
Em uma das interceptações telefônicas, um dos chefes da quadrilha disse à mulher que chegava a faturar R$ 10 mil por dia com o golpe do falso sequestro. Em 15 dias, a polícia verificou 977 ligações feitas por uma única linha telefônica. Os presos ligavam aleatoriamente para números de telefone, sempre a cobrar.

As investigações, que resultaram na operação Bloqueio 13, que cumpriu, nesta segunda-feira, cinco mandados de prisão contra pessoas que já estavam presas, revelaram também que um ex-bombeiro mantinha de dentro da cadeia um escritório de agiotagem.

A informação foi confirmada pelo delegado Carlos Abreu, responsável pelos três inquéritos que indiciaram 25 pessoas, das quais 15 foram denunciadas pelo Ministério Público e oito tiveram a prisão decretada pela Justiça. Três ainda são procuradas.

- Temos informações de que ele mantinha um escritório de agiotagem, que emprestava dinheiro para presos, mas principalmente para pessoas que estão do lado de fora, porque quem precisa de dinheiro é a família do preso. Ele atua em São João de Meriti e tem uma pessoa do lado de fora que administra os negócios dele, via celular.

O delegado contou que 26 contas bancárias usadas pela quadrilha já tiveram o pedido de bloqueio feito à Justiça. A movimentação financeira será feita pelo setor responsável por crimes de lavagem de dinheiro da Polícia Civil.

- Não temos como estimar o valor adquirido pela quadrilha, mas apenas um dos presos fez em 15 dias 977 ligações, com apenas uma linha. O presídio Plácido de Sá Carvalho possui 1.300 presos. Em todo o complexo penitenciário de Bangu, foram registradas 160 apreensões de celular. O que nós verificamos é que a quadrilha usava o dinheiro do crime para comprar bens, como carros e imóveis.

Compra de veículos e imóveis

Em uma das interceptações telefônicas, um preso que fazia o falso sequestro por telefone encomenda a compra de um caminhão por R$ 60 mil. Em outra ligação, interceptada com autorização da Justiça, outro preso autoriza a mulher a comprar um apartamento de valor semelhante.

As investigações começaram a partir do registro de ocorrência feito por um homem que foi procurado pelos criminosos. Orientada pelos policiais, a vítima levou uma quantia em dinheiro e deixou o envelope sobre uma lixeira na Lapa, conforme combinado com os criminosos. Assim que um integrante do grupo chegou para pegar o dinheiro, foi preso em flagrante. Através dessa prisão, a polícia chegou ao restante do grupo.

Contas bancárias usadas por três meses

A polícia também descobriu que, para não chamar a atenção da polícia, a quadrilha usava contas bancárias de várias pessoas, que recebiam até 20% do valor do depósito, mas as mantinham por períodos curtos, de cerca de três meses. Depois outras pessoas eram procuradas para emprestar suas contas para o grupo. O dinheiro era depositado em outras contas, de parentes ou pessoas próximas aos presidiários, as chamadas contas de segurança.

As pessoas presas vão responder pelo crime de extorsão, cuja pena pode chegar a dez anos de prisão, além de formação de quadrilha. Segundo o delegado Carlos Abreu, alguns dos presos ligados à quadrilha tinham recebido benefícios, como direito de visitar a família aos fins de semana. Com as novas prisões, eles deverão perder os benefícios.

- Eles intimidavam as vítimas com ameaças. Em um dos casos, um criminoso diz à vítima que vai dar um tiro na espinha do filho dela. Eles simulavam crianças chorando. Em outro caso, duas pessoas da mesma família caíram no golpe e perderam R$ 8.000. Uma delas até se hospedou em um hotel na Central do Brasil durante nove horas.





Semana Nacional de Conciliação começa nesta segunda-feira

O CNJ quer encerrar com acordos cerca de 170 mil processos que existem atualmente na Justiça


Começa nesta segunda-feira, em todo o país, a Semana Nacional de Conciliação, organizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A iniciativa visa a resolver conflitos judiciais de forma mais rápida por meio de acordos entre as partes envolvidas em processos.

Até a próxima sexta-feira, réus e processantes participarão de audiências de conciliação convocadas pela Justiça. A maioria das ações judiciais que serão discutidas nessas sessões envolverá as empresas e as instituições mais processadas do país, entre elas, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a Caixa Econômica Federal (CEF).

