terça-feira, 9 de outubro de 2012

Bornier faz quase o dobro de Sheila, mas Nova Iguaçu terá segundo turno

Foram 152.163 do candidato do PMDB contra 78.583 para postulante do PDT; segunda volta vai começar

 

Serra e Haddad disputam votos de Russomano em SP

Adversários no segundo turno, tucano e petista tentam conquistar o apoio do PRB, que se manteve com bons números nas pesquisas até a reta final do pleito; candidato do PSDB, José Serra já começou a busca pelo apoio dos evangélicos da Assembleia de Deus, antes com Russomano; enquanto isso, o PT de Fernando Haddad foi cobrado pelo PRB por um ministério maior do que o da Pesca em troca da aliança em São Paulo.
 
Garantidos no segundo turno em São Paulo, Fernando Haddad (PT) e José Serra (PSDB) buscam agora os votos do candidato que até a reta final tinha vaga garantida na segunda volta das eleições, Celso Russomano (PRB), visto que o PMDB de Gabriel Chalita já sinalizou apoio ao petista. Nesta segunda-feira 8, dia que deu início à segunda etapa da corrida, o tucano começou sua busca pelo apoio dos evangélicos, especialmente os que apoiavam Russomano.
 
Serra aproveita as críticas dos evangélicos contra Haddad devido a produção do material educacional anti-homofobia apelidado de "kit-gay", quando ele era ministro da Educação, para buscar o apoio dos fiéis. Uma das igrejas já procuradas pela campanha do tucano foi a Assembleia de Deus Ministério de Santo Amaro, que praticamente lançou Russomano em um culto realizado em setembro. Outro líder religioso acionado pelo PSDB foi o pastor Jabes Alencar, da Assembleia do Bom Retiro.
 
Para conquistar o apoio do PRB, o partido de Fernando Haddad já recebeu um pedido: uma pasta de maior orçamento no governo federal. Hoje, o partido de Russomano possui o ministério da Pesca, comandado por Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal. Os dirigentes da sigla alegam que, com mais peso político, o partido pretende usar os 21,6% votos válidos de Russomano para pedir mais espaço na Esplanada. A fim de pressionar os petistas, o PRB também abrirá negociação com Serra.
 
Nesta segunda-feira, a presidente Dilma Rousseff se reuniu em Brasília com Marcelo Crivella e com o presidente do PMDB e vice-presidente da República, Michel Temer. Mas nenhum acordo foi fechado até agora. Os peemedebistas, mais propensos a apoiar o PT em São Paulo, devem formalizar seu acordo nesta terça-feira, após reunião com o partido.

Nesta terça, Chalita anuncia adesão a Haddad

 
 
Quarto colocado na disputa municipal em São Paulo, com 13,6% dos votos válidos, o peemedebista Gabriel Chalita formaliza hoje sua entrada na candidatura do petista Fernando Haddad; acordo costurado entre a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer é o primeiro passo para o isolamento da candidatura de José Serra, que foi o responsável direto pela saída de Chalita do PSDB.
 
Dois dias depois de passar para o segundo turno em São Paulo, o candidato petista Fernando Haddad deve ganhar seu primeiro apoio expressivo na disputa contra José Serra, do PSDB. O peemedebista Gabriel Chalita, que recebeu 833.255 votos, o equivalente a 13,6% do que foi depositado nas urnas, deve anunciar ainda hoje seu apoio a Haddad. A adesão de Chalita pode ser decisiva, uma vez que Haddad, com 28,98% dos votos válidos, terminou o primeiro turno com 108,5 mil votos a menos do que Serra.
 
Costurado pela presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer, o acordo prevê o fortalecimento dos espaços do PMDB no governo federal, como a Agricultura e a Caixa Econômica Federal, sem que estejam descartadas possibilidades futuras, como o Ministério da Educação. Além disso, o acordo envolve ainda algumas secretarias na própria prefeitura de São Paulo e é o primeiro passo para isolar a candidatura Serra – depois de Chalita, Celso Russomano também deve declarar seu apoio a Haddad.
Embora tenha sido assediado pelo governador Geraldo Alckmin, de quem foi secretário de Educação, logo após o resultado do primeiro turno, Chalita não tem alternativa a não ser apoiar Haddad. Sua saída do PSDB foi motivada pela incompatibilidade com José Serra, que, como governador de São Paulo, boicotou programas implantados por Chalita, como a escola de tempo integral. O apoio a Haddad, de certa forma, terá também um sabor de vingança pessoal.
 
Assim como Temer, também sairá fortalecido o PMDB do Rio de Janeiro, que bancou a maior parte dos gastos da campanha de Chalita. Não por acaso, os primeiros políticos recebidos por Dilma após o primeiro turno da eleição municipal foram justamente o governador Sérgio Cabral e o prefeito reeleito Eduardo Paes, que foi o primeiro a dizer que o apoio de Chalita a Haddad seria o “caminho natural”. Esse empurrão do PMDB ao PT em São Paulo terá também como contrapartida a reciprocidade no Rio – o que é uma má notícia para o senador petista Lindbergh Farias, que pretende se lançar ao governo em 2014.
 
Ontem, Temer e Chalita ainda fizeram algum suspense, dizendo que seria necessário primeiro “ouvir o partido”. Nas próximas horas, ambos tornarão público o que já foi acordado em Brasília.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Trabalhador brasileiro deveria ganhar mínimo de R$ 2.616,41 em setembro

O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.616,41 em setembro, a fim de suprir...
 
 
 
 
SÃO PAULO - O salário mínimo do trabalhador no País deveria ter sido de R$ 2.616,41 em setembro, a fim de suprir as necessidades básicas do brasileiro e de sua família, constata a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
 
Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 311,44, em Porto Alegre, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o salário mínimo deveria ter sido 4,21 vezes maior do que o piso vigente no Brasil, de R$ 622,00.
 
O valor estimado pelo Dieese em setembro é maior do que o apurado para agosto, quando o mínimo necessário fora calculado em R$ 2.589,78, ou 4,16 vezes o mínimo atual. Há um ano, o salário mínimo adequado para suprir as necessidades dos brasileiros fora calculado em R$ 2.285,83, ou 4,19 vezes o mínimo em vigor naquele período, de R$ 545,00.
 
A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o consumidor que ganha um salário mínimo pudesse adquirir, em setembro deste ano, o conjunto de bens essenciais foi praticamente o mesmo na comparação com o mês anterior. De acordo com o Dieese, para comprar a cesta básica no nono mês de 2012, o brasileiro precisou trabalhar em média 95 horas e 12 minutos, ante 95 horas e 3 minutos em agosto. Em setembro do ano passado, a jornada média de trabalho exigida para a compra de itens alimentícios básicos foi de 93 horas e 58 minutos.

Temer 'entra em campo' e PMDB deve ir com Pelegrino

Coluna Painel Político, de O Globo, diz que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), "entrou em campo em Salvador" para "convencer" o ex-ministro Geddel Vieira Lima a apoiar Nelson Pelegrino (PT) no segundo turno da disputa pela Prefeitura do Salvador; "O PMDB já brigou demais na Bahia brigando com (o governador Jaques) Wagner", diz a publicação.
 
A coluna Painel Político, de O Globo, sentenciou nesta sexta-feira (5) o que o Bahia 247 vem afirmando reiteradamente. O PMDB de Mário Kertész e do ex-ministro da Integração Nacional Geddel Vieira Lima (vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa) vai levantar a bandeira do petista Nelson Pelegrino no segundo turno das eleições pela Prefeitura de Salvador.
 
Nota da coluna diz que o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), "entrou em campo em Salvador" para "convencer" Geddel a apoiar Pelegrino. "O PMDB já brigou demais na Bahia brigando com (o governador Jaques) Wagner".
 
Conforme já foi refletido neste espaço diversas vezes, é complicado para o PMDB declarar apoio a um dos mais vorazes opositores ao governo da presidente Dilma Rousseff, ACM Neto (DEM), numa cidade de suma importância para o PT, como é Salvador.
 
Além disso, ainda que o PMDB fechasse com Neto agora, como ficaria a candidatura de Geddel em 2014 pelo governo do estado? Apoio do DEM é complicado por dois motivos. Os peemedebistas sabem que Neto tem projeto de realização pessoal de ser governador (ele não esconde isso de ninguém).
 
E como seria se unir com o DEM para derrotar o candidato de Wagner, liderança petista nordestina e amigo de Dilma e de Lula?
 