A expectativa do CNJ é que o esforço concentrado sirva para encerrar com acordos cerca de 170 mil processos que tramitam atualmente na Justiça. Na semana de conciliação do ano passado, 171 mil sessões de conciliação foram bem sucedidas, das 361 mil realizadas.

Só na cidade de São Paulo, mais de 4 mil audiências devem ser realizadas até sexta-feira. A Semana Nacional de Conciliação na capital paulista ocorre no Memorial da América Latina, na região oeste da cidade. Lá, serão realizadas audiências de conciliação da Justiça Federal, Justiça Estadual e Justiça do Trabalho.

A Defensoria Pública também prestará atendimento no local. Além de participar das audiências convocadas pela Justiça, a defensoria, juntamente com o Instituto de Medicina Social e de Criminologia (Imesc), divulgará resultados de exames de paternidade durante a semana.

Caso o resultado seja positivo e o pai queira reconhecer o filho, a homologação será feita na própria Semana de Conciliação. Assim, evita-se a abertura de uma nova ação judicial.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Mega da Virada 2011 vai pagar mais de R$ 170 milhões

Apostas serão aceitas pelas lotéricas a partir de segunda-feira, para sorteio que vai ocorrer na noite do dia 31 dezembro.


As lotéricas começam a receber a partir de segunda-feira apostas para a Mega da Viradaque, neste ano, deve ter prêmio superior a R$ 170 milhões. Essa é a previsão inicial da Caixa Econômica Federal, que pode subir se prêmios acumularem daqui até a data do sorteio, que ocorrerá na noite de 31 de dezembro.

Leia também: Mega-Sena acumulada pode pagar R$ 16 milhões neste sábado

Assim como aconteceu no ano passado, esse sorteio não vai acumular. Se nenhum apostador acertar a sena, o prêmio máximo será dividido entre os apostadores que acertarem cinco números.

As apostas ficarão abertas de segunda até o dia 31, mesmo com a ocorrência de outros sorteios até o fim do ano. As apostas para a Mega da Virada 2011 serão feitas em um volante distinto do normal (veja imagem ao lado).

No ano passado, com o acúmulo de sorteios sem vencedores, a Caixa acabou pagando o seu valor recorde na virada de 2010 para 2011, de R$ 194 milhões. Essa quantia foi dividida entre quatro apostadores que acertaram os seis números principais.

Segundo as estatísticas da Caixa, as dez dezenas que mais foram sorteadas na Mega-Sena são, pela ordem, 05, 33, 51, 41, 53, 04 e 43. As menos sorteadas da história foram 09, 21, 46, 45, 22 e 26.

As loterias da Caixa apresentam crescimento de 8% no volume arrecadado neste ano, até outubro, em relação ao ano passado. A arrecadação bateu recorde de R$ 7,63 bilhões, contra R$ 7,05 bilhões de janeiro a outubro de 2010.

Polícia Federal faz operações contra fraude no INSS do Rio

 Dezesseis pessoas foram presas nesta quinta-feira, 24, durante operação do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF) do Rio, que teve o objetivo de desarticular uma quadrilha acusada de fraudar benefícios previdenciários e assistenciais no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). De acordo com o MPF, o bando utilizava nomes de vítimas de desastres aéreos, entre eles o da Legacy, TAM e Air France, para fraudar o benefício.

Até o momento foram identificados aproximadamente 160 benefícios previdenciários e assistenciais fraudulentos ou com sérios indícios de irregularidade, além de 119 CPFs materialmente autênticos, mas ideologicamente falsificados. Os prejuízos aos cofres da Previdência Social são de aproximadamente R$ 3 milhões.

A Operação Miragem visa cumprir 17 mandados de prisão preventiva (cinco servidores do INSS e 12 intermediários), além de 25 mandados de busca e apreensão. Outros três mandados de busca e apreensão também estão sendo cumpridos pela PF em São João de Meriti, no Rio, na Operação Caixa Preta. O MPF já denunciou 20 integrantes da organização.

Segundo o MPF, os instituidores das pensões por morte fraudulentas, obtidas por intermédio dos integrantes da quadrilha, eram selecionados entre vítimas de grandes desastres aéreos no país como no choque entre o avião da Gol e o jato Legacy, em 2006, a colisão do avião da TAM nas redondezas do aeroporto de Congonhas, em 2007, e a queda do avião da Air France na Costa Brasileira em 2009.