Pode até acontecer uma aliança DEM-PMDB no segundo turno, de fato, mas que é difícil, é.

TRE-BA vai gastar mais de R$ 25 milhões com eleição

Estimativa total de custos é da ordem de aproximadamente R$ 25,4 milhões em todo o estado; o montante equivale ao custeio de despesas com material, ações e pessoal; custo é de R$ 2,51 por cada eleitor.
 
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE) estima que terá custos da ordem de aproximadamente R$ 25,4 milhões em todo o estado com as eleições de domingo (7). O montante equivale ao custeio de despesas com material, ações e pessoal.
 
A provisão recebida para custeio da despesa com pessoal no pleito de 2012, incluindo gastos com juízes, membros, promotores e o pagamento de horas extras, é de R$ 11.456.234. Os outros R$ 13.963.963 são referentes ao total de despesa empenhada com treinamentos, aquisição e logística de urnas eletrônicas, despesas de funcionamento, divulgação do processo eleitoral, locação de máquinas e equipamentos e serviços cartorários, entre outros. Toda a verba é proveniente de recursos do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
 
O custo total por cada eleitor é de R$ 2,51, conforme dados da Secretaria de Orçamento, Finanças e Contabilidade. Segundo André Beserra, diretor-geral do TRE, esta é a primeira vez que as despesas empregadas na realização do pleito são divulgadas na Bahia. Ele confirmou que nas últimas eleições municipais (em 2008), as despesas chegaram a R$ 17,8 milhões.
 
"O aumento dos custos acompanha o crescimento do número de eleitores. Mais gente votando significa a criação de novas seções, que demandam a aquisição de mais urnas e o aumento das despesas com o transporte delas, as instalações elétricas e toda a infraestrutura".

CPMI do Cachoeira ouvirá Leréia na próxima terça

De acordo com a Polícia Federal, o deputado do PSDB teria recebido dinheiro da organização de Carlos Cachoeira, alertado o contraventor sobre uma operação policial e usado o cartão dele para fazer compras; comissão voltará a se reunir na semana que vem, depois de pouco mais de um mês de suspensão dos trabalhos por causa das eleições municipais.
 
Agência Câmara - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira marcou para a terça-feira 9 o depoimento do deputado Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO), que falará sobre denúncias de suposto envolvimento com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Será a segunda vez que a CPMI tenta ouvir as explicações do parlamentar, que admite ser amigo de Cachoeira, mas nega envolvimento com atividades ilegais.
 
De acordo com investigações da Polícia Federal, o parlamentar teria recebido dinheiro da organização de Cachoeira. Além disso, teria alertado o contraventor sobre uma operação policial e usado o cartão dele para fazer compras.
 
Segundo a PF, Leréia e Cachoeira conversaram por telefone pelo menos 72 vezes entre março e juho do ano passado. O nome do deputado é citado em outros 26 telefonemas entre o contraventor e supostos membros da organização criminosa.
 
Prorrogação da CPMI
 
Para a quarta-feira 10, está prevista uma reunião administrativa para decidir os próximos passos da CPMI. A principal decisão a ser tomada é sobre o fim ou não da comissão. O prazo para a conclusão dos trabalhos termina em 4 de novembro.
 
Mais de 500 requerimentos ainda aguardam votação na CPMI. Entre eles, estão os de convocação de novos depoentes e os de quebra de sigilo de empresas laranjas.
 
O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), defendeu a prorrogação da CPMI. Ele lembrou que algumas investigações ainda não foram feitas, como as relacionadas às empresas fantasmas que receberam mais de R$ 240 milhões da construtora Delta.
 
"Prorrogando, nós vamos dar uma satisfação à sociedade brasileira. A CPMI envolve bilhões de reais da construtora Delta, dos negócios do senhor Carlinhos Cachoeira, que, segundo a Polícia Federal, é sócio oculto da Delta. Nós temos de investigar e mostrar para o Brasil que esse tipo de coisa tem de ser punido exemplarmente", disse Bueno.
 
O relator da CPMI, deputado Odair Cunha (PT-MG), ainda não se pronunciou sobre a possibilidade de prorrogação dos trabalhos.
 