Como muitas das pessoas falecidas não teriam deixado dependentes, foram forjadas falsas relações de parentesco e dependência econômica, as quais lastrearam a concessão de pensões por morte igualmente irregulares.

As fraudes eram realizadas por despachantes e servidores que inseriam informações fictícias nos sistemas previdenciários e falsificavam documentos públicos para obter concessão de benefícios da prestação continuada, pensões por morte e aposentadorias irregulares.



quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PMDB fará apelo para STF apressar julgamento de Jader

O PMDB prepara uma moção pública para que o Supremo Tribunal Federal (STF) agilize o julgamento de dois peemedebistas atingidos pela Lei da Ficha Limpa e que reivindicam o mandato de senador: Jader Barbalho (PA) e Marcelo Miranda (TO). Os integrantes da Executiva Nacional do partido, reunidos hoje em Brasília, devem divulgar uma nota oficial pedindo equivalência de tratamento em relação aos senadores cuja posse foi determinada pelo Supremo: Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Capiberibe (PSB-AP).

Cássio e Capiberibe vão assumir a cadeira de dois peemedebistas: Wilson Santiago (PB) e Gilvam Borges (AP). 'A situação chega a ser constrangedora. Queremos pelo menos tratamento igual para casos semelhantes', protestou o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), ansioso pela (eventual) posse de Jader e Miranda.

Um empate suspendeu há duas semanas a última semana o julgamento de Jader, que será retomado somente com a posse da nova ministra, Rosa Weber, que ainda aguarda sabatina no Senado. A situação de Miranda é mais complicada: o ministro Luiz Fux manteve a condenação imposta a ele em 2009. Segundo Fux, a inelegibilidade de Miranda não decorre da Ficha Limpa, mas de sua condenação por abuso de poder econômico nas eleições de 2006, que o tornou inelegível até 2012.

‘O filho vai nascer’, diz Cesar Maia sobre coligação com Garotinho no Rio

Ex-prefeito carioca diz que aliança entre DEM e PR é certa e foi selada ‘em função da derrota do PMDB’
“O casal já passou a lua de mel, está vivendo junto, casado, e o filho vai nascer”, responde Cesar Maia sobre a possível aliança entre o DEM e o PR, do ex-governador Anthony Garotinho, pela disputa da Prefeitura do Rio em 2012. “A nossa convergência é em função da derrota do PMDB”, esclarece. “Eduardo Paes corre o risco de nem ir para o segundo turno”, diz confiante.
Cesar sobre possível coligação com PR: 'A nossa convergência é em função da derrota do PMDB'

Ex-prefeito que comandou a capital fluminense por 16 anos (incluindo o governo de Luís Paulo Conde, a quem fez seu sucessor e depois rompeu), Cesar amargou o quarto lugar na disputa do Senado no ano passado.

Perdeu para Marcelo Crivella (PRB) e Lindberg Farias (PT), e ficou atrás do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Jorge Picciani (PMDB). “Minha candidatura não tinha segundo voto, o Marcelo Cerqueira (do PPS, com quem estava coligado) não tinha voto nenhum. O Picciani cresceu com o Lindberg e perdeu por causa do Garotinho, que falou que sua prioridade era derrubá-lo. Mas pode ser que o eleitor tenha cansado de mim”, avalia.

Leia mais: Garotinho e Maia se unem contra Sérgio Cabral no Rio

A última candidata à prefeitura que tentou emplacar, a ex-deputada federal Solange Amaral, ficou em sexto lugar, com 3,92% dos votos (128,5) no pleito de 2008. Dois anos antes, na disputa pelo governo do Rio, em 2006, apoiou a ex-deputada federal Denise Frossard (PPS) e também saiu derrotado. Para o governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB).

Agora, Cesar acredita que vai ser diferente. O pré-candidato a prefeito do partido que lidera é seu filho, o deputado federal Rodrigo Maia. A provável vice, Clarissa Garotinho, filha do casal de ex-governadores Rosinha e Garotinho.