Alguns parlamentares da base governista, no entanto, consideram que a investigação já cumpriu o seu papel, que é desvendar as relações de Cachoeira com agentes públicos e privados.
O vice-presidente da comissão, deputado Paulo Teixeira (PT-SP), defendeu o fim da CPMI no prazo original. "Se o relator conseguir entregar o relatório em tempo, não vejo razões para haver a prorrogação", disse Teixeira.
 
O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), quer discutir a prorrogação com os líderes partidários. Para a comissão ter mais tempo para investigar, é preciso o apoio de um em cada três parlamentares do Congresso Nacional. São necessárias as assinaturas de 171 deputados e de 81 senadores, assim como foi feito para criar a CPMI.

De novo, a mesma manchete às vésperas da urna

Para os grandes jornais, não foi possível emplacar a tão sonhada manchete, com um CONDENADO, em letras garrafais, contra José Dirceu e o PT, mas quase. No segundo dia consecutivo, os três maiores periódicos do Brasil, Globo, Folha e Estadão, saíram com chamadas quase idênticas, às vésperas do processo eleitoral; a dúvida é: que efeito isso terá nas urnas?
 
A dois dias das eleições, uma manchete indicando que o principal ministro de Lula, José Dirceu, e o ex-presidente do PT, José Genoino, teriam sido condenados pela suprema corte como corruptores ativos seria o presente de natal antecipado para todos os candidatos que, neste domingo, enfrentam opositores do PT, nas eleições municipais pelo país. José Serra, por exemplo, já disse em seu programa eleitoral, que a eventual vitória de Haddad significaria a volta de Dirceu, Genoino e Delúbio ao poder. Disse ainda que Dirceu é o “guru” de Haddad. ACM Neto, por sua fez, também fez programas associando Nelson Pelegrino, do PT, ao mensalão. E o próprio Roberto Gurgel, procurador-geral da República, Roberto Gurgel, sugeriu que o eleitor não vote em nomes do partido neste domimgo
 
Portanto, a conexão entre mensalão e eleição é mais do que clara. Claríssima. E hoje, pelo segundo dia consecutivo, os três maiores jornais do País saíram com manchetes praticamente idênticas. “Revisor absolve, mas 3 já condenam Dirceu”, afirma o Globo. “Revisor absolve Dirceu, mas três já o condenam”, diz a Folha. “Três ministros condenam Dirceu; Lewandowski absolve”, completa o Estadão.
 
Tratados como “Partido da Imprensa Golpista” por petistas tidos como mais radicais, os jornalões estão, neste caso, absolutamente alinhados. Só não está claro ainda que efeito esse discurso único terá na urna, no domingo. Pesquisas recentes captaram crescimento de candidatos do PT em várias cidades médias e grandes e o presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro, afirmou que o efeito do julgamento na eleição será praticamente nulo. A conferir.

Kassab comprou por R$ 493 mil assinaturas de revista da Abril

Uma semana depois, o prefeito de São Paulo, que recebe um dos piores índices de rejeição, foi capa da Veja São Paulo, do mesmo grupo editorial, com a manchete: "Será que estamos sendo justos com ele?"
 
Uma semana antes de ser personagem de capa da edição de São Paulo da revista Veja, a Vejinha, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, investiu R$ 493 mil dos cofres da administração municipal na compra de uma publicação do Grupo Abril, o mesmo de Veja. Segundo revelou o blogue de Luis Nassif, a aquisição de assinaturas da Nova Escola diretamente da Fundação Victor Civita foi publicada em 20 de setembro no Diário Oficial do Município.
 
Menos de dez dias depois, Kassab teve o corpo estampado em capa da Vejinha que questionava: "Será que estamos sendo justos com ele?". Em reportagem, a revista questionava se os altos índices de rejeição do prefeito, que encerra mandato em dezembro, correspondem aos resultados da atual gestão, que, no entender do Grupo Abril, são positivos.
 
A compra liberada em 20 de setembro não foi a primeira. A consulta ao Diário Oficial do Município mostra que ao todo um contrato firmado por meio da Secretaria Municipal de Educação prevê destinar R$ 1.233.540 este ano à Fundação Victor Civita, meta que já foi atingida. Em 14 de julho a publicação oficial registrou a estimativa de que outros R$ 740.124 fossem destinados à entidade do Grupo Abril.
 
A Nova Escola é uma publicação querida de governos em geral. Em 2009, a organização não governamental Ação Educativa chamou atenção para um contrato firmado sem licitação pela Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) para a compra de 220 mil assinaturas no valor de R$ 3,7 milhões. A FDE, que pertence ao governo estadual paulista, é agora investigada pelo Ministério Público sobre a possibilidade de compra fraudulenta de mochilas que foram distribuídas aos alunos da rede pública.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Nilópolis ganha calçadão

Financiada com recursos do programa estadual Somando Forças, no valor de R$ 5,5 milhões, o calçadão da Avenida Mirandela, em Nilópolis, na Baixada Fluminense, deverá ser entregue à população ainda este mês.
Quase 80 operários trabalham nos detalhes finais da obra, concebida pela equipe de arquitetos da Secretaria estadual de Obras, em conjunto com a prefeitura, para transformar a Avenida Mirandela, no centro da cidade, em um shopping a céu aberto. Por ali passam diariamente mais de 40 mil pessoas.

As quatro escadas rolantes e o mezanino que ligam a estação ferroviária à rua já foram instalados. Estão sendo feitos agora a cobertura e o piso do mezanino e o reforço da estrutura metálica das escadas, segundo o engenheiro responsável pelas obras, Édson Lima de Campos. Os operários trabalham ainda na colocação do forro do teto, na pavimentação do piso da rua com ladrilhos hidráulicos e granitina e na instalação da rede elétrica.

- O projeto é um sonho antigo dos nilopolitanos que está prestes a se tornar realidade. Esta
obra, pela qual tenho especial carinho, vai se transformar no novo cartão postal e no portão de entrada da cidade - afirmou o subsecretário de Urbanismo e Projetos Especiais da Secretaria estadual de Obras, Vicente Loureiro.
O trecho do calçadão, com extensão de 200 metros, fica entre as ruas Getúlio Moura e Getúlio Vargas. O local é servido por lojas de comércio e de serviços, além de vários pontos de ônibus e pela estação da SuperVia, que promete lançar um pacote de obras para revitalizar o terminal, integrando-o ao calçadão

A prefeitura quer tornar o local também em espaço de lazer e convívio para os moradores, com a realização de eventos sociais e culturais. O calçadão, que ganhará uma iluminação cênica especial, é coberto e, em ambos os lados, terá mobiliário urbano, com quiosques, bancas de jornal, orelhões e assentos.

23ª Fepe aberta nesta quarta-feira com descontos de 70%

A 23ª Feira de Preços Especiais (Fepe) será aberta nesta quarta-feira (03), às 18h30, no Pavilhão de Indústria e Comércio da Fundação Rural de Campos (FRC), no Bairro da Pecuária. O evento, promovido pela Câmara de Diretores Lojistas (CDL), marca o inicio das comemorações dos 50 anos de fundação da entidade e se estende até domingo (07). Haverá mais de 100 estandes com uma variedade de mercadorias indo desde o vestuário, passando pelo setor de móveis, construção civil entre outros. Os lojistas prometem descontos de até 70% em relação aos preços praticados no comércio.
 
A Fepe tem ao longo dos anos se tornado um evento regional, atraindo consumidores de vários municípios vizinhos. Por isso, o evento está sendo tratado como de caráter estadual. Esse ano, por marcar o início das comemorações dos 50 anos de fundação da entidade promotora, serão muitas as atrações, intensificando o aspecto familiar da feira, com atividades para crianças, música para os adultos, praça de alimentação entre outras novidades.
Na próxima segunda-feira (08) a direção da CDL fará um balanço sobre a 23ª Fepe, que os organizadores esperam superar os números das anteriores, tanto em público quando em movimento de negócios. Os preços estarão, segundo a organização realmente bem em conta porque a feira está acontecendo justamente na virada da estação, e desta forma os produtos típicos de inverno, no que diz respeito ao segmento de vestuário, que é o mais forte da feira, estarão reduzidos ao máximo. Tudo está preparado para dar conforto e segurança aos consumidores, havendo área de estacionamento e muitos estandes equipados com máquinas para cartões de crédito e débito.
Ainda marcando o início das comemorações dos 50 anos da CDL de Campos haverá na noite desta sexta-feira (05) o Baile da Primavera, que será realizado na Estação Saúde, em caráter benemerente.