Veja também: Garotinho diz ao iG que aliança é 'provável'

Os termos que favorecem o acordo, segundo Cesar, são simples: “Há interesse mútuo”, resume. “A Prefeitura de Campos é estratégica para o PMDB e para o PR (a ex-governadora Rosinha, mulher de Garotinho, é prefeita da cidade). É muito poderosa, recebe mais de R$ 1 bilhão de royalties. E tem (a eleição de)2014, o Garotinho é o grande adversário do PMDB no interior do estado. Por isso, Campos é tão importante. E lá o DEM não tem candidato, mas tem tempo de TV, o que é bom para Garotinho e para o PR ”, esclarece.

Leia ainda: No rastro dos pais, Clarissa Garotinho também quer o Executivo

Cesar afirma que em troca o DEM pensa em contar com o tempo de TV do PR no Rio. “O Garotinho é uma liderança forte, com 170 mil votos na capital no ano passado (quando se elegeu deputado federal com 694.862 votos em todo estado), e traz o aval do eleitor evangélico e de um eleitor mais popular que vota muito conjunturalmente”, diz.

A seguir, Cesar Maia fala dos preparativos para voltar à vida legislativa da cidade do Rio de Janeiro, onde é pré-candidato a vereador. “Seu eu for eleito teremos um jogo político de alto nível. Hoje o que se tem (na Câmara Municipal) é uma eterna adesão”, esnoba.

iG: Há resistências no DEM e no PR a uma chapa com o deputado federal Rodrigo Maia e a deputada estadual Clarissa Garotinho à Prefeitura do Rio. O acordo está fechado?

Cesar Maia: O casal já passou a lua de mel, já está vivendo junto, casado, e o filho vai nascer. Agora, política no Brasil, você jurar por Deus... Mas não há nada que nos leve a ter qualquer desconfiança de que esse acordo não esteja consolidado. E por quê? Porque há interesse mútuo.

iG: Não há conflitos entre as legendas?

Cesar Maia: O Rodrigo e o Garotinho foram mapeando o estado e vendo que em municípios grandes, onde os dois partidos têm tempo de televisão, não há nenhum conflito que não permita ceder o tempo e o comando da chapa para o outro. Campos fica com o PR; Rio de Janeiro, com o DEM; São Gonçalo, PR; Nova Iguaçu, DEM; Volta Redonda, PR; Maricá, DEM. Em municípios pequenos, cada caso é um caso. Se for possível estar junto, excelente, mas não há obrigatoriedade. Está tudo mais ou menos arrumado. Falta um ponto aqui e ali.

iG: Os eleitores do DEM e do PR não podem estranhar esse acordo?

Cesar Maia: Você faz coligações por duas razões: uma é a convergência no tempo, que é o caso que a gente tem com o PSDB nacionalmente. Em campanha presidencial estivemos juntos sempre. A outra é quando forças políticas se opõem a uma terceira que está no governo e entendem como prioritária a derrota dessa força. Foi o que aproximou o PR do DEM. A nossa convergência é em função da derrota do PMDB.

Leia também: Líder do PMDB do Rio detalha tática para partido governar até 2022



iG: Não temem possíveis perdas de votos?

Cesar Maia: Alguma perda na zona sul, mas essa perda não vai para o Eduardo (Paes, prefeito do Rio que tentará a reeleição pelo PMDB), vai para o Freixo (deputado Marcelo Freixo, PSOL, apontado como pré-candidato da legenda à sucessão municipal), que é forte na região. Então, onde a gente perde, não perde para quem está no governo, não perde para o PMDB. O Eduardo tem cometido erros que são fatais no Rio de Janeiro, como, por exemplo, perseguir servidor público. O segundo erro é confundir lei e ordem com repressão aos pobres, que gera uma rejeição muito grande na área popular. O terceiro é privatizar educação e saúde.

iG: O prefeito Eduardo Paes entrou na vida pública como afilhado político do senhor. Ele tornou-se um rival ou as críticas são apenas contra o PMDB?

Cesar Maia: O Eduardo quando era do DEM (PFL à época) achava que o Rodrigo (Maia) roubava o espaço dele na legenda. Foi para o PSDB, mas viu no PMDB opção para crescer, virou prefeito. Em relação à carreira política não acho que tenha agido errado. Mas como prefeito erra muito. Como disse, persegue servidores, privatiza educação e saúde. Mesmo com a boa vontade da mídia ele está com uma taxa de rejeição de 25% (segundo pesquisa de opinião encomendada pelo DEM há cerca de um mês). Por enquanto, ele está bem porque está surfando sozinho. Quando os outros candidatos aparecerem, ele cai.

iG: O governador Sérgio Cabral (PMDB) foi reeleito no primeiro turno com mais de 60% dos votos. Ele não será um forte cabo eleitoral do prefeito Eduardo Paes?

Cesar Maia: A eleição do ano que vem será competitiva, muito diferente de 2010, quando o Lula estava santificado e isso ajudou o Cabral. Numa eleição municipal, a influência federal é menor. O Cabral sofreu um forte prejuízo moral com a queda do helicóptero na Bahia e a crise dos bombeiros, as pesquisas mostram. Foi seu governo que piorou muito? Não, o governo do Sério Cabral é ruim desde sempre, as pessoas avaliavam bem em função de publicidade, UPA, essas coisas que não funcionam, mas geram um destaque. O que mudou? O impacto do boca a boca em relação a esses casos que citei. E as pessoas que fazem da sua parceria um elemento de propaganda, como Paes e Cabral com essa história de “estamos juntos (aperta as mãos, em referência ao slogan da campanha para a reeleição do governador Sérgio Cabral em 2010), estamos juntos (simula um abraço)", se comprometem. Na hora que (uma crise) pega uma parte a outra também é atingida.

iG: O deputado federal Anthony Garotinho já manifestou vontade de disputar o governo do Rio em 2014. O DEM irá apoiá-lo?

Cesar Maia: Não se discute 2014 na nossa aliança com o PR. Está completamente fora de discussão.

iG: Por quê? O senhor pode vir candidato ao governo do Estado em 2014?

Cesar Maia: Posso.

iG : Essa possibilidade não ameaça a aliança de 2012? Se Rodrigo e Clarissa forem eleitos, é natural que cada um apoie o candidato de suas respectivas legendas em 2014...

Cesar Maia: Às vezes é bom que os dois partidos tenham candidatos. O (senador) Lindberg é um candidato forte do PT, que faz muito bem a campanha eleitoral. A especialidade dele é fazer campanha. O (vice-governador Luiz Fernando) Pezão vem com a máquina do PMDB. Então, muitas vezes interessa para o Garotinho, que é favoritíssimo no interior e na região metropolitana, ter uma eleição espalhada para haver imprevisibilidade de a respeito de quem vai para o segundo turno. Pode interessar para ele, pode interessar a nós.


iG: O senhor sairá candidato a vereador. É para dar sobrevida ao DEM na capital fluminense, o senhor será o puxador de votos? Muitos integrantes da legenda migraram para o PSD...

Cesar Maia: A grande perda é sempre o potencial eleitoral de campanha majoritária, e isso nós não tivemos. Por exemplo, a (vereadora) Rosa Fernandes me procurou e disse que o tipo de representação comunitária que ela faz há mais de 30 anos depende de estar junto ao governo. A Rosa tem muito voto, é muito forte e muito boa. É interesse do prefeito tê-la na base de apoio puxando voto? Claro. Agora, não é perda política. Tivemos, sim, perda de votos na Câmara. O deputado federal Arolde de Oliveira foi para o PSD. Apesar de considerá-lo uma grande figura, não foi perda. A liderança evangélica que ele representava o Garotinho, que faz composição com a gente, tem.

iG: E tempo de TV e fundo partidário?

Cesar Maia: Só vamos saber em 2014. Se o PSD eleger bancada maior do que a nossa eles terão um tempo de TV maior do que a gente. Mas, do ponto de vista dos deputados federais, o PSD é o baixo clero do governo. Tenho dúvidas sobre o sucesso deles em 2014, porque não têm nomes expressivos. No Senado ainda tem a Kátia Abreu...Então, o que eles vão fazer em 2014? Vamos esperar. Até lá, o tempo de televisão é nosso, o fundo partidário é nosso, a estrutura do Congresso é nossa.












terça-feira, 22 de novembro de 2011

Rio de Paz faz protesto para pedir aprovação de Lei da Ficha Limpa estadual

A organização não governamental (ONG) Rio de Paz realiza nesta terça-feira (22) um protesto contra a corrupção em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da capital fluminense. Com o objetivo de pressionar a câmara a aprovar uma versão estadual da Lei da Ficha Limpa, prevista para ser votada na tarde de nesta terça-feira, a organização fincou 70 vassouras em baldes cheios de areia. O número representa a quantidade de deputados estaduais. As vassouras foram colocadas por voluntários da ONG nas escadarias da assembleia, chamando a atenção de pedestres e funcionários do Legislativo.

O Rio de Janeiro é a segunda unidade federativa a votar a Lei da Ficha Limpa estadual. Minas Gerais foi o pioneiro nessa discussão. Para o presidente da ONG Rio de Paz, Antônio Costa, a votação é um marco histórico para o estado. “[A lei] Vai pegar os Três Poderes em cheio e realmente vai ser um filtro, que terá como resultado final a possibilidade de o brasileiro sentir-se dirigido por homens e mulheres cujo caráter não há dúvidas. Imagina você colocar o destino de milhares de pessoas nas mãos de alguém que tem problemas com a Justiça”, disse destacando que haverá diferenças em alguns aspectos entre a legislação carioca e a federal.

A Lei da Ficha Limpa do Rio foi proposta pelos deputados Comte Bittencourt (PPS), Luiz Paulo (PSDB) e Robson Leite (PT). Se aprovada, ela pode tornar inelegíveis políticos estaduais, além de impossibilitar a posse de servidores em cargos de indicação, caso tenham sido condenados pela Justiça.

Deputado dorme durante votação da DRU

O sono do deputado Hugo Napoleao durante votação da DRU (Foto: Jorge Félix)


A discussão da DRU, realmente, interessa muito ao governo. Mas outros estão bem menos preocupados. É o caso do ex-governador, ex-senador e agora deputado Hugo Napoleão (PSD-PI).

Ele roncava no fundão do plenário, onde e bem escurinho, enquanto o plenário cheio discutia uma das decisoes mais importantes do ano.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Governo eleva salário mínimo de 2012 para R$ 622,73

O Ministério do Planejamento enviou ao Congresso hoje o novo valor para o salário mínimo de 2012, elevando de R$ 619,21 para R$ 622,73. O ofício enviado pela ministra Miriam Belchior atualiza os parâmetros econômicos utilizados na elaboração da proposta orçamentária do próximo ano. A mudança ocorreu por conta da revisão do INPC deste ano, índice usado no reajuste do mínimo.

A previsão de INPC constante da proposta orçamentária enviada originalmente foi de 5,7%. Pela regra do reajuste, o número mais a taxa de 7,5% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, significou o valor de R$ 619,21 para o mínimo, o equivalente a um aumento de 13,6%. Com a atualização, a inflação subiu para 6,65% e o aumento foi para 14,26% para o mínimo atual de R$ 545.

Lupi deveria deixar ministério, recomenda FHC

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta segunda-feira, 21, ao avaliar a situação do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, que um membro do governo, ao perder as condições de permanência, deve deixar o cargo. 'Eu não quero particularizar, mas vocês sabem o que eu estou querendo dizer. Os próprios ministros deveriam entender que, quando perdem condições de permanência, o gesto de retirada é um gesto mais construtivo para eles próprios do que a insistência em ficar quando não tem mais condições de ficar', recomendou o ex-presidente, após participar, na capital paulista, do 3.º Congresso Brasileiro de Fundações e Entidades de Interesse Social.

Perguntado sobre as denúncias envolvendo o ministro do PDT, Fernando Henrique ressaltou que a permanência de Lupi é uma decisão da presidente Dilma Rousseff, mas na condição de ex-presidente da República ele avaliou que a situação do ministro chegou ao limite. 'Acho que, depois de certo ponto, queira a presidente ou não, o ministro passa a ser um peso', afirmou.

Já o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, preferiu não comentar a situação de Lupi no governo. 'Não vou falar desse tema', afirmou.

domingo, 20 de novembro de 2011

Isolado por aliados, Lupi deve ser mantido pelo Planalto até fevereiro

Mas mesmo governistas admitem que imunidade não resistiria a uma nova denúncia.
Dilma pretende manter Lupi para frear sucessão de quedas de ministros

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, conseguiu sobreviver, a duras penas, a mais uma semana de tiroteio. Depois de fotos e um vídeo mostrarem que ele voara em uma aeronave King Air ao lado do empresário Adair Meira, presidente da Fundação Pró-Cerrado, até mesmo o partido de Lupi, o PDT, jogou a toalha e admitiu que o melhor seria procurar outro nome para o ministério. Dilma, no entanto, subverteu as expectativas, chamou Lupi para uma nova conversa no Palácio do Planalto, e decidiu dar-lhe uma nova chance. Como confidenciou ao Correio um interlocutor da presidente, Dilma está “com uma paciência enorme com o ministro, embora ele não esteja imune a uma nova denúncia”.

A novela Lupi repete, até o momento, o roteiro de outros ministros que acabaram sendo exonerados. Surge uma denúncia, o ministro exonera pessoas próximas, promete empenho nas investigações, é chamado pela presidente e dá as primeiras explicações. O bombardeio prossegue até que se torne insuportável. “Todo mundo sabe o fim dessa novela”, lembrou um assessor palaciano.

A presidente, no entanto, tenta surpreender os analistas e manter Lupi na pasta até a reforma ministerial prevista para o início do ano que vem. Ela não quer ceder às pressões de parte do PDT, que se mobiliza para indicar um novo nome. Além disso, segundo pessoas próximas da presidente, o receio de Dilma é ceder mais uma vez e ficar refém da rotina de denúncias contra integrantes do primeiro escalão. “No dia em que Lupi for demitido, os mesmos jornais que estamparem a notícia vão trazer novas denúncias contra um outro ministro. E tudo vai começar novamente”, ressaltou um aliado de Dilma.

A boa vontade de Dilma com Lupi não significa uma relação política anterior. Apesar de a presidente ter começado sua carreira política no PDT, eles não eram próximos nos tempos em que dividiam a mesma legenda. Dilma militava no Rio Grande do Sul e foi secretária dos governos de Alceu Collares (PDT) e de Olívio Dutra (PT). Lupi foi tesoureiro do partido e vice-presidente da legenda. Com atuação mais concentrada no Rio de Janeiro, só aparecia nos Pampas acompanhado do presidente pedetista Leonel Brizola.

Neopetista

Quando o PDT rompeu com o governo Olívio, Dilma recusou-se a deixar o posto no governo e teve de pedir desfiliação do partido. Ela foi muito criticada pela direção nacional do PDT e acabou, pela sua lealdade ao então governador gaúcho, filiando-se ao PT. A divisão seguiu em 2002, quando Dilma apoiou Lula e o PDT coligou-se com Ciro Gomes.

Quando Brizola morreu, em junho de 2004, Lupi assumiu a direção partidária e conseguiu unificar os diretórios gaúcho e fluminense, que viviam às turras por ciúmes mútuos do fundador da legenda. Em 2006, Dilma e Lupi começaram a se aproximar um pouco, quando o então presidente do PDT convenceu o partido a, no segundo turno, apoiar Lula contra o tucano Geraldo Alckmin, apesar dos protestos de Paulo Pereira da Silva.

]Dessa vez, foi Lupi quem teve a lealdade premiada. Lula o escolheu para ser ministro do Trabalho. Em 2010, o PDT manteve o passo ao lado dos petistas e se estabeleceu como primeira legenda a anunciar apoio à candidatura de Dilma Rousseff a presidente. “Lupi costurou esse apoio antes mesmo de o PT confirmar que estaria com ela”, lembra o deputado Vieira da Cunha (PDT-RS), um dos cotados para a pasta em 2012.


Desinflação será fraca e BC não terá espaço para corte agressivo de juros em 2012, diz Padovani.

A inflação dificilmente chegará ao centro da meta de 4,5% estabelecida pelo governo em 2012, na opinião de Roberto Padovani, economista-chefe do Banco Votorantim.

Segundo ele, “a manutenção do consumo doméstico deverá fazer com que o processo de desinflação não seja suficiente para alcançar a meta”.

Diante disso, diz Padovani, o Banco Central não encontrará espaços para cortar a taxa de juros de forma mais agressiva no ano que vem.

A estimativa do economista é de que a Selic feche o ano em 10,50%, um ponto percentual abaixo dos atuais 11,50%.

Padovani projeta uma leve recuperação da indústria em 2012, o que ajudará a manter o emprego nos patamares próximos aos atuais.

Ele acredita que a taxa de desemprego subirá levemente, de 6,2% para 6,4% no próximo ano.

“Do ponto de vista das condições de renda, este desaquecimento tende a produzir efeitos moderados: a massa salarial da economia deverá continuar em expansão”, disse