Comício de Rosinha leva multidão à Praça São Salvador



Evento contou com a participação do deputado federal Anthony Garotinho
 
 
 
A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho (PR), ao lado do seu vice, Dr. Chicão (PP), ambos candidatos à reeleição pela Coligação Campos de Todos Nós .

 

PRB/PP/PTB/PTN/PSC/PR/DEM/PRTB/PHS/PTC/PSB/PSDB/PT do B), realizaram mais um comício na noite desta terça-feira (02), na Praça São Salvador, no Centro. Milhares de pessoas estiveram presentes ao evento, que contou ainda com a participação do presidente estadual do PR, deputado federal Anthony Garotinho; do deputado federal Paulo Feijó (PR), além de candidatos à Câmara Municipal dos partidos da Coligação Campos de Todos Nós.
 
Rosinha evitou o clima do “já ganhou”, apesar de liderar todas as pesquisas eleitorais com índices suficientes para vencer as eleições já no primeiro turno, e conclamou a todos para intensificar a campanha em busca de votos, em especial daqueles eleitores indecisos e que definem seus candidatos nos últimos dias que antecedem às eleições. A prefeita também lembrou a necessidade de votar nos candidatos a vereador da Coligação Campos de Todos Nós.
 
“Precisamos ter maioria na Câmara Municipal para aprovarmos projetos importantes em prol da nossa população”, destacou Rosinha, que falou de ações importantes em seu governo, como a elevação do valor do Cheque-Cidadão para R$ 200,00 a partir do ano que vem, a manutenção da passagem a R$ 1,00, a construção de mais 4.500 casas do Programa Morar Feliz, creches-modelos, escolas, praças, vilas olímpicas, entre outras realizações.
 
Garotinho criticou a postura da oposição em Campos, classificando-a de raivosa e que tem aplicado “golpes baixos”, mas que “a população tem rejeitado este tipo de comportamento”.

'Vou apelar até as últimas instâncias', diz Valdemar

Ex-presidente do PL (atual PR) e responsável pela aliança do partido com o PT na primeira vitória de Luiz Inácio...
 
Ex-presidente do PL (atual PR) e responsável pela aliança do partido com o PT na primeira vitória de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, o deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP) reapareceu, ontem, para anunciar que vai recorrer da condenação no processo do mensalão à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
 
Valdemar, que convocou uma entrevista coletiva, disse ainda que não renunciará ao mandato e atribuiu toda a responsabilidade pela origem do dinheiro que sustentou o esquema ao ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. O deputado afirmou não considerar a hipótese de ser preso: "Não, de jeito nenhum. Vamos ganhar isso aí".
 
Durante a entrevista, concedida ao lado de seu advogado, Marcelo Bessa, o deputado argumentou que qualquer pessoa tem o direito a ter uma condenação reexaminada, ou em outro grau judiciário ou pelo mesmo tribunal.
 
"Apelarei até as últimas instâncias do planeta para garantir o inviolável direito a uma defesa que seja examinada em duas oportunidades distintas de julgamento", disse. O deputado afirmou que a acusação desconsiderou alguns fatos, computando, por exemplo, votações na quais ele não participou para justificar a troca de votos por dinheiro do esquema.
 
"O reexame de uma condenação penal é uma garantia que, além de resguardar o direito a ampla defesa, tem o papel de permitir a qualquer réu contrapor, dentro de um ambiente democrático, aos argumentos utilizados para a condenação", afirmou Costa Neto. Além da corte internacional, o deputado disse que há ainda vários recursos que podem ser apresentados no próprio Supremo contra a decisão.
 
'Crime eleitoral'. Valdemar Costa Neto foi condenado pelo Supremo por corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele disse que o crime que cometeu e que assume foi o eleitoral, seguindo a tese de defesa dos réus de que o dinheiro serviu para pagar dívidas de campanha dos partidos da base e não para a compra de apoio político no primeiro mandato de Lula.
 
"Não sou inocente. Mas também nunca vivi de lavagem de dinheiro, corrupção ou formação de quadrilha. Apenas fui condenado pelo crime errado", disse.
 
Ele afirmou ainda que o "mensalão assustou toda a sociedade", porque envolvia o PT. "Se fosse com o DEM ou com o PSDB, não teria a repercussão que teve". Ao responsabilizar Delúbio, Costa Neto inocentou Lula, o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente do PT José Genoino.
 
'Não assunto', "Após a posse, o Lula e muito menos do José Dirceu, nunca mais tocaram no assunto. O Lula já não tinha tocado. O Zé Dirceu com quem tratei da coligação do PT com o PL nunca, depois que assumiu a Casa Civil, tratou de assunto de dinheiro comigo. Era tudo com o Delúbio. E nunca também com o Genoino. O Genoino não sabe nem o que é dinheiro", disse Valdemar.

Supremo começa a julgar 'núcleo político'


O Supremo Tribunal Federal julga a partir de hoje o chamado "núcleo político" do mensalão, do qual fazem parte...
 
O Supremo Tribunal Federal julga a partir de hoje o chamado "núcleo político" do mensalão, do qual fazem parte o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares. O relator do processo, Joaquim Barbosa, deve condená-los sob o argumento de terem comprado parlamentares no governo Luiz Inácio Lula da Silva.
 
O voto do relator vem embalado pela divulgação da íntegra ontem do voto do presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, referente ao capítulo anterior. Filiado ao PT no passado, Ayres Britto antecipa em seu voto o que deve ser decisivo para condenar Dirceu: o relacionamento do ex-ministro com o operador do mensalão, o empresário Marcos Valério. O ex-ministro da Casa Civil disse em sua defesa que não mantinha contato com Valério.
 
Para o Ministério Público, vários exemplos indicam o oposto. A começar por uma reunião no Palácio do Planalto entre Dirceu, representantes do Banco Espírito Santo e Marcos Valério para discutir investimentos na Bahia pode ser citada para demonstrar o oposto.
 
Ayres Britto classifica Valério como "um protagonista em especial" cuja atuação em todos os fatos comprovam a materialidade dos fatos. "Ele parece ter o dom da ubiquidade. É praticamente impossível deixar de vinculá-lo, operacional ou funcionalmente, a quase todos os réus desta ação penal", afirmou o ministro.
 
Outro fato que deverá ser citado, a começar por Joaquim Barbosa, para condenar Dirceu é a ajuda financeira dada pelo grupo de Valério à ex-esposa do então ministro Ângela Saragoza. Ela teve ajuda de réus envolvidos no mensalão para conseguir um empréstimo no Banco Rural e um emprego no BMG. Na mesma época, Ângela vendeu seu apartamento para o ex-advogado da SMPB Rogério Tolentino, já condenado por lavagem de dinheiro.
 
Assim como Britto, o voto do ministro Celso de Mello, na sessão de segunda-feira, já indicava as remotas chances de absolvição de Dirceu. O decano da Corte foi explícito ao dizer que o esquema de corrupção partiu de altas instâncias do governo. "Em assuntos de Estado e de Governo, nem o cinismo, nem o pragmatismo, nem a ausência de senso ético, nem o oportunismo podem justificar, quer juridicamente, quer moralmente, quer institucionalmente, práticas criminosas, como a corrupção parlamentar ou as ações corruptivas de altos dirigentes do Poder Executivo ou de agremiações partidárias", afirmou em seu voto.
 
Depoimentos. Além da relação entre Dirceu e Valério, os ministros devem levar em consideração os depoimentos prestados ao longo das investigações em que Dirceu é apontado como um dos responsáveis por avalizar os acordos políticos com as cúpulas dos partidos beneficiados pelo mensalão. As negociações, conforme depoimentos, ocorriam inclusive no Planalto. Esse envolvimento nos acertos políticos deve ser usado para desqualificar a alegação de Dirceu de que desde a sua posse na Casa Civil, em janeiro de 2003, afastou-se do dia a dia do PT.
 
Dois testemunhos especialmente serão usados como provas. Um deles é de Valério, que afirmou que Delúbio Soares o procurara para lhe pedir ajuda financeira. Na conversa, Delúbio sugeriu que a SMPB contratasse empréstimos bancários e repassasse os recursos para o PT. A operação seria do conhecimento de Dirceu. Outro depoimento é de Roberto Jefferson, delator do esquema. Ele afirmou que Dirceu "homologava todos os acordos" firmados entre PT e PTB.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eike pode ter Murdoch como sócio no SBT

Segundo a Veja, o magnata australiano procurou o empresário brasileiro propondo uma sociedade na qual ficaria com 30% da rede de TV de Silvio Santos